sexta-feira, 29 de maio de 2026

Dois pregadores islâmicos, em Lisboa, com mensagens extremistas e fundamentalista nas festividades do Eid al-Adha

 


Dois dos pregadores islâmicos que encerraram as festividades do Eid al-Adha, a segunda mais sagrada do Islão, na Praça do Martim Moniz e na Alameda Afonso Henriques, deixaram mensagens extremistas e ameaçadoras em relação aos não-muçulmanos. O pregador do Martim Moniz salientou que a festa foi realizada "sem nenhum tipo de obstáculo" e que "Eles (????) nos apoiaram de todas as formas e em todos os lugares." Adiantou que "neste país há muitas oportunidades para o serviço do islamismo (...) Se trabalharmos com sinceridade para a religião, então certamente a religião (islâmica) será estabelecida novamente nesta terra".

O segundo pregador, no seu discurso de encerramento das festividades, na Alameda Afonso Henriques,  apelou para que Allah concedesse "vitória aos muçulmanos na Palestina e em Gaza e derruba o politeísmo e os politeístas e a rebelião contra a religião em nossas terras e em todas as outras terras dos muçulmanos, uma nação unida e esplêndida até ao Dia do Juízo." - a Ummah, a nação muçulmana que abrangerá todo o mundo, sob domínio muçulmano.

"Ó (Allah) orienta os nossos governantes e fazei, ó Deus, com que nossos governantes estejam entre os que Te temem e amam o teu Mensageiro e que sigam os Teus aliados," acrescentou o pregador.

"Ó Deus, concede-nos a vitória sobre a religião", adiantou o pregador sem mencionar qual a religião sobre a qual se pretendia a vitória - sendo. no entanto óbvio que se trata da religião cristã. No final do discurso, o pregador  pediu a benção de Allah "para todos os muçulmanos em tua terra e em teu mar, a nação de Muhammad" - uma referência directa ao conceito de Ummah, um termo que se refere específicamente a um mundo dominado pela religião muçulmana, à comunidade global de crentes do Islão, unida acima de quaisquer fronteiras geográficas, barreiras linguísticas, nacionalidades ou divisões políticas.

  ------------------------------

Transcrição integral do discurso proferido na Alameda Afonso Henriques 

Allah, por favor concede vitória aos muçulmanos, ó Allah, concede vitória aos muçulmanos na Palestina e em Gaza e derruba o politeísmo e os politeístas e a rebelião contra a religião em nossas terras e em todas as outras terras dos muçulmanos, uma nação unida e esplêndida até ao Dia do Juízo.

Ó Deus, dá-nos segurança em nossos lares e orienta os nossos governantes e fazei, ó Deus, com que nossos governantes estejam entre os que Te temem e amam o teu Mensageiro e que sigam os Teus aliados, por Tua misericórdia, ó Mais Misericordioso dos misericordiosos. 

Ó Deus, concede-nos a vitória sobre a religião e protege os tesouros dos muçulmanos e faze-nos daqueles que se apegam à religião de Muhammad, que a paz e as bençãos de Deus esteja com ele, e siga a sua sunnah, e obedeça à sua sharia e conceda-nos a sua intercessão.

Ó Deus, perdoa-nos e aos crentes e às crentes, e aos muçulmanos e às muçulmanas, os vivos entre eles e os mortos. Ó Deus, não desampares os familiares nos túmulos, em seus túmulos, e perdoa-lhes e pacifica os seus assuntos e salda as suas dívidas e cura os doentes e dá-lhes saúde, segurança, sucesso e orientação. E para todos os muçulmanos em tua terra e em teu mar, a nação de Muhammad, que Deus o abençoe.

------------------------------------

Transcrição integral das declarações do pregador no Martim Moniz 

 Pela misericórdia de Allah Ta'ala nos abençoou, em um país não muçulmano, de forma muito bonita, sob o céu aberto realizámos a congregação do Eid, sem nenhum tipo de obstáculo. Eles (????) nos apoiaram de todas as formas e em todos os lugares. Isso é uma grande inspiração para a nossa religião. Neste país há muitas oportunidades para o serviço do islamismo. Se trabalharmos com sinceridade para a religião, então certamente a religião (islâmica) será estabelecida novamente nesta terra, se Deus quiser. Que Allah Todo-Poderoso nos aceite a todos como propagadores da religião."  

------------------------------------- 

A celebração da passada quarta-feira foi a festa do Eid al-Adha, a segunda mais sagrada do Islão, que celebra o episódio em que Abraão é chamado por Deus para sacrificar o próprio filho. Estas celebrações são marcantes porque, pela primeira vez, em Portugal, a Comunidade Islâmica de Lisboa não teve nada a ver com a celebração, organizada apenas pela Comunidade Islâmica do Bangladesh

O xeque David Munir era aceite, como autoridade religiosa máxima, por cerca de 40 mil crentes, a maioria residentes em Portugal há dezenas de anos, muitos deles provenientes de Moçambique, outros já com a nacionalidade portuguesa.

Os muçulmanos do Bangladesh rondam actualmente os 100 mil. Há um cisma nos muçulmanos em Portugal, com os bangladeshi a recusarem a autoridade religiosa do Xeque David Munir. Mais um exemplo disso, para além desta  celebração, é o facto de a Comunidade Islâmica do Bangladesh controlar já 14 das cerca de 60 mesquitas/lugares de culto islâmicos, em Portugal. 

 


 PS1: Um pormenor, o panfleto não está escrito em árabe mas em Urdu

PS2: Nos posts sobre esta festividade, no Facebook, muita gente levanta uma questão simples: mas estes milhares de homens (mulheres não são autorizadas) não trabalham? 

Sem comentários:

Enviar um comentário

A AIMA anunciou que tem 55 mil pedidos de reagrupamento para despachar

Quem pode ser reagrupado     Cônjuge ou parceiro em união de facto (comprovada há mais de dois anos).     Filhos menores ou incapazes a carg...