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sexta-feira, 11 de setembro de 2026

A cobardia de um Ocidente submisso ao Islão ou "como ser um bom dhimmi"

 


Por Francis X. Maier

No final de julho, cerca de 60.000 imigrantes invadiram o enclave espanhol de Ceuta, no norte de África, vindos de Marrocos. Os imigrantes eram principalmente homens jovens. E, como 99 por cento dos marroquinos professam o islão, a maioria era, quase com certeza, muçulmana. Ceuta não é uma colónia espanhola. É uma «cidade autónoma» integrante do Estado espanhol, com soberania espanhola que remonta a 1580. É, portanto, uma porta de entrada (desejada) para a União Europeia e um alvo prioritário da imigração «indocumentada».

A polícia espanhola obrigou a maioria dos imigrantes a regressar ao outro lado da fronteira. Deixaram para trás —como assinalou o Wall Street Journal— uma cidade habitualmente tranquila e atónita com o caos. Tudo isto já é notícia antiga. Mas o que perdura na memória é a resposta da Igreja espanhola: uma mistura ambígua de preocupação com a lei, inquietação pelos residentes legais traumatizados de Ceuta e um marcado temor de que o incidente fosse utilizado como uma «arma política» para polarizar a opinião pública, demonizar os imigrantes e «avivar o medo».

A esta última inquietação —o tratamento dos imigrantes— voltaremos num momento. Mas antes, um pouco de contexto e antecedentes.

Jacques Ellul (falecido em 1994) foi um distinto filósofo francês e estudioso da história e da sociologia. Participou ativamente na Resistência francesa durante a Segunda Guerra Mundial, ajudando judeus a escapar do regime pró-nazi de Vichy. É recordado sobretudo pelos seus numerosos livros, incluindo obras-primas como A sociedade tecnológica e Propaganda: a formação das atitudes dos homens. Foi também um cristão (calvinista) comprometido e teólogo leigo na Igreja Reformada de França. E nessa função, foi um crítico eloquente do islão e da perspetiva emergente de uma Europa «islamizada».

Ellul é incómodo para a narrativa secular atual. Vivemos numa época em que as elites europeias repudiaram o passado cristão do continente, ao mesmo tempo que reescrevem a história para suavizar e valorizar muitos elementos do islão. Enquanto isso, os pensadores cristãos muitas vezes minimizam os abismos que separam o judaísmo, o cristianismo e o islão em nome de um respeito mútuo. As vozes públicas que não se alinham com esta corrente são tachadas de «racistas» como Jean Raspail, de «alarmistas e islamófobas» como Michel Houellebecq (pela sua novela Submissão), ou de carecerem de rigor académico, como a investigadora Bat Ye’or.

Se Ellul estivesse vivo, não poderia ser descartado com tanta facilidade. A sua sólida crítica ao islão encontra-se em dois dos seus livros. Em poucas palavras, sustenta que as três grandes religiões «monoteístas» têm compreensões muito díspares de Deus, dos outros e da pessoa humana. Não partilham um fundamento comum em Abraão. E não se relacionam com as suas Escrituras de maneira semelhante. Este mesmo ponto é defendido hoje pelo filósofo católico francês Rémi Brague, galardoado com o Prémio Ratzinger. E isto acarreta consequências extremamente práticas e reais.

Ellul criticou especialmente o que considerava um traço totalitário irreformável no islão, baseado num suposto direito divino. Isto levou o islão a introduzir o conceito de «guerra santa» no pensamento religioso. E isto, por sua vez, desencadeou a noção cristã de «cruzada» como resposta.

Para o islão, a violência e a coação —quando consideradas necessárias— são ferramentas legítimas para a difusão da fé. Estão intrinsecamente enraizadas na estrutura original do islão de um modo completamente alheio ao cristianismo. Como assinala Ellul, isto raramente impediu que os cristãos ignorassem as suas próprias crenças em prol do interesse próprio. No entanto, nas suas atitudes fundamentais em relação à violência religiosa, ambas as confissões possuem um ADN muito diferente.

Para o que aqui nos diz respeito, alguns dos pensamentos-chave de Ellul sobre o islão aparecem no seu prefácio a O Dhimmi e no seu prólogo a O declínio do cristianismo oriental sob o islão, ambos escritos pela erudita judia Bat Ye’or (pseudónimo de Gisèle Littman). O grande valor de cada livro reside no seu rigoroso estudo sobre a vida dos dhimmis ao longo dos séculos. Os dhimmis foram e são pessoas não muçulmanas que vivem sob o domínio islâmico. Hoje em dia fala-se muito da «tolerância» muçulmana para com judeus e cristãos em terras islâmicas. O registo histórico é dispar, mas raramente favorável.

Em teoria, os dhimmis são pessoas «protegidas» da Gente do Livro. Mas na prática nunca gozam de plena igualdade com os muçulmanos. Quanto mais ortodoxo se torna um regime islâmico e mais se rege pela lei da shari’a, mais sofrem os dhimmis como uma classe subordinada. Os «direitos» dos dhimmis, como sublinha Ellul, são direitos concedidos e condicionais, sujeitos sempre a revogação. Pior ainda, em séculos passados «os massacres de dhimmis foram frequentes», e a perseguição atroz contra os cristãos continua hoje em dia em algumas comunidades muçulmanas. O efeito a longo prazo desta repressão é o estrangulamento gradual de tudo o que não seja muçulmano. Abundam os exemplos. Antes da conquista muçulmana, a Igreja no norte de África contava com cerca de 300 dioceses. Hoje jazem sepultadas e esquecidas na areia.

Ellul conclui que «No «contexto vivo» da história contemporânea, [a obra de Bat Ye’or] encerra um claro aviso. O mundo muçulmano não evoluiu no seu modo de considerar o não muçulmano, o que é um lembrete do destino que aguarda aqueles que algum dia possam ficar submersos no seu seio». Em suma, a Europa de hoje, com as suas ilusões sobre a natureza do islão e a sua paralisia moral e cultural perante a imigração maciça muçulmana, caminha como sonâmbula para uma «dhimmitude» voluntária.

O que nos devolve ao acontecimento de Ceuta e às suas repercussões para a Igreja.

Uma das grandes fortalezas do cristianismo é o seu respeito pela dignidade de cada pessoa humana, crente ou não, como filha de Deus. A Igreja serve essa dignidade com excecional destreza no seu apoio aos migrantes. Esta é uma parte essencial da nossa fé. Mas uma família —e a Igreja é uma família muito numerosa com uma fé bíblica muito específica— tem as suas primeiras obrigações não com os estranhos, mas com a saúde, a segurança e o futuro dos seus próprios membros. Caso contrário, a família assegura a sua própria extinção.

Quando a Igreja permite que seja percebida como mais preocupada com estranhos de uma fé alheia (e historicamente resistente e pouco amistosa) do que com as necessidades do seu próprio povo —o povo que arcará com o custo de uma imigração desmedida—, confabula na sua própria desaparição.

Já aconteceu antes. Pode voltar a acontecer. E isso não beneficia ninguém.

Sobre o autor:

Francis X. Maier é membro sénior de estudos católicos no Ethics and Public Policy Center. É autor de True Confessions: Voices of Faith from a Life in the Church.

 

 

domingo, 6 de setembro de 2026

Niemöller fez esta confissão no seu discurso para a Igreja Confessante em Frankfurt em 6 de janeiro de 1946

 


Quando os nazis levaram os comunistas, fiquei em silêncio; eu não era comunista.
Quando levaram os sindicalistas, fiquei em silêncio; eu não era sindicalista.
Quando prenderam os social-democratas, fiquei em silêncio; eu não era social-democrata.
Quando prenderam os judeus, fiquei em silêncio; eu não era judeu.
Quando vieram me buscar, não havia mais ninguém para protestar. 

