domingo, 26 de abril de 2026
A santa ignorância dos jornalistas: distinguir entre uma foice e um "Kirpan"
Nas últimas semanas têm surgido notícias nos jornais sobre agressões com o uso de foices, todas em cidades. Como não há searas para mondar, nas grandes cidades, reparei logo que havia aqui alguma coisa de estranho. Bem, não é exactamente estranho, porque todos os dias somos brindados com imbecilidades vindas de jornalistas.
As agressões noticiadas como tendo sido utilizada uma foice foram agressões entre imigrantes industânicos, usando o o chamado "Kirpan", um adaga curta que os sikhs usam. O uso do punhal faz parte das obrigações definidas pela sua religião:
"O kirpan (punjabi: ਕਿਰਪਾਨ) é uma adaga ou pequena espada curva, um artigo de fé sagrado que os siques iniciados (Khalsa) são obrigados a usar como parte do seu uniforme religioso, simbolizando o dever de proteger os fracos, a justiça e a resistência à opressão. É um dos "Cinco Ks" (Panj Kakaar) do siquismo, introduzido em 1699, e destina-se apenas à defesa" (Wikipédia)
Melhor do que esta das foices usadas em plenas cidades foi uma notícia assinada por duas jornalistas no site da RTP. Infelizmente, não me lembrei de guardar o link. As duas jornalistas, falando sobre a guerra no Médio Oriente usaram a expressão "armas militares". Um dia destes temos algum cérebro jornalístico a falar de "água molhada"...
sábado, 25 de abril de 2026
Ainda a percepção do crime
Nos EUA, em 2019, os afro-americanos eram cerca de 13% da população dos EUA, mas representavam quase um terço da população carcerária do país.
Nos Estados Unidos e em Inglaterra, as mais antigas democracias do mundo, as estatísticas do crime são racializadas. Por exemplo, 17,1% das vítimas brancas foram mortas por agressores negros, que representam 13,7% da população total, nos Estados Unidos.
sexta-feira, 24 de abril de 2026
Crime nos Estados Unidos: 81% dos homicídios de brancos são perpretados por negros
Porque não
revelar, nas estatísticas do crime, a etnia dos criminosos e das vítimas
de crime? Tal como fazem os EUA e o Reino Unido...
Revelar a
nacionalidade dos criminosos é um primeiro passo para provar que a
percepção é mais do isso, é uma realidade. Mas seria ainda mais
importantes revelar o grupo étnico dos criminosos. Há menos de uma
semana, um jovem de 20 anos foi agredido por "um grupo de jovens "com
menos de 16 anos", na estação do Cais do Sodré. Quando a polícia entrou
em acção, o jovem de 20 anos estava no chão, inconsciente.
O
mundo tem destas coincidências: um amigo de um amigo meu assistiu ao
espancamento. Sabendo que eu me interesso por este tipo de casos,
mandou-me uma mensagem: os nove agressores eram todos africanos. A
percepção do que é o crime em Portugal só será uma realidade quando as
estatísticas tiverem menção da etnia dos agressores.
Quando se
acabar, por exemplo, com designações, nos jornais acerca de "uma
família" que agrediu enfermeiros e médicos num hospital porque queriam
que uma criança passasse à frente de todos os outros utentes. Uma
"família" de quê? De ciganos, obviamente.
Nos Estados Unidos e
em Inglaterra, as mais antigas democracias do mundo, as estatísticas do
crime são racializadas. Por exemplo, 17,1% das vítimas brancas foram
mortas por agressores negros, que representam 13,7% da população total.
Era interessante conhecer estes dados em Portugal. Uma avaliação
empírica pode ser feita com uma mera passagem por algumas das grandes
cadeias, pouco antes da hora das visitas e avaliar a percentagem de
visitantes africanos e brancos.
-
Há 50 anos, o número total de cidadãos estrangeiros em Portugal não era superior aos 32 mil. Hoje em dia, são mais de 1,5 milhões e em sete ...
-
No livro "Por dentro do Chega" , o jornalista Miguel Carvalho fala de "um partido de fanáticos que não faz grande reflexão...
-
S ome excerts of this study from United Nations : "(...) Focusing on these two striking and critical trends, the present study addre...





