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sábado, 1 de junho de 2024

Antissemitismo está de volta mas os judeus não são seres humanos

 

"(...) Vários estudos têm mostrado um aumento muito alarmante de ataques ou incidentes antissemitas na Europa e nos Estados Unidos. Alguns falamde aumentos de mais de 300% apenas nas semanas que se seguiram ao 7 de outubro. Investigadores do fenómeno reconhecem que o momento é de grande preocupação, mas chamam a atenção para as confusões entre críticas legítimas ao Governo israelita e crimes de ódio. A constante simplificação do conteúdo que consumimos nas redes sociais é apontada como a principal força motriz do ódio, contra judeus ou contra qualquer outra minoria

A constante simplificação do conteúdo que consumimos nas redes sociais é apontada como a principal força motriz do ódio, contra judeus ou contra qualquer outra minoria

Só nos Estados Unidos, entre 7 de outubro de 2023 e 7 de janeiro de 2024, os ataques antissemitas subiram 360% em relação ao que tinha sido registado nos mesmo período no ano anterior. Em Londres, os ataques a judeus, edifícios ligados à prática do judaísmo ou instituições de ensino judaicas aumentaram 17 vezes (...)" 

Expresso

Ana França (27 de Maio de 2024)

PS - Este artigo está correcto, de facto, mas desactualizado. Em Portugal, já em 1988 a única revista islâmica portuguesa, a Al-Furqán, publicava um artigo afirmando que "os judeus propriamente ditos não são seres humanos." No mesmo artigo, fazia-se um rasgado elogio a Hitler: “Os judeus são inimigos de todos aqueles que não o são, e procuram fazer-lhes todo o mal possível. Talvez tenha sido por isso que Hitler quis aniquilar este maldito povo”. Como pormenor curioso, o autor do artigo era o xeque Aminuddin Mohamad, na altura conselheiro espiritual da Comunidade Islâmica de Lisboa.

 

Extremismo Religioso / Paulo Reis (c/Expresso)

segunda-feira, 18 de maio de 2026

É por Israel ser um Estado judeu que os radicais islâmicos lhe negam o direito de existir

 

"Está a acontecer em França, no Reino Unido, na Austrália ou nos EUA: os judeus são ameaçados online, são assediados nas ruas, vêem as suas escolas, sinagogas e cemitérios vandalizados, são alvo de ataques terroristas como o da praia australiana de Bondi, que fez 15 mortos em Dezembro de 2025. Ser judeu voltou a ser perigoso no Ocidente. É talvez o facto mais importante do nosso tempo. E não, não é uma tendência que afecte da mesma maneira todas as minorias religiosas: nos EUA, segundo o FBI, 69% de todos os crimes em que a religião é um factor têm os judeus como vítimas. Nem é preciso sair de Lisboa para perceber: nenhuma igreja evangélica ou a mesquita precisam da segurança que só rodeia a sinagoga.

O anti-semitismo motivou um dos maiores crimes políticos de sempre na Europa. Desde 1945, o Ocidente investiu muito na sua erradicação. Porque é que, de repente, uma reconstrução cultural de 80 anos parece em risco? Por causa da guerra de Israel contra o Hamas em Gaza? Mas se o que está em causa é a política militar do governo de Israel, porque é que a sua contestação tem de reflectir-se na perseguição de cidadãos franceses, britânicos, ou americanos que praticam a religião judaica? Talvez porque o problema de Israel não é a sua política de defesa, mas o facto de ser um Estado judeu. É por ser um Estado judeu que os radicais islâmicos lhe negam o direito de existir numa parte do mundo que declararam propriedade exclusiva do Islão. E é por ser obra de judeus que Israel serve de pretexto para ataques contra judeus, só por serem judeus, no resto do mundo. A isto, chama-se anti-semitismo.

Algum vandalismo ainda se deve a grupúsculos neo-nazis. Mas quase toda a selvajaria anti-semita nas ruas da Europa tem hoje origem na imigração muçulmana. As autoridades não estão à vontade para lidar com este anti-semitismo importado. Porque teriam de reconhecer as suas responsabilidades. Foi a política de imigração caótica que encheu o Ocidente de populações vindas de países onde o anti-semitismo é oficial. Foi a submissão das autoridades ao wokismo, com a sua incriminação da identidade ocidental, que dificultou a iniciação dessas populações nos valores do Ocidente. Os recém-chegados são agora objecto de um esforço de mobilização que une o islamismo radical, em cujas origens o fascismo europeu foi decisivo, e uma extrema-esquerda desesperada por fazer da imigração muçulmana um reservatório de votos. Por isso, Gaza é a grande bandeira de partidos como La France Insoumise em França, ou o Green Party no Reino Unido. Culpa dos migrantes? Não, culpa de quem permitiu o caos, e de quem explora o separatismo.

Mais importante do que a causa, é compreender as consequências. O anti-semitismo não é um problema só para os judeus. A luta contra o anti-semitismo, sustentada pelo horror do Holocausto, foi decisiva no descrédito de atitudes e filosofias racistas, e no opróbrio de movimentos políticos assentes no racismo, como o nazismo alemão. O retorno do anti-semitismo ameaça essa muralha das democracias liberais. Termos outra vez uma minoria, bem integrada nas sociedades ocidentais e nos seus valores, a ser perseguida violentamente pode mudar tudo para todos. Convida à desestruturação das sociedades ocidentais e à sua reorganização em tribos e em guetos com territórios exclusivos e circuitos sociais separados, os únicos em que cada grupo se sentirá em segurança. Abre outra vez a porta a movimentos decididos a promover o sectarismo e a segregação. Não é apenas um velho ódio que regressa. É todo um tipo de existência que julgávamos ter deixado para trás. Por uns anos, esquecemo-nos que a luta contra o mal nunca tem fim. Anos abençoados, mas anos de ilusão.

