sábado, 12 de julho de 2025

Polónia: Crime e imigração

 

A Polónia é consistentemente classificada como um dos países mais seguros da Europa, apresentando taxas de criminalidade significativamente baixas em comparação com a maioria dos outros países europeus.

Percepção Geral de Crime e Vandalismo

De acordo com dados do Eurostat para 2023, a Polónia registou uma das menores percentagens de pessoas que relataram ter sido vítimas de crime, violência ou vandalismo na sua vizinhança. Apenas 2,8% da população polaca afirmou ter tido tais experiências.
Este valor contrasta fortemente com países como a Grécia (20,2%), Países Baixos (16,1%), Bulgária (14,6%) e França (14,7%), que apresentaram algumas das percentagens mais elevadas. A média geral para os 20 países europeus inquiridos pelo Eurostat neste aspeto foi de 11,3%.

Taxa de Homicídios 

A Polónia também tem uma das taxas de homicídios mais baixas da Europa. Em 2023, a Polónia registou um aumento de 36 homicídios em comparação com 2022. No entanto, em termos absolutos e proporcionais, este número é bastante baixo. Por exemplo, a França registou 887 homicídios e a Alemanha 661 em 2023. Em 2022, a taxa de homicídios na Polónia foi de 0,68 por 100.000 habitantes, com um total de 270 homicídios. Esta taxa é muito inferior à de muitos outros países europeus e tem-se mantido relativamente estável.

Outros Tipos de Crimes

    Violência Sexual: A taxa de violações na Polónia foi de 1,48 por 100.000 em 2022, um valor considerado baixo em comparação com várias nações europeias.

    Criminalidade contra a Propriedade: Embora tenha havido um aumento em crimes como roubos, assaltos e furtos de automóveis em capitais europeias em 2023, Varsóvia, a capital polaca, apresenta números significativamente mais baixos nessas categorias quando comparada com outras grandes cidades europeias como Estocolmo, Paris, Berlim ou Roma.

    Corrupção: A Polónia tem vindo a melhorar continuamente no Índice de Percepção da Corrupção, indicando um nível percebido de corrupção relativamente baixo.

Fatores Contributivos

Diversos fatores contribuem para as baixas taxas de criminalidade na Polónia:

    Estado de Direito e Aplicação da Lei: As autoridades polacas são geralmente eficazes na manutenção da segurança pública e da ordem.
    Coesão Social: A Polónia, em comparação com alguns países da Europa Ocidental, tem sido historicamente mais homogénea, o que pode correlacionar-se com taxas de criminalidade mais baixas.
    Estabilidade Económica: Após a transição pós-comunista, e com a estabilização económica e a integração na UE, as taxas de criminalidade geral diminuíram.

Em resumo, os dados mais recentes do Eurostat e outros indicadores de criminalidade mostram que a Polónia está entre os países com os níveis de criminalidade mais baixos na Europa, oferecendo um ambiente seguro para os seus cidadãos e visitantes.

Imigrantes

A percentagem de imigrantes na Polónia é notavelmente inferior à média da União Europeia e à de muitos dos seus parceiros ocidentais. Embora a Polónia tenha registado um aumento rápido na sua população imigrante nos últimos anos, continua a ser um dos países da UE com menor proporção de residentes nascidos no estrangeiro.

A Situação na Polónia

De acordo com dados do Eurostat, a Polónia tem historicamente uma das taxas mais baixas de população nascida no estrangeiro.
Em 2021, o Eurostat indicou que menos de 1% da população da Polónia era nascida no estrangeiro, colocando-a numa posição semelhante à Roménia e Bulgária, que também tinham taxas muito baixas.

Embora o número absoluto de imigrantes tenha crescido significativamente (impulsionado sobretudo pela imigração da Ucrânia e da Bielorrússia), essa percentagem em relação à população total mantém-se baixa. Dados mais recentes, de 2024, indicam que a população nascida no estrangeiro na Polónia atingiu um recorde de cerca de 935.897 pessoas.

Comparação com a Europa

A percentagem de imigrantes na Polónia contrasta fortemente com a média da UE e com as taxas de imigração em países como a Alemanha, França ou Portugal.

    Média da União Europeia: Em 2024, a percentagem de indivíduos nascidos no estrangeiro na UE aumentou para 14,1% da população total.