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Muçulmanos, integração e rejeição da sociedade ocidental

 

A melhor forma de conhecer alguns dos “novos portugueses”, designadamente os muçulmanos que hoje vivem entre nós e integram comunidades semelhantes às que se instalaram um pouco por toda a Europa, é conhecer os dados recolhidos sobre aquilo que pensam." - afirma o advogado João Pereira dos Santos, num dos textos que publicou recentemente, sobre a temática da inclusão dos muçulmanos na sociedade ocidental (e a quem peço desculpa por ter "roubado" os seus textos para o meu blogue - com a autoria devidamente identificada)

É algo com que estou de acordo - é preciso saber quem são aqueles que se instalam entre nós e, em muitos casos, têm valores e princípios completamente opostos aos nossos, bastando comparar os valores da religião muçulmana com o conteúdo da Constituição da República Portuguesa. Ou que constroem sistemas judiciais paralelos, onde se aplica a Sharia, a Lei Islâmica, numa flagrante violação dos princípios legais em que a nossa sociedade se estrutura. É o caso, aliás, do Tribunal Islâmico que funciona, há mais de 20 anos, na Mesquita de Lisboa, presidido pelo xeque David Munir.

Um episódio recente envolveu o líder da comunidade Bangladeshi em Portugal, Rana Taslim Uddin que, num discurso que reuniu vários outros dirigentes dessa comunidade, afirmou que “aqueles que encontraram aqui uma sociedade nova, aqueles que estão aqui presentes hoje, perguntam-me o que eu fiz para a sociedade. Irmãos, fi-lo para fazer o meu Deus feliz, não para a sociedade. Se Deus ficar feliz, ele trará uma solução para a sociedade e conduzirá esta sociedade para o caminho certo. Se não ficar feliz, então destruirá esta sociedade (*). Por isso tentamos agradar a Deus e ao mesmo tempo construir uma amizade com as pessoas desta sociedade.”

Em tempos que já lá vão - Junho de 2004 - publiquei um artigo no semanário "O Independente" intitulado "Radicalismo à venda na Mesquita de Lisboa". O tema principal do artigo tinha a ver com um grupo extremista, os Tablighi Jamaat, com uma presença crescente na comunidade islâmica portuguesa. Tive acesso, na altura, àquilo que era a "Bíblia" dos Tablighi Jamaat ("Faza'il - e - Amaal" / "As Virtudes das Acções")

Tratava-se essencialmente de uma colectânea de textos narrando as heróicas batalhas dos muçulmanos, nos primeiros tempos da sua implantação. A tradução para português era da responsabilidade do xeque David Munir e do xeque Daud Ismael. O  próprio imã da Mesquita de Lisboa, David Munir, aconselhou a sua leitura durante a habitual oração de sexta-feira. O último capítulo do livro "As Virtudes das Acções" que tem como título: “A Degradação Muçulmana e a sua Única Solução” apela a um “forte contra-ataque”, no intuito de recuperar o domínio do Islão sobre o mundo, dentro dos limites e das directrizes da “Shariah”

Para situar "ideologicamente" esse movimento, basta dizer que a própria Arábia Saudita baniu a organização do país, classificando-a como sendo "uma antecâmara do terror". O filho de Abdul Karim Vakil, presidente da Comunidade Islâmica de Lisboa, professor no King's College, alertou para o perigo dos Tablighi Jamaat, que já na altura constituíam a maioria da comunidade muçulmana portuguesa: 

"O grupo extremista Tabligh Jamaat 'representa, por um lado, e incontestavelmente, a força de maior dinamização do Islão entre os muçulmanos em Portugal. Por outro, o seu rigoroso tradicionalismo, traduzido na prescrição do próprio vestuário, na estrita separação entre os sexos, numa atitude de distanciamento em relação à sociedade exterior, representa, como já referi, um factor de ruptura na tendência histórica para a integração na atitude dos muçulmanos em Portugal", afirma Abdool Karim Vakil (filho) numa investigação intitulada “Do Outro ao Diverso – Islão e Muçulmanos em Portugal: história, discursos, identidades."

 A rejeição dos valores ocidentais, por parte dos Tabligh Jamaat, é revelada de forma clara num artigo publicado em 2001, na revista islâmica Al-Madinah, editada pela Comunidade Islâmica do Sul do Tejo. De acordo com esse artigo da revista Al-Madinah, "nas escolas comuns (...) torna-se impossível salvaguardar a fé. A solução disto passa pela criação de instituições islâmicas, onde as crianças possam crescer num ambiente islâmico" - sendo a Escola Islâmica de Palmela um exemplo pioneiro dessa estratégia.

No artigo que então publiquei n'O Independente", entre outros aspectos, destacava o extremismo da revista "Al-Furqán", uma revista islâmica portuguesa, que tinha publicado, em 1988, um artigo com chamada à primeira página intitulado: "Será que os judeus são dotados de humanidade?" Nas páginas do interior, o autor do artigo, xeque Aminuddin Mohamad, na altura conselheiro espiritual da Comunidade Islâmica de Lisboa,  escrevia que "os judeus propriamente ditos não são seres humanos." O artigo terminava com um rasgado elogio a Hitler: “Os judeus são inimigos de todos aqueles que não o são, e procuram fazer-lhes todo o mal possível. Talvez tenha sido por isso que Hitler quis aniquilar este maldito povo”.

Os Tabligh Jamaat são os responsáveis pela organização anual do maior encontro de muçulmanos, depois da peregrinação a Meca. Cerca de quatro milhões de elementos reúnem-se na cidade paquistanesa de Raiwind, havendo encontros semelhantes e de dimensão idêntica no Bangladesh e na Índia. 

O movimento islâmico Tabligh Jamaat também reúne anualmente na Mesquita de Lisboa, num encontro internacional que decorre num ambiente aparentemente calma e descontraído, de acordo com Lusa. Para além do líder do movimento, Esmael Loonat, vários responsáveis da Comunidade Islâmica do Sul do Tejo e da Escola Islâmica de Palmela são membros do movimento.

Para além da Arábia Saudita, mais de uma dezena de países baniram os Tablih Jamaat: Iran, Uzbekistan, Tajikistan and Kazakhstan, Russia. Além desses países, outros situados na Ásia Central também tomaram a mesma decisão, por discordarem da posição puritânica e do extremismo desse movimento: Uzbekistão, Tajikistão and Kazakhstão.

(*) - Tradução de Jayanti Dutta, docente e investigadora do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias (CLEPUL) da Universidade de Lisboa, divulgada pelo programa de televisão "Polígrafo", em relação ao que foi afirmado por Rana Taslim Uddin naquela intervenção:

“Aqueles que encontraram aqui uma sociedade nova, aqueles que estão aqui presentes hoje, perguntam-me o que eu fiz para a sociedade. Irmãos, fi-lo para fazer o meu Deus feliz, não para a sociedade. Se Deus ficar feliz, ele trará uma solução para a sociedade e conduzirá esta sociedade para o caminho certo. Se não ficar feliz, então destruirá esta sociedade. Por isso tentamos agradar a Deus e ao mesmo tempo construir uma amizade com as pessoas desta sociedade.”

 

 

O facto de a vasta maioria (dos muçulmanos) ter crenças culturais incompatíveis com o ocidente não significa que todos as tenham.

 

 

A melhor forma de conhecer alguns dos “novos portugueses”, designadamente os muçulmanos que hoje vivem entre nós e integram comunidades semelhantes às que se instalaram um pouco por toda a Europa, é conhecer os dados recolhidos sobre aquilo que pensam. 
 
Esta publicação faz parte de um conjunto subordinado ao tema: “Em que acreditam os muçulmanos?" Ao lerem e comentarem, lembrem-se por favor que este tópico é delicado por falar sobre uma comunidade inteira, relegando indivíduos para segundo plano (pelo que é injusto dizer que todos os muçulmanos são assim) e que o facto de a vasta maioria ter crenças culturais incompatíveis com o ocidente não significa que todos as tenham. 
 
São dados que recolhi para reflexão sobre que políticas públicas devem ser adotadas, e não para que alguém possa invocá-los para decidir tratar com hostilidade o próximo que encontrar. Qualquer revolta que sintam deverá ser canalizada para os políticos e não para pessoas que não têm culpa de terem sido subornadas a vir para o país através da oferta da nacionalidade fácil. 
 
Posto isto, vamos então aos dados. Um estudo da Bertelsmann Stiftung, realizado em vários países europeus, encontrou níveis muito elevados de identificação com o país de residência entre muçulmanos: 96% em França e na Alemanha, 98% na Suíça, 89% no Reino Unido e 88% na Áustria.
À primeira vista, seria tentador concluir que o problema da integração está praticamente resolvido. Mas não está.
 
