quinta-feira, 30 de abril de 2026
quarta-feira, 29 de abril de 2026
O neurocirurgião, o futebolista e a menina do MacDonald's
Ainda há poucos dias uma senhora
africana a ser entrevistada queixava-se amargamente de que não havia
um único comentador negro nas televisões. A entrevistadora
interrompeu e disse qualquer coisa como "bem no futebol há um,
Abel Xavier..." ao que a senhora respondeu "bem, mas isso é
no futebol." Como quem diz, isso não conta...
Não sei
quantos neurocirurgiões negros há em Portugal. Mas sei que há
muitos jogadores de futebol negros. Já no MacDonald' vêem-se
algumas mocinhas negras. Mas a maioria dos empregados e empregadas
continua a ser branca.
Felizmente nunca tive um problema de
saúde grave, como por exemplo um aneurisma no cérebro. Muitas vezes
os aneurismas nem sequer são operáveis. Tratam-se de uma espécie
de bolhas, que surgem quando a parede de uma veia enfraquece e a
pressão do sangue provoca essa bolha. Se rebentar temos aquilo que
se chama um AVC.
Fartei-me de jogar à bola com miúdos
negros, quando tinha 9, 10 anos, em Angola. Havia sempre dois
problemas nesses jogos de rua. A bola, normalmente essa nossa, dos
brancos. Mas como éramos sempre uma minoria tínhamos que contar com
os miúdos negros para fazer duas equipas em condições, 7 ou 8
jogadores de cada lado.
O segundo problema era uma questão de
igualdade de condições. As equipas eram mistas, obviamente. A
maneira de escolher os jogadores, para cada equipa era curiosa: os
dois mais velhos ficavam frente a frente, separados 2 ou 3 metros,
Começavam a andar, colocando cada pé junto ao calcanhar do outro
pé.
Quem ficasse com o pé sobre o pé do adversário, no
último passo, tinha direito a fazer a primeira escolha - e essa ia
logo para o melhor craque de todos, independentemente da cor, como é
óbvio. Depois, a escolha era alternada. O capitão de uma equipa
escolhia o segundo jogador, o capitão da equipa adversária escolhia
o terceiro jogador e assim por diante, até as equipas estarem
concluídas - e mistas, obviamente.
Mas o problema da
igualdade de condições, de vantagens injustificáveis tinha a ver
com o calçado. Nós, brancos, tínhamos sapatos e ténis. Os miúdos
negros que jogavam connosco - e que, regra geral, eram a maioria -
jogavam descalços. Para equilibrar as condições, nós jogávamos
também descalços.
E isto acontecia tinha eu 9 ou 10 anos,
como disse mais acima. O jogo era na rua, as balizas eram pedras
amontadas, em cada linha de fundo imaginária e era preciso estar de
olho na ponta de cada rua, por causa dos carros.
Enquanto
andei na escola primária, jogava descalço - e ao princípio era
muito duro. O asfalto costumava estar quente e nas disputas de bola,
lá iam de vez em quando os dedos a esfregar esse mesmo asfalto.
Estava tão habituado a jogar descalço que, quando fui para o liceu,
continuei com esse hábito.
Mas aí eu era uma minoria. E só
aí percebi como tinham razão os meus amigos negros. Até hoje,
tenho dois dedos do pé direito tortos, fruto de uma disputa de bola
com um colega branco, forte e bem calçado.
Lembro-me que o
jogador mais cobiçado - e o primeiro a ser escolhido pelo capitão
que ganhava a prioridade - era um miúdo negro, José Manuel, se a
memória não me falha. Era uma mistura de Figo com Ronaldo, um
craque a fintar, uma capacidade de acelerar que nos deixava a todos,
adversários, para trás.
Em suma, era o melhor. Por isso é
que, naquela espécie de sorteio para decidir quem era o primeiro
capitão a escolher, o Zé Manual era a preferência, sempre. Apenas
porque era bom. Muito bom.