Rui Ramos
O Observador
 

domingo, 3 de março de 2024

A Ameaça Islâmica Dispara na França

 

30 de janeiro de 2024 -  A revista semanal francesa Le Journal du Dimanche, publicou a mais abrangente e detalhada pesquisa de opinião sobre o posicionamento dos muçulmanos franceses. Como não poderia deixar de ser, os resultados são preocupantes.
A primeira pergunta se referia aos judeus. Dezessete porcento dos muçulmanos franceses admitem que eles odeiam os judeus. Trinta e nove porcento responderam que têm uma opinião ruim ou péssima sobre o judaísmo.
A França do Século XXI é o único país da Europa onde os judeus são corriqueiramente assassinados simplesmente porque são judeus. Desde o sequestro, tortura e assassinato de Ilan Halimi em janeiro de 2006, todos os judeus assassinados na França foram mortos por muçulmanos. Sammy Ghozlan, presidente do Departamento Nacional de Vigilância contra o Antissemitismo (BNVCA), que cadastra atos antissemitas e ajuda as vítimas, vem enfatizando, entra ano sai ano, por mais de vinte anos, que praticamente todos os atos antissemitas violentos cometidos na França, são cometidos por muçulmanos.
Quando se trata de Israel, os resultados são ainda piores. Os sentimentos ultrapassam o ódio. Quarenta e cinco porcento dos muçulmanos franceses afirmam que querem a total destruição de Israel. Um número equivalente de muçulmanos franceses consideram o massacre, estupro, tortura, decapitação e a queima de judeus vivos até a morte pelos terroristas do Hamas em Israel em 7 de outubro de 2023, um "ato de resistência".
(...)
A pesquisa de opinião ainda mostrou que 49% dos muçulmanos franceses querem que os católicos se convertam ao Islã e que 36% querem que as igrejas sejam transformadas em mesquitas. Algumas igrejas já viraram mesquitas. A pesquisa de opinião também revelou que 25% dos muçulmanos franceses disseram que rejeitam a palavra "França".
por Guy Millière
3 de Março de 2024
(Continua)

quinta-feira, 23 de maio de 2024

Será que os judeus são dotados de humanidade?

 

PAULO REIS

Uma breve passagem de um artigo publicado numa revista islâmica editada em Portugal, a Al-Furqán, dirigida em 1988 pelo sr. Yossuf Adamgy,: "Será que os judeus são dotados de humanidade? (...) O judeu não possui boas qualidades; não conhece a misericórdia, nem a simpatia; odeia toda a gente que não seja judeu (…) está demonstrado que as qualidades dos judeus são desumanas (..)” acrescenta o artigo.

Na mesma revista, edição nº 41, correspondente aos meses de Janeiro/Fevereiro de 1988, pode ler-se um artigo assinado pelo Xeque Aminuddin Mohamad, que foi conselheiro espiritual da Comunidade Islâmica de Lisboa, onde se conclui que "os judeus propriamente ditos não são seres humanos." O artigo refere ainda que “(...) os judeus são inimigos de todos aqueles que não o são”, e procuram fazer-lhes todo o mal possível, concluindo com um rasgado elogio a Hitler: “Talvez tenha sido por isso que Hitler quis aniquilar este maldito povo”.

domingo, 21 de setembro de 2025

"Será que os judeus são dotados de humanidade?"

 

 

 

Uma breve passagem de um artigo publicado numa revista islâmica editada em Portugal, a Al-Furqán, dirigida em 1988 pelo sr. Yossuf Adamgy,: "Será que os judeus são dotados de humanidade? (...) O judeu não possui boas qualidades; não conhece a misericórdia, nem a simpatia; odeia toda a gente que não seja judeu (…) está demonstrado que as qualidades dos judeus são desumanas (..)” acrescenta o artigo.

Na mesma revista, edição nº 41, correspondente aos meses de Janeiro/Fevereiro de 1988, pode ler-se um artigo assinado pelo Xeque Aminuddin Mohamad, que foi conselheiro espiritual da Comunidade Islâmica de Lisboa, onde se conclui que "os judeus propriamente ditos não são seres humanos." O artigo refere ainda que “(...) os judeus são inimigos de todos aqueles que não o são”, e procuram fazer-lhes todo o mal possível, concluindo com um rasgado elogio a Hitler: “Talvez tenha sido por isso que Hitler quis aniquilar este maldito povo”.

 

quarta-feira, 17 de junho de 2026

a "Irmandade Muçulmana" nas ruas de Guimarães: "O Islão não é teu inimigo (...) é uma religião de paz" - uma falsificação da realidade

 

 

Segunda fase na conquista de um país ocidental: Proselitismo com falsas premissas, dando relevo a passagens do Corão que podem ser interpretadas como apelando ao pacifismo é à convivência com outras religiões, ignorando as passagens em que a violência é tema.. Nas prédicas internas, nas mesquitas, o Islão é referido como a única religião, que há-de dominar as outras religiões e conquistar o mundo, "a bem ou a mal - pela submissão ou pela espada." Trata-se de uma das tácticas empregues pela "Irmandade Muçulmana", uma organização proibida em quase duas dezenas de países muçulmanos.

Em Portugal, pela primeira vez, viram-se recentemente, pelas ruas de Lisboa, muçulmanos a distribuírem panfletos pelas caixas dos correios e pelos transeuntes e a insistirem que o islamismo é a única religião monoteísta e é uma religião da paz. No entanto, uma leitura do conteúdo do Corão e de alguns "Hadits" (Dizeres do Profeta, recolhidos pelos seus mais próximos "colaboradores") destroem completamente esta falsificação do Islão enquanto religião de paz. Aliás, se mais não fosse necessário, há países muçulmanos que executam qualquer crente que abandone a religião muçulmana.

O Corão é muito claro no tratamento que os muçulmanos devem dar aos judeus e cristãos:

Surata 5:51: Adverte os muçulmanos a não tomarem judeus e cristãos como aliados protetores, indicando que eles são aliados apenas entre si.

    Surata 5:82: Descreve os judeus e os idólatras como severos na inimizade, mas aponta os cristãos como aqueles mais próximos em afeição aos muçulmanos.

    Surata 9:29: Ordena o combate aos "que não creem em Alá", incluindo judeus e cristãos (Povo do Livro), até que paguem um tributo (o jizya) e se submetam à autoridade islâmica.

2. Combate aos Infiéis (Descrentes)

    Surata 9:5: Frequentemente chamado de "Versículo da Espada", ordena que os muçulmanos combatam e matem os idólatras (associadores) onde os encontrarem, após o término de um período de trégua, caso estes persistam na agressão.