Quando se abandona a pergunta superficial sobre o sentimento de pertença e se começa a perguntar em que acreditam efectivamente essas populações, o quadro torna-se muito mais complexo. No mesmo conjunto de estudos, a religiosidade dos muçulmanos surge em níveis muito superiores aos da restante população. No Reino Unido, por exemplo, cerca de 64% eram classificados como altamente religiosos, contra aproximadamente 10% dos não muçulmanos. Na Áustria eram 42%, na Alemanha 39%, em França 33% e na Suíça 26%.
 
Nada disto constitui, por si só, um problema. O problema começa quando a fé deixa de ser apenas uma convicção pessoal e passa a reclamar primazia sobre a ordem jurídica e política comum. E é aqui que os números se tornam muito menos confortáveis.
 
Autor do artigo: xeque Aminuddin Mohamad, conselheiro espiritual da Comunidade Islâmica de Lisboa

Num importante estudo europeu conduzido pelo Wissenschaftszentrum Berlin für Sozialforschung, realizado entre comunidades muçulmanas de vários países europeus, cerca de 60% dos inquiridos defendiam um regresso às “raízes do Islão”. Aproximadamente 75% consideravam existir apenas uma interpretação legítima do Corão, e cerca de 66% entendia que a sharia deveria prevalecer sobre a lei nacional quando ambas entrassem em conflito. 
 
O investigador reuniu estes três critérios numa categoria de fundamentalismo religioso. Cerca de 44% dos muçulmanos estudados preenchiam simultaneamente os três critérios para a qualificação como fundamentalista. No mesmo estudo, quase 60% rejeitavam a possibilidade de ter homossexuais como amigos, cerca de 45% afirmavam não confiar em judeus e uma proporção semelhante acreditava que o Ocidente procurava destruir o Islão.
 
Poder-se-ia pensar que as gerações seguintes poderiam ter valores menos incompatíveis. Mas, na verdade, como veremos nas próximas publicações, existem países onde algumas das gerações mais jovens apresentam níveis de religiosidade e conservadorismo superiores aos das gerações anteriores. De resto, a Europa já está familiarizada com a existência de populações que se mantêm segregadas apesar de aqui estarem há vários séculos. 
 
Quando milhões de pessoas transportam determinadas ideias, essas ideias deixam de ser apenas assunto privado. Tornam-se uma realidade social e, mais tarde ou mais cedo, uma realidade política, o que já é bem visível em países como Inglaterra. Nas próximas publicações, os números tornam-se bastante mais preocupantes. 
 

Copiado de João Pereira dos Santos - Advogado (As imagens e vídeos foram acrescentados por mim)

 
 

A História raramente tem piedade das sociedades que se recusam a fazer perguntas desagradáveis enquanto ainda têm liberdade para lhes responder.

 


Ao contrário do autor deste texto, não vou apresentar nem propaganda nem apelos às emoções, e muito menos raciocinios falaciosos. Vou sim continuar a apresentar dados concretos para reflexão sobre as políticas públicas que Portugal deverá adoptar em matéria de imigração. É a terceira publicação da série "O que pensam os muçulmanos na Europa?"
Vamos aos dados.
 
A liberdade de expressão é um dos pilares da civilização europeia. Não significa o direito a dizer apenas aquilo que os outros consideram respeitável. Significa precisamente o direito de dizer, desenhar, escrever ou publicar aquilo que pode ofender profundamente outra pessoa, desde que dentro dos limites estabelecidos pela lei.
 
Numa sondagem realizada pela JL Partners para o Policy Exchange em Abril de 2026, 52% dos muçulmanos inquiridos defendiam que criar ou mostrar publicamente imagens de Maomé deveria constituir crime. Mais ainda: 63% defendiam a criminalização da queima pública de livros sagrados.
 
Mas o número que me parece mais grave é outro. 24% consideravam que a violência poderia constituir uma resposta legítima perante alguém que queimasse o Corão ou representasse Maomé, ou seja, UM EM CADA QUATRO entende que a violência é uma reação aceitável.
 
Dez anos antes, numa sondagem realizada em 2016, apenas 4% dos muçulmanos britânicos inquiridos concordavam que qualquer publicação deveria ter o direito de publicar imagens de Maomé. Quando a pergunta passava para imagens que ridicularizassem Maomé, o valor descia para 1%. Portanto, 99% dos muçulmanos em Inglaterra defendem proibição total, números que fazem inveja a Kim Jong Un.
 
No mesmo estudo, 24% manifestavam simpatia por grupos que organizassem violência para proteger a sua religião e 18% manifestavam simpatia por pessoas que utilizassem violência contra aqueles que ridicularizassem o profeta.
 
  
Como é óbvio, uma sociedade livre não pode aceitar que uma proibição religiosa individual seja convertida numa proibição dirigida aos restantes cidadãos e, muito menos, que a violência seja considerada uma reacção legítima contra quem não respeita uma regra de uma religião à qual não pertence.
 
A diferença é elementar. “Eu não posso fazer isto porque a minha religião o proíbe” chama-se liberdade religiosa. “Tu não podes fazer isto porque a minha religião o proíbe” é já uma reivindicação de poder sobre terceiros.
Mas avancemos.
 
A sondagem de 2026 perguntou também aos muçulmanos das zonas estudadas o que pensavam sobre diferentes organizações extremistas ou terroristas.
 
25% manifestavam uma opinião favorável sobre o Hamas. 23% tinham uma opinião favorável sobre a Guarda Revolucionária Islâmica iraniana. 20% sobre os Houthis. 17% sobre o Hezbollah. 16% manifestavam uma opinião favorável sobre o Estado Islâmico, ISIS. 15% sobre a Al-Qaeda. 15% sobre o Al-Shabaab. 14% sobre os Talibãs afegãos.
 
Naturalmente, isto significa igualmente que muitos outros inquiridos rejeitavam estas organizações. No caso do ISIS, por exemplo, 45% tinham uma opinião desfavorável e apenas 16% favorável; relativamente à Al-Qaeda, eram 43% contra 15%.
 
Mas quando estamos perante organizações responsáveis por terrorismo, assassínios em massa, perseguições religiosas e algumas das formas mais brutais de violência política contemporânea, 15% ou 16% não são números insignificantes só porque constituem uma minoria. 
 
Estamos a falar de percentagens próximas do valor eleitoral do Partido Socialista. Há depois outro conjunto de respostas particularmente perturbador. Perguntaram a mais de 3.000 muçulmanos britânicos quem tinha sido responsável pelos atentados de 11 de Setembro de 2001.
 
52% disseram não saber, 31% responsabilizaram o Governo americano, 7% responsabilizaram os judeus, e apenas 4% identificaram a Al-Qaeda ou grupo semelhante como responsável. Na amostra de controlo da população britânica, 71% identificaram correctamente a Al-Qaeda.
 
Isto é relevante porque as teorias da conspiração não são apenas excentricidades intelectuais. A crença de que uma comunidade está permanentemente cercada por inimigos, manipulada por poderes ocultos e vítima de conspirações externas constitui terreno extremamente fértil para a radicalização política.
 
E é aqui que começamos a perceber porque considero insuficiente discutir imigração apenas em termos de emprego, salários, contribuições fiscais ou necessidade de trabalhadores.
 
Estamos a importar pessoas, e essas pessoas trazem ideias. A esmagadora maioria pode nunca cometer um acto violento. Muitas podem tornar-se cidadãos exemplares. Algumas abandonarão completamente estas concepções. Outras já as rejeitam desde o início. E outras, inevitavelmente, vão cometer atentados terroristas ou auxiliar na sua organização.
 
Quando uma parte comparável ao PS de uma comunidade com milhões de pessoas considera aceitável criminalizar actos de expressão que são legais numa democracia europeia, quando uma parcela considera legítima a violência em resposta à blasfémia, quando encontramos percentagens de dois dígitos de simpatia por organizações terroristas e crenças anti-semitas muito superiores às da população geral, estamos perante uma questão política de extrema gravidade no que toca a preservar a civilização europeia.
 
Obviamente, nenhuma sociedade sensata deveria ter medo de conhecer os números por receio de que alguém os considere inconvenientes.
Conhecer estes dados não é odiar muçulmanos. É compreender o pensamento de milhões de pessoas que pretendem fixar-se na Europa. Pensamento que não deriva de qualquer imposição ou medo, mas sim de escolhas individuais. Milhões de escolhas individuais.
 
