Coincidência ou não, as duas intervenções recentes de dois imãns, depois da Festa do Sacrifício, a 27 de Maio, apelaram à reconquista do Al-Andaluz, um território islâmico que é hoje Espanha e Portugal. Mais curioso ainda é a ausência do xeque Munir destas celebrações. A Festa do Sacrifício, conhecida em árabe como Eid al-Adha (ou Eid al-Kebir), é a celebração mais importante do calendário islâmico e comemora a profunda devoção e obediência do profeta Abraão a Deus. Segundo o Alcorão, Deus pediu a Ibrahim que sacrificasse o seu filho, Ismael, como prova de submissão. No momento do ato, ao ver a total obediência do profeta, Deus interveio e substituiu o jovem por um carneiro.
Nas últimas semanas surgiram vários jovens, de aspecto magrebino e falando um português perfeito, a distribuírem panfletos, pelas caixas do correio e abordando transeuntes, para os sensibilizar para a "única religião monoteísta" - proselitismo que constitui um fenómeno visível e original, pela primeira vez, em Portugal, nas cidades de Braga e Guimarães.
Há cerca de um mês, na Festa do Sacrifício, dois imãns proferiram um discurso de encerramento com apelos à reconquista do Al-Andaluz. Os dois imãns (*) fazem parte da Comunidade Islâmica do Bangladesh, que organizou as celebrações no Martim Moniz e na Alameda Afonso Henriques.
Sinal de uma maior actividade e proselitismo da comunidade muçulmana é, por exemplo, este comentário de um muçulmano, diante da estátua de Afonso III, em Faro. A dado passo, o muçulmano diz que a estátua está ali "pelas razões erradas", uma vez que foi o rei que conquistou o Algarve.
Um clérigo
paquistanês, o Mufti Abdul Wahab, de visita a Lisboa, é filmado, num vídeo onde diz que "os muçulmanos governarão
estas portas e paredes (de Lisboa) e se Deus quiser esse dia certamente
chegará"
(*) Dois pregadores islâmicos, em Lisboa, com mensagens extremistas e fundamentalistas nas festividades do Eid al-Adha
Transcrição integral das declarações do pregador no Martim Moniz
Pela misericórdia de
Allah Ta'ala nos abençoou, em um país não muçulmano, de forma
muito bonita, sob o céu aberto realizámos a congregação do Eid,
sem nenhum tipo de obstáculo. Eles (????) nos apoiaram de todas as formas e
em todos os lugares. Isso é uma grande inspiração para a nossa
religião. Neste país há muitas oportunidades para o serviço do
islamismo. Se trabalharmos com sinceridade para a religião, então
certamente a religião (islâmica) será estabelecida novamente nesta
terra, se Deus quiser. Que Allah Todo-Poderoso nos aceite a todos
como propagadores da religião."
Transcrição integral do discurso proferido na Alameda Afonso Henriques
Allah, por favor concede vitória aos
muçulmanos, ó Allah, concede vitória aos muçulmanos na
Palestina e em Gaza e derruba o politeísmo e os politeístas e a
rebelião contra a religião em nossas terras e em todas as outras
terras dos muçulmanos, uma nação unida e esplêndida até ao
Dia do Juízo.
Ó Deus, dá-nos segurança em nossos lares e orienta
os nossos governantes e fazei, ó Deus, com que nossos governantes
estejam entre os que Te temem e amam o teu Mensageiro e que sigam os
Teus aliados, por Tua misericórdia, ó Mais Misericordioso dos
misericordiosos.
Ó Deus, concede-nos a vitória sobre a religião
e protege os tesouros dos muçulmanos e faze-nos daqueles que se
apegam à religião de Muhammad, que a paz e as bençãos de Deus
esteja com ele, e siga a sua sunnah, e obedeça à sua sharia e
conceda-nos a sua intercessão.
Ó Deus, perdoa-nos e aos crentes e às
crentes, e aos muçulmanos e às muçulmanas, os vivos entre eles e
os mortos. Ó Deus, não desampares os familiares
nos túmulos, em seus túmulos, e perdoa-lhes e pacifica os seus
assuntos e salda as suas dívidas e cura os doentes e dá-lhes saúde,
segurança, sucesso e orientação. E para todos os muçulmanos em tua
terra e em teu mar, a nação de Muhammad, que Deus o abençoe.
