A cidade de Beja inaugurou, no sábado, 13 de junho, pelas 18h00, no Largo das Portas de Mértola, uma escultura dedicada ao rei e poeta árabe Al-Mu’tamid, nascido em Beja no ano de 1040. Al-Mu'tamid (ou Al-Mutamid, cujo nome completo era Muhammad ibn Abbad al-Mu'tamid) foi o último governante muçulmano da dinastia Abádida em Sevilha, no Al-Andalus, tendo governado de 1069 a 1091. É também amplamente celebrado como um dos poetas mais talentosos e importantes da história da Andaluzia.
Não deixa de ser irónico que isto aconteça na mesma altura em que vários pregadores muçulmanos apelam à "derrota da religião (cristã)" e manifestam a esperança de que Lisboa volte a ser governada por muçulmanos. Isso aconteceu recentemente, no final das orações da Festa do Sacrifício, a 28 de Maio, quando dois dos pregadores islâmicos que encerraram as festividades do Eid al-Adha, a segunda festa mais sagrada do Islão, na Praça do Martim Moniz e na Alameda Afonso Henriques, proferiram mensagens extremistas e ameaçadoras em relação aos não-muçulmanos.
Já vai um pouco longe, em termos temporais, mas convém nunca esquecer as palavras de Rana Taslim Uddin, natural do Bangladesh, que vive em Portugal há 35 anos e é o principal rosto (e líder) da comunidade bangladeshiana. Num discurso perante outros líderes da comunidade bangladeshiana, Rana Taslim Uddin afirmou o seguinte:
A insistência numa convivência pacífica com os islamitas está mais do que provado que é uma impossibilidade total. Nada, na sua cultura e valores, tem a ver com a nossa cultura e os nossos valores. O islamismo não é uma religião, mas sim um projecto político-militar de conquista do poder e transformação das democracias ocidentais em teocracias, ao estilo do Irão. Se dúvidas houvesse, bastaria lembrar as palavras do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, sobre a matéria: "A patente do conceito de 'Islão moderado' pertence ao Ocidente. Aqueles que usam o termo 'Islão moderado' podem pensar que o conceito lhes pertence, mas não pertence. Não existe Islão moderado ou não-moderado. O Islão é um só. O objetivo de usar tais termos é enfraquecer o Islão."
Basta ouvir alguns dos milhares de vídeos que circulam nas redes sociais, com pregadores muçulmanos a explicar quais são os seus objectivos para qualquer pessoa com dois dedos de testa se aperceber que o Islão é uma religião do poder e conquista. É, aliás, a única religião que aplica a pena de morte a quem deixar de ser muçulmano. Mas, cinicamente, os chamados muçulmanos moderados alegam, citando o Corão, que "Não há compulsão na religião".
Portugal já começou a ceder, nas primeiras fases em que o islamismo conquista poder. Temos multidões de milhares de muçulmanos a rezar em conjunto, na praça Martim Moniz e na Alameda D.Afonso Henriques - dois locais escolhidos porque, historicamente, têm o nome de dois heróis da conquista de Lisboa aos muçulmanos.
Uma questão que coloco é a seguinte: onde rezam esses milhares de muçulmanos, nas sextas-feiras normais, sem ser no fecho do Ramadão? Não precisam de ir para o Martim Moniz ou para a Alameda Afonso Henriques, em 51 semanas por ano - só lá vão numa única sexta-feira, para marcar posição e mostrar a sua força.
Numa escalada que irá continuar, dada a atitude de submissão da Esquerda, sempre sedenta do multiculturalismo, já há escolas que têm comida "halal" e outras que autorizam os alunos muçulmanos a sair mais cedo, para cumprir as suas obrigações religiosas. Na mesquita de Lisboa e em mais cerca de três dezenas de outras mesquitas já funcionam tribunais islâmicos.
Este ano, pela primeira vez desde há 55 anos, a procissão do Corpo de Deus não passou pelo Martim Moniz. A comunidade muçulmana bangladeshi fez chegar ao gabinete de Carlos Moedas a sua preocupação pela eventualidade de ocorrerem actos hostis resultantes da passagem da procissão do Corpo de Deus por uma zona de grande concentração de muçulmanos, a praça do Martim Moniz.
De recordar que a PSP deu parecer negativo à realização de uma manifestação, na Praça Martim Moniz, em Abril do ano passado, organizadas por associações e partidos críticos do islamismo, que incluía um porco assado no espeto. Na altura, a PSP considerou que a organização de uma iniciativa de um desses grupos justificava a decisão, comunicada à Câmara Municipal de Lisboa, com a realização de "manifestações/concentrações antagónicas para a mesma hora e área geográfica" com "desígnios e posicionamentos ideológicos distintos e antagónicos" e a necessidade de "garantir a ordem e tranquilidade públicas".
A decisão de alterar o trajecto de uma procissão com 630 anos resultou das reticências da comunidade muçulmana, acima referidas, acolhidas tanto pela Câmara de Lisboa como pelo próprio Patriarcado de Lisboa que não apresentou, publicamente, qualquer justificação pela alteração do trajecto.
O Patriarca de Lisboa apenas publicou uma nota no seu site da Internet, onde refere que "a tradicional Procissão do Corpo de Deus na cidade de Lisboa, hoje (dia 4 de Junho de 2026), às 17h00, vai este ano mudar de percurso – iniciando e terminando na Sé Patriarcal – o novo trajeto inclui agora a Praça do Município, a Rua do Arsenal e a Praça do Comércio (Terreiro do Paço)", sem acrescentar qualquer razão para as alterações introduzidas.


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