    Países com Altas Taxas:

        Luxemburgo: Com 47,1% (dados de 2022), o Luxemburgo tem a maior percentagem de não-nacionais.
        Alemanha: A Alemanha registou um crescimento significativo, com a sua população nascida no estrangeiro a aumentar para 20,9% em 2024.
        Portugal: Portugal também registou um aumento considerável, com a percentagem de população nascida no estrangeiro a atingir cerca de 11,6% (dados de 2024, dependendo da fonte e da metodologia, este número pode ser superior a 10%).
        Malta e Chipre: Estes países também têm percentagens de nascidos no estrangeiro muito elevadas, ultrapassando os 20%.

A Polónia, juntamente com a Roménia e a Bulgária (com menos de 1% em 2021), permanece na extremidade inferior da escala europeia em termos de percentagem de imigrantes. 

"Gemini"

sexta-feira, 11 de julho de 2025

Porque é que não há guetos portugueses em França, com quase 2 milhões de imigrantes?

 


A integração dos imigrantes portugueses em França é frequentemente vista como um caso de sucesso, embora tenha sido um processo longo e, no início, repleto de desafios. A comunidade portuguesa em França, uma das maiores e mais bem integradas do país, passou por uma transformação notável.

A Partida e os Primeiros Anos: A Dificuldade da Invisibilidade

A grande vaga de emigração portuguesa para França ocorreu entre os anos 1950 e 1970, impulsionada por fatores como a pobreza, a ditadura do Estado Novo, a guerra colonial e a procura de mão de obra para a reconstrução francesa após a Segunda Guerra Mundial.

Muitos portugueses entraram em França de forma clandestina, fugindo à polícia política (PIDE) e a uma saída controlada. Chegavam em condições precárias, sem documentos, sem dominar a língua, e viviam em habitações de emergência, os famosos "bidonvilles", que eram bairros de barracas em redor das grandes cidades, como Champigny-sur-Marne.

Nesta fase inicial, a comunidade era muitas vezes "invisível" para a sociedade francesa, composta por trabalhadores que viviam e trabalhavam em condições difíceis, focados em juntar dinheiro para enviar para a família em Portugal.

Integração Económica e Social: O Motor da Ascensão

A integração dos portugueses deu-se, em grande parte, através do trabalho e da família.

    Trabalho: Os imigrantes portugueses rapidamente se destacaram pela sua ética de trabalho e resiliência, assumindo cargos que os franceses não queriam, sobretudo na construção civil e no setor de limpezas. O lema era "trabalhar duro" para ascender socialmente. Com o tempo, muitos passaram de operários a empreendedores, criando as suas próprias empresas de construção, padarias, e outros negócios, contribuindo significativamente para a economia francesa.

    Família e Comunidade: A família e a comunidade foram a base da integração. O reagrupamento familiar nos anos 70 permitiu que as famílias se juntassem e que a segunda geração, nascida e educada em França, se integrasse plenamente na sociedade. As associações culturais, religiosas e os clubes de futebol portugueses foram fundamentais para manter as raízes e a coesão social.

O Legado e a Dupla Identidade

Hoje, a terceira e quarta gerações de luso-descendentes estão perfeitamente integradas. Muitos alcançaram posições de destaque em diversas áreas, como a política, as artes, o desporto e a ciência, demonstrando uma integração bem-sucedida.

No entanto, este processo não foi isento de desafios, nomeadamente a questão da "dupla identidade" para a segunda geração, que cresceu com uma forte ligação a Portugal (língua, gastronomia, tradições) mas sentindo-se plenamente francesa. Esta "ponte" entre as duas culturas é hoje um dos aspetos mais ricos e distintivos da comunidade.

Em resumo, a integração dos imigrantes portugueses em França foi um percurso de trabalho árduo e resiliência, que transformou uma comunidade inicialmente vulnerável e invisível numa força económica e cultural respeitada e plenamente integrada na sociedade francesa.

A estimativa mais consistente aponta para quase 600.000 portugueses (nascidos em Portugal) a viver em França em 2024.

No entanto, se incluirmos os franceses de ascendência portuguesa (luso-descendentes), o número total da comunidade portuguesa em França é muito maior, sendo frequentemente estimado em cerca de 1,5 a 2 milhões de pessoas.