    Surata 2:191: Permite o combate aos descrentes que perseguem os muçulmanos, instruindo-os a combatê-los onde os encontrarem e expulsá-los, afirmando que "a perseguição é pior do que o homicídio"

    Há um um hadith (dito atribuído ao profeta Maomé) que se encontra nas coleções canônicas do Islã, Sahih al-Bukhari e Sahih Muslim (Surata At-Tawbah (9:29)e que diz aos muçulmanos:  "Combatei aqueles que não creem em Deus nem no Último Dia, e que não consideram proibido o que Deus e o Seu Mensageiro proibiram, e que não praticam a religião da verdade — dentre aqueles a quem foi dado o Livro — até que paguem o tributo (Jizyah) voluntariamente, e se submetam. 

    Sob a lei islâmica clássica derivada deste versículo, os judeus e os cristãos que viviam em territórios islâmicos eram classificados como dhimmis (pessoas protegidas). Em troca do pagamento da Jizyah (um imposto de vassalagem), ficavam isentos do serviço militar obrigatório e tinham garantida a proteção das suas vidas, bens e liberdade de culto.

    Nas redes sociais há milhares de vídeos com discursos de pregadores islâmicos, cujas afirmações são completamente contrárias ao que os dois pregadores do primeiro vídeo, acima colocado, afirmam, dirigindo-se a um transeunte. No total há 16 países que baniram a Irmandade Muçulmana, com destaque para o facto de sete deles serem países muçulmanos.

 


 
























quinta-feira, 30 de novembro de 2023

Será que os judeus são dotados de humanidade?

  

Será que os judeus são dotados de humanidade?”. Uma breve passagem de um artigo publicado numa revista islâmica, editada em Portugal: ”O judeu não possui boas qualidades; não conhece a misericórdia, nem a simpatia; odeia toda a gente que não seja judeu (…) está demonstrado que as qualidades dos judeus são desumanas (..)”. O artigo termina com a seguinte conclusão: “Por consequência, os judeus são inimigos de todos aqueles que não o são, e procuram fazer-lhes todo o mal possível. Talvez tenha sido por isso que Hitler quis aniquilar este maldito povo”.

- Na revista Al-Furqán, dirigida pelo sr. Yossuf Adamgy, edição nº 41, correspondente aos meses de Janeiro/Fevereiro de 1988. Nessa edição, pode ler-se este artigo assinado pelo Xeque Aminuddin Mohamad, que foi conselheiro espiritual da Comunidade Islâmica de Lisboa (presidida pelo banqueiro Abdul Karim Vakil) e que é, actualmente é um dos mais importantes líderes espirituais muçulmanos de Moçambique. Foi, aliás, nessa qualidade, que o referido Xeque lançou um boicote ao semanário Savana, por este ter publicado as famosas caricaturas dinamarquesas.

quinta-feira, 5 de junho de 2025

Como explicar esta diferença entre judeus e muçulmanos?

 


Até 2024, pelo menos 216 laureados com o Prémio Nobel eram judeus ou descendentes de judeus, representando cerca de 22% de todos os premiados desde 1901, apesar de os judeus constituírem apenas cerca de 0,2% da população mundial.

Em contraste, 16 muçulmanos receberam o Prémio Nobel até 2024, com mais da metade desses prémios atribuídos no século XXI. Os muçulmanos representam 24,3% da população mundial

 

domingo, 14 de junho de 2026

Judeus, muçulmanos e prémios Nobel

 


Até ao ano de 2025, pelo menos 220 galardoados com o Prémio Nobel são judeus ou têm descendência judaica (pelo menos um progenitor judeu). No âmbito global do prémio, o total acumulado de indivíduos e organizações premiados desde a sua criação, em 1901, cifra-se em 1.026 laureados. 
Isto significa que o grupo de laureados judeus ou de origem judaica representa cerca de 22% do total de prémios atribuídos individuais. A percentagem de judeus e os seus descendentes diretos representa cerca de 0,2% a 0,3% da população mundial
População Muçulmana e Prémios Nobel: 0,00000065% de 2 biliões de muçulmanos ganharam o prémio Nobel. Os muçulmanos representam aproximadamente 25% da população mundial. 

 

quinta-feira, 3 de julho de 2025

Comissão da Liberdade Religiosa apoia o islamismo mas esquece o anti-semitismo

 

* Ver Nota 

A Comissão da Liberdade Religiosa (CLR) em Portugal alertou esta quinta-feira, em comunicado enviado aos jornalistas, para sinais de “intolerância” perante algumas comunidades, sublinhando o direito à liberdade de culto.

“A CLR, consciente das suas obrigações de velar pelo cumprimento dos princípios constitucionais desta liberdade fundamental e preocupada com sinais de incompreensão, discriminação e intolerância que possam ter caminho na sociedade Portuguesa, continuará a analisar, em conjunto com as igrejas e comunidades religiosas radicadas a situação do seu efetivo exercício”, refere o organismo.

A nota adianta que, em breve, vai decorrer encontro destinado a “continuar a apreciação dos obstáculos e dificuldades que se têm colocado ou possam vir a colocar-se a esse exercício”.

A CLR decidiu, por voto unânime, aprovar “um voto de solidariedade para com a CIL (Comunidade Islâmica de Lisboa) pelas inaceitáveis, a vários títulos, agressões verbais” de que foi alvo o seu ímã, xeque David Munir, aquando da cerimónia em honra dos antigos combatentes, realizada no Dia de Portugal.

O comunicado aborda ainda intervenções e tomadas de posição ocorridas em várias zonas do país, “quer por parte de grupos de cidadãos, quer por parte de responsáveis autárquicos”, sobre a afetação de espaço a fins religiosos.

“Os planos municipais de ordenamento do território e demais instrumentos de planeamento territorial devem prever a afetação de espaços a fins religiosos”, in dica a Comissão, que recorda a obrigação de “assegurar, tanto quanto possível o efetivo exercício do direito ao culto, cumprindo os preceitos constitucionais e legais”.

A Conferência Episcopal Portuguesa tem como representantes na CLR o jurista Pedro Vaz Patto e a historiadora Rita Mendonça Leite.