Há ainda uma outra questão óbvia. Se estas percentagens já existem numa comunidade minoritária, que alterações políticas serão exigidas quando essa comunidade representar uma parcela muito maior do eleitorado?
 
A História raramente tem piedade das sociedades que se recusam a fazer perguntas desagradáveis enquanto ainda têm liberdade para lhes responder. Na próxima publicação saímos do Reino Unido e vamos para França.
 
E aí encontramos talvez o dado mais surpreendente de toda esta série: em vários indicadores, os jovens muçulmanos não estão a tornar-se mais seculares e próximos dos valores dominantes da sociedade francesa. Está a acontecer precisamente o contrário.
Fontes: Policy Exchange/JL Partners, “Understanding Islamopopulism”, 2026; Policy Exchange/ICM, “Unsettled Belonging”, 2016; Channel 4/ICM, “What British Muslims Really Think”, 2016
 

Copiado de João Pereira dos Santos - Advogado (Imagens acrescentadas por mim)

 
 

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Campanha da Irmandade Muçulmana para a reconquista do Al-Andaluz já começou

(…) Estou no Algarve, numa cidade chamada Faro e a estátua atrás de mim que podem ver é do Rei Afonso III, foi o quinto (?) rei de Portugal e ele foi aquele que é importante na história islâmica por todos os motivos errados, acho eu. Foi ele que foi responsável pela conquista destas terras, que eram terras muçulmanas. E quando ele conquistou estas terras, ele acabou realmente com o tipo de fim… ele acabou com o domínio muçulmano nessas terras, então na Espanha e em Portugal, esses tipos de áreas. E então dois séculos depois, como sabemos, muçulmanos e judeus foram expulsos daqui (…)" Então, ele (Rei Afonso III) é uma figura importante em… hã… historicamente e eles colocaram uma estátua dele aqui. Muitas pessoas não conhecem a história dele porque, hã…, porque muita da história não é realmente falada." (Legendada em Inglês, transcrição na íntegra em português)

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Pregadores muçulmanos, ligados à Irmandade Muçulmana, em acções de proselitismo, nas ruas de Guimarães (em português)


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Mufti Abdul Wahab em Lisboa: “Os muçulmanos governarão estas terras” (legendagem em português)


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Prédica final do iman, na celebração da Festa do Sacrifício, O Eid al-Adha, uma das datas mais sagradas do islamismo, na Alameda D.Afonso Henriques. Celebra a fé e a obediência do profeta Abraão (Ibrahim) a Deus, ao estar disposto a sacrificar o próprio filho. (legendagem em português)


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 Prédica final do iman, também na Festa do Sacrifício, na Praça Martim Moniz (legendagem em português)

 Nota: Uma ausência que foi notada, a do xeque David Munir, que teve o seu habitual lugar ocupado por dois imans paquistaneses, remetendo-se a uma muito discreta presença.

Comunidade Islâmica de Lisboa participa vídeo de Afonso Gonçalves às autoridades

 


A Comunidade Islâmica de Lisboa (CIL) revelou que foi apresentada uma participação junto das entidades competentes na sequência da divulgação de um vídeo nas redes sociais sobre um espaço de oração muçulmano em Ourém.

Num comunicado publicado nas suas redes sociais, a CIL manifesta preocupação com os comportamentos e declarações que, segundo a comunidade, ocorreram no interior do espaço de oração e anuncia ter enviado uma Nota de Repúdio às autoridades.

A organização considera particularmente preocupantes os comportamentos registados no local, nomeadamente aquilo que descreve como «desrespeito pelos tapetes utilizados para a oração» e pelo exemplar do Alcorão, bem como determinadas afirmações dirigidas à religião islâmica e à comunidade muçulmana.

A CIL não identifica no comunicado qualquer conclusão sobre a eventual ilegalidade do espaço e afirma que «não pretendemos substituir-nos às autoridades nem antecipar qualquer conclusão sobre a eventual responsabilidade jurídica dos intervenientes», afirma a CIL, acrescentando que «caberá às entidades competentes apreciar os factos e determinar, nos termos da lei, se existe alguma infração ou outra matéria que deva ser considerada».

A Comunidade Islâmica de Lisboa (CIL) revelou que foi apresentada uma participação junto das entidades competentes na sequência da divulgação de um vídeo nas redes sociais sobre um espaço de oração muçulmano em Ourém.

Num comunicado publicado nas suas redes sociais, a CIL manifesta preocupação com os comportamentos e declarações que, segundo a comunidade, ocorreram no interior do espaço de oração e anuncia ter enviado uma Nota de Repúdio às autoridades.

A organização considera particularmente preocupantes os comportamentos registados no local, nomeadamente aquilo que descreve como «desrespeito pelos tapetes utilizados para a oração» e pelo exemplar do Alcorão, bem como determinadas afirmações dirigidas à religião islâmica e à comunidade muçulmana.

Afonso Gonçalves garante que não pede desculpa

Afonso Gonçalves, autor do vídeo e que surge nas imagens do comunicado, embora com o rosto ocultado, já reagiu também nas redes sociais, afirmando que terá sido informado de que "a comunidade islâmica de  Lisboa fez um comunicado, nota de repúdio e queixa crime contra mim."

"Queria aproveitar a oportunidade para afirmar que eu não quero saber, não peço desculpa e estou-me nas tintas para a opinião da comunidade islâmica. A única comunidade que me importa é o povo Português."

PS: A indignação da Comunidade Islâmica de Lisboa não se manifestou quando, há um par de anos, a única revista portuguesa islâmica, a Al-Furqán, publicou um artigo a dizer que os judeus não eram seres humanos: "Os judeus propriamente ditos não são seres humanos." No mesmo artigo, fazia-se um rasgado elogio a Hitler: “Os judeus são inimigos de todos aqueles que não o são, e procuram fazer-lhes todo o mal possível. Talvez tenha sido por isso que Hitler quis aniquilar este maldito povo”. Como pormenor curioso, o autor do artigo era o xeque Aminuddin Mohamad, na altura conselheiro espiritual da Comunidade Islâmica de Lisboa.


 

 

quarta-feira, 17 de junho de 2026

a "Irmandade Muçulmana" nas ruas de Guimarães: "O Islão não é teu inimigo (...) é uma religião de paz" - uma falsificação da realidade

 

 

Segunda fase na conquista de um país ocidental: Proselitismo com falsas premissas, dando relevo a passagens do Corão que podem ser interpretadas como apelando ao pacifismo é à convivência com outras religiões, ignorando as passagens em que a violência é tema.. Nas prédicas internas, nas mesquitas, o Islão é referido como a única religião, que há-de dominar as outras religiões e conquistar o mundo, "a bem ou a mal - pela submissão ou pela espada." Trata-se de uma das tácticas empregues pela "Irmandade Muçulmana", uma organização proibida em quase duas dezenas de países muçulmanos.

Em Portugal, pela primeira vez, viram-se recentemente, pelas ruas de Lisboa, muçulmanos a distribuírem panfletos pelas caixas dos correios e pelos transeuntes e a insistirem que o islamismo é a única religião monoteísta e é uma religião da paz. No entanto, uma leitura do conteúdo do Corão e de alguns "Hadits" (Dizeres do Profeta, recolhidos pelos seus mais próximos "colaboradores") destroem completamente esta falsificação do Islão enquanto religião de paz. Aliás, se mais não fosse necessário, há países muçulmanos que executam qualquer crente que abandone a religião muçulmana.

O Corão é muito claro no tratamento que os muçulmanos devem dar aos judeus e cristãos:

Surata 5:51: Adverte os muçulmanos a não tomarem judeus e cristãos como aliados protetores, indicando que eles são aliados apenas entre si.

    Surata 5:82: Descreve os judeus e os idólatras como severos na inimizade, mas aponta os cristãos como aqueles mais próximos em afeição aos muçulmanos.

    Surata 9:29: Ordena o combate aos "que não creem em Alá", incluindo judeus e cristãos (Povo do Livro), até que paguem um tributo (o jizya) e se submetam à autoridade islâmica.

2. Combate aos Infiéis (Descrentes)

    Surata 9:5: Frequentemente chamado de "Versículo da Espada", ordena que os muçulmanos combatam e matem os idólatras (associadores) onde os encontrarem, após o término de um período de trégua, caso estes persistam na agressão.

