O governo conservador apoiado pelos Democratas Suecos, de extrema-direita, tinha determinado que os jovens deixam de cumprir os requisitos de residência quando atingem a maioridade, por isso, eram obrigados a abandonar o país, mesmo que trabalhem ou estudem. Agora reconheceu as falhas do sistema e apresentou um plano revisto da legislação, elevando a idade até à qual podem permanecer no país para os 21 anos.
O Governo sueco anunciou esta segunda-feira, que vai alterar a lei da imigração que permite deportar adolescentes, elevando a idade máxima até à qual podem permanecer no país em regime de reagrupamento familiar dos 18 para os 21 anos.
Estas "deportações de adolescentes" ganharam destaque na imprensa sueca nos últimos meses e envolvem jovens que chegaram à Suécia ainda menores de idade com os pais. Esses jovens deixam de cumprir os requisitos de residência quando atingem a maioridade (18 anos) e, por isso, são obrigados a abandonar o país, mesmo que muitos deles trabalhem ou estudem no país.
O Governo conservador, apoiado pelo partido de extrema-direita e anti-imigração Democratas Suecos, reconheceu as falhas do sistema e apresentou um plano revisto da legislação, elevando a idade até à qual podem permanecer no país para os 21 anos.
Aqueles que enfrentam a deportação, mas que ainda não abandonaram o país, poderão voltar a solicitar uma autorização de residência, enquanto aqueles que já abandonaram a Suécia poderão também candidatar-se, 'online' ou numa embaixada, desde que tenham tido uma autorização de residência para reagrupamento familiar em algum momento nos últimos três anos.
“Estamos a dar um passo importante hoje. Estou muito satisfeito por poder apresentar esta solução”, disse o ministro das Migrações, Johan Forssell, em conferência de imprensa. Em março, após relatos que destacaram vários casos destes jovens, o país suspendeu as deportações. Anteriormente, os filhos de adultos com autorizações de residência também recebiam autorizações de residência permanentes, mas desde 2021, recebem autorizações temporárias e têm de apresentar um novo pedido quando chegam à idade adulta.
Segundo o ministro, estes adolescentes, penalizados pelo sistema, que "fizeram tudo bem, devem ter a oportunidade de trabalhar, estudar e tornarem-se membros de pleno direito do nosso belo país e sociedade". Não foi especificado quantas pessoas serão afetadas por estas novas regras. O Governo de coligação de direita do primeiro-ministro Ulf Kristersson chegou ao poder em 2022 prometendo endurecer a política de imigração. Após um grande fluxo de requerentes de asilo para a Suécia durante a crise migratória de 2015, os sucessivos governos, tanto de esquerda como de direita, endureceram as regras de asilo.

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