O organismo consultivo do Governo, presidido por José Eduardo Vera Jardim, inclui representantes das várias confissões religiosas em Portugal e especialistas da sociedade civil.

A CLR tem funções de estudo, informação, parecer e proposta em todas as matérias relacionadas com a aplicação da Lei de Liberdade Religiosa (2001) em Portugal.

 * Nota: Em Portugal, já em 1988 a única revista islâmica portuguesa, a Al-Furqán, publicava um artigo afirmando que "os judeus propriamente ditos não são seres humanos." No mesmo artigo, fazia-se um rasgado elogio a Hitler: “Os judeus são inimigos de todos aqueles que não o são, e procuram fazer-lhes todo o mal possível. Talvez tenha sido por isso que Hitler quis aniquilar este maldito povo”. Como pormenor curioso, o autor do artigo era o xeque Aminuddin Mohamad, na altura conselheiro espiritual da Comunidade Islâmica de Lisboa."

Comissão da Liberdade Religiosa tem um olhar enviezado, em relação a sinais de intolerância religiosa. O anti-semitismo puro e duro, que considera que os judeus não são seres humanos e publica essas afirmações, não parece preocupar essa Comissão. Interessante será saber se Esmael Loonat, o líder dos Tablighi Jamaat, um movimento islâmico fundamentalista, ainda faz parte da referida Comissão.

 


 

quinta-feira, 14 de agosto de 2025

Cardeal Patriarca de Lisboa advertiu portuguesas que casar com muçulmanos acarreta um "monte de sarilhos"

 

«Pensem duas vezes em casar com um muçulmano, é meter-se num monte de sarilhos». A organização muçulmana portuguesa Al Furqán acaba de publicar um livro que pretende esclarecer as declarações do Cardeal Patriarca de Lisboa sobre o casamento com muçulmanos, proferidas em Janeiro na Figueira da Foz, noticia a Lusa. «É um esclarecimento da comunidade muçulmana. É uma opinião para esclarecer e não para atacar o Cardeal», disse à agência Lusa Yiossuf Adamgy, director da Al Furqán e autor do livro «Muçulmanos esclarecem o cardeal D. José Policarpo».

«Acredito que vou receber uma nota do próprio cardeal a dizer-me que o esclarecimento foi útil», referiu o autor, que enviou um exemplar a D. José Policarpo. Numa tertúlia realizada a 13 de Janeiro na Figueira da Foz, o Cardeal Patriarca de Lisboa advertiu as jovens portuguesas que casar com muçulmanos acarreta um «monte de sarilhos que nem Alá sabe onde é que acabam».

A 18 de Fevereiro, o cardeal D. José Saraiva Martins voltou a falar no assunto, aconselhando «muita cautela e prudência» às mulheres católicas que pensem casar com muçulmanos. Ao optar por escrever um livro, o director da Al Furqán disse que foi de encontro «ao que o próprio Cardeal Patriarca disse, que os cristãos precisam de saber o bê-a-bá do Alcorão».

Destinado a muçulmanos e não-muçulmanos, o livro coloca lado a lado o que dizem a Bíblia e o Corão sobre a natureza feminina, o papel da mulher, o casamento, o uso de véu, a poligamia e o incesto. «As pessoas, crentes no Cristianismo ou no Islão, não têm oportunidade de ler devidamente o Alcorão e a Bíblia», opinou o autor, que espera que o livro ajude à compreensão do que é o Islamismo. «Cada um depois tira as ilações que quiser», disse.

Reforçando a ideia de abertura e diálogo entre as duas religiões em Portugal, Yiossuf Adamgy escreve no livro que, de facto, o casamento pode vir a ser «um monte de sarilhos», seja para católicos seja para muçulmanos, «sobretudo quando não há tolerância, paciência e bom senso». A Al Furqán é uma organização islâmica independente, fundada em 1981, que se dedica ao estudo e divulgação de estudos islâmicos em Portugal.
  

PS: Yiossuf Adamgy, o autor deste livro, era uma personalidade bem conhecida da comunidade islâmica portuguesa, na qualidade de editor de uma revista islâmica em língua portuguesa, a Ai-Furqán. Numa das edições dessa revista, em 1988 a única revista islâmica portuguesa, a Al-Furqán, publicava um artigo afirmando que "os judeus propriamente ditos não são seres humanos." No mesmo artigo, fazia-se um rasgado elogio a Hitler: “Os judeus são inimigos de todos aqueles que não o são, e procuram fazer-lhes todo o mal possível. Talvez tenha sido por isso que Hitler quis aniquilar este maldito povo”. Como pormenor curioso, o autor do artigo era o xeque Aminuddin Mohamad, na altura conselheiro espiritual da Comunidade Islâmica de Lisboa e tinha uma chamada de primeira página Al-Furqán: "Será que os judeus são dotados de humanidade?"

 


sábado, 19 de outubro de 2024

As prisões marroquinas devem ser muito duras: Fábio 'Cigano' aceita extradição para Portugal


Fábio Loureiro, conhecido como Fábio ‘Cigano’, um dos cinco reclusos que se evadiu da cadeia de Vale de Judeus, desistiu de se opor à extradição para Portugal, e aceita ser trazido de volta para o nosso país para cumprir o que resta da pena de 25 anos a que está condenado.

Num comunicado assinado pelo advogado, Lopes Guerreiro, Fábio Cigano explica que se reuniu esta sexta-feira com este e o advogado marroquino que lhe foi atribuído. Após ponderação pessoal, explica, desistiu de se manter em Marrocos, país onde foi capturado, no início deste mês, na cidade de Tânger.

O comunicado termina, referindo que já foi dada conta desta decisão às autoridades judiciárias marroquinas, e à Embaixada de Portugal em Rabat (capital daquele país), para que assim seja informado o Ministério da Justiça português.

Fábio Loureiro mostra-se, em suma "disponível para que se encetem as démarches necessárias" à sua extradição, revelando-se até mentalizado para responder judicialmente pela evasão da cadeia de Vale de Judeus.
Recorde-se que, até ao momento, Fábio Cigano é o único dos cinco reclusos que escaparam a 7 de setembro, de Vale de Judeus, que já foi recapturado.

quinta-feira, 23 de novembro de 2023

“Será que os judeus são dotados de humanidade?"

