domingo, 10 de agosto de 2025

Imbecilidade jornalística: Cidadão estrangeiro (sem documentos...) morto a tiro na Póvoa de Varzim

 

 

Ora aí está uma notícia que nem sequer pode ter sido escrita com os pés. No máximo, com dois dedos de um pé. Nessa notícia, do Diário de Notícias, o escriba (Redação do DN...) depois de explicar que um "cidadão estrangeiro" foi morto a tiro, na Póvoa do Varzim, esclarece que "o homem, de nacionalidade estrangeira, embora não tivesse documentos consigo, não resistiu aos ferimentos provocados por vários tiros, e acabou por morrer".

Como é que a Redacção do DN (informada pelas autoridades) descobriu que o homem era "de nacionalidade estrangeira", se não tinha documentos? Parece-me simples: tratava-se de um cidadão cujas características fisionómicas permitiam concluir que se tratava de alguém com estrangeiro, e não de um cidadão português, na generalidade caucasianos ou brancos, para ir direto ao assunto.

E escrevo em princípio porque nada garante que o indivíduo, tendo uma determinada aparência - indostânico, nepalês, chinês, etc - não possa também ter a nacionalidade portuguesa. Mas o exemplo desta imbecilidade jornalística mostra bem o tremor nas pernas que afecta cada jornalista, quando tem que lidar com crimes que envolvem pessoas não-caucasianas - não-brancos, chamando os bois pelo nome - e se vêem frente a frente com aquele horror que a esquerda tem em "criminalizar" os imigrantes, quando são eles que cometem crimes.

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