sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

DOJ has filed to strip U.S. citizenship away from the former mayor of North Miami, FL

 

In a rare denaturalization case, DOJ has filed to strip U.S. citizenship away from the former mayor of North Miami, FL, who they allege is a Haitian fraudster who used two identities & committed marriage fraud to obtain American citizenship after illegally entering the U.S.
DOJ says he used a fraudulent “photo switched” passport under the name Jean Philippe Janiver to enter the U.S. before being ordered deported under that identity in 2001. He appealed the deportation order, then withdrew the appeal, claiming he had moved back to Haiti, when in reality, he remained in the U.S. and took on a new name, Philippe Bien-Aime, and new date of birth, then married a U.S. citizen to obtain permanent resident status.
But DOJ says that marriage was fraudulent, because he was already married to a Haitian citizen.
DOJ says after making a serious of fraudulent statements to immigration authorities, he was eventually naturalized as a U.S. citizen in 2006 under the new identity.
DOJ says federal investigators at DHS/USCIS discovered the fraud & confirmed it through a comparison of fingerprints that he provided under the two identities.
That review is part of an ongoing national initiative designed to find fraud in partnership between DOJ & USCIS.
 

Extorsões na Alemanha: gangues de imigrantes "atacam" restaurantes

 

Gangues na Alemanha exigem entre 200 mil e 300 mil euros aos proprietários de restaurantes, disse um especialista à Euronews. Aqueles que não pagam são ameaçados com tiros e represálias. Um dono de restaurante fechou o negócio - e perdeu confiança no Estado.

De repente, apareceram "três árabes", como Jan Philipp Bubinger os descreve, "um pouco mal-humorados, em fato de treino". Durante meses, tornaram a vida deste empresário da restauração num inferno. Atrapalharam de tal forma o seu negócio que acabou por ter de fechar definitivamente o seu restaurante na Rua Winterfeld, em Berlim.

"No início, tentaram deliberadamente afugentar os meus clientes", conta Bubinger. Sentavam-se regularmente no seu restaurante, provocavam-no e faziam muito barulho. Com sucesso: os clientes afastaram-se, o volume de negócios diminuiu. Ao mesmo tempo, os criminosos ofereceram os seus serviços a Bubinger. Os vizinhos que se queixavam do barulho continuavam a chamar a polícia - nada de invulgar no setor da restauração.
Criminosos procedem de forma sistemática

Os homens "resolveram" o problema por sua própria iniciativa. Dirigiram-se aos vizinhos em questão e ameaçaram-nos no corredor - um serviço, como aparentemente o entenderam. "Queriam-me 500 euros por mês", conta Bubinger à Euronews.

Uma pechincha de dinheiro de proteção comparada com alguns casos conhecidos de Hakan Taş. O antigo porta-voz do Partido de Esquerda de Berlim para a política de segurança tem boas relações com a comunidade turca da capital. Os traficantes de proteção exigem, por vezes, 200 a 300 mil euros, explica Taş à Euronews.

Os criminosos utilizam uma abordagem sistemática para estabelecer as exigências: as pessoas são infiltradas nas empresas, por exemplo, como estudantes com empregos a tempo parcial, para espiarem os processos, as vendas e a frequência dos clientes. Gangues de diferentes países dividem os bairros para não se atrapalharem uns aos outros.

Segundo Taş, os criminosos vêm da Chechénia e outras partes da Rússia, de Itália, da Turquia e, mais recentemente, da Albânia. Muitos gangues árabes estão também a causar medo e terror no sector da restauração em Berlim.
Criminosos chegam de avião

"Jovens do estrangeiro também são recrutados para este fim", diz a comissária da polícia de Berlim, Barbara Slowik Meisel, à dpa, segundo o rbb. "Entram no país a curto prazo, com um visto de turista, e depois cometem crimes para os quais receberam ordens."