 “Será que os judeus são dotados de humanidade? (…) O judeu odeia toda a gente que não seja judeu (…) os judeus são inimigos de todos aqueles que não o são, e procuram fazer-lhes todo o mal possível. Talvez tenha sido por isso que Hitler quis aniquilar este maldito povo”.  Estas citações foram retiradas de um artigo publicado em 1988,  na revista  islâmica portuguesa Al-Furqán, dirigida por Yiossuf Adamgy. O artigo é da autoria do Xeque Aminuddin Mohamad, na altura conselheiro espiritual da Comunidade Islâmica de Lisboa (presidida pelo banqueiro Abdul Karim Vakil).

O referido director da Al-Furqán é responsável pela organização anual da Feira do Livro Islâmico, que se realiza todos os anos na Mesquita de Lisboa (onde pontifica o Xeque David Munir). Essa feira é uma oportunidade para adquirir obras de David Duke, norte-americano, neo-nazi, negacionista do Holocausto e partidário da supremacia branca. David Duke foi Presidente Nacional do European-American Unity and Right Organisation e dirigente do Ku-Klux-Klan.

As obras de David Duke à venda na Feira Islâmica do Livro foram publicadas pelo mesmo Yiossuf Adamgy, director da Al-Furqán. Exemplo de uma das publicações à disposição do público, nessa feira: "Como o Terrorismo Israelita e a Traição à América Causaram o Ataque de 11 de Setembro". David Duke foi também o fundador da "National Association for the Advancement of White People", uma organização racista e anti-semita.

Outras obras publicadas por David Duke: "The Hoax of the Twentieth Century" e Did Six Million Really Die? Vários opúsculos e excertos destas obras foram também publicadas por Yiossuf Adamgy e colocadas à venda na Feira do Livro Islâmico e na Mesquita de Lisboa.

Yiossuf Adamgy tem no seu curriculum a "Insígnia da Arábia Saudita", atribuída (em 1997) pelo primeiro Embaixador da Arábia Saudita em Portugal, Dr. Waheeb M. Al-Suhly, como "reconhecimento dos seus enormes esforços ao serviço dos Muçulmanos, tanto em Portugal como nos outros países de expressão portuguesa; pela sua defesa em prol da Temática Islâmica; pela sua constância em apresentar o Islão na sua forma pura e correcta e, finalmente, pelo seu contributo para o enriquecimento do Pensamento e da Cultura Islâmica"". 

 

quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Dois grupos terroristas nacionais apoiantes do Hamas e defensores do extermínio dos judeus, à boa maneira de Hitler


Dois gupos terroristas em Portugal, defensores do Hamas:
 
"Coletivo pela Libertação da Palestina" (Facebook - https://www.facebook.com/profile.php?id=61569842186478&sk=mentions
 
"Guilhotina.info ("7 de Outubro: Glória aos mártires da resistência palestiniana!") https://guilhotina.info/2025/10/06/7outubro-gloria-martires/
 
Ambos são apoiantes do Hamas e partidários do extermínio dos judeus
 
Já  visitei as duas páginas (depois de "denunciarem" a Sofia Ferreira como autora) e são páginas de dois grupos activos, com muitas imagens das suas "ações" e dos seus "ataques" - todos cobardemente feitos aqui, em Portugal, onde não correm nenhum risco de apanhar umas cacetadas, muito menos um balázio. Fossem homens (e mulheres) a sério, estavam agora em Gaza com uma Kalashnikov ou uma M-16 na mão, a mostrar que não são uns "betinhos" tipo "Esquerda-Caviar" como a Mortágua. Essa, pelo menos, deixou-se prender pelos israelitas. Vocês nem tiveram coragem para isso. Vai umas manif's. seguidas de umas "jolas" e uma "pedra" ( ou "pipoca", como alguns agarrados lhe chamam) e ficam satisfeitos. Depois, voltam para casa dos papás, com o coração cheio pela interminável luta que travam, nas ruas do Bairro Alto, pela causa (?) palestiniana. 
 

terça-feira, 12 de maio de 2026

Adolf Eichmann: A banalidade do mal e os terroristas do Hamas

 


Adolf Eichmann, um nazista alta e um dos arquitetos do Holocausto, fugiu para a América do Sul após a Segunda Guerra Mundial.

Em 1962, ele foi capturado e levado a Israel para julgamento.
Durante o processo, a acusação trouxe sobreviventes de campos de morte nazis para testemunhar contra ele.
Um deles, Yehiel Dinur, entrou no tribunal e ficou cara a cara com Eichmann, que estava sentado em uma caixa de vidro. No momento em que Dinur o viu, ele desmaiou no chão, tremendo e soluçando incontrolavelmente.
 
Anos mais tarde, numa entrevista ao 60 Minutes, o jornalista Mike Wallace perguntou a Dinur se a sua reação tinha sido causada por memórias traumáticas dos campos de concentração. "Não", respondeu Dinur. "Não foram as memórias que me fizeram colapsar. Foi a percepção de que Eichmann não era um demónio. Ele era um homem comum. Hannah Arendt, jornalista do The New Yorker, assistiu ao julgamento de Eichmann e mais tarde escreveu sobre isso. Ela notou que Eichmann não era um psicopata, não um homem que ardia com ódio sádico. Ele era comum.
 
Foi isso que o tornou tão assustador. Ele era um homem que seguia ordens, que fazia o seu trabalho, que justificava os horrores em que participava sem nunca questioná-los.
Todos os seres humanos têm a capacidade para o mal. Todos nós temos dentro de nós a capacidade de justificar horrores indescritíveis se as condições forem certas.
A questão não é se somos capazes do mal, mas o que nos impede de comete-lo?
A maioria das religiões contém a maldade humana. Eles estabelecem limites morais, condenando atos de violência, injustiça e crueldade.
 
O Cristianismo ordena aos seus seguidores que amem os seus inimigos, perdoem aqueles que os prejudicam e recusem a vingança. O judaísmo, apesar de sua história de perseguição, nunca formou uma doutrina que comandasse a conquista global ou o extermínio de não-judeus. O Islão, no entanto, faz o oposto.
 