Voltando ao princípio e à senhora
africana que lamentava não haver comentadores negros na televisão,
lembrei-me logo do Zé Manuel. Jogava porque era bom, não porque era
negro. Fosse branco, azul ou amarelo, o Zé Manuel tinha sempre lugar
em qualquer equipa.
Não tinha a ver com proporções ou com o
número de jogadores brancos ou negros. Ao ouvir o lamento da senhora
africana lembrei-me também de outra questão. A selecção francesa
de futebol, nos mundiais de 2018 e 2022 tinha uma maioria de
jogadores com ascendência africana ou caribenha.
A exigência
da senhora africana, que queria comentadores negros nas tv's, leva-me
a perguntar: porque é que há mais jogadores negros do que brancos
nas equipas de basquetebol americanas? E porque é que, nas provas de
natação nas olimpíadas, não se vê um nadador negro?
Porque
é que nas corridas de 100 metros, muitas vezes temos finais sem um
único corredor branco? Porque aqui, o que conta é o Zé Manuel.
Equipa que o tivesse raramente perdia. O Zé Manel era o nosso Usain
Bolt. Tal como o Ronaldo é o Ronaldo e equipa que o tem ganha mais
do que perde.
Oxalá essa senhora africana que estava a ser
entrevistada e lamentava a inexistência de comentadores negros nas
TV's nunca chegue a primeiro-ministra. Se isso acontecesse,
estaríamos obrigados a ter comentadores negros nas televisões.
Fiquei sem saber, até ao final da entrevista, quantos comentadores
negros a senhora acha que cada TV deveria ter.
Que percentagem
de "pivot's" negros deveriam a SIC, a TVI e a RTP ter? Que
percentagem de negros deveria ter a equipa nacional de natação, nos
jogos olímpicos? Quando a gente escolhia o Zé Manuel para a nossa
equipa, não tínhamos percentagens na cabeça. E a senhora africana
que estava a ser entrevista nem sequer sabe quanto negros há em
Portugal - essas estatísticas não existem - para conseguir fixar
uma percentagem de neurocirurgiões negros, por exemplo, nos serviços
do Hospital de Santa Maria.
A entrevistadora da senhora negra
falhou redondamente ao deixar de fazer uma pergunta óbvia: qual a
percentagem de comentadores negros deveria cada televisão ter? 5%?
10%? Será que a senhora africana que estava a ser entrevistada tinha
em mente uma percentagem, proporcional à população negra
portuguesa? Mas ninguém sabe esse número porque nenhum governo
teve, até hoje, a coragem de fazer estatísticas racializadas! Ou
será que a senhora em causa apenas queria um comentador negro, algo
de simbólico, somente?
Eu não quero comentadores brancos,
negros, chineses, indianos ou naturais das Ilhas Fiji. Quero
comentadores que saibam comentar. E que estejam nas Tv's como
comentadores porque são bons comentadores, não porque têm uma
determinada cor de pele. Quero comentadores que sejam os Zé Manuéis
dos comentadores da televisão. E que essa seja a única razão
porque estão na televisão, a cometar os mais variados
assuntos.
Tal como, se tivesse um aneurisma e necessitasse de
um neurocirurgião, faria questão de ter o melhor neurocirurgião
possível. Fosse branco, negro, chinês, indiano ou natural das Ilhas
Fiji. Colocar a raça à frente da meritocracia e da capacidade é
racismo. Apenas com uma cor diferente.
NOVA IORQUE ENFRENTACRISE ORÇAMENTAL "HISTÓRICA"
Cidadão iraquiano agredido por ciganos
A agressão ao cidadão iraquiano na Rua da Prata é um caso que exige um escrutínio rigoroso dos factos para separar os relatos de quem esteve no local da narrativa institucional que tem sido replicada.
No jornalismo de investigação, a verdade reside frequentemente na discrepância entre o que a comunicação social comunica e o que as testemunhas oculares descrevem.