Taş também observou estes desenvolvimentos: "Chegaram recentemente novas famílias que se sentem poderosas e querem deitar a mão a algo no mercado." Após a morte do chefe do gangue de Berlim, Mehmet K., também conhecido como "Mehmet curdo", que fazia a mediação entre os grupos, criou-se um vazio. Agora, os gangues estão a tentar aceder a novos territórios e fontes de dinheiro, diz Taş.

As suas vítimas raramente se atrevem a ir a público ou mesmo à polícia. O medo é grande. "Os chantagistas usam mesmo armas", diz Taş. Disparam contra as janelas e, se o pagamento não for efetuado, a próxima bala pode atingir o proprietário do negócio ou familiares. Os criminosos têm muitas vezes informações pormenorizadas sobre o local onde as vítimas vivem e o seu quotidiano.

Taş critica o facto de as pessoas afetadas receberem muito pouca informação sobre as opções de proteção e de haver também muito pouco apoio do Senado de Berlim. Muitos não podiam pagar a empresas de segurança privadas.

Quando questionada pela Euronews, a polícia avisou que os pagamentos, "se é que existem, só têm o efeito de impedir temporariamente novos pedidos por parte destes grupos de criminosos".
Armas de fogo cada vez mais utilizadas

Como os criminosos intimidam as vítimas, a vontade de denunciar os crimes está a diminuir, segundo as autoridades. A polícia está, portanto, a assumir um campo obscuro. As armas de fogo são agora cada vez mais utilizadas para chantagear as vítimas.

A polícia refere a sua unidade especial "Ferrum", que está a funcionar na capital desde novembro. É composta por cerca de 100 polícias e especialistas. Até à data, "já obtiveram e executaram onze mandados judiciais de captura".

O emresário Bubinger, que foi vítima de um esquema de proteção há vários anos, ficou desiludido na altura. Apesar de a polícia ter detido provisoriamente os seus presumíveis chantagistas, foi-lhe dito na esquadra que o seu nome e endereço ficariam registados em caso de acusação. Isto significava que os alegados autores do crime poderiam vê-los se consultassem os ficheiros. "Tive a sensação absoluta de que a polícia me tinha desiludido". Bubinger decidiu não apresentar queixa por medo.

Pouco depois, começaram as chamadas telefónicas ameaçadoras: disseram-lhe para não prestar declarações e para sair de Berlim. Durante semanas, o dono do restaurante mal dormiu, ficando acordado durante a noite, preocupado com a sua família. O negócio ia mal e a ameaça foi a gota de água. Pouco tempo depois, fechou definitivamente o seu restaurante.

"Tinha a sensação de que eu era apenas um meio para atingir um fim para a polícia", diz hoje. O que contava era o sucesso da caça ao homem e não a proteção da vítima. A sua confiança ficou permanentemente abalada. A situação acabou por ser resolvida não por uma investigação, mas por um amigo libanês que telefonou a um dos homens e conseguiu que Bubinger o deixasse em paz.

Bubinger considera ingénuo que algumas pessoas pensem que a extorsão é um cliché cinematográfico. "Acontece. Não em todo o lado, nem a toda a hora, mas acontece". Hoje, dirige outro estabelecimento de restauração num local central, com muito movimento de público. Sente-se mais seguro. Não porque o problema tenha desaparecido, mas porque o público está protegido.

Euronews 

terça-feira, 10 de junho de 2025: Portugal corre o risco de ter cinco milhões de imigrantes - Governo vai restringir reagrupamento familiar

 

O governo está a encarar a hipótese de restringir o reagrupamento familiar, devido à possibilidade de Portugal poder vir a ter, dentro de dois ou três anos, entre quatro a cinco milhões de imigrantes. Na legislação actual, é necessário apresentar um comprovativo de alojamento adequado para a família e de meios de subsistência suficientes para suprir as necessidades de todos os membros da família a reagrupar, entre outra documentação. O comprovativo de alojamento a apresentar pode ser um contrato de arrendamento, certidão de registo predial, declaração do senhorio ou atestado de residência da Junta de Freguesia. Os cálculos para definir os meios de subsistência têm como base o Indexante dos Apoios Sociais, o Salário Mínimo Nacional e o número de elementos do agregado familiar.