Quando um lutador do ISIS decapita um prisioneiro, ele não está agindo fora dos ensinamentos da sua fé. Ele está seguindo o exemplo de Maomé, que supervisionou pessoalmente a decapitação de centenas de homens judeus em Medina. Quando os terroristas do Hamas massacram famílias israelenses, não estão traindo o Islã, estão cumprindo a doutrina da jihad, que comanda a guerra contra não-muçulmanos até que o Islã domine o mundo.
 
Ao contrário do cristianismo, que pede auto-sacrifício, o Islã pede sacrifício aos outros. Ao contrário do judaísmo, que se concentra em preservar o seu próprio povo, o Islã comanda a subjugação ou destruição de todos os que o rejeitam.
Todos nós temos potencial para o mal. Mas a diferença entre uma pessoa que comete atrocidades e aquela que não comete é o sistema de crenças que as molda.
Um cristão que comete assassinato está violando sua fé. Um muçulmano que mata um apóstata está cumprindo o dele.
 
Um budista que faz guerra está indo contra os ensinamentos da sua religião. Um jihadista que massacra incrédulos está a fazer exatamente o que a sua religião manda. Os nazis não cometeram genocídio porque nasceram diferentes de nós. Fizeram-no porque foram doutrinados numa ideologia que justificou assassinato em massa. O mesmo acontece com todos os terroristas do Hamas, todos os bombistas suicidas, todos os militantes do ISIS.
 
A fé deles diz-lhes que as suas vítimas não são inocentes, não humanas, não dignas de misericórdia. E assim, eles matam sem hesitar. A realidade é que o Islão é a única grande religião que comanda ativamente as atrocidades que tememos. É a única fé onde o genocídio, a subjugação e a violência não são acidentes históricos, mas mandamentos divinos. É um erro pensar que o Islão é apenas outra religião, em vez da ideologia mais perigosa que o mundo já conheceu.
 
in House of Common Sense 
 

terça-feira, 28 de janeiro de 2025

Os valores do Xeque Munir e da Ana Catarina Mendes

 


"Gostava de chegar ao dia em que os meus alunos escrevessem da direita para a esquerda em Português", conta o Sheikh David Munir, numa entrevista a um site de alunos portugueses de árabe. Ou seja, o Xeque Munir quer que os alunos portugueses deixem de escrever a sua língua da esquerda para a direita e passem a escrever como o fazem os muçulmanos. Porquê? Porque é que o Xeque Munir quer que os jovens portugueses adoptem práticas que não fazem parte dos seus valores?

Porque Diabo quer o Xeque Munir que os seus alunos portugueses passem a escrever - em língua portuguesa! - da direita para a esquerda?

E que mais quer o Xeque Munir (esse lobo com pele de cordeiro) alterar? Mudar o Código Penal, para que não entre em contradição com a Sharia e sejam revogados os artigos que punem a violência doméstica? 

Obrigar os judeus a usar uma estrela amarela? Não seria de espantar, quando a única revista portuguesa islâmica publica um artigo (em 1988) onde o conselheiro espiritual da Comunidade Islâmica de Lisboa conclui que "os judeus propriamente ditos não são seres humanos".


É preciso não esquecer que há mais de dez anos que funciona um tribunal islâmico na mesquita de Lisboa, onde se emitem "sentenças" baseadas na Sharia, que são pura e simplesmente uma violação das leis portuguesas.

Um dos "valores" do Xeque Munir é exactamente esse: a mulher tem uma posição inferior ao homem. Por isso é que, num caso julgado no seu tribunal islâmico, o Xeque Munir referiu a sentença, aos jornalistas do Público que o entrevistaram, esclarecendo, num processo de herança que o homem tinha direito a 2/3 e a mulher a 1/3 porque o homem tinha a responsabilidade de sustentar a família. A mulher também pode levar uma surra do marido, sem ter que se queixar. O Alcorão assim o autoriza.

E será que a Ana Catarina Mendes - que eu não sei se é casada ou não - considerará que a proibição de o marido bater na mulher é um "valor" da sociedade portuguesa.? Ou se a igualdade, na partição dos bens resultantes de uma herança é, obrigatória. Isso está no Código Civil. Mas, se calhar, a deputada Ana Catarina Mendes também quer alterar o Código Civil. Para ela, aparentemente, não há valores portugueses. Eu considero que há. A referida dirigente socialista diz que Pedro Nuno Santos fez uma "aproximação à direita". Eu diria que fez uma aproximação ao bom-senso.


 

 


 

sexta-feira, 14 de junho de 2024

Autoridades alemãs proíbem associação salafista

  

As autoridades alemãs interditaram a semana passada uma associação salafista, a Comunidade Muçulmana de Língua Alemã (DMG) na cidade de Braunschweig e ordenaram o encerramento da mesquita que lhe está associada, classificando as atividades do grupo como sendo  dirigidas contra a ordem constitucional.", refere a revista "Der Spiegel", citada pela agência Lusa.

A mesquita é conhecida há anos pelos seus sermões salafistas radicais, embora no portal da associação se afirme que não pertence a nenhum grupo extremista nem a nenhuma outra seita e que respeita a legislação alemã, acrescenta a revista "Der Spiegel".
O Gabinete para a Proteção da Constituição - a agência de espionagem alemã interna - destaca, no seu relatório de 2022, que a associação "desempenha um papel central na rede suprarregional de atividades salafistas, convidando pregadores relevantes e tornando as suas apresentações acessíveis a um grande número de espetadores através dos seus vários canais online".

A revista dá o exemplo de dois imãs salafistas, que viajavam regularmente da capital alemã para Braunschweig, na Baixa Saxónia, para aí pregarem, acrescenta o "Der Spiegel". Além dos cerca de 250 a 300 fiéis que frequentam a mesquita, entre 60.000 e 70.000 seguidores seguiam as suas prédicas de sexta-feira no YouTube.

A ministra do Interior alemã, Nancy Faeser, congratulou-se com a acção contra os islamistas e com as medidas duras tomadas pelas autoridades da Baixa Saxónia, salienta o "Der Spiegel".
"Isto mostra, mais uma vez, que os governos federal e estadual estão a agir de forma decisiva contra os inimigos da nossa sociedade aberta", afirmou Faeser.

