Em 2025, nasceram exatamente 87.764 crianças em Portugal, de acordo com o relatório final de Estatísticas Vitais do Instituto Nacional de Estatística (INE). Este número representa o valor mais alto de nascimentos registado na última década no país. A população de Portugal é de 10,85 milhões de residentes, cerca de 1,54 milhões dos quais são imigrantes com título de residência. Isto significa que os cidadãos de nacionalidade estrangeira representam, atualmente, perto de 15% de toda a população a viver no país.
A percentagem de mulheres imigrantes, em relação à população total de Portugal, é de 7,5%. Em relação à população imigrante, as mulheres representam cerca de 49% - 797.475, num total de 1,6 milhões de imigrantes. Dos 87.764 nascimentos verificados em 2025, 30.695 eram filhos de mãe estrangeira. Fazendo o cálculo por números, 5,6 milhões de mulheres foram responsáveis pelo nascimento de 87.764 crianças. Se retirarmos ao total de população feminina (5,6 milhões) as 797.475 mulheres estrangeiras, sobram 4,8 milhões de mulheres não estrangeiras - responsáveis pelo nascimento de 57.069 crianças.
A percentagem de filhos de mães de nacionalidade estrangeira duplicou no espaço de uma década, dado que representava cerca de 16% em 2015 e pouco mais de 20% em 2023. Os dados oficiais indicam que, por cada 1.000 mulheres estrangeiras em idade fértil a residir em Portugal, registam-se mais de 68 nados-vivos. Comparação com mulheres portuguesas: No mesmo período e universo, registam-se apenas cerca de 32 nados-vivos por cada 1.000 mulheres de nacionalidade portuguesa.
Dizer que uma taxa de fecundidade estimada ronda os 1,8 a 2,0 filhos significa, de forma literal, que a média estatística é de aproximadamente 2 filhos por casal. Na demografia, o valor de 2,1 filhos por mulher é conhecido como o "limiar de substituição das gerações". É o número necessário para que um casal se "substitua" a si próprio (dois progenitores geram dois filhos).
As mulheres portuguesas têm uma média baixa (na casa de 1,2 a 1,3 filhos se isolarmos a nacionalidade), a maioria das famílias portuguesas tem apenas 1 filho ou opta por não ter filhos. Nas mulheres estrangeiras, como a sua taxa duplica a das nacionais, a tendência estatística foca-se em casais com 2 filhos, existindo também uma maior incidência de famílias numerosas (3 ou mais filhos) em determinadas comunidades imigrantes face à realidade local atual.
E agora, uma pergunta: os casais portugueses só têm um filho (ou nenhum) porque não têm condições financeiras e habitacionais para terem 2 filhos. Como é que os imigrantes conseguem condições financeiras e habitacionais para terem 2, 3 ou mais filhos?
Mulheres: 52,2% da população (cerca de 5,66 milhões)
15% - 1,6 milhões
nascimentos 30.695

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