De acordo com os dados do governo, existem, neste momento, 1,6 milhões de imigrantes em Portugal com a situação regularizada, mas com enormes falhas ao nível do controle das autorizações de residência. Recentemente foi noticiado um caso em que cerca de 600 imigrantes davam como residência o mesmo imóvel, no Porto. Em Lisboa, uma loja de "souvenires" tinha mais de 800 "residentes". Os casos são inúmeros e as autoridades nada fazem para combater estes fenómenos, onde o principal problema reside nas freguesias, devido à ausência de controle em matéria de emissão de atestados de residência e que criaram uma autêntica "indústria" de emissão dos referidos atestados.

A hipótese mais provável que o governo admite, neste momento, é a restrição das regras do reagrupamento familiar, nomeadamente de comprovativos de alojamento e dos meios de sustento necessários para o imigrante e família. Uma das alterações que pode vir a ser aplicada é a adopção de um prazo mínimo de residência, para que o imigrante possa requerer o reagrupamento familiar, após se ter legalizado. O pedido de reagrupamento, actualmente, pode ser feito assim que o imigrante obtiver uma autorização de residência válida — ou seja, assim que tiver um título de residência temporária emitido. Não é necessário nenhum período mínimo de permanência para obtenção do direito ao reagrupamento familiar. 

A exigência de um alojamento adequado para a família será outro factor em que o governo admite mexer, alterando as condições actuais, para impedir um fenómeno idêntico às certidões de residência passadas pelas juntas de freguesia. Hipóteses que estão em cima da mesa são limitar a prova de alojamento adequado apenas a um contrato formal de alojamento, devidamente registado nas Finanças ou certidão de registo predial, atestando que o requerente é proprietário do imóvel. Em ambos os casos, será tido em conta se a dimensão do imóvel é compatível com a dimensão do seu agregado familiar.

O cálculo dos meios de subsistência necessários para o imigrante e família pode vir a ser modificado, de forma a aumentar os valores mínimos definidos na actual legislação, acrescentando exigências novas aos factores que servem actualmente de base para o seu cálculo. O acesso gratuito ao Serviço Nacional de Saúde chegou a estar em discussão, mas acabou por se decidir manter esse direito, sem diferenciar imigrantes e cidadão nacionais. 

Portugal tem actualmente 1.6 milhões de imigrantes com a sua situação legalizada, de acordo com números oficiais. Dos cerca de 446 mil processos que estavam pendentes, ainda no sistema de manifestação de interesse, 170 mil foram extintos por falta de resposta dos requerentes e 35 recusados, mas quem viu o seu processo aprovado - 276 mil - tem direito a pedir o reagrupamento familiar. A estes há a juntar os 250 mil imigrantes em vias de regularização através das manifestações de interesse e os 210 mil com visto da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) que passam a ter direito ao reagrupamento familiar.

Ou seja, é possível que, a curto prazo, o número de imigrantes legalizados atinja cerca de 2 milhões. Num cálculo optimista - com a actual lei de reagrupamento familiar - supondo que cada imigrante legalizado peça o reagrupamento familiar da mulher e apenas de um filho - teremos em Portugal perto de 4 milhões de imigrantes.

Porém, a tradição de se ter uma família alargada impera, por razões culturais, nos países de onde vêm a maioria dos imigrantes que procuram Portugal, nesta mais recente "invasão": Paquistão, Bangladesh, Índia, Nepal e PALOPs. A imigração brasileira diferencia-se deste cenário, por características específicas. Regra geral as famílias brasileiras são constituídas pelos progenitores e um/dois filhos. 

Num cenário mais próximo da realidade, em matéria de reagrupamento familiar, é de admitir que um número muito substancial de imigrantes tenha famílias mais alargadas. Mas mesmo que o núcleo familiar a reagrupar seja constituído apenas por três pessoas - mulher e dois filhos - os números totais (imigrantes com autorização de residência e seus familiares que podem usufruir do reagrupamento familiar) atingem valores assustadores: perto de 5 milhões de imigrantes. 