"Não toleramos grupos que radicalizam os jovens e recrutam novos islamistas. Não toleramos os pregadores salafistas que espalham o ódio contra os judeus, as mulheres e o nosso modo de vida liberal", acrescentaram as autoridades alemãs, lembrando que esta mesma organização, agora desmantelada, costumava apelar ao extermínio dos Judeus.

Faeser alertou para o facto de os salafistas continuarem a ser a base ideológica do 'jihadismo', sublinhando a importância de uma ação coerente, acrescentando que os serviços secretos nacionais "prestam especial atenção a esta ameaça", salienta o "Der Spiegel". 

Religião / Paulo Reis

sábado, 9 de agosto de 2025

OS BÁRBAROS QUE A ESQUERDA CONVIDA PARA JANTAR

 

Há quase 30 anos, Samuel Huntington apontava aquilo que poucos quiseram ver e que muitos continuam hoje a negar: o mundo não se organiza em torno de ideologias, nem sequer de geografias, mas de civilizações. E entre essas civilizações, a islâmica destaca-se pela persistente propensão ao conflito. Do Líbano a Xinjiang, de Gaza  à Caxemira, da Bósnia ao Darfur, o padrão repete-se com teimosia homicida.
O islamismo é o sintoma e o mecanismo. 

Uma ideologia totalitária com roupagem religiosa, uma teocracia aspiracional que sonha com um califado planetário. Não, não se trata de uma religião como as outras. E não, não se trata de um punhado de radicais a desvirtuar uma fé pacífica. 
O islamismo é o corpo doutrinário que transforma a submissão (literalmente: Islão) num imperativo civilizacional. Um sistema fechado que regula tudo, da forma como se reza ao modo como se apedrejam mulheres.

É totalitário como o nazismo e o comunismo, mas mais resiliente porque se escuda na imunidade religiosa e se alimenta de uma demografia em expansão. A sua visão do mundo é binária: o dar-al-Islam (terra do Islão) e o dar-al-Harb (terra da guerra). Está tudo dito.
Perante isto, a Europa afaga-lhe a barba. E entrega-lhe as chaves de casa. Comissão Europeia, universidades, sindicatos, ONGs, partidos e parlamentos: todos dobrados perante a nova religião de Estado, o multiculturalismo.  O Professor Marcelo faz mais uma selfie e proclama beatitudes enquanto come um gelado.

O Dr Rui Moreira quer fazer mesquitas no Porto. O Dr Moedas, diz decreta terras do dar al islam em Lisboa, proibindo porco no espeto e símbolos cristãos. É assim que se formam os "Londonistões", os "Saint-Denisistãos", e, brevemente, os "Lisboastões". 
A esquerda lunática é ainda pior:  incapaz de distinguir entre o explorador burguês e um decapitador salafista, descobriu no islamismo um aliado táctico. Ambos odeiam Israel, os EUA, a civilização ocidental. Ambos odeiam a liberdade. Entendem-se.
George Galloway, figura grotesca da extrema-esquerda britânica, confessou sem pejo: "os muçulmanos e os progressistas têm os mesmos inimigos". Pois têm. 

Bora lá fazer atentados suicidas, impõr burqas e enforcar sexualidades alternativas  em nome do combate intersseccional ao heteropatriarcado ocidental. O que se passou no massacre em Israel, foi apenas o exemplo mais gritante da lógica islamista em acção: matar judeus, filmar, glorificar, repetir. E como reagiu o Ocidente? Marchas em Paris e Lisboa, a gritar "Palestina livre do rio ao mar". Reitores de Harvard e da Penn a encanar a perna á rã perante o antissemitismo. ONGs a acusar Israel de genocídio por se defender. Jornais a relativizar tudo. É o novo obscurantismo com Wi-Fi. E não se pense que isto é ignorância. É conivência. 

A esquerda acordou um monstro e agora sonha que ele a poupará. Não poupará. Vai devorá-la depois de devorar os judeus, os cristãos, os homossexuais, as mulheres livres, os cartoonistas, os professores e os que pensam. E tudo isto com a bênção idiota dos bem-pensantes.
Como escreveu Bernard Lewis, a Europa tem apenas uma escolha: uma Europa islamizada ou um Islão europeizado. Mas a segunda exige convicção, lucidez e coragem. Tudo o que os nossos dirigentes não têm. Até lá, o velho continente continua a marchar alegremente para a fogueira, enquanto canta hinos antissemitismo e acena bandeiras da Palestina.
Que Huntington descanse em paz. Nós, se nada mudar, não teremos esse luxo.

Roubado a José António Rodrigues Carmo 

sexta-feira, 24 de maio de 2024

A verdade sobre as Waffen SS

  

PAULO REIS

A extrema-direita europeia entrou em ebulição com as declarações de um membro de AfD (Alternativa para a Alemanha) Maximilian Krah, depois de este político ter declarado, em entrevista aos jornais La Repubblica e Financial Times. Krah afirmou que nem todos os membros das Waffen SS nazis (também conhecidas como 'Schutzstaffel', 'Esquadrão de Protecção') "eram automaticamente criminosos".

De acordo com a Reuters, o grupo de extrema-direita Identidade e Democracia (ID) do Parlamento Europeu expulsou a delegação da Alternativa para a Alemanha (AfD) no dia 23 de Maio, menos de um mês antes das eleições para ao Parlamento Europeu.

"O Grupo ID não quer mais ser associado aos incidentes envolvendo Maximilian Krah, chefe da lista da AfD para as eleições europeias", disse o grupo ID em um comunicado.

Na entrevista aos dois jornais, questionado sobre se considerava aquele corpo de tropas especiais nazis como "criminosos", Maximilian Krah respondeu: "Depende. Você tem que avaliar a culpa individualmente. No final da guerra havia quase um milhão de SS. Günter Grass também esteve nas Waffen SS", afirmou Maximilian Krah, referindo-se ao conhecido escritor alemão.

As definições e a informação sobre o que eram as Waffen SS foram mínimas e desfazadas da realidade, na quase totalidade dos órgãos de Comunicação Social.