    Surata 2:191: Permite o combate aos descrentes que perseguem os muçulmanos, instruindo-os a combatê-los onde os encontrarem e expulsá-los, afirmando que "a perseguição é pior do que o homicídio"

    Há um um hadith (dito atribuído ao profeta Maomé) que se encontra nas coleções canônicas do Islã, Sahih al-Bukhari e Sahih Muslim (Surata At-Tawbah (9:29): e que diz aos muçulmanos:  "Combatei aqueles que não creem em Deus nem no Último Dia, e que não consideram proibido o que Deus e o Seu Mensageiro proibiram, e que não praticam a religião da verdade — dentre aqueles a quem foi dado o Livro — até que paguem o tributo (Jizyah) voluntariamente, e se submetam. 

    Sob a lei islâmica clássica derivada deste versículo, os judeus e os cristãos que viviam em territórios islâmicos eram classificados como dhimmis (pessoas protegidas). Em troca do pagamento da Jizyah (um imposto de vassalagem), ficavam isentos do serviço militar obrigatório e tinham garantida a proteção das suas vidas, bens e liberdade de culto.

    Nas redes sociais há milhares de vídeos com discursos de pregadores islâmicos, cujas afirmações são completamente contrárias ao que os dois pregadores do primeiro vídeo, acima colocado, afirmam, dirigindo-se a um transeunte. No total há 16 países que baniram a Irmandade Muçulmana, com destaque para o facto de sete deles serem países muçulmanos.

 


 
























domingo, 14 de junho de 2026

Judeus, muçulmanos e prémios Nobel

 


Até ao ano de 2025, pelo menos 220 galardoados com o Prémio Nobel são judeus ou têm descendência judaica (pelo menos um progenitor judeu). No âmbito global do prémio, o total acumulado de indivíduos e organizações premiados desde a sua criação, em 1901, cifra-se em 1.026 laureados. 
Isto significa que o grupo de laureados judeus ou de origem judaica representa cerca de 22% do total de prémios atribuídos individuais. A percentagem de judeus e os seus descendentes diretos representa cerca de 0,2% a 0,3% da população mundial. 
População Muçulmana e Prémios Nobel: 0,00000065% de 2 biliões de muçulmanos ganharam o prémio Nobel. Os muçulmanos representam aproximadamente 25% da população mundial. 

 

sábado, 13 de junho de 2026

Muslim comments on the existence of the statue of Afonso III, in Faro

 

ENGLISH VERSION 

Salam Alaikum, may the peace, mercy, and blessing of Allah be upon you. I am in the Algarve, I am in a city called Faro and the statue you can see behind me is of King Dom Afonso III.

 
He was the fifth king of Portugal and he was the one who is important in Islamic history for all the wrong reasons, I think. He was responsible for the conquest of these lands, which were Muslim lands.

 
And, when he took these lands, he actually put an end to the kind, he put an end to Muslim rule in these lands, so in Spain and in Portugal, these kinds of areas.

 
And then, two centuries later, as we know, Muslims and Jews were expelled from here. They were either forced to convert, some were killed but they were also expelled from these lands as well.

 
So he is, he is an important figure in historically and they put a statue of him here. Many people don't know his history because a lot of the history is not really talked about in these land.

PORTUGUESE VERSION

Muçulmano comenta existência de estátua de Afonso III, em Faro

Salam Aleikum, que a paz, a misericórdia e a benção de Alá estejam convosco. Estou no Algarve, estou numa cidade chamada Faro e a estátua que podem ver, atrás de mim é do Rei D.Afonso III.

Ele foi o quinto rei de Portugal e ele foi aquele que é importante na história islâmica por todos os motivos errados, acho eu. Ele foi responsável pela conquista destas terras, que eram terras muçulmanas.

E, quando ele tomou essas terras,  ele acabou realmente com o tipo de fim, ele acabou com o domínio muçulmano nessas terras, então na Espanha e em Portugal, este tipo de áreas.

E então, dois séculos depois, como sabemos, muçulmanos e judeus foram expulsos daqui. Eles foram ou forçados a se converter, alguns foram mortos mas eles também foram expulsos destas terras também.

Então ele é, ele é uma figura importante em... historicamente e eles colocaram uma estátua dele aqui. Muitas pessoas não conhecem a história dele porque muita da história não é realmente falada nestas terras.

 

 

 


quarta-feira, 27 de maio de 2026

A invasão islâmica do mundo ocidental: um combate de vida ou morte

 


 
De acordo com essa sondagem, 52% dos muçulmanos britânicos inquiridos acreditavam que a homossexualidade não deveria ser legal no Reino Unido (em comparação com 5% do público em geral). 31% dos muçulmanos achavam aceitável que um homem tivesse mais do que uma esposa (em comparação com 19% do público em geral que discordava).
 
39% dos muçulmanos concordaram que as esposas devem obedecer sempre aos seus maridos (em comparação com 5% do público em geral). 4% afirmaram ter simpatia por pessoas que participam em atentados suicidas, enquanto 85% não manifestaram qualquer tipo de simpatia. 21% apoiaram o apedrejamento como punição para o adultério.
 
Trevor Phillips, journalista, ao comentar estes resultados, disse que os muçulmanos estavam a "construir 'uma nação dentro de uma nação'". Trevor Phillips,  para além de jornalista foi presidente da Comissão de Igualdade e Direitos Humanos do Reino Unido (EHRC). Nasceu em Londres, mas é negro — os seus pais emigraram da Guiana após a Segunda Guerra Mundial. 
 
O ex-líder da Comissão de Igualdade e Direitos Humanos do Reino Unido (EHRC), numa entrevista ao The Guardian, admitiu que "errou em quase tudo" em relação à imigração num relatório anterior. Phillips afirma que os seguidores do Islão têm valores muito diferentes do resto da sociedade e que muitos querem levar vidas separadas. O ex-presidente da Comissão de Igualdade e Direitos Humanos do Reino Unido também defende o controlo das populações de minorias étnicas em bairros de habitação social, que não deverão ultrapassar os 50% para evitar que se tornem guetos. 
 
Trevor Phillips disse ainda que as escolas podem ter de considerar um limite de 50 por cento para estudantes muçulmanos ou de outras minorias para incentivar a integração social. E afirma que as conclusões perturbadoras de investigações recentes apontam para um abismo crescente entre as atitudes de muitos muçulmanos britânicos e as dos seus compatriotas.
Trevor Phillips justificou a sua afirmação — "os muçulmanos estão a construir 'uma nação dentro de uma nação'" — com os seguintes pontos:
  • Fracasso do Multiculturalismo: Declarou que as políticas liberais de integração falharam porque assumiram erroneamente que as comunidades muçulmanas se iriam misturar gradualmente no tecido da sociedade ocidental.
  • Divergência de Valores: Apontou que a sondagem revelou uma resistência à assimilação cultural, com uma percentagem significativa de inquiridos a expressar visões muito conservadoras sobre a homossexualidade, o papel das mulheres e a aplicação da lei Sharia.
  • Segregação Social: Alertou que o país corria o risco de isolar e sacrificar gerações de jovens a valores que são irreconciliáveis com os valores liberais britânicos.
  • Integração vs. Separação: 35% acreditavam que os muçulmanos deveriam fazer mais para se integrar na sociedade britânica, enquanto 17% sentiam que deveriam viver separadamente, se assim o desejassem. 

Em relação ao quadro acima reproduzido, é fácil encontrar exemplo do que acontece, quando a imigração muçulmana ultrapassa determinados níveis e a sua percentagem populacional sobe a partir de certa diferença. A Suécia é um bom exemplo: nos últimos dez anos, o país aceitou um número de residentes estrangeiros que representa, hoje em dia (incluindo 2ªs gerações) cerca de 27 % dos habitantes. 

Considerado um dos países mais seguros do mundo, a Suécia está, hoje em dia, no segundo lugar dos países europeus com mais homicídios. Não obstante representarem apenas 27% da população, os indivíduos de origem imigrante (1ª e 2ªs gerações) são responsáveis por entre 60 a 63 % das violações.

Há cerca de trinta anos  (por volta de 1996), a população muçulmana na Europa representava aproximadamente 4% do total de habitantes do continente, o que equivalia a cerca de 30 milhões de pessoas. Esse número quase duplicou, com um total de imigrantes que, actualmente, ronda os 50 milhões.  