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

"Muslims and dogs: an easy choice"

 

 

Palestinian activist Nerdeen Kiswani recently made a post with a speech about the growing Islamic environment in New York and stated: "Finally, NYC is leaning toward Islam. Dogs definitely have a place in society, just not as pets inside the home. As we've always said, they are impure." In response to this post, Florida Republican Congressman Randy Fine wrote: "Choosing between dogs and Muslims is not a difficult task."

Following the controversy provoked by these statements, Nerdeen Kiswani claimed that her assertions were "satire" and a "joke" related to the problem of dog waste on the streets, and not a serious political proposal, stating that she doesn't care whether people have dogs or not, but rather that owners don't clean up the waste they leave on the streets.

The controversy quickly acquired national proportions, with violent accusations against the Republican congressman, accused of being racist and Islamophobic. But a quick internet search reveals numerous situations where Muslims reject the existence of dogs, considered "impure" as pets.

In the city of Manchester, pamphlets were distributed in 2016 to a series of residences, calling for the prohibition of dogs in public spaces. There are countless articles (and news of sanctions) related to Muslim taxi drivers who refuse to transport guide dogs for the blind in the United Kingdom - eventually being punished for it. Even among the main schools of Quranic interpretation, positions vary. Generally speaking, it is considered that Muslims cannot have dogs as pets, but only admit their use as guard dogs.

Due to various ahadith (sayings of the Prophet), Muslims generally do not have dogs as pets, but rather as working animals. For example, the Prophet said: 'Whoever keeps a dog for any purpose other than hunting, herding, or agriculture, will lose a great reward every day.' (Bukhari)

According to an article on the subject by Imam John Yahya Ederer, there is also some difference of opinion on this matter. 'The Maliki opinion is that the hadith [about working dogs] does not indicate prohibition, but rather that it is makrooh (disliked). There is also a rare opinion from a handful of Malikis that all prohibitions on owning a dog were abrogated, and therefore keeping a dog as a pet is permissible.'

Although a small minority of Muslims might have pet dogs, throughout Muslim-majority lands, it is very uncommon for people to have dogs inside their homes. They are much more likely to have cats, rabbits, birds, or other pets.

The controversy surrounding this issue now emerges with another impact due to the prominence that Islam has acquired in New York City, following the election of socialist and Muslim Zohran Mamdani. The controversy about banning dogs as pets - poorly disguised as satire by the author, Nerdeen Kiswani - is a detail that joins another, much more important one. With Mamdani's election, mosques in New York have stopped respecting noise legislation, beginning to broadcast their first daily call to prayer (at five in the morning...) through high-power sound systems.

These two aspects characterize what is the second phase of power conquest by Muslims in a society where they are a minority. In the first phase, the attitude is conciliatory, with Muslim communities emphasizing their respect for the laws and traditions of the Western countries they immigrate to. In this phase, they adopt the discourse of "taqiyya," an Islamic concept that allows a Muslim to conceal their faith or religious identity, and in extreme cases disguise their belief, obligations, and traditions, to protect themselves from persecution, life-threatening danger, or serious harm.

But one of the characteristics of this first phase is the establishment of Islamic courts, which operate almost secretly, applying Sharia, Islamic law, which contains principles and determinations that violate the very constitution of Western countries - Portugal being a concrete case of such violations, as Sheikh Munir himself explained in an interview with Público. In the second phase - the phase New York is in - the Muslim community, having socialists, communists, and liberals as allies, leads a conquest of municipal power in large cities - London, for example, has a Muslim mayor, among dozens of other cities.

The reason for this political conquest of large cities is essentially related to the fact that Muslims vote in unison for their candidates, guaranteeing victory over a multiplicity of candidates from traditional political forces. The same tactic is employed in electing representatives to the U.S. Congress. The geographic concentration of Muslim communities allows, in the American electoral system, for Muslims to be elected in electoral districts where they are not the majority.

