Porque não
revelar, nas estatísticas do crime, a etnia dos criminosos e das vítimas
de crime? Tal como fazem os EUA e o Reino Unido...
Revelar a
nacionalidade dos criminosos é um primeiro passo para provar que a
percepção é mais do isso, é uma realidade. Mas seria ainda mais
importantes revelar o grupo étnico dos criminosos. Há menos de uma
semana, um jovem de 20 anos foi agredido por "um grupo de jovens "com
menos de 16 anos", na estação do Cais do Sodré. Quando a polícia entrou
em acção, o jovem de 20 anos estava no chão, inconsciente.
O
mundo tem destas coincidências: um amigo de um amigo meu assistiu ao
espancamento. Sabendo que eu me interesso por este tipo de casos,
mandou-me uma mensagem: os nove agressores eram todos africanos. A
percepção do que é o crime em Portugal só será uma realidade quando as
estatísticas tiverem menção da etnia dos agressores.
Quando se
acabar, por exemplo, com designações, nos jornais acerca de "uma
família" que agrediu enfermeiros e médicos num hospital porque queriam
que uma criança passasse à frente de todos os outros utentes. Uma
"família" de quê? De ciganos, obviamente.
Nos Estados Unidos e
em Inglaterra, as mais antigas democracias do mundo, as estatísticas do
crime são racializadas. Por exemplo, 17,1% das vítimas brancas foram
mortas por agressores negros, que representam 13,7% da população total.
Era interessante conhecer estes dados em Portugal. Uma avaliação
empírica pode ser feita com uma mera passagem por algumas das grandes
cadeias, pouco antes da hora das visitas e avaliar a percentagem de
visitantes africanos e brancos.

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