O que acontece quando a população muçulmana cresce traduz-se num padrão social e político que está replicado em todos os países da Europa, em graus diferentes – de um a nove, como se pode ver no quadro acima reproduzido. Os muçulmanos não vieram para conviver, mas sim para conquistar. Declarações de pregadores islâmicos com este conteúdo são aos milhares, nas redes sociais.

A Grã-Bretanha chegou agora à 6ª fase. Em Portugal, estamos já na 5ª fase, perceptível em detalhes perfeitamente explícitos que são propositadamente ignorados, por jornalistas que têm um autêntico pavor de serem acusados de xenofobia ou islamofobia.

Enquanto estão nos 1% da população, os muçulmanos revelam-se humildes e pacíficos, salientando a sua boa interação na sociedade portuguesa, como fez sempre questão de salientar o xeque David Munir, imã da Mesquita de Lisboa. O xeque é amplamente reconhecido pela sua postura moderada, integradora e defensora do diálogo inter-religioso. Mas é ele próprio que revela, à SIC, a existência de guetos islâmicos em Portugal – uma fase da conquista islâmica específica do 5º grau.

“Há anos alertei que algumas zonas de Lisboa se poderiam tornar guetos”, afirma o xeque Munir. Sobre o aumento da imigração de origem islâmica, reconhece dificuldades de integração de alguns imigrantes que chegam a Portugal, a quem pede “respeito pelas leis, normas, língua e cultura”, acrescenta o imã da mesquita de Lisboa, de acordo com a SIC, em Junho de 2025.

O xeque Munir revela que há anos "partilhou a sua preocupação sobre algumas zonas de Lisboa, como o Martim Moniz, mas que nada foi feito. “Há uns anos, eu e alguns membros da comunidade, quando nos apercebemos que algumas zonas de Lisboa se poderiam tornar guetos, falámos com as entidades responsáveis e nada foi feito” - uma constatação ridícula, como se fosse possível impedir pessoas de alugarem ou comprarem casas numa determinada zona da cidade.

A transformação da zona do Martim Moniz numa no-go zone para mulheres ocidentais, por exemplo, é um resultado dessa "guetização" voluntária dos naturais do Bangladesh. Não se evita a constituição de um gueto a não ser que os imigrantes com valores e costumes diferentes tenham vontade de se integrarem na sociedade para onde imigraram. Mas aquilo que é patente, na comunidade muçulmana, é a vontade de não se integrarem, de forma nenhuma, na sociedade portuguesa - uma exclusão que começa pela ostensiva manutenção de uma forma de vestir diferente, tanto em relação a mulheres como a homens.

Por isso é que, em redor de cada mesquita, a pouco e pouco, vão desaparecendo os não-muçulmanos, sobretudo pela intimidação de que são alvo os ocidentais, em termos gerais e especialmente, as mulheres. No entanto, é de reconhecer que os muçulmanos não são os únicos a formar guetos, em Portugal. É verdade que também a minoria africana, cujo tipo de integração é, aparentemente, mais forte que os muçulmanos, organizam-se em guetos que são no-go-zones muito mais violentas do que as muçulmanas.

Em ambos os casos, a criminalização das segundas gerações destas comunidades é idêntica e está enraizada no facto de ambas terem uma percepção dos "brancos" como "fracos", que não se conseguem impôr fisicamente. Se compararmos a emigração portuguesa dos anos 60 do século passado com estes imigrantes, resulta claro que os portugueses recém-chegados a França - só para citar um exemplo - viviam em bairros de barracas, mas a segunda geração não se criminalizou. Antes pelo contrário, integrou-se perfeitamente. Tudo isto se resume a uma questão de uma cultura incompatível - o Corão e a Sharia versus a Bíblia - e por valores específicos da minoria africana.

Os muçulmanos têm valores, baseados no Corão e na Sharia, que são mais importantes, para eles, embora completamente incompatíveis com a Constituição da Republica Portuguesa. A sua integração numa sociedade ocidental nunca será possível porque, na sua essência, os não-muçulmanos continuam a ser "infiéis" que não aceitam o Islão. A única forma de integração dos muçulmanos só acontece quando eles, através de fenómenos vários - imigração em massa, natalidade com valores descomunais, apropriação de uma parte substancial dos recursos do Estado, na forma de subsídios e alojamento - conseguem chegar a um número suficiente para terem peso político. 

Esses fenómenos são facilitados pelo apoio dos liberais esquerdistas, para quem a diversidade de culturas é um valor fundamental, devido à oposição que esses imigrantes fazem ao Estado capitalista e às forças políticas que não são de Esquerda. Os muçulmanos têm bem consciência dessa atitude de submissão dos grupos políticos de esquerda e aparentam ser parte desse conjunto ideológico, com o acontece com o Green Party, no Reino Unido. 

Já a minoria africana constrói guetos muito mais agressivos, onde a polícia apenas consegue entrar com as suas unidades especiais, e com efectivos que rondam, no mínimo as duas dezenas de homens. Neste caso, não se coloca o problema da cultura - falamos a mesma língua, fomos educados num contexto judaico-cristão - mas sim um problema de valores. As sociedades de onde vem a imigração africana são sociedades violentas, por natureza, dada a ausência de um Estado que tenha o reconhecimento dos seus governados como um Estado justo e que, graças a isso, lhe seja reconhecida idoneidade para manter a ordem.

A cleptocracia dominante e a condição financeira miserável em que vive cerca de 80 % da população (abaixo do limiar da pobreza) criam uma ausência de valores que se reflecte na alta taxa de criminalidade dessa minoria. Embora o Governo não recolha nem divulgue números sobre a raça dos detidos nas prisões portuguesas, há estalecimentos prisionais onde os detidos de raça africana representam mais de 60 % dos detidos.

Voltando ao problema da auto-exclusão da comunidade muçulmana, em matéria de integração, a descaracterização da baixa lisboeta prossegue, a um ritmo acelerado, com as lojas de souvenirs com rendas de 5 mil euros e 400 trabalhadores ali registados, ou com apartamentos onde "moram" 600 pessoas. A incapacidade de o poder político, sobretudo a nível municipal, impedir esta degradação tem a ver com a mesma atitude da autoridade municipal, polícia e assistentes sociais de Roterham, que ignoraram durante anos os abusos de gangues paquistaneses em relação a menores inglesas, na sua maioria provenientes de famílias disfuncionais.

O envolvimento da polícia no escândalo de abuso sexual infantil de Rotherham centra-se numa falha sistémica na proteção de cerca de 1.400 vítimas, entre 1997 e 2013, por parte de gangues muçulmanos paquistaneses. A Polícia de South Yorkshire (SYP) enfrenta uma forte e contínua fiscalização, depois de investigações terem revelado que agentes ignoraram sinais de alerta, desconsideraram as vítimas como sendo apenas fugitivas e, nalguns casos, foram eles próprios autores dos abusos. Mas a principal razão para esta inacção da polícia de Roterham teve a ver com o facto - confessado pelos próprios - de os polícias e assistentes sociais terem receio de serem acusados de racismo e xenofonobia - situação em que seriam publicamente linchados pelas forças políticas da esquerda liberal.

Hoje em dia, já nem sequer os turistas sobem a Rua do Bemformoso, alertados que estão pelos guias turísticos dos riscos que correm naquela zona - principalmente o roubo de telemóveis ou malas, por esticão. Isto para não falar no constante assédio e intimidação das centenas de indostânicos que ali passam o dia, parados nos passeios, em grupos de três ou quatro, sem fazer nada para além falar ao telemóvel. Carlos Moedas e os restantes responsáveis autárquicos reagem da mesma forma que os polícias de Roterham - não fazem nada  pelo mesmo medo de acusações de xenofobia e racismo.

Outros políticos de Esquerda, como a inefável Ana Gomes têm gestos próprios da submissão, ao irem distribuir cravos vermelhos pelos imigrantes que tinham sido alvo de uma rusga policial dias antes. Não lhe ocorreu - mas a Esquerda é mesmo assim - que, à hora a que teve lugar a rusga - a meio da tarde - não fazia sentido que mais de uma centena de homens, entre os 30/40 anos, estivesse ali em pé, nos passeios da Rua do Benformoso - uma hora em que é suposto as pessoas estarem a trabalhar.