In the state of Minnesota, Ilhan Omar, a native of Somalia, is the representative for the state's 5th Congressional District, serving in Congress since 2019 - an election made possible by the fact that the largest Somali-American population in the United States is concentrated in a district that includes Minneapolis and the surrounding suburbs. Another example of this demographic dominance translating into electoral gains is the city of Dearborn, Michigan, with over 55% of its Muslim population, being the first Arab-majority city in the U.S. and, naturally, having a Muslim mayor, Abdullah Hammoud.

The controversy launched by Palestinian activist Nerdeen Kiswani, about the need to ban dogs as pets in New York - now that Islam has arrived in that city - was neither satire nor a joke. Just look at the video that was published on the social network X (the link to which is at the top of this text). It is just another sign that Islamism is, in its essence, a political strategy of power conquest, in order to establish a theocracy based on the Quran and Sharia. This is how the 57 countries that call themselves Muslim countries operate.

One final detail that reveals this strategy: when a non-Muslim adopts this religion, the term used by Muslims is not "conversion." It is said that said non-Muslim has "reverted" to the one and only true religion that exists - this is because one of the fundamental points of Islamism is the conception that all human beings are born Muslim, being "deviated" from the true faith by the education they receive.

In Islam, it is believed that every human being is born in a state of purity and submission to God, known as fitrah. When someone adopts Islam in adulthood, Muslims prefer to say that this person is "reverting" to their original nature and primordial faith, rather than converting to a new religion. There are countless examples of the obligation to which citizens of certain countries are subjected, with the Maldives being one of the most absurd: The Maldives is a 100% Sunni Muslim nation, where Islam is the official religion and its practice is mandatory for citizens, subject to the death penalty if they abandon the religion. Any other religion is prohibited.

Another characteristic to note, to conclude, is the fact that Islamism is the only religion in the entire world whose abandonment is punishable by the death penalty, according to Sharia, Islamic law. Apostasy — leaving Islam — is considered a crime ("hudud") against Allah, punishable by the death penalty and historically supported by the main Sunni and Shia schools of interpretation of the Quran and Sharia.

In Brunei, for example, in 2014, Sharia (Islamic law) was introduced as the main source of legislation, making that country the first in Asia to govern with this system, including punishments such as stoning for cases of adultery and homosexuality.

The truth is that the statements of Palestinian activist Nerdeen Kiswani about dogs being able to "have a place in society, just not as pets inside the home (...) because they are impure," marks the beginning of the second phase of the Islamic conquest of New York.

Lixo, escolas e centros de saúde no limite com pressão da imigração: autarquias pedem apoio urgente ao Governo

 

A crescente dispersão da população estrangeira por concelhos de baixa densidade está a colocar serviços públicos sob forte pressão, da habitação à recolha do lixo, passando pela saúde e educação. A crescente dispersão da população estrangeira por concelhos de baixa densidade está a colocar serviços públicos sob forte pressão, da habitação à recolha do lixo, passando pela saúde e educação. Um novo relatório do Observatório das Migrações (OM) confirma que Portugal entrou numa nova geografia migratória, em que a imigração deixou de se concentrar nos grandes centros urbanos e se expandiu para territórios agrícolas, industriais e rurais, exigindo respostas diferenciadas do Estado.

Segundo o Público, autarquias de várias regiões alertam para situações de rutura e pedem ao Governo reforço financeiro e humano para evitar tensões sociais e degradação dos serviços. O relatório do OM, publicado em janeiro, recomenda “o reforço dos mecanismos de financiamento municipal” e a criação de “políticas públicas diferenciadas em função dos perfis territoriais”, reconhecendo que os desafios variam entre concelhos agrícolas, urbanos ou industriais.

