terça-feira, 8 de julho de 2025

Em 2022, a taxa de estrangeiros em Portugal que residiam em alojamentos sobrelotados era de 19,1%

 


Em 2023, cerca de 23,8% dos imigrantes não-europeus a residir em Portugal viviam em casas sobrelotadas. Esta taxa compara-se com 16,6% dos imigrantes europeus e 10,8% dos residentes em geral. Em 2022, a taxa de estrangeiros em Portugal que residiam em alojamentos sobrelotados era de 19,1%, um aumento de 1,2 pontos percentuais face a 2021. 

Em Portugal, o conceito de habitação sobrelotada não é definido por lei através de um número fixo de pessoas por metro quadrado ou por tipo de habitação. Em vez disso, a sobrelotação é avaliada com base na insuficiência de divisões habitáveis (com quatro metros quadrados ou mais) em relação à dimensão e ao perfil demográfico do agregado familiar que a ocupa. Esta definição é utilizada principalmente para fins estatísticos, nomeadamente pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) nos seus Censos e no Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (ICOR), e está alinhada com os critérios do Eurostat (o serviço de estatística da União Europeia).

Uma habitação é considerada sobrelotada se não tiver um número mínimo de divisões, de acordo com as seguintes regras:
    Uma divisão para o agregado familiar (geralmente uma sala de estar).
    Uma divisão por cada casal no agregado.
    Uma divisão por cada pessoa solteira com 18 anos ou mais.
    Uma divisão por cada par de pessoas solteiras do mesmo sexo com idades entre 12 e 17 anos.
    Uma divisão por cada pessoa solteira com idades entre 12 e 17 anos que não esteja incluída na categoria anterior.
    Uma divisão por cada par de crianças com menos de 12 anos de idade.

 

Bombshell report exposes attempts by Muslim Council of Britain group to censor UK media

 


The Muslim Council of Britain's media monitoring unit "acted in bad faith" by trying to suppress accurate reporting about terrorism and risks curtailing press freedom, a bombshell report has claimed.

Policy Exchange tonight released its 94-page report, titled 'Bad Faith Actor: A study of the Centre for Media Monitoring', which exposed the organisation's inadequate methods of documenting Islamophobia and its partisan agenda.

Despite the CfMM claiming that 60 per cent of stories about Muslims are "offending" and negative, Policy Exchange found that just one complaint made by the group resulted in a newspaper being required to make a correction.

Policy Exchange revealed that CfMM, which sat on a working group at press regulator Ipso, counted factual reports of Islamist terror attacks in its 60 per cent figure of Islamophobic journalism, including a Manchester terror attack report by agency AP that accurately used the phrase "knife-wielding man yelling Islamic slogans".

CfMM also complained that it was "misleading" to refer to British Isis executioner Mohammed Emwazi, also known as 'Jihadi John', as a terrorist because he was never convicted.

Policy Exchange's report even made direct reference to GB News's coverage of predominantly Pakistani rape gangs.

It said: "In 2024, CfMM published a report attacking GB News for an alleged 'routine delegitimisation of Islam and Muslims,' referring among other things to its reporting of 'so-called grooming gangs’.

"By then it had, of course, long been established, including by multiple court cases and official reports, that grooming gangs were and are real. 

(Continue

 

Agrupamento Escolar Passos Manuel: 230 dos 1.400 alunos não falam português

 

Escolas com cerca de metade de alunos estrangeiros e de dezenas de nacionalidades é a realidade no concelho de Lisboa. Repartidos por todos os ciclos e jardins de infância, sendo que muitos deles não falam português, estes alunos necessitam de atenção especial de forma a conseguirem bom aproveitamento. Diretores reclamam mais autonomia, tanto de contratação como pedagógica, para conseguirem responder à necessidades destes novos estudantes. 

Programas de integração, estratégias pedagógicas e voluntariado são os recursos a que as várias escolas e comunidades educativas da capital recorrem para fazer face a esta alteração do tecido estudantil originada pelo aumento do número de imigrantes que escolheram Lisboa para viver. As próprias escolas são locais de integração das famílias em todas as suas dimensões: social, aprendizagem e até profissional.

Em Lisboa, em cinco dos 39 Agrupamentos de Escola (AE) e Escolas Não Agrupadas (ENA) mais de 30% dos alunos inscritos são estrangeiros. Sendo que também em cinco dos AE e ENA da capital têm distribuídos pelas suas salas de aulas estudantes de mais de 40 nacionalidades. No AE Passos Manuel – que é constituído por seis estabelecimentos: cinco Escolas do 1.º Ciclo com Jardim de Infância (Gaivotas, Luísa Ducla Soares, Maria Barroso, Padre Abel Varzim e S. José) e uma Escola com 2.º e 3.º Ciclos e Secundário (EBS Passos Manuel) – estão estudantes de mais de 50 nacionalidades. O AE Laranjeiras tem inscritos neste ano letivo alunos de 47 países e o AE Quinta de Marrocos é frequentado por estudantes de 44 nacionalidades.