A Reuters limita-se a três ou quatro linhas, adiantando que "as SS, ou Schutzstaffel, foram um grupo paramilitar nazista ativo na década de 1930 e 1940. Entre outros crimes contra a humanidade, os membros das SS desempenharam um papel de liderança no Holocausto, o genocídio de seis milhões de judeus e outros durante a Segunda Guerra Mundial", adianta a agência noticiosa.

Outras publicações limitaram-se a destacar o facto de que as Waffen SS desempenharem o papel de guardas dos campos de concentração – o que é verdade, mas representa apenas uma pequena minoria dos seus efectivos.

As Waffen SS foram fundadas em 1925 e desempenharam, inicialmente, o papel de guardas de segurança dos principais dirigentes do partido nazi – daí a designação, também utilizada, de "Schutzstaffel", "Esquadrão de Protecção". Enquanto as tropas regulares do exército alemão juravam lealdade ao Fuhrer, as Waffen SS tinham direito a um juramento diferente, especial: "Juro-lhe, Adolf Hitler, como Führer e Chanceler do Reich Alemão, lealdade e coragem. Juro-lhe e a todos os líderes que forem escolhidos para mim, uma total obediência até à morte – assim Deus me ajude". 

O seu "motto" era "A minha honra chama-se lealdade". De acordo com a Wikileaks, as Waffen SS começaram por ser um grupo ("Saal-Schutz") composto por voluntários que forneciam segurança às reuniões do partido nazi em Munique, nos primórdios do desenvolvimento do partido nazi. Heinrich Himmler, que viria a ser um dos mais poderosos líderes nazis, filiou-se no grupo em 1925.

Foi sob a sua direcção que essa pequena formação paramilitar se transformou numa poderosa máquina de guerra, incluindo um total de 39 divisões (cerca de 900 mil soldados) entre 1929 e 1945. Para além das suas funções como unidade de vigilância e protecção do regime nazi, as Waffen SS, com o início da II Guerra Mundial, transformaram-se num exército, cujas unidades eram sujeitas a um treino especial e que se distinguiam da Wehrmacht, o exército regular alemão, pelos seus uniformes negros.

As divisões das Waffen SS eram utilizadas como tropa de choque, combatendo muitas vezes nas piores zonas da frente. Em 1929 Heinrich Himmler foi promovido a comandante-geral das Schutzstaffel e foi o principal responsável pela criação do que viriam a ser as temidas Waffen SS.

Uma das exigências colocadas aos novos recrutas era a obrigatoriedade de provar que não tinham sangue judaico, até á terceira geração de ascendentes.

Em 1939, no início da guerra, as Schutzstaffel transformaram-se nas Waffen SS, sempre sob o comando de Heinrich Himmler. Nessa altura, já tinham um total de efectivos que rondava os 250 mil homens. Uma das principais estratégias de Himmler, à medida que a guerra se desenrolava, sobretudo para países do Leste europeu, foi alterar as regras de recrutamento das divisões das Waffen SS, passando a incluir outras raças, para além dos "alemães puros".

As diferenças de recrutamento eram salientadas pela própria designação das unidades. Uma "Divisão SS" era composta, quse na totalidade, apenas por alemães. Outras unidades, cujos efectivos incluíam elementos de outras nacionalidades, eram designadas por "Divisão das SS" – uma pequena mas substancial diferença.

Ao longo da guerra, estas tropas de choque vestidas de negro foram os mais temíveis adversários das forças aliadas e dos soviéticos, para além de serem conhecidos pela sua ferocidade e pelo facto de serem implacáveis, na liquidação dos chamados "Untermenschen", os "Sub-humanos", com os judeus como alvo principal.

Mas a nova estratégia de recrutamento de Himmler produziu resultados. Aproveitando-se sobretudo de rivalidades étnicas e de conflitos políticos, as Waffen SS conseguiram até recrutar soldados ingleses, voluntários escolhidos nos campos de concentração. No caso dos ingleses, não passaram de algumas dezenas, que foram capturados na Frente Leste. Os russos entregaram-nos às forças aliadas e os ingleses, rápida e discretamente, trataram de os enforcar. Curiosamente, as últimas unidades militares que resistiram ao avanço das tropas russas, em Berlin, eram elementos da Divisão Charlemagne, constituída por franceses – cerca de 20 mil – recrutados em 1944.

À medida que a guerra começava a correr mal para os alemães, Heinrich Himmler decidiu "suavizar" ainda mais os critérios de recrutamento, para o que viriam a ser as 39 divisões das Waffen SS. Algumas delas, compostas por não-alemães, deixaram memória de atrocidades e massacres indiscritíveis. Dois desses exemplos são a Galizische Nr.1, composta por ucranianos e a Kama Kroatische Nr. 2, integrada por croatas e bósnios. A 29ª divisão das Waffen SS, por exemplo, era composta por russos, a maioria recrutados entre prisioneiros de guerra. Numa lista das 39 divisões das Waffen SS (entre 18 a 20 mil homens), encontra-se uma amostra de dezenas de países europeus: holandeses, romenos, croatas, cossacos, estónios, húngaros, italianos, bielorussos, etc.

Por todo o lado onde passaram, as divisões das Waffen SS deixaram um rasto de sangue e mortos. Aquela que é considerada a pior de todas – a SS Sturmbrigade Dirlewanger - era comandada Oskar Dirlewanger. Esteve envolvida em inúmeras atrocidades cometidas na Frente Oriental, foi responsável pela liquidação de cerca de 120 mil bielorussos e destruiu mais de duas centenas de aldeias e vilas, naquele país.

As forças de Dirlewanger esmagaram completamente a chamada "Revolta de Varsóvia", quando os polacos pegaram em armas e tentaram livrar-se do jugo nazi, confiantes de que as tropas russas, a escassas dezenas de quilómetros da cidade, viriam em seu auxílio. Não foram.

No final da guerra, calcula-se que tenham passado pelas fileiras das Waffen SS cerca de um milhão de soldados. Durante os julgamentos de Nuremberga, as Waffen SS foram classificadas como "organização nazi" e os seus membros sistematicamente condenados. O facto de todos os elementos das Waffen SS terem o seu grupo sanguínio tatuado no sovaco direito tornou difícil escaparem à justiça.