Em Odemira, no litoral alentejano, onde os dados da AIMA apontam para uma população estrangeira de 68% — número que a autarquia situa nos 40% — o principal problema é a habitação. O presidente da câmara, Hélder Guerreiro (PS), sublinha que a escassez de oferta afeta todos os residentes e dificulta a fixação de técnicos no concelho: “Se o município precisar de contratar técnicos para trabalharem aqui, eles têm fortes dificuldades em encontrar casa.” O autarca pede soluções de alojamento temporário específicas para o território e “um apoio suplementar, sobretudo para habitação acessível destinada à classe média e média-alta”. Nos últimos cinco anos, o perfil migratório alterou-se, com mais mulheres e crianças devido ao reagrupamento familiar, o que aumentou a pressão nas escolas e centros de saúde. “Não falamos apenas de impacto quantitativo. As diferenças linguísticas e o desconhecimento do historial clínico dos utentes exigem profissionais especializados”, defende.

Também em Ferreira do Alentejo a situação é crítica. O presidente Luís Pita Ameixa (PS) estima que a população imigrante oscile entre 15% e 25%, variando com o trabalho sazonal, sendo “muito maior do que a oficialmente registada”. A procura de alojamento supera largamente a oferta e há casos de sobrelotação. O autarca denuncia a desadequação das leis, que não permitem criar soluções temporárias em propriedades agrícolas. “A permanência poderia promover o reagrupamento familiar, a procura de melhor habitação e a integração social”, afirma, defendendo contratos rotativos entre empregadores para combater a sazonalidade. No concelho, além da fiscalização com a GNR, ACT e AIMA, houve necessidade de reforçar serviços básicos, sendo a recolha de lixo um caso “paradigmático”, que obrigou à contratação externa.

No distrito de Coimbra, Vila Nova de Poiares apresenta 10% de população migrante, maioritariamente permanente e empregada na indústria e serviços. Com pouco mais de 7200 habitantes e alunos de 17 nacionalidades nas escolas — que representam 15% do total — o concelho enfrenta barreiras linguísticas e necessidade de acompanhamento individualizado. O presidente Nuno Neves fala num “território-laboratório” e defende “uma maior articulação entre administração central e local, que permita reforços humanos e financeiros ajustados com a realidade dos territórios de baixa densidade populacional”.

A dificuldade em obter dados atualizados é transversal. A mobilidade constante cria, segundo Luís Ameixa, uma “inconstância difícil de gerir”, comprometendo o planeamento. Em Idanha-a-Nova, onde a população estrangeira rondará 13%, a autarquia criou em 2022 o Gabinete de Apoio às Migrações e Interculturalidade, que já realizou mais de 4000 atendimentos. A coordenadora Carla Ribeiro da Silva sublinha que “o levantamento de informação é essencial para fazer um diagnóstico das necessidades e a integração da população”, mas admite limitações sem apoio central. Pedro Góis, coordenador do OM, reconhece que os dados disponíveis resultam dos mecanismos administrativos existentes e podem não refletir totalmente a realidade no terreno.

Apesar dos desafios, os autarcas não identificam aumento significativo da criminalidade, mas referem desconforto pontual devido a diferenças culturais, respondendo com maior presença da GNR para reforçar a perceção de segurança. Para Hélder Guerreiro, “a diversidade é positiva, mas só será muito positiva se for acompanhada”. O autarca alerta para o desequilíbrio entre o contributo económico destes territórios e o apoio estatal recebido: “Se estes territórios geram riqueza ao país, têm de ter um retorno adequado para que consigam garantir a qualidade de vida de todos e de momento não temos esse retorno.”
 

Executive Digest 

Muçulmanos e cães: uma escolha fácil

 