De acordo com os dados disponíveis e os relatos de quem presenciou o incidente, aqui estão os pontos fundamentais da notícia:
A vítima é um homem de 34 anos, natural do Iraque, que foi atacado por um grupo de cerca de 20 indivíduos. O cidadão iraquiano sofreu ferimentos graves, incluindo a perda de dentes e várias contusões, tendo sido transportado para o Hospital de São José.
Embora os canais oficiais e a comunicação social generalista evitem especificar a identidade dos agressores, descrevendo-os apenas como jovens, diversos relatos locais e testemunhos diretos indicam que o grupo seria composto por indivíduos pertencentes à comunidade cigana da zona.
Esta informação contrasta com a tentativa inicial de alguns setores em associar o ataque a militantes de extrema-direita ou apoiantes do partido Chega.
A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional Contra-Terrorismo, assumiu o caso por existirem indícios de crime de ódio.
No entanto, a omissão da identidade étnica dos suspeitos nos comunicados oficiais tem gerado críticas sobre a transparência da informação e o possível receio de alimentar tensões sociais ou políticas.
A discrepância entre os relatos de quem estava presente e a versão filtrada pelas redações sublinha a importância de verificar a veracidade dos factos além dos comunicados oficiais.
A utilização do termo jovens de forma genérica é uma prática comum quando as autoridades ainda não efetuaram detenções formais, mas a afirmação de que a lei deve ser aplicada de forma igual a todos os cidadãos, sem categorias especiais de proteção, é um tema central neste artigo.
"Roubado" a Whistleblower.pt
terça-feira, 28 de abril de 2026
segunda-feira, 27 de abril de 2026
domingo, 26 de abril de 2026
Idoso de 85 anos espancado por imigrante nigeriano, em Itália
A santa ignorância dos jornalistas: distinguir entre uma foice e um "Kirpan"
Nas últimas semanas têm surgido notícias nos jornais sobre agressões com o uso de foices, todas em cidades. Como não há searas para mondar, nas grandes cidades, reparei logo que havia aqui alguma coisa de estranho. Bem, não é exactamente estranho, porque todos os dias somos brindados com imbecilidades vindas de jornalistas.
As agressões noticiadas como tendo sido utilizada uma foice foram agressões entre imigrantes industânicos, usando o o chamado "Kirpan", um adaga curta que os sikhs usam. O uso do punhal faz parte das obrigações definidas pela sua religião:
"O kirpan (punjabi: ਕਿਰਪਾਨ) é uma adaga ou pequena espada curva, um artigo de fé sagrado que os siques iniciados (Khalsa) são obrigados a usar como parte do seu uniforme religioso, simbolizando o dever de proteger os fracos, a justiça e a resistência à opressão. É um dos "Cinco Ks" (Panj Kakaar) do siquismo, introduzido em 1699, e destina-se apenas à defesa" (Wikipédia)
Melhor do que esta das foices usadas em plenas cidades foi uma notícia assinada por duas jornalistas no site da RTP. Infelizmente, não me lembrei de guardar o link. As duas jornalistas, falando sobre a guerra no Médio Oriente usaram a expressão "armas militares". Um dia destes temos algum cérebro jornalístico a falar de "água molhada"...
sábado, 25 de abril de 2026
Ainda a percepção do crime
Nos EUA, em 2019, os afro-americanos eram cerca de 13% da população dos EUA, mas representavam quase um terço da população carcerária do país.
Nos Estados Unidos e em Inglaterra, as mais antigas democracias do mundo, as estatísticas do crime são racializadas. Por exemplo, 17,1% das vítimas brancas foram mortas por agressores negros, que representam 13,7% da população total, nos Estados Unidos.
sexta-feira, 24 de abril de 2026
Crime nos Estados Unidos: 81% dos homicídios de brancos são perpretados por negros
Porque não
revelar, nas estatísticas do crime, a etnia dos criminosos e das vítimas
de crime? Tal como fazem os EUA e o Reino Unido...
Revelar a
nacionalidade dos criminosos é um primeiro passo para provar que a
percepção é mais do isso, é uma realidade. Mas seria ainda mais
importantes revelar o grupo étnico dos criminosos. Há menos de uma
semana, um jovem de 20 anos foi agredido por "um grupo de jovens "com
menos de 16 anos", na estação do Cais do Sodré. Quando a polícia entrou
em acção, o jovem de 20 anos estava no chão, inconsciente.
