quarta-feira, 20 de maio de 2026

Imigrantes já ultrapassam 1,6 milhões

 



1 - Reagrupamento familiar

Diz a lei que o candidato a reagrupamento familiar tem que cumprir três condições:
O requerente (o cidadão que já reside em Portugal) tem de comprovar três condições base junto da AIMA
Alojamento condigno: Documento que prove que possui habitação com espaço suficiente para a família (ex: contrato de arrendamento ou certidão do registo predial).
Meios de subsistência: Prova de rendimentos estáveis e suficientes para sustentar o agregado familiar, calculados com base numa percentagem do Salário Mínimo Nacional para cada dependente.
Vínculo familiar: Certidões de casamento, nascimento ou decisões de adoção/tutela oficializa

2 - Rendimento e casa

Um casal com 1.380 euros de rendimento bruto consegue arranjar habitação? Portugueses de classe média, média/alta têm dificuldade ou simplesmente não conseguem alugar apartamentos por menos de 800/900 euros. O salário Mediano Líquido dos trabalhadores portugueses situa-se ligeiramente abaixo dos 1.000,00 €. O valor mediano é o indicador mais realista para a maioria da população, pois significa que metade dos trabalhadores portugueses ganha menos de 1.000 € líquidos. Em 2026, o custo médio de arrendamento de uma habitação no mercado livre em Portugal situa-se em torno de 16,40 € por metro quadrado, o que empurra a renda média nacional de novos contratos para a fasquia dos 1.335,00 € a 1.450,00 € por mês.

Portanto, o reagrupamento de um casal implica um rendimento mínimo de 1.380 euros, brutos, por mês. O aluguer de uma casa, em média nacional, em 2026, tem um custo de arrendamento em torno de 16,40 € por metro quadrado, o que empurra a renda média nacional de novos contratos para a fasquia dos 1.335,00 € a 1.450,00 € por mês. Excluindo os municípios de Lisboa e do Porto, a média de custos com o aluguer de habitação em Portugal desce significativamente, situando-se no segmento intermédio entre os 9,50 € e os 14,80 € por metro quadrado, o que empurra a renda global de um apartamento padrão (T2) para valores entre os 650,00 € e os 950,00 €.  

2 - Número total de imigrantes autorizados ultrapassa 1,6 milhões da imigrantes, segundo dados da AIMA. Analisando o universo total de regularização de imigrantes gerido pela comissão especial de recuperação de pendentes (que inclui o reagrupamento e as antigas manifestações de interesse): 92% dos processos atendidos já têm uma decisão final concluída (num universo superior a 521.000 atendimentos únicos). Desse total global, registaram-se cerca de 50.000 indeferimentos (processos recusados). Isto demonstra que a esmagadora maioria dos processos que chegam à fase de análise documental e cumprem os requisitos legais básicos acaba por receber luz verde (despacho favorável). 

Ou seja, de 521.000 processos (de vários tipos, não apenas de reagrupamento familiar) 479.320 já foram despachados. 479.320 imigrantes viram os seus pedidos autorizados. Em 2025, a Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) emitiu 386.463 novas autorizações de residência em Portugal. Entre o final de 2025 e abril de 2026, o Governo português já resolveu mais de 26.000 pedidos de reagrupamento familiar pendentes.

Final de 2023: 1.293.463 cidadãos estrangeiros 
Final de 2024: 1.543.697 cidadãos estrangeiros (comunidade brasileira mantém-se como a principal, representando 31,4% do total).
Ao longo de 2025: O número total de estrangeiros regularizados ultrapassou a barreira dos 1,6 milhões, impulsionado pela "Estrutura de Missão" da AIMA que despachou cerca de 400 mil cartões de residência acumulados de anos transactos. 

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