Em relação à percentagem de alunos estrangeiros, no AE Manuel da Maia 45% dos estudantes são imigrantes, segue-se o AE Patrício Prazeres com cerca de 40% e o AE Passos Manuel que conta com 36% de alunos estrangeiros. O AE Gil Vicente assim como o AE Olaias têm cerca de 30% de estudantes de nacionalidades distintas.

 As Escolas Não Agrupadas, assim como as de ensino especializado são as que contam com uma menor proporção de alunos estrangeiros. Com exceção do AE Filipa de Lencastre (3,6%), do AE Eça de Queirós (4,5%), do AE Rainha D. Leonor (7,5%), AE Santa Maria dos Olivais (7,5%) e o AE Vergílio Ferreira (7,6%). O Conservatório de Nacional, a Secundária e Camões, Rainha D. Amélia, Secundária Fonseca de Benevides, a António Arroio também têm muito baixas percentagens.

No AE Passos Manuel, mais de 230 alunos dos cerca de 1400 inscritos (portugueses e de outras nacionalidades) não falam a língua portuguesa, o que representa mais de metade dos alunos estrangeiros inscritos neste agrupamento (mais de 500). Nos AE Gil Vicente, Escolas Olaias e Nuno Gonçalves a proporção é a mesma: mais de 200 alunos não falam português e correspondem a cerca de metade ou mais dos alunos de outras nacionalidades. Só no AE da Olaias, dos perto de 350 alunos estrangeiros, apenas 130 sabem falar português.

O AE Manuel da Maia é o que tem maior proporção de alunos estrangeiros, cerca de 350 alunos de 27 nacionalidades, num total de 770, divididos em três escolas do 1.º Ciclo e uma do 2.º e 3.º Ciclos.

«A maior dificuldade que temos é com a língua, uma vez que o ensino ainda está muito centrado na transmissão do conhecimento», declarou ao Nascer do SOL o diretor deste agrupamento de escolas, Luís Mocho. «As famílias têm também muita dificuldade em entender os procedimentos porque muitas vezes não estão traduzidos na língua mãe. Temos muitas famílias de nacionalidades diferentes que nem inglês sabem falar e isso tem sido muito difícil na comunicação». Grande parte são do Bangladesh, Índia e Nepal. 

Para ultrapassar este obstáculo da língua, o diretor diz que tem sido feito um investimento, que irá continuar a ser feito no próximo ano, de professores dedicados ao ensino do Português Língua Não Materna (PLNM), que substituem as horas dedicadas à disciplina de Português curricular. «Para o ano teremos mais um professor, para que os alunos façam mais horas de aprendizagem do Português. Uma espécie de curso intensivo, não estando nas outras disciplinas». Isto nos primeiros meses até os alunos aprenderem pelo menos o básico, para depois serem integrados no currículo base.

Os alunos que não têm qualquer dificuldade na língua, assim como os alunos estrangeiros acabam por sair prejudicados na aprendizagem uma vez que os meios são escassos assim como a atenção dos professores, que acaba repartida. O que é uma consequência «da forma como as escolas trabalham». E é por isso que este diretor é adepto de uma alteração de funcionamento das escolas que deixe de olhar para a questão de forma tão tradicional: a minha turma, a minha sala, o meu professor e a minha disciplina. 

Este tipo de formação prejudica muito a forma como os professores lidam com os alunos e a relação que criam, os alunos estão sempre a saltar, conhecem sempre pessoas novas e não têm autonomia para se adaptarem tão rapidamente. «Convinha que houvesse uma estabilidade na equipa docente que trabalham com estes alunos que são mais vulneráveis e precisam de mais atenção», afirma Luís Mocho. Dentro de uma turma que tem cinco ou seis estrangeiros, que é o caso destas escolas, os professores têm necessidade de lhes dar mais  atenção, que não é dedicada da mesma forma aos outros. «Tudo isto acaba por prejudicar toda a dinâmica de uma escola que anda a várias velocidades quando devia de andar só a uma: que é cuidar de todos sabendo que todos são diferentes», refere o diretor.

(Continua

 Artigo do jornal Nascer do Sol, republicado no site da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas 

 

segunda-feira, 7 de julho de 2025

Alunos estrangeiros aumentam 160% em cinco anos

 


No Ensino superior, Portugal tem atraído cada vez mais estudantes internacionais para as suas universidades e politécnicos. No ano letivo de 2022/2023, havia mais de 74.000 estudantes internacionais no ensino superior português. Este número representava cerca de 17% do total de estudantes neste nível de ensino.