O
mundo tem destas coincidências: um amigo de um amigo meu assistiu ao
espancamento. Sabendo que eu me interesso por este tipo de casos,
mandou-me uma mensagem: os nove agressores eram todos africanos. A
percepção do que é o crime em Portugal só será uma realidade quando as
estatísticas tiverem menção da etnia dos agressores.
Quando se
acabar, por exemplo, com designações, nos jornais acerca de "uma
família" que agrediu enfermeiros e médicos num hospital porque queriam
que uma criança passasse à frente de todos os outros utentes. Uma
"família" de quê? De ciganos, obviamente.
Nos Estados Unidos e
em Inglaterra, as mais antigas democracias do mundo, as estatísticas do
crime são racializadas. Por exemplo, 17,1% das vítimas brancas foram
mortas por agressores negros, que representam 13,7% da população total.
Era interessante conhecer estes dados em Portugal. Uma avaliação
empírica pode ser feita com uma mera passagem por algumas das grandes
cadeias, pouco antes da hora das visitas e avaliar a percentagem de
visitantes africanos e brancos.
Em Odivelas e na Amadora, milhares de alunos são obrigados a comer comida "Halal" ("pura" segundo os muçulmanos)
Odivelas foi o primeiro concelho a implementar a medida em toda a sua rede pública. Atualmente, a opção halal está disponível em todos os estabelecimentos de educação e ensino da rede pública do concelho, que tem cerca de estabelecimentos, abrangendo refeições de pequeno-almoço, almoço e lanche. Na Amadora foi implementada recentemente a dieta halal, com uma estimativa de fornecimento diário que ultrapassa as 8.000 refeições para o ensino pré-escolar e básico.
quarta-feira, 22 de abril de 2026
Amazon removes, then relists "The Camp of The Saints", controversial French book published in 1973
Amazon reportedly removed and then reposted a controversial 1970s book from its U.S. website. Jean Raspail's The Camp of the Saints was relisted on the retailer’s site Monday after its removal caused backlash online, the book’s publisher, Vauban Books, said in a statement. The publisher said Amazon removed the paperback and hardcover listing on Friday though the book remained available for purchase in Kindle and audiobook formats. Amazon removed the book because it violated the company’s offensive content policy, Vauban Books said. The publisher accused Amazon of attempting to censor the book.
The Camp of the Saints is a 1973 French dystopian novel that follows a massive fleet of Indian migrants who invade Europe through their sheer force of numbers. For decades, the book has garnered polarizing reactions, with some calling it racist while others insisted it was an important warning about the dangers of mass immigration.
Who else has responded to the incident? John Daniel Davidson, a senior editor at The Federalist, described the book as a cult classic that portrayed something fundamental about the current cultural moment. He argued it was temporarily removed because the book was an effective argument against letting immigrants destroy Western culture. U.S. conservative political commentator Jack Posobiec said the incident was a blatant example of book banning.
Other notable fans of the book include former Hungarian Prime Minister Viktor Orbán and Marine Le Pen, parliamentary leader of France’s National Rally party.
Liz is a reporter covering breaking news and First Amendment freedoms for WORLD. She is a World Journalism Institute graduate and earned her bachelor’s degree in journalism and Spanish from Ball State University. She and her husband currently reside in Raleigh, N.C.
terça-feira, 21 de abril de 2026
Nova lei proíbe hastear bandeira LGBT e de outros movimentos em edifícios públicos
A exibição de bandeiras ligadas a causas ideológicas, partidárias ou associativas passa a ser proibida em edifícios públicos, segundo uma lei agora aprovada.
De acordo com o diploma, estes símbolos deixam de poder ser colocados ou exibidos, quer no interior quer no exterior de edifícios do Estado, monumentos ou mastros. A restrição abrange igualmente bandeiras frequentemente usadas em ações de solidariedade internacional, como as da Palestina e da Ucrânia.