Voltando atrás 20 anos, vemos que a boa integração da comunidade islâmica tem algumas falhas. Num dos seus sermões de sexta-feira, o xeque Munir recomendou a todos os crentes a leitura de um livro, “As Virtudes das Acções” (versão portuguesa disponível aqui), um livro escrito entre os anos de 1929 e 1964 (também conhecido como Faza'il-e-A'maal ou Tableeghi Nisaab) pelo Maulana Muhammad Zakariyya. Tratava-se, disse o xeque Munir, de “uma leitura útil para qualquer crente”. O livro é uma compilação islâmica de hádices e histórias e episódios edificantes, de carácter fundamentalista e extremista.

O livro estava à venda, na Mesquita de Lisboa, numa sexta-feira. Nessa edição d'O Independente, publiquei duas páginas sobre o livro e sobre a organização fundamentalista Tablighi Jamaat, banidos da Arábia Saudita, que classificou o grupo como sendo "uma 'porta' para o terrorismo, e que já tinha então, um grande peso na Comunidade Islâmica de Lisboa. Mal se aperceberam da notícia, foi uma correria para retirarem dos escaparates a obra. Tive oportunidade de ler esse livro. Ficou-me na memória um dos espisódios ali relatados. Nos primórdios do islamismo, os crentes preparavam-se para uma batalha contra os seus inimigos. Uma mãe chamou os seus cinco filhos e ordenou-lhes que, no meio da batalha, se preocupassem apenas em dirigir-se ao local onde estava o chefe inimigo e que o matassem.

Terminada a batalha, com a vitória dos muçulmanos, foram dizer à mãe que os seus cinco filhos tinham sido mortos, mas tinham conseguido matar o chefe inimigo. A reacção da mãe, escreve-se no livro, foi de um intenso júbilo e, chorando de alegria, agradeceu a Alá o ter-lhe dado a honra de ter cinco filhos mártires. O livro tem dezenas de episódios deste género, alternados com conselhos jurídicos e interpretações do Corão. Portugal deu alguns “saltos” na evolução específica da conquista muçulmana, graças à extrema submissão da sociedade e dos políticos portugueses. Quando a comunidade islâmica chega aos 2/3%, começa a recrutar intensamente, tendo como alvos sobretudo jovens de famílias disfuncionais.

Na conquista do poder, em qualquer país, o islamismo conta com a colaboração das forças de Esquerda, nomedamente organizações partidárias com características comuns às do Bloco de Esquerda e do Livre. Uma outra característica desta fase (entre os 2/3% de população) é a política de atração de jovens estudantes, o que mostra como o Esquerdismo domina ainda uma parte substancial dos docentes portugueses. A necessidade de provar que não há islamofobia na sociedade portuguesa é bem demonstrada pela atitude de submissão do ex-Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa que visitou a Mesquita de Lisboa quatro vezes, ignorando todos os outros credos religiosos e a sua própria religião, o Catolicismo.

Marcelo Rebelo de Sousa, numa dessas visitas, foi ao ponto de se ajoelhar, abrindo as palmas das mãos, viradas para o céu – um gesto típico que os crentes muçulmanos fazem, durante as suas orações. Mas os comportamentos de submissão do então Presidente passaram também por uma visita à Escola Islâmica de Palmela onde, nas salas de aulas, os rapazes e raparigas estão sentados em espaços separados, lado a lado.

Com a chegada em massa de muçulmanos indostânicos, a Comunidade Islâmica de Lisboa entrou em crise. Esses muçulmanos não aceitam a autoridade religiosa do xeque Munir e têm os seus espaços próprios de culto, com os seus imãs. Aliás, pela primeira vez a Comunidade Islâmica do Bangladesh, situada na Mesquita Baitul Mukarram. organizou, sem que tenha sido visível a presença da Comunidade Islâmica de Lisboa, no dia 27 de Maio, uma sessão de orações, no Martim Moniz, para celebrar o Eid al-Adha (conhecido como a "Festa do Sacrifício"). Trata-se de uma das celebrações mais importantes do calendário islâmico e que recorda a total devoção do Profeta Abraão a Deus, ao estar disposto a sacrificar o seu filho, que acabou por ser substituído por um cordeiro.

Os naturais do Bangladesh serão, actualmente, cerca de 80 mil – isto segundo o seu líder, Rana Taslim Uddin, personagem de um episódio onde, num discurso perante a direcção da Comunidade, afirmou que “Aqueles que encontraram aqui uma sociedade nova, aqueles que estão aqui presentes hoje, perguntam-me o que eu fiz para a sociedade. Irmãos, fi-lo para fazer o meu Deus feliz, não para a sociedade. Se Deus ficar feliz, ele trará uma solução para a sociedade e conduzirá esta sociedade para o caminho certo. Se não ficar feliz, então destruirá esta sociedade.”

O 5º degrau da conquista muçulmana de um país cristão – fase em Portugal se encontra - passa por um conjunto muito específico de situações:

1 – Exigência de comida “halal” nas escolas (Os concelhos de Loures e Odivelas já o fizeram)

2 - Existência de salas de oração nas escolas (reivindicação, apenas, em zonas onde a população muçulmana ultrapassa os 5%) e construção de mais escolas islâmicas. Nesta área, a estratégia da comunidade muçulmana é bem definida. De acordo com a Al-madinah, revista da Comunidade Islâmica do Sul do Tejo, "Nas escolas comuns (…) torna-se impossível salvaguardar a fé. A solução disto passa pela criação de instituições islâmicas, onde as crianças possam crescer num ambiente islâmico" - Revista Al-Madinah, edição da Comunidade Islâmica do Sul do Tejo. "Quanto mais a 'liberdade de expressão' e a 'consciência da liberdade' são propagados, torna-se cada vez mais evidente (…) que estas regras não foram feitas para os muçulmanos." - de acordo com a mesma revista, cujos mentores são membros da Irmandade Muçulmana.

3 – Preparação da tentativa de impôr vestuário uniformizado nas escolas onde os alunos muçulmanos são a maioria, de forma a proibir as raparigas de andarem de saia. Atitudes agressivas e intimidatórias em relação às pessoas que passeiam cães nas zonas limítrofes das mesquitas, lugares de culto e áreas onde a população muçulmana é maioritária.

4 - “Adaptação” das festividades natalícias e de outras manifestações de carácter religioso, nas escolas, de forma a não serem utilizados termos como “Natal” ou “Feliz Natal”, por poderem ser ofensivos para os alunos muçulmanos, segundo responsáveis pelo Agrupamento de Escolas José Maria dos Santos, em Pinhal Novo, e na Escola Gil Vicente, em Lisboa. Tratou-se, disseram ambos, de retirar elementos temáticos (como fundos de Natal nas fotos) com motivos de inclusão e respeito por alunos de outras culturas e religiões. Trata-se de uma justificação que apenas demonstra uma atitude de submissão aos muçulmanos, única religião que pune com a morte quem a abandonar. A "inclusão" de que os esquerdistas liberais tanto gostam de proclamar é um sistema que só funciona para um lado. O ex-Presidente da República visitou quatro vezes a Mesquita de Lisboa, mas o xeque David Munir nunca pôs os pés numa igreja.

5 - A manifestação de força que é a ocupação de espaços públicos, até agora uma vez por ano - duas vezes caso a Comunidade Islâmica do Bangladesh (CIB) continue com a sua iniciativa, independente da Comunidade Islâmica de Lisboa (CIL). Enquanto esta se limita à oração de encerramento do Ramadão, a Comunidade Islâmica do Bangladesh realizou este ano uma cerimónia religiosa diferente, a Eid al-Adha (Festa do Sacrifício), uma celebração importante do calendário islâmico. Em ambos os casos, os locais escolhidos (desde há muitos anos, no caso da oração final do Ramadão) não o são por acaso. As celebrações religiosas têm lugar na Praça Martim Moniz e na Alameda Afonso Henriques - escolhas que não inocentes, porque simbolizam a grande vitória cristã, na guerra contra o Al-Andaluz, que foi a conquista da cidade de Lisboa.

6 – Horários especiais para os alunos muçulmanos a fim de lhes permitir que cumpram as obrigações de oração ou, em alternativa, a constituição, nas instalações da própria escola, de salas de oração. Esta saída antecipada de alunos muçulmanos para orações envolveu, por exemplo, a Escola Secundária José Saramago, localizada em Palmela, onde o seu director, Faisal Aboobakar, muçulmano, deu instruções aos professores para que os alunos muçulmanos pudessem sair mais cedo para poderem ir cumprir as obrigações do Ramadão.