No Ensino Básico e Secundário a presença de alunos estrangeiros tem crescido exponencialmente. No ano letivo de 2023/2024, o número de alunos estrangeiros nestes níveis de ensino atingiu aproximadamente 140.000. Isso representa 13,9% do total de alunos do ensino básico e secundário. Este número é um aumento notável, representando um crescimento de 160% em apenas cinco anos (era de cerca de 53.000 em 2018/2019).

Só nos últimos dois anos letivos (2022/2023 e 2023/2024), o número de alunos estrangeiros nas escolas portuguesas duplicou, passando de cerca de 70.000 para os atuais 140.000. Estes estudantes representam mais de 187 nacionalidades diferentes. O Agrupamento de Escolas Manuel da Maia, em Lisboa, destaca-se pelo elevado número de alunos estrangeiros, com cerca de 350 alunos de 27 nacionalidades diferentes, o que representa aproximadamente 35% do total de estudantes. 

Além disso, o Agrupamento de Escolas Adelaide Cabette, em Odivelas, também acolhe alunos de 43 nacionalidades diferentes. Em Portugal, a presença de alunos estrangeiros tem vindo a aumentar, com algumas escolas a registarem percentagens significativas de estudantes de diferentes nacionalidades, como é o caso do Agrupamento de Escolas Gil Vicente e do Agrupamento de Escolas Olaias, onde cerca de 30% dos alunos são de nacionalidades distintas

(com "Gemini") 

Illegal Boat Migrants 24 Times More Likely to Be Imprisoned than British Citizens: Report

 

Illegal boat migrants in the United Kingdom are estimated to be 24 times more likely to be imprisoned for other offences than British citizens, according to analysis of government figures. While the UK government does not provide a full accounting of the immigration status of criminals, a review of prison data by the opposition Conservative Party has suggested that boat migrants are far more likely to commit crimes than British citizens or even other legal migrants, The Times of London reported.

The study looked at the 10,838 foreign criminals imprisoned at the end of March in England and Wales, excluding those who had obtained a British passport. Foreign passport holders had an imprisonment rate of 0.18 per cent when compared to the latest census in 2021, which recorded a population of 5.9 million. This compares to an imprisonment rate of 0.14 per cent for British citizens.

However, the analysis noted that the specific nationalities which make up the largest cohort of illegal boat migrants, including Afghans, Albanians, Iranians, Iraqis, and Somalians, have a much higher imprisonment rate than other groups. When taking this into account, the  that illegal boat migrants would have an estimated 3.4 per cent imprisonment rate. This would mean they would be 24 times more likely to be imprisoned than British citizens and 18 times more likely than legal migrants in the UK.

The analysis found, therefore, that out of the over 20,000 illegals who have crossed the Channel since the start of the year, around 700 would likely commit a jailable offence. Conservative MP and shadow home secretary Chris Philp said of his party’s analysis: “This data shows the government’s loss of border control is putting the public at risk. Those from the main nationalities arriving are far more likely to commit crime and end up in prison than the general population.

“The illegal immigrants crossing the Channel are unvetted, unknown and uncontrolled. And now it is clear they are much more likely to commit serious crime. They are therefore a danger to the public.”

The Home Office attempted to downplay the analysis, claiming that it did not account for foreigners who commit crimes while visiting Britain on holiday. The government department also noted that since young people overall are more likely to commit crimes, it would be natural to expect that illegal boat migrants — the vast majority of whom are young men — would be overrepresented.

“The comparison of these two data sets is completely unfounded. It is inappropriate to apply foreign imprisonment rates to small boat arrival data as these consist of very different groups of people,” a Home Office spokesman said.

(Continue

 

 

'Assassino da estrada' queria sair da cadeia dois anos mais cedo

 


Reinaldo Silva matou pela primeira vez numa rixa de trânsito em 1984. Solto em 2006, entre 2007 e 2009 atacou mais sete pessoas nas estradas de Portugal: a última das quais voltou a matar.Reinaldo Silva matou um homem numa rixa de trânsito em 1984, na Madeira. Foi condenado a 12 anos, teve uma saída precária e fugiu para o Brasil. 

 Recapturado em 2002, regressou e a pena extinguiu-se em 2006. Entre 2007 e 2009 atacou sete pessoas nas estradas de Portugal. A última das quais, Daniel Pimentel, foi morta à facada a 12 de fevereiro de 2009, em Vagos. O 'Assassino da estrada', como ficou conhecido, acabou de novo condenado, desta vez a 21 anos e 10 meses de cadeia - que fazem os 5/6 (e a libertação será então obrigatória) a 18 de julho de 2027. Mas Reinaldo, que já teve três precárias, queria sair da cadeia mais cedo.

(Continua