Já as bandeiras de outros países só poderão ser utilizadas em contextos oficiais, nomeadamente de caráter diplomático ou protocolar.
A discussão em torno desta matéria intensificou-se nas últimas semanas, com críticas por parte da esquerda. O projeto inicial do Chega não passou, mas uma proposta do CDS acabou por avançar na Comissão de Assuntos Constitucionais. O texto final foi aprovado com votos favoráveis de PSD, Chega e CDS, a abstenção da Iniciativa Liberal e votos contra dos restantes partidos.
A legislação prevê exceções para bandeiras institucionais, como a nacional, a da União Europeia e as de entidades públicas. Ficam também excluídas iniciativas em espaços privados e recriações históricas, como as comemorações do 1.º de Dezembro.
O não cumprimento da lei pode levar à aplicação de coimas entre 200 e 4 mil euros.
Jean Raspail, "The Camp of the Saints" – The final paragraphs
"(…) When the hundreds of vessels appeared, their crews burst out laughing: a European fleet, with all its lights ablaze, had lined up in a vast semicircle at the entrance to the bay. It looked as if they were awaiting a review. The ships fired a salvo of blank cartridges, one after another. Then a voice thundered through megaphones, first in French, then in English: 'Turn back! Turn back! France cannot welcome you! Europe cannot welcome you!'
The Third World armada replied with a colossal, unanimous cry. It was not a war cry. It was the vast, primitive voice of hope, of welcome, a kind of joyful, triumphant roar, like a child discovering a new toy. And the ships kept advancing."
"The hundreds of vessels began to enter the harbour, one after another, in a long, silent procession. There were no trumpet fanfares, no waving flags. Just a slow, inexorable advance. From the shore, the onlookers — the few who remained — watched in astonishment, as if hypnotised. There were no shouts, no resistance. Only the gentle lapping of the waves against the hulls and the shuffling of countless feet as the first waves of humanity began to spill onto the beaches."
"They were everywhere, a human tide: men, women, children, the elderly, all pouring out of the ships, their faces marked by a mixture of exhaustion and a strange, silent triumph. They were not an invading army in the traditional sense, but a force of absolute numbers, overwhelming by their mere presence. The air filled with a murmur, a new language, a new odour. Europe, it seemed, was no longer Europe."
(…)
"Blood ran through the streets of the Grenelle district. The last handful of men, weapons in hand, were cornered in the Place du Commerce, in front of the church. The priest, wearing his stole, stood up and spoke aloud the words of absolution. The men knelt, their faces covered in dust and blood. They had fought to the end, for what had been theirs and now belonged to everyone."
"At that same moment, the Archbishop of Paris, with his great golden cross on his chest, walked at the head of a procession of clergymen down the avenues of the Trocadéro district to receive the new missionaries of the Faith. The choir chanted the Te Deum. And out at sea, farther offshore, the boats continued to unload their cargo of misery. The Parisian night was full of voices and moans."
"A man in the Place de la Concorde raised a red flag. Another, in a gesture of despair, made the sign of the cross. And the crowd kept advancing, caring nothing for the dead, caring nothing for the living. And the last men in the Place du Commerce shouted, and then fell silent."
Jean Raspail, "O Campo dos Santos" - Os parágrafos finais
"(…) Quando as centenas de embarcações apareceram, as suas tripulações deram uma boa gargalhada: uma frota europeia, com todas as luzes acesas, tinha-se alinhado num vasto semi-círculo à entrada da baía. Parecia que estavam a aguardar uma revista. Os navios dispararam uma salva de cartuchos de festim, um após o outro. Depois, uma voz trovejou através de megafones, primeiro em francês, depois em inglês: 'Recuem! Recuem! A França não vos pode acolher! A Europa não vos pode acolher!'
A
armada do Terceiro Mundo respondeu com um grito colossal e uníssono.
