Por que razão Luís Neves, agora ministro, se preocupa com este tipo de eventos, em vez de se preocupar com a delinquência juvenil e a criminalidade grupal? A esmagadora maioria das ocorrências prende-se com crimes contra as pessoas (ofensas à integridade física/agressões) e crimes contra o património (roubo por esticão, roubo na via pública e furtos). O roubo representa habitualmente mais de 60% da fatia considerada "criminalidade violenta e grave".
Em 2023, a criminalidade grupal disparou 14,6%, fixando-se nas 6.756 ocorrências. Em 2024, o número continuou a subir, atingindo o valor mais alto dos últimos anos com 7.279 ocorrências (uma subida adicional de 7,7%). No mesmo ano, a delinquência juvenil subiu 12,5%, ultrapassando as 2.060 participações. De acordo com os dados oficiais do RASI ((Relatório Anual de Segurança Interna), apresentado em março de 2025, registou-se, pela primeira vez desde a pandemia, uma ligeira descida nos indicadores de delinquência juvenil e criminalidade grupal.
Uso de Armas: Os relatórios têm vindo a alertar para o aumento da apreensão e do uso de armas brancas (facas) e, em menor escala, armas de fogo em disputas grupais. As autoridades sublinham uma menor tolerância ou respeito pelo valor da vida humana nestes confrontos, que muitas vezes escalam a partir de "motivos fúteis".
O Papel do Digital: O RASI destaca que uma parte significativa do "rastilho" para a violência grupal e juvenil nasce atualmente no ambiente digital, através de rivalidades alimentadas nas redes sociais (como Instagram, TikTok) e plataformas de comunicação (como Discord e WhatsApp), culminando depois em encontros combinados na via pública ou imediações de escolas.
Informação que o Governo não revela tem a ver com a raça dos jovens envolvidos neste tipo de criminalidade. Os autores de crimes como agressões físicas violentas e roubo são na sua maioria, jovens africanos dos bairros eufemisticamente designados como Zonas Urbanas Sensíveis. Esta classificação abrange cerca de 330 bairros e áreas críticas concentrados sobretudo nas grandes áreas metropolitanas do país (Lisboa, Porto e Setúbal).
A criminalidade grupal por parte de pequenos grupos ligados a gangues africanos é caracterizada pela simples agressão ou roubo de telemóveis e dinheiro. O Governo, oficialmente, não recolhe estatísticas sobre a raça dos autores destes crimes. Mas cerca de 90% destes crimes são cometidos por jovens (muitos deles menores) africanos. A agressão de jovens brancos, até ficarem inconscientes, é um "ritual" comum e obrigatório, para que a adesão desses jovens africanos a um determinado gangue seja reconhecida.
Parte substancial das agressões praticadas por grupos de jovens (cerca de 60%, de acordo com o RASI) têm também a ver com a prática do roubo. As agressões e roubos têm lugar, obviamente, fora da zona onde os membros desses gangues residem. As zonas de saída dos locais de diversão nocturna, em Lisboa, são um dos locais preferidos para este tipo de criminosos.
As linhas de comboio que partem do Cais do Sodré são meios de transporte em que a criminalidade juvenil e grupal actua, sempre com bastante violência. Nesse tipo de agressões, verifica-se um fenómeno de "copy-cat" da criminalização da comunidade afro-americana. Nas redes sociais há milhares de vídeos de grupos de jovens negros a agredir jovens brancos, por vezes com lesões irrecuperáveis.
Uma das formas de agressão que é rotina, nos EUA e que também se transferiu para Portugal é o chamado "stomping", onde o agressor salta, a pés juntos, sobre a cabeça do agredido, já no chão e inconsciente. A cabeça humana não está biologicamente protegida para aguentar o impacto de um peso corporal inteiro projetado verticalmente pela força da gravidade (energia cinética multiplicada pelo salto). Quando este ato ocorre, as consequências são quase sempre catastróficas:
Traumatismo Cranioencefálico Grave (TCE): O crânio sofre fraturas múltiplas. O cérebro é violentamente projetado contra as paredes ósseas internas, sofrendo lesões por aceleração/desaceleração, contusões hemorrágicas e edema cerebral (inchaço) imediato.
Asfixia Traumática: Se o impacto atingir a face, provoca o esmagamento dos ossos da face (maxilar, nariz), levando à obstrução imediata das vias respiratórias por sangue ou fragmentos ósseos.
Lesões Axonais Difusas (LAD): O movimento de rotação e esmagamento destrói as ligações nervosas do cérebro, deixando sequelas neurológicas permanentes e irreversíveis caso a vítima sobreviva.
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