A ativista palestina Nerdeen Kiswani fez recentemente um post com um discurso sobre o crescente ambiente islâmico em Nova York e afirmou: "Finalmente, NYC está chegando ao Islão. Os cães definitivamente têm um lugar na sociedade, só não como animais de estimação dentro de casa. Como sempre dissemos, eles são impuros. Em resposta a essa postagem, o congressista republicano da Flórida, Randy Fine, escreveu: "Escolher entre cães e muçulmanos não é uma tarefa difícil."
Após a polémica provocada por estas declarações, Nerdeen Kiswani afirmou que as suas afirmações eram uma "sátira" e uma "brincadeira" relacionada com o problema dos dejectos dos cães nas ruas, e não uma proposta política séria, afirmando não se importar se as pessoas têm ou não cães, mas sim com o facto de os donos não limparem os dejectos que eles deixam nas ruas.
A polémica rapidamente adquiriu contornos nacionais, com acusações violentas contra o congressista republicano, acusado de racista e islamofóbico. Mas uma rápida busca na Internet descobre inúmeras situações em que muçulmanos rejeitam a existência de cães, considerados "impuros" como animais de estimação. 

Na cidade de Manchester foram distribuídos, em 2016, panfletos numa série de habitações, apelando à proibição de cães em espaços públicos. São inúmeros os artigos (e notícias de sanções) relacionadas com motoristas de táxi muçulmanos que recusam transportar cães-guia de cegos, no Reino Unido - acabando por ser punidos por isso. Mesmo entre as principais escolas de interpretação do Corão, as posições variam. De uma forma geral, considera-se que os muçulmanos não podem ter cães como animais de estimação, mas apenas admitem a sua utilização como cães de guarda. 

Devido a vários hadith (ditos do Profeta), os muçulmanos geralmente não têm cães como animais de estimação, mas sim como animais de trabalho. Por exemplo, o Profeta disse: 'Quem mantiver um cão para outro fim que não seja caça, pastoreio ou agricultura, perderá uma grande recompensa todos os dias.' (Bukhari)

De acordo com um artigo sobre o tema do Imam John Yahya Ederer, também existe alguma diferença de opinião sobre este assunto. 'A opinião Maliki é que o hadith [sobre cães de trabalho] não indica proibição, mas sim que é makrooh (detestável). Há também uma opinião rara de um punhado de Malikis de que todas as proibições sobre possuir um cão foram ab-rogadas e, portanto, ter um cão como animal de estimação é permitido.'

Embora uma pequena minoria de muçulmanos possa ter cães de estimação, em todas as terras de maioria muçulmana é muito incomum que as pessoas tenham cães dentro de suas casas. É muito mais provável que tenham gatos, coelhos, pássaros ou outros animais de estimação."

A polémica em torno desta questão surge agora com outro impacto devido à proeminência que o Islamismo adquiriu na cidade de Nova Iorque, depois da eleição do socialista e muçulmano Zohran Mamdani. A polémica sobre banir cães enquanto animais de estimação- mal-disfarçada como sendo uma sátira, pela autora, Nerdeen Kiswani - é um pormenor que se junta a outro, bastante mais importante. Com a eleição de Mamdani, as mesquitas em Nova Iorque deixaram de respeitar a legislação sobre ruído, começando a transmitir a sua primeira chamada diária para a oração (às cinco da manhã...) através de aparelhagens sonoras de grande potência. 

Estes dois aspectos caracterizam o que é a segunda fase de conquista do poder por parte dos muçulmanos, numa sociedade em que são uma minoria. Na primeira fase, a atitude é contemporizadora, com as comunidades muçulmanas a salientarem o seu respeito pelas leis e tradições dos países ocidentais para onde imigram. Nessa fase, adoptam o discurso da "taqiyya", um conceito islâmico que permite a um muçulmano ocultar a sua fé ou identidade religiosa, e em casos extremos dissimular a sua crença, obrigações e tradições, para se proteger de perseguição, perigo de vida ou danos graves. 

Mas uma das características desta primeira fase é a constituição de tribunais islâmicos, que funcionam de forma quase secreta, aplicando a Sharia, a lei islâmica, que contém princípios e determinações que violam a própria constituição de países ocidentais - sendo Portugal um caso concreto desse tipo de violações, como o próprio xeque Munir explicou, numa entrevista ao Público. Na segunda fase - a fase em que Nova Iorque está - a comunidade muçulmana, tendo como aliados os socialistas, comunistas e liberais, lidera uma conquista do poder municipal de grandes cidades - Londres, por exemplo, tem um presidente de câmara muçulmano, entre várias dezenas de outras cidades.

