segunda-feira, 8 de junho de 2026

7,5% - mulheres imigrantes - têm 35,3% das crianças nascidas em Portugal...

 

 

Os nascimentos totais em Portugal aumentaram cerca de 3,7% em 2025 (fixando-se em 87.764 nados-vivos), sendo que os filhos de mães estrangeiras já representam cerca de um terço (35,3%) de todos os bebés nascidos no país. Os imigrantes, recebem os mais baixos salários - cerca de 600 euros, em 2023. Os jovens portugueses não conseguem comprar nem arrendar casas, porque os seus salários são baixos e essa é uma das razões por que não têm filhos. 

Como é que os imigrantes não têm os mesmos problemas que os portugueses, em matéria de filhos e casas? Há cerca de 1,5 milhões de imigrantes em Portugal, representando perto de 15% da população. Como é que esta percentagem corresponde a 35% dos nascimentos totais em Portugal? Ou seja, como é que 7,5% da população (mulheres imigrantes) dá origem a 35,3% dos nascimentos, cinco vezes mais do que a sua percentagem populacional?

A questão torna-se ainda mais estranha se analisarmos os dados referentes à percentagem de homens e mulheres, no total de imigrantes. A divisão populacional dos imigrantes em Portugal apresenta um equilíbrio global muito próximo dos 50%, mas com uma ligeira prevalência de homens no total acumulado. De forma geral, a proporção divide-se da seguinte forma: 

Homens: cerca de 51% a 53%
Mulheres: cerca de 47% a 49% 

Ou seja, 7,5 por cento da população (percentagem das mulheres imigrantes em relação à população total de Portugal) é responsável por 35% dos nascimentos. Porque é que os portugueses não conseguem ter filhos com a mesma percentagem que os imigrantes? Como é que imigrantes conseguem arranjar casas para uma família quando os portugueses não conseguem? Como é que os imigrantes conseguem sustentar uma família, com os baixos salários que recebem, quando os portugueses têm tanta dificuldade em garantir as suas despesas mensais?

O salário médio global declarado pelos imigrantes em Portugal mantém-se fixado em torno dos 600 euros brutos mensais, de acordo com os dados estatísticos consolidados mais recentes da Segurança Social e do Observatório das Migrações relativos a 2024 e 2025
 

 

 

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