Transcrição integral dos comentários do Mufti Abdul Wahab
Wassalam-o-AlaikumWarahmatullahi Wabarakatuh. Como vocês estão? Estou em
Lisboa e vou mostrar-vos um local muito histórico. Vou mostrar a
vocês um lugar muito histórico. Em 48 A.C., Lisboa era uma cidade
romana. Em 711 os muçulmanos tomaram a cidade. Em 1492, Granada
caiu. Em 1147, Lisboa foi tomada pelos muçulmanos. Em 1492, Granada
foi tomada pelos muçulmanos. Nesta cidade, todos os monumentos e
monumentos islâmicos foram destruídos. Há muitas mesquitas
aqui, os muçulmanos aqui são chamados de mouros. As pessoas nem
sabem que o governo muçulmano está aqui há mais de 500 anos.
Lisboa também foi a capital da Andaluzia.
Era
chamado de Al Andalus Al Gharb. Os romanos chamavam-lhe Hispânia. Os
muçulmanos chamavam-lhe Andaluzia. Na era moderna de hoje, é
chamado de Espanha, Portugal e Lisboa. Vim para Granada depois de
procurar um lugar para ficar. Meu amigo Hafizullah guiou-me. Levei
uma hora e meia para encontrar um lugar para ficar. Deixe-me
mostrar-lhe esse lugar. Isto costumava ser uma mesquita. Agora
tornou-se um museu e um restaurante. As pessoas dançam aqui à noite
e bebem álcool.
Perguntei
a muitos muçulmanos locais sobre este lugar. Eles não conhecem esse
lugar. Deixe-me mostrar-lhe este lugar histórico. Esta era a entrada
da mesquita. Isto costumava ser uma mesquita. O sultão construiu um
pequeno palácio para si. Deixe-me mostrar-lhe o lugar todo. Esta
costumava ser a entrada do Palácio de Alhambra. E quem vem a
Lisboa, tem que vir aqui visitar. Você pode imaginar qual
será a minha condição agora. Agora imagine que os
muçulmanos governarão essas portas e paredes. E o som do Adhan
será ouvido no ar e no ar. E se Deus quiser, esse dia certamente
chegará. Isso foi no passado. Se Deus quiser, Alá nos
abençoará.
Que
Alá crie paz e harmonia entre os muçulmanos. Que a paz esteja com
você.
Rana Taslim Uddin, o líder da comunidade bangladeshi quer mudar o nome de uma rua do Martim Moniz para Rua Bangladeshi. Num vídeo que já terá algum tempo, o líder da comunidade bangladeshi salienta que já têm 25 lojas naquela rua e que falta pouco para que a rua seja completamente propriedade de elementos da sua comunidade.
A pressão muçulmana começa a ganhar maior amplitude, à medida que encontra, da parte da sociedade - nomeadamente das chamadas forças de Esquerda - uma atitude de submissão. Também recentemente essa atitude foi nítida e resultou de pressões da comunidade muçulmana, às quais nem a Câmara Municipal de Lisboa nem o Patriarcado de Lisboa foram capazes de resistir.
A comunidade muçulmana fez chegar ao gabinete de Carlos Moedas a sua preocupação pela eventualidade de ocorrerem actos hostis resultantes da passagem, no dia 4 de Junho, da procissão do Corpo de Deus por uma zona de grande concentração de muçulmanos, a praça do Martim Moniz.
O
Patriarca de Lisboa apenas publicou uma nota no seu site da Internet,
onde refere que "a tradicional Procissão do Corpo de Deus na cidade de
Lisboa, hoje (dia 4 de Junho de 2026), às 17h00, vai este ano mudar de
percurso – iniciando e terminando na Sé Patriarcal – o novo
trajeto inclui agora a Praça do Município, a Rua do Arsenal e a Praça do
Comércio (Terreiro do Paço)", sem acrescentar qualquer razão aceitável para as
alterações introduzidas. Há 55 anos que a procissão mantinha o mesmo percurso.