A razão para esta conquista política de grandes cidades tem a ver, essencialmente, com o facto de os muçulmanos votarem de forma uníssona nos seus candidatos, garantindo a vitória sobre uma multiplicidade de candidatos das forças políticas tradicionais. A mesma táctica é empregue na eleição de representantes no Congresso norte-americano. A concentração geográfica de comunidades muçulmanas permite, no sistema eleitoral norte-americano, que sejam eleitos muçulmanos, em círculos eleitorais onde não são a maioria. 

No estado de Minnesota, Ilhan Omar, natural da Somália é a representante do 5º Distrito Congressional daquele estado, servindo no Congresso desde 2019 - uma eleição possibilitada pelo facto de a maior população somali-americana dos Estados Unidos se concentrar num distrito que inclui Minneapolis e os subúrbios circunvizinhos. Outro exemplo deste domínio demográfico que se traduz em ganhos eleitorais é a cidade de Dearborn, no Michigan, com mais de 55% da sua população muçulmana, sendo a primeira cidade de maioria árabe nos EUA e, naturalmente, tendo um presidente de câmara muçulmano, Abdullah Hammoud.

A polémica lançada pela ativista palestina Nerdeen Kiswani, sobre a necessidade de se banirem cães como animais de estimação, em Nova Iorque - agora que o Islão chegou àquela cidade - não foi uma sátira nem uma brincadeira. Basta ver o vídeo que foi publicado na rede social X (cujo link está no topo deste texto). É apenas mais um sinal de que o islamismo é, na sua essência, uma estratégia política de conquista do poder, a fim de implantar uma teocracia baseada no Corão e na Sharia. É assim que funcionam os 57 países que se auto-denominam como sendo países muçulmanos. 

Um último pormenor que é revelador dessa estratégia: quando um não-muçulmano adopta esta religião, o termo utilizado pelos muçulmanos não é "conversão". Diz-se que o referido não-muçulmano se "reverteu" para a única e verdadeira religião que existe - isto porque um dos pontos fundamentais do islamismo é a concepção de que todos os seres humanos nascem muçulmanos, sendo "desviados" da verdadeira fé pela educação que recebem. 

Acredita-se no Islão que todo o ser humano nasce num estado de pureza e submissão a Deus, conhecido como fitrah. Quando alguém adota o Islão na idade adulta, os muçulmanos preferem dizer que essa pessoa está "revertendo" à sua natureza original e fé primordial, em vez de se converter a uma nova religião. Há inúmeros exemplos da obrigação a que estão sujeitos os cidadãos de determinados países, sendo as Maldivas um dos mais absurdos: As Maldivas são uma nação 100% muçulmana sunita, onde o Islão é a religião oficial e a sua prática é obrigatória para os cidadãos, sujeitos a pena de morte caso abandonem a religião. Qualquer outra religião é proibida. 

Outra característica de salientar, para terminar, é o facto de o islamismo ser a única religião em todo o mundo em que o seu abandono é punível com a pena de morte, de acordo com a Sharia, a lei islâmica. A apostasia — deixar o Islão — é considerada um crime ("hudud") contra Alá, punível com a pena de morte e historicamente apoiada pelas principais escolas sunitas e xiitas de interpretação do Corão e da Sharia. 

No Brunei, por exemplo, em 2014, foi introduzida a Sharia (lei islâmica) como principal fonte de legislação, tornando aquele país o primeiro na Ásia a governar com este sistema, incluindo punições como a lapidação para casos de adultério e homossexualidade. 

A verdade é que as afirmações da activista palestiniana Nerdeen Kiswani sobre o facto de os cães poderem "ter um lugar na sociedade, só não como animais de estimação dentro de casa (...) porque são impuros", marca o início da segunda fase da conquista islâmica de Nova Iorque. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DOJ has filed to strip U.S. citizenship away from the former mayor of North Miami, FL

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