sexta-feira, 8 de agosto de 2025

“Urinam, andam nus e ameaçam com catanas”: comerciantes denunciam terror na Baixa de Coimbra

 

Mais de uma dezena de comerciantes reuniu na segunda-feira com a Câmara de Coimbra para denunciar “ambiente intimidante” que tem afastado clientes da rua Adelino Veiga, na Baixa de Coimbra, intervencionada recentemente pelo município.

A partir da hora de almoço até à noite, junta-se um grupo de pessoas a meio da rua Adelino Veiga, no Largo do Paço do Conde, que tem gerado um ambiente intimidante naquela via da Baixinha de Coimbra, com vários comerciantes a falar à agência Lusa de consumo e tráfico de droga a céu aberto, distúrbios e agressões entre aqueles que ali se aglomeram, entre outras questões que têm levado a uma redução substancial dos clientes e transeuntes.

A situação levou à convocação de uma reunião na Câmara de Coimbra, pedida pela Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra (APBC), que juntou mais de uma dezena de comerciantes, alguns proprietários, bem como a PSP e elementos de diferentes pelouros do município.

Em declarações à agência Lusa a presidente da APBC, Assunção Ataíde, afirmou que a situação atingiu “limites inaceitáveis”, defendendo uma ação concertada.

“Eles defecam, urinam, andam desnudados, insultam as pessoas a partir de uma determinada hora”, disse, referindo que o ambiente começou a ser sentido depois de abrir uma loja que vende álcool barato naquela rua.

Segundo Assunção Ataíde, a PSP, que esteve na reunião, referiu que o crime reportado naquela rua até diminuiu face a 2024, vincando que não há histórias de agressões ou roubos a transeuntes, mas cria-se “um aparato e um ambiente que assusta as pessoas e voltam para trás”.

Para a responsável da APBC, uma das questões passa por uma maior ocupação dos espaços comerciais e atrair gente para a Baixa, considerando que é necessário insistir com “os donos dos edifícios, que há imensos fechados e sem atividade”.

Em maio, a Câmara de Coimbra inaugurou uma intervenção que ilumina toda aquela rua com centenas de cartolas coloridas suspensas, num investimento de 70 mil euros, que tem motivado a atenção de turistas e transeuntes.

No entanto, quer Assunção Ataíde quer comerciantes contactados pela Lusa afirmam que os turistas tiram fotografias às cartolas no início da rua, andam um bocadinho, e depois dão a volta para trás, quando se apercebem do ambiente gerado à volta do Largo do Paço do Conde.

Para a presidente da APBC, o problema é complexo e de difícil resolução, sendo necessário um “trabalho em conjunto”.

De acordo com Assunção Ataíde, a situação tem levado a uma redução da faturação no comércio da rua.

Um comerciante que falou à agência Lusa e que optou por não dar o nome fala de uma quebra de faturação abrupta, passando de cinco a dez clientes por dia para ter o mesmo número por semana.

Segundo o mesmo proprietário, há situações de agressões entre eles e vê, “pelo menos uma vez por semana, um sujeito com uma catana, a circular”.

Também este comerciante não fala em crimes contra transeuntes, antes “um ambiente pesado e intimidante”.

“Tenho quatro pessoas a trabalhar aqui e passa a ser insustentável”, lamentou.

Idalécio Santos, proprietário de um hotel naquela rua, afirma que os clientes se têm queixado do barulho e da sensação de insegurança nas imediações, antevendo uma quebra de faturação no futuro, face aos comentários que começa a receber nas plataformas de reservas.

Também Regina Teixeira, proprietária de uma loja há 14 anos naquela rua, nota uma quebra na faturação e no movimento e lamenta que já esteja “há demasiado tempo” à espera de melhores dias na Adelino Veiga.

Outra lojista que optou por não dar o nome diz que parte do problema estará também em alguns proprietários, com vários edifícios fechados e espaços com rendas demasiado altas.

Os vários comerciantes que falaram com a Lusa defenderam também um patrulhamento mais regular da PSP e uma rua mais limpa e cuidada.

A agência Lusa pediu esclarecimentos à Câmara de Coimbra, mas não recebeu, até o momento, resposta

 

Pictures of starvation in Gaza

 









quinta-feira, 7 de agosto de 2025

Sweden looks into the abyss

 

There was a time when Sweden was looked upon by American liberals as an inspirational example of the Scandinavian welfare state. Although Europeans were less impressed, even the country’s immediate neighbors tended to, grudgingly, accept Sweden as a senior brother.

After staying out of World War II, Sweden had evolved into a high-performing export-oriented economy, based on a stable parliamentary democracy and social consensus. The country had top-notch health care and education. It enjoyed