A Comunidade Islâmica de Lisboa (CIL) revelou que foi apresentada uma participação junto das entidades competentes na sequência da divulgação de um vídeo nas redes sociais sobre um espaço de oração muçulmano em Ourém.
Num comunicado publicado nas suas redes sociais, a CIL manifesta preocupação com os comportamentos e declarações que, segundo a comunidade, ocorreram no interior do espaço de oração e anuncia ter enviado uma Nota de Repúdio às autoridades.
A organização considera particularmente preocupantes os comportamentos registados no local, nomeadamente aquilo que descreve como «desrespeito pelos tapetes utilizados para a oração» e pelo exemplar do Alcorão, bem como determinadas afirmações dirigidas à religião islâmica e à comunidade muçulmana.
A CIL não identifica no comunicado qualquer conclusão sobre a eventual ilegalidade do espaço e afirma que «não pretendemos substituir-nos às autoridades nem antecipar qualquer conclusão sobre a eventual responsabilidade jurídica dos intervenientes», afirma a CIL, acrescentando que «caberá às entidades competentes apreciar os factos e determinar, nos termos da lei, se existe alguma infração ou outra matéria que deva ser considerada».
A Comunidade Islâmica de Lisboa (CIL) revelou que foi apresentada uma participação junto das entidades competentes na sequência da divulgação de um vídeo nas redes sociais sobre um espaço de oração muçulmano em Ourém.
Num comunicado publicado nas suas redes sociais, a CIL manifesta preocupação com os comportamentos e declarações que, segundo a comunidade, ocorreram no interior do espaço de oração e anuncia ter enviado uma Nota de Repúdio às autoridades.
A organização considera particularmente preocupantes os comportamentos registados no local, nomeadamente aquilo que descreve como «desrespeito pelos tapetes utilizados para a oração» e pelo exemplar do Alcorão, bem como determinadas afirmações dirigidas à religião islâmica e à comunidade muçulmana.
Afonso Gonçalves garante que não pede desculpa
Afonso Gonçalves, autor do vídeo e que surge nas imagens do comunicado, embora com o rosto ocultado, já reagiu também nas redes sociais, afirmando que terá sido informado de que "a comunidade islâmica de Lisboa fez um comunicado, nota de repúdio e queixa crime contra mim."
"Queria aproveitar a oportunidade para afirmar que eu não quero saber, não peço desculpa e estou-me nas tintas para a opinião da comunidade islâmica. A única comunidade que me importa é o povo Português."
PS: A indignação da Comunidade Islâmica de Lisboa não se manifestou quando, há um par de anos, a única revista portuguesa islâmica, a Al-Furqán, publicou um artigo a dizer que os judeus não eram seres humanos: "Os judeus propriamente ditos não são seres humanos." No mesmo artigo, fazia-se um rasgado elogio a Hitler: “Os judeus são inimigos de todos aqueles que não o são, e procuram fazer-lhes todo o mal possível. Talvez tenha sido por isso que Hitler quis aniquilar este maldito povo”. Como pormenor curioso, o autor do artigo era o xeque Aminuddin Mohamad, na altura conselheiro espiritual da Comunidade Islâmica de Lisboa.


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