Na apresentação, hoje, do livro de Carlos Blanco de Morais (A Constituição Fluida) Pedro Passos Coelho pareceu lançar recados muito duros dirigidos a Luís Montenegro.
“Quando, com medo do populismo, o político do mainstream lhe veste a casaca para evitar que o populismo chegue com o voto ao palácio, e resolve então ser mais populista do que o populista, achando ele – não sendo verdadeiramente populista – para evitar que o verdadeiro lá chegue, normalmente a História mostra que a coisa não funciona”.
“O que é autêntico e genuíno sempre se manifesta de forma muito mais eficaz do que o que é postiço. E então o postiço fica sem nada: fica sem integridade, fica como um prostituto sem caráter, sem reduto de pensamento, simplesmente vendido ao aplauso que o momento lhe possa fornecer”, atira.
“A mesma multidão que o aplaude o condena passado muito pouco tempo quando o futuro, que não é desejado, chega”, conclui Passos. Ventura está a assistir à apresentação na primeira fila e tinha pedido, à entrada, que Passos falasse mais publicamente. E juntos trocaram umas palavras sobre a falta de “ritmo” do Governo de Montenegro.
Observador

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