domingo, 14 de junho de 2026
Islam is a reliion of peace...
"Rana Taslim Uddin wants to baptize a street in the Martim Moniz area as 'Bangladesh Street'"
(*) Today, the London Borough of Tower Hamlets, where Brick Lane sits, is home to the largest concentration of Bangladeshis in England and Wales. Census data from 2011 recorded that 32% of the borough’s population was of Bangladeshi ethnicity (including those born both in the UK and outside the UK), and that 15% of the borough’s total population was born in Bangladesh. The 2011 data recorded that 57% of the borough’s children (aged 0 to 15) were of Bangladeshi descent, making up the majority of the school population, and 18% of residents cited Bengali as their main language.
Rana Taslim Uddin quer baptizar rua da zona do Martim Moniz como "Rua Bangladesh"
Num encontro com a comunidade Bangladeshi, o seu líder, Rana Taslim Uddin, proferiu um curto discurso, onde salientava o facto de ter proposto "a construção de uma Rua Bangladeshi aqui". O vídeo não identifica a rua, apenas diz que "aqui temos cerca de 25 restaurantes nesta zona. Ao mesmo tempo, esta zona tornou-se a nossa zona Bangladesh (...) Ainda nos falta uma parte da rua para isso. Se Deus quiser, iremos fazer isso."
O líder da comunidade bangladeshi acrescenta que "se Deus quiser, um dia tal como a Brick Lane em Inglaterra (*), esta será uma rua Bangladesh e nesse dia, a rua Bangladesh será baptizada aqui."
"Os vossos negócios vão prosperar e ao mesmo tempo, a nossa sociedade, a nossa comunidade... sejam simpáticos entre vocês, estejam prontos a ajudar e, ao mesmo tempo, o vosso objectivo não é apenas o vosso negócio. Existem dois tipos de negócio. Um tipo é o negócio lucrativo, outro tipo é o negócio social. Todos vocês devem fazer negócios sociais."
"Não pensem que o dinheiro é todo vosso. O vosso negócio tem outros direitos. Cumpram os vossos direitos para poderem criar a vossa própria instituição. Instituição comunitária, instituição social e em Portugal o nome dos bangladeshianos permanecerá."
"Da mesma forma, temos de trazer a nossa identidade para aqui. O seu restaurante, restaurante halal... temos outros restaurantes aqui, temos cerca de 25 restaurantes nesta zona. Ao mesmo tempo, esta zona tornou-se a nossa zona Bangladesh."
"Há alguns anos atrás, propus a construção de uma rua Bangladesh aqui. Se Deus quiser, um dia tal como a Brick Lane em Inglaterra (*), esta será uma rua Bangladesh e nesse dia, a rua Bangladesh será baptizada aqui. Ainda nos falta uma parte da rua para isso. Se Deus quiser, iremos fazer isso. Os vossos negócios vão prosperar e, ao mesmo tempo, a nossa sociedade, a nossa comunidade... sejam simpáticos entre vocês, estejam prontos a ajudar e, ao mesmo tempo, o vosso objectivo não é apenas o vosso negócio."
Rana Taslim Uddim já teve intervenções anteriores que geraram alguma polémica. Por exemplo, quando afirmou, também num discurso para a comunidade, que "Se Deus ficar feliz, ele trará uma solução para a sociedade (portuguesa) e conduzirá esta sociedade para o caminho certo. Se não ficar feliz, então destruirá esta sociedade.
Noutra ocasião, em declarações à CNN, e a propósito de o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH) ter considerado que a proibição do uso da burca e do niqab em locais públicos, como previa a lei francesa de 2010, era compatível com a Convenção Europeia dos Direitos do Homem, Rana Taslim Uddin disse que essa decisão gerava "inquietação e receios: Martim Moniz é zona de Bangladesh e Paquistão, aqui usa-se a burqa."
O líder da comunidade gangladeshi acrescentou que "reação dos muçulmanos vai depender do que ficar escrito no diploma final. Não pode ser uma coisa contra os muçulmanos. Se é uma coisa sobre a cara e o rosto, por questões de segurança, tudo bem. Já há outros países que fazem e não levanta problemas", explicou Rana Taslim Usddin. Contudo, se a lei "impõe regras de vestir" para as mulheres muçulmanas, Rana Taslim Uddin alertou que isso pode constituir "uma violação da lei islâmica." As normas religiosas impõem "uma prática de não mostrar as formas femininas", com uso de "roupas largas" e isso é algo que todos os muçulmanos vão querer manter, avisou.
(*) Today, the London Borough of Tower Hamlets, where Brick Lane sits, is home to the largest concentration of Bangladeshis in England and Wales. Census data from 2011 recorded that 32% of the borough’s population was of Bangladeshi ethnicity (including those born both in the UK and outside the UK), and that 15% of the borough’s total population was born in Bangladesh. The 2011 data recorded that 57% of the borough’s children (aged 0 to 15) were of Bangladeshi descent, making up the majority of the school population, and 18% of residents cited Bengali as their main language.
Fundação Islâmica de Palmela subsidia construção de mesquita e escola islâmica em Mem-Martins
A lei portuguesa não proíbe a utilização de dinheiros públicos para construir ou reabilitar templos. Por ser um Estado laico, Portugal consagra o princípio da separação entre o Estado e as igrejas, mas isto não impede o financiamento público de edifícios religiosos caso exista um interesse público (como o património histórico e cultural) ou haja acordos de cooperação.
A legislação é clara quanto à forma como o Governo pode subsidiar confissões religiosas: apenas em caso de interesse público (colaboração na preservação de património cultural) ou existência de acordos de cooperação. A lei também permite que o Estado celebre acordos com outras confissões religiosas. No caso da decisão de financiar a construção da mesquita de Mem-Martins trata-se de um investimento público directo, para a construção de um edifício de raiz e não de um caso de preservação de património histórico e cultural. A construção da mesquita resulta de uma parceria com a Fundação Islâmica de Palmela, em 2021, que associou à mesquita de Mem-Martins um espaço comunitário e uma escola islâmica, dirigida pela referida Fundação Islâmica de Palmela - a "International School of Sintra."
O enquadramento legal desta matéria assenta em três pontos principais:
Acordo com a Igreja Católica: A Concordata entre Portugal e a Santa Sé (atualizada em 2004) reconhece o papel histórico da Igreja Católica e permite a colaboração na conservação do património.
Lei da Liberdade Religiosa: A Lei n.º 16/2001 garante a igualdade e permite que o Estado celebre acordos de cooperação com outras confissões religiosas, o que viabiliza apoios estatais.
Património Cultural: É comum o Estado, as autarquias ou fundos europeus financiarem obras em igrejas, mosteiros ou catedrais através de programas de proteção do património e turismo (por exemplo, a Rota do Românico), ou através de subsídios diretos por utilidade pública. Propostas para proibir totalmente o uso de dinheiros públicos em espaços de culto têm sido chumbadas na Assembleia da República por serem consideradas inconstitucionais — uma vez que uma proibição absoluta seria entendida como uma violação do princípio da separação e da igualdade de tratamento entre religiões.
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