7 – Implantação dos tribunais islâmicos e da lei islâmica, a Sharia: há mais de vinte anos que funciona um tribunal islâmico, nas instalações da Mesquita de Lisboa, presidido pelo xeque Munir e constituído por um “grupo de homens sábios.” Nos cerca de 60 lugares de culto espalhados por todos o país funcionam mais de trinta tribunais islâmicos, cuja validade é nula, face à Constituição da República Portuguesa. No entanto, por pressão e medo de serem ostracizados pelo resto da comunidade, os muçulmanos não recorrem aos tribunais legais, preferindo antes submeter-se a essa justiça nula.

8 - Inserção na área política, começando pelas zonas de guetos islâmicos, ao nível municipal. À medida que mais muçulmanos vão adquirindo direito ao voto, a sua concentração em zonas específicas de cada cidade ou vila, permite uma votação massiva e concentrada nos seus candidatos. Sinal dessa estratégia é o facto de os presidentes das câmaras de Londres, Birmingham e Leeds (as três maiores cidades inglesas) serem todos muçulmanos (e estas são as três maiores cidades inglesas), embora em nenhuma destas cidades constituam a maioria da população: Birmingham tem 29,9% de muçulmanos. É a cidade com a maior proporção e concentração de cidadãos muçulmanos entre as três maiores cidades de Inglaterra. Londres tem cerca de 15% e Leeds 7,8 por cento.

A juntar a isto há centenas de vereadores e outros cargos municipais electivos que são ocupados por minorias étnicas, com especial destaque para as de origem muçulmana. Alguns casos recentes levantaram polémica no Reino Unido. Rukhsana Ismail, nomeada Mayor cerimonial de Rotherham (uma cidade no norte de Inglaterra) discursou durante cerca de oito minutos. Falou sete minutos em inglês e guardou apenas o último minuto para deixar uma mensagem na sua língua materna. Também Zaker Choudhry, de origem paquistanesa e recém-empossado Lord Mayor de Birmingham, gerou reações devido ao seu estilo de leitura em inglês muito pausado, lento e com visível falta de fluência, durante a cerimónia oficial no Birmingham City Council. O autarca optou por fazer parte dos seus agradecimentos familiares em urdu.

9 - Por fim, a questão do anti-semitismo. Nas feiras do livro islâmico, que ocorriam todos os anos na Mesquita de Lisboa, era comum verem-se à venda livros de supremacistas brancos, anti-semitas. Essa feira era uma oportunidade para adquirir obras de David Duke, norte-americano, neo-nazi, negacionista do Holocausto e partidário da supremacia branca. David Duke foi Presidente Nacional do European-American Unity and Right Organisation e dirigente do Ku-Klux-Klan. Exemplo de uma das publicações à disposição do público, nessa feira: "Como o Terrorismo Israelita e a Traição à América Causaram o Ataque de 11 de Setembro". Outras obras publicadas por David Duke: "The Hoax of the Twentieth Century" e Did Six Million Really Die?, disponíveis também na mesma feira de livros islâmicos. David Duke foi também o fundador da "National Association for the Advancement of White People", uma organização racista e anti-semita. Essas obras foram editadas por Youssf Adamgy, director da revista islâmica portuguesa Al-Furqán.

Nessa mesma revista, em 1988, foi publicado um artigo, com chamada à primeira página, onde se interrogava “Será que os judeus são dotados de humanidade? (…) O judeu odeia toda a gente que não seja judeu (…) "os judeus propriamente ditos não são seres humanos (…) os judeus são inimigos de todos aqueles que não o são, e procuram fazer-lhes todo o mal possível. Talvez tenha sido por isso que Hitler quis aniquilar este maldito povo”, concluía o texto. O artigo era da autoria do Xeque Aminuddin Mohamad, na altura conselheiro espiritual da Comunidade Islâmica de Lisboa (presidida pelo banqueiro Abdul Karim Vakil).

Evolução da conquista islâmica dos países ocidentais

1% ou menos: Imagem de minoria pacífica.

2–3%: O recrutamento intensifica-se (prisões, gangues, jovens de famílias disfuncionais, sem-abrigo). Os responsáveis pelas prisões do Reino Unido fazem acordos com os grupos organizados de muçulmanos, sem os quais não conseguem gerir as cadeias, dado o domínio que os muçulmanos exercem sobre os outros presos. A criminalização da 2ª geração de imigrantes muçulmanos é patente nos números oficiais: são cerca de 6% da população mas entre os detidos representam 17%. A maioria dos crimes praticados por muçulmanos é cometida por jovens e jovens adultos

5%: Começa a pressão da Sharia – exigências de comida halal nas escolas/supermercados, salas de oração, códigos de vestimenta islâmicos, acomodações especiais e assédio a políticos – situação actual em Portugal.

6%: A Inglaterra está agora neste nível: conquista de poder político a nível municipal, eleição de deputados muçulmanos (25 deputados, representando 4% do total de deputados), concentração populacional em cidades e vilas, implantação da Sharia, com inúmeros tribunais islâmicos, bairros inteiros que são totalmente proibidos a não-muçulmanos com a utilização de violência (muito mais acentuada quando se trata de jornalistas), domínio dos jovens muçulmanos sobre os seus colegas, nos estabelecimentos escolares, através do exercício de violência grupal, controle total dos detidos nas prisões, violência sexual contra as mulheres e jovens raparigas menores de idade, Nesta matéria, a “defesa” dos muçulmanos, em tribunal é sempre a mesma: essas mulheres vestiam como prostitutas, portanto a Sharia não proíbe as violações. Submissão dos mais altos representantes da Nação - caso das mensagens do Ramadão do rei Carlos III.

Aos 10%: A criminalidade aumenta drasticamente. As queixas transformam-se em motins e ameaças. 'Ofensas' não-muçulmanas (caricaturas, liberdade de expressão, críticas ao Islão) espoletam violência, queima de carros e caos nas ruas. Multiplicam-se as zonas 'no-go' (onde as autoridades não entram). Os políticos começam a ceder ao bloco de voto muçulmano. (Ver a França e partes da Suécia hoje em dia.)

Aos 15%: O ponto de rutura atinge com força. Motins graves tornam-se rotina. Começam a formar-se milícias de Jihad. Ataques esporádicos a não-muçulmanos, igrejas e instituições disparam. Intensificam-se as exigências de patrulhas da Sharia e de sociedades paralelas. O poder político muda – começam a ganhar conselhos locais e a influenciar a política nacional. (Foi aqui que começaram as zonas problemáticas da Índia e o colapso do Líbano.)

Aos 20%: Motins frequentes, milícias de jihad organizadas e ataques diretos a instituições não-muçulmanas. As tensões étnicas transformam-se em conflito aberto. Os não-muçulmanos fogem das áreas. A aplicação da Sharia nas zonas muçulmanas torna-se lei de facto. Os judeus são especialmente perseguidos e alvos de violência constante (O Líbano passou de uma maioria cristã para o inferno da guerra civil a este nível.)

Aos 40%: Massacres generalizados, ataques terroristas crónicos e guerra total de milícias. Regiões inteiras caem sob controlo islâmico. Os não-muçulmanos enfrentam perseguição diária.

Aos 60%: Perseguição de não-crentes, limpeza étnica, aplicação total da lei Sharia e impostos jizya aplicados aos infiéis restantes.

Aos 80%: Limpeza étnica e genocídio geridos pelo Estado. A caminhada rumo aos 100% muçulmanos é implacável.

Aos 100%: A 'paz' de Dar al-Islam – todos se submetem, pagam um imposto especial para os cristãos autorizados a viver em território dominado por muçulmanos (a jizia) ou morrem.

NÃO HÁ retorno a partir destes números. Taxas de natalidade elevadas, migração em cadeia, recusa em se assimilarem e construção de sociedades paralelas significam que a Grã-Bretanha está a caminhar sonâmbula para uma islamização irreversível."

 

 (*) Versículo 5:51 do Corão: ": "Ó vós que credes! Não tomeis os judeus e os cristãos por aliados; eles são aliados uns dos outros. E quem de vós se aliar a eles, será um deles. Em verdade, Deus não guia o povo dos injustos."

PS: Editado a 28.05.2026