sábado, 26 de outubro de 2024

Diferenças

  

Como habitualmente, esta manhã comprei o "Correio da Manhã" e o "Público", as minhas duas leituras matinais. Através do primeiro, obtenho uma visão populista e popular do que vai acontecendo no nosso país. O Público, é o porta-voz da "Esquerda-Caviar" - e está tudo dito.
Hoje, li esses dois jornais com uma atenção redobrada. Li, de fio a pavio, todos os artigos que abordavam os desacatos e a violência que se espalhou por Lisboa e arredores, depois da morte de um africano, atingido a tiro por um elemento da PSP, no Bairro da Cova da Moura (pequeno detalhe, neste bairro já foram abatidos 3 elementos da PSP, nos últimos anos).
No Hospital de Santa Maria está um homem nos cuidados intensivos em estado de coma induzido, devido a graves lesões pulmonares e queimaduras de 1º grau, na cabeça, na face, nos ombros e nos braços.
É motorista da Carris e estava a terminar o seu circuito, na noite em que o cidadão africano foi morto pela PSP. Um grupo de indivíduos, com os chamados "passa-montanhas", interceptou o autocarro. Mandaram sair os cerca de dez passageiros e, a seguir, um deles aproximou-se da janela e atirou um cocktail molotov para cima do condutor, à queima-roupa, pode-se dizer.
Em nenhum dos jornais que acima refiro há uma linha, que seja, falando deste episódio e da situação clínica do condutor da Carris. E porque é que, neste caso, não tivémos uma explosão de violência nem um choramingar colectivo da Esquerda, perante esta tentativa de assassínio? O condutor da Carris não é africano. É branco.

Sem comentários:

Enviar um comentário

A AIMA anunciou que tem 55 mil pedidos de reagrupamento para despachar

Quem pode ser reagrupado     Cônjuge ou parceiro em união de facto (comprovada há mais de dois anos).     Filhos menores ou incapazes a carg...