domingo, 26 de abril de 2026

A santa ignorância dos jornalistas: distinguir entre uma foice e um "Kirpan"


 Nas últimas semanas têm surgido notícias nos jornais sobre agressões com o uso de foices, todas em cidades. Como não há searas para mondar, nas grandes cidades, reparei logo que havia aqui alguma coisa de estranho. Bem, não é exactamente estranho, porque todos os dias somos brindados com imbecilidades vindas de jornalistas. 

As agressões noticiadas como tendo sido utilizada uma foice foram agressões entre imigrantes industânicos, usando o o chamado "Kirpan", um adaga curta que os sikhs usam. O uso do punhal faz parte das obrigações definidas pela sua religião:

"O kirpan (punjabi: ਕਿਰਪਾਨ) é uma adaga ou pequena espada curva, um artigo de fé sagrado que os siques iniciados (Khalsa) são obrigados a usar como parte do seu uniforme religioso, simbolizando o dever de proteger os fracos, a justiça e a resistência à opressão. É um dos "Cinco Ks" (Panj Kakaar) do siquismo, introduzido em 1699, e destina-se apenas à defesa" (Wikipédia)

Melhor do que esta das foices usadas em plenas cidades foi uma notícia assinada por duas jornalistas no site da RTP. Infelizmente, não me lembrei de guardar o link. As duas jornalistas, falando sobre a guerra no Médio Oriente usaram a expressão "armas militares". Um dia destes temos algum cérebro jornalístico a falar de "água molhada"... 


 

Mário Soares: No tempo de Salazar não vi ninguém a comer de caixotes do lixo


 

sábado, 25 de abril de 2026

Ainda a percepção do crime

 


 
Porque não revelar, nas estatísticas do crime, a etnia dos criminosos e das vítimas de crime? Tal como fazem os EUA e o Reino Unido. Revelar a nacionalidade dos criminosos é um primeiro passo para provar que a percepção é mais do isso, é uma realidade. Mas seria ainda mais importantes revelar o grupo étnico dos criminosos. 
 
Há cerca de um mês, um vídeo feita à entrada de uma escola de Massamá tornou-se "viral". Nesse vídeo, um grupo de sete ou oito jovens negros espancava violentamente um jovem branco, já prostrado no chão. A percepção do que é o crime em Portugal só será uma realidade quando as estatísticas tiverem menção da etnia dos agressores, permitindo que as autoridades lancem programas específicos tendo como alvo as comunidades onde a prática do crime seja mais acentuada. 
 
Em Inglaterra, em 2000, a polícia criou uma unidade especial. A Operação Trident foi uma unidade policial especializada da polícia para combater crimes violentos com armas de fogo e facas que afetavam desproporcionalmente a comunidade negra. Em cerca de 74% dos homicídios com vítimas negras o principal suspeito foi identificado, tinha uma relação conhecida com a vítima e envolveram um agressor que também pertencente à etnia negra. 
 
Um pormenor em relação aos ciganos: são 0,5 por cento da população portuguesa mas a população prisional cigana ronda os 5 % - cerca de dez vezes mais do que a sua percentagem na população portuguesa não-cigana. Era interessante conhecer estes dados em Portugal. 
 
De acordo com o CEMME – Centro de Estudos de Migrações e Minorias Étnicas - num trabalho elaborado em Janeiro de 2007 - "QUE FUTURO TEM PORTUGAL PARA OS PORTUGUESES CIGANOS?" - de José Gabriel Pereira Bastos, no final de Maio de 1998, encontravam-se detidos em prisões portuguesas, entre preventivos (34,7%) e condenados, 787 pessoas de etnia cigana, mais de dez vezes a taxa de população nacional (não cigana) encarcerada que, em 1997, era de 145 reclusos por 100 mil habitantes, e a proporção de mulheres ciganas presas (11, 6 % de todas as presas) mais do que duplicava a média nacional de encarceramento de ciganos, os quais constituíam 5,5 % de todos os presos à data (J. J. Moreira: 1998: 8).  
 
 Nos EUA, em 2019, os afro-americanos eram cerca de 13% da população dos EUA, mas representavam quase um terço da população carcerária do país.
Nos Estados Unidos e em Inglaterra, as mais antigas democracias do mundo, as estatísticas do crime são racializadas. Por exemplo, 17,1% das vítimas brancas foram mortas por agressores negros, que representam 13,7% da população total, nos Estados Unidos. 
 
Era interessante conhecer estes dados em Portugal. Uma avaliação empírica pode ser feita com uma mera passagem por algumas das grandes cadeias, olhando para as bichas, pouco antes da hora das visitas e avaliando, a olho, a percentagem de visitantes africanos e brancos.

Violações em Portugal são o número mais alto


 

Não pagaremos!


 

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Crime nos Estados Unidos: 81% dos homicídios de brancos são perpretados por negros

  


Porque não revelar, nas estatísticas do crime, a etnia dos criminosos e das vítimas de crime? Tal como fazem os EUA e o Reino Unido...

Revelar a nacionalidade dos criminosos é um primeiro passo para provar que a percepção é mais do isso, é uma realidade. Mas seria ainda mais importantes revelar o grupo étnico dos criminosos. Há menos de uma semana, um jovem de 20 anos foi agredido por "um grupo de jovens "com menos de 16 anos", na estação do Cais do Sodré. Quando a polícia entrou em acção, o jovem de 20 anos estava no chão, inconsciente.

O mundo tem destas coincidências: um amigo de um amigo meu assistiu ao espancamento. Sabendo que eu me interesso por este tipo de casos, mandou-me uma mensagem: os nove agressores eram todos africanos. A percepção do que é o crime em Portugal só será uma realidade quando as estatísticas tiverem menção da etnia dos agressores.
Quando se acabar, por exemplo, com designações, nos jornais acerca de "uma família" que agrediu enfermeiros e médicos num hospital porque queriam que uma criança passasse à frente de todos os outros utentes. Uma "família" de quê? De ciganos, obviamente.

Nos Estados Unidos e em Inglaterra, as mais antigas democracias do mundo, as estatísticas do crime são racializadas. Por exemplo, 17,1% das vítimas brancas foram mortas por agressores negros, que representam 13,7% da população total. Era interessante conhecer estes dados em Portugal. Uma avaliação empírica pode ser feita com uma mera passagem por algumas das grandes cadeias, pouco antes da hora das visitas e avaliar a percentagem de visitantes africanos e brancos.

 

Em Odivelas e na Amadora, milhares de alunos são obrigados a comer comida "Halal" ("pura" segundo os muçulmanos)

 

 

Odivelas foi o primeiro concelho a implementar a medida em toda a sua rede pública. Atualmente, a opção halal está disponível em todos os estabelecimentos de educação e ensino da rede pública do concelho, que tem cerca de estabelecimentos, abrangendo refeições de pequeno-almoço, almoço e lanche. Na Amadora foi implementada recentemente a dieta halal, com uma estimativa de fornecimento diário que ultrapassa as 8.000 refeições para o ensino pré-escolar e básico.

 

 

Criança afegã vendida pelos pais a um idoso


 

A santa ignorância dos jornalistas: distinguir entre uma foice e um "Kirpan"

 Nas últimas semanas têm surgido notícias nos jornais sobre agressões com o uso de foices, todas em cidades. Como não há searas para mondar,...