Não era um grito de guerra. Era a vasta e primitiva voz da esperança,
das boas-vindas, uma espécie de berro alegre e triunfante, como a
descoberta de um brinquedo por uma criança. E os navios continuaram a
avançar."
"As centenas de embarcações começaram a entrar no
porto, uma após a outra, numa longa e silenciosa procissão. Não houve
toques de trombetas, nem bandeiras a acenar. Apenas um avanço lento e
inexorável. Da costa, os observadores — os poucos que restaram —
assistiam atónitos, como que hipnotizados. Não havia gritos, nem
resistência. Apenas o suave ondular das vagas contra os cascos e o
arrastar de inúmeros pés à medida que as primeiras ondas de humanidade
começavam a derramar-se nas praias."
"Eles estavam em todo o
lado, uma maré humana: homens, mulheres, crianças, idosos, todos a sair
dos navios, com os rostos marcados por uma mistura de exaustão e de um
estranho e silencioso triunfo. Não eram um exército invasor no sentido
tradicional, mas uma força de números absolutos, avassaladora pela sua
simples presença. O ar encheu-se de um murmúrio, de uma nova língua, de
um novo odor. A Europa, ao que parecia, já não era a Europa."
(…)
"O
sangue corria pelas ruas do bairro de Grenelle. O último punhado de
homens, com a arma na mão, estava encurralado na Place du Commerce,
diante da igreja. O padre, com a estola ao pescoço, levantou-se e
pronunciou em voz alta as palavras da absolvição. Os homens
ajoelharam-se, o rosto coberto de pó, e de sangue. Tinham lutado até ao
fim, por aquilo que lhes pertencia e que agora era de todos."
"No
mesmo momento, o arcebispo de Paris, com a sua grande cruz de ouro no
peito, caminhava, na cabeça de um cortejo de clérigos, pelas avenidas do
bairro de Trocadero, para receber os novos missionários da Fé. O coro
entoava o Te Deum. E no mar, mais ao largo, os barcos continuavam a
descarregar a sua carga de miséria. A noite de Paris estava cheia de
vozes e de gemidos."
"Um homem na Praça da Concordia, ergueu uma
bandeira vermelha. Outro, num gesto de desespero, fez o sinal da cruz. E
a multidão continuou a avançar, sem se importar com os mortos, sem se
importar com os vivos. E os últimos homens na Place du Commerce
gritaram, e depois calaram-se."
Jean Raspail, "O Campo dos Santos"
Jean Raspail censored by Amazon
From: Vauban Books
Our edition of the book was first listed for sale on Amazon in July 2025. In the eight months since, Amazon has sold roughly 20,000 paperback copies of it. Its customers appear to have appreciated the novel, giving it an average rating of 4.8 stars at the time of the listing's deletion. The book has also been extensively reviewed in the American and international press. Its reviewers have been unanimous in their assessment of its abiding importance and relevance to contemporary debates.
While we cannot say for certain has taken this extraordinary step, it may be no coincidence that the listing was removed one day after New York Magazine published a critical article on Vice President Vance that referenced the book. This echoes a 2019 campaign that targeted Stephen Miller, leading the novel's previous publisher to drop the title from its catalogue.
Book Summary:
"Camp of the Saints" was published in 1973 and authored by French explorer Jean Raspail. In the book, millions of migrants from Africa and Asia to sail to Europe, which then buckles under the strain. The migrants set up their own governments, murder and oppress white European natives, and reshape Western Civilization according to their own cultural norms.
segunda-feira, 20 de abril de 2026
quarta-feira, 15 de abril de 2026
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Há 50 anos, o número total de cidadãos estrangeiros em Portugal não era superior aos 32 mil. Hoje em dia, são mais de 1,5 milhões e em sete ...
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No livro "Por dentro do Chega" , o jornalista Miguel Carvalho fala de "um partido de fanáticos que não faz grande reflexão...
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S ome excerts of this study from United Nations : "(...) Focusing on these two striking and critical trends, the present study addre...

















