"Gemini" 


 

quinta-feira, 10 de julho de 2025

Bradford, UK: Muslims and crime

 


Bradford's crime rate is higher than the national average, with violent crime being a significant portion of the reported incidents. The overall crime rate is 141.7 crimes per 1,000 people, and violent crime makes up 43.3% of all crimes. Certain areas within Bradford, such as Eccleshill, City, and Royds, are identified as having higher crime rates. 
Here's a more detailed breakdown: The overall crime rate in Bradford is 141.7 crimes per 1,000 people, which is 176% of the national crime rate. Violent crime accounts for 43.3% of all crimes in Bradford, with a rate of 176% of the national average. 
Over 30.5% of the population of Bradford is Muslim, giving it the highest proportion of Muslims of any UK city. There is a strong link between deprivation and high Muslim population areas, with the most deprived ward in the city being over 70% Muslim. Bradford is the fifth most income deprived borough in England. 

Lista de alunos de uma escola do ensino básico em Lisboa

 


140 mil, 187 nacionalidades. Estrangeiros são quase 14% dos alunos do Básico e Secundário

 

 

Ministério da Educação anunciou várias estratégias para dar resposta ao aumento acentuado de alunos migrantes - mais 160% em 5 anos. Diretores escolares saúdam as medidas, mas pedem mais.  

Em cinco anos, o número de alunos estrangeiros nos Ensino Básico e Secundário aumentou mais de 160 por cento. São hoje 140 mil os estudantes inscritos na escola pública, de mais de 187  nacionalidades. No ano letivo 2018/2019 eram 53 mil, representando 5,3% do total de alunos matriculados. Em 2023/2024 já representavam 13,9% do total de alunos do Ensino Básico e Secundário. E para este ano, o ME estima a chegada de mais 20 mil.

Mais de metade dos alunos com nacionalidade estrangeira são brasileiros (52%) e cerca de 7 em cada 10 são da CPLP (72%). Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Índia, Venezuela, Paquistão, Bangladesh, Colômbia, Argentina e Rússia são as nacionalidades com maior aumento de número e percentagem de alunos entre 2018/19 e 2023/24. Em média, as escolas têm alunos de 19 nacionalidades (eram 11 em 2018/2019) e há estabelecimentos com estudantes de 46 nacionalidades. O Português não é a língua materna de 3 em cada 10 alunos migrantes.

Para fazer face a esse “aumento acentuado” de crianças e jovens estrangeiros nas escolas, o ME anunciou várias medidas de “Integração e Sucesso dos Alunos Migrantes”.  A grande novidade face aos anos letivos anteriores é a contratação de mediadores linguísticos e culturais, cujo  impacto orçamental está calculado em 9,5 milhões (45% financiado pelo PESSOAS2030). Assim, chegarão às escolas que recebem mais alunos migrantes 272 mediadores. Será atribuído um mediador por cada 20 alunos (valor para crédito horário ou equivalente financeiro). O foco está nos estudantes recém-chegados ao sistema educativo português, com nacionalidade estrangeira e origem não-CPLP.

A nova medida é aplaudida por Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), embora afirme tratar-se de “algo que muitas escolas já faziam, com uma equipa destacada para acompanhar os alunos estrangeiros e fazer esse papel de mediador”.  “É muito importante melhorar o acolhimento  dos alunos estrangeiros e a contratação de mediadores é uma medida muito positiva”, sublinha. O representante dos diretores escolares lembra que “as escolas vão precisar de contratar esses mediadores e vão precisar de algum tempo para trabalho administrativo e concursos a realizar” e, por isso, considera “importante que o ME faça chegar às escolas as orientações das medidas anunciadas”.

(Continua

Amadora em 15º lugar entre as cidades europeias mais perigosas

 


Europe is a continent that is often associated with safety, quality of life and historic cities that look like something out of a fairy tale. But the reality, as always, is nuanced. Although many of its capitals and major cities are among the most visited in the world, there are also cities where the perception of crime is worrying, and the indices confirm this.

From theft and vandalism to drug trafficking and street violence, some European destinations have higher levels of crime than you might imagine. And no, we're not just talking about the East of the continent or obscure capitals: there are plenty of French, British and Italian cities in the ranking.

 

Amadora, a city in the outskirts of Lisbon: one of the mosta dangerous cities in the world


 

Cazakistan: no burcas allowed

 


UK Government booklet: " Children’s drawings may be considered blasphemous under Sharia law"

  Schools in England currently find themselves in a serious mess when it comes to religious, physical, sex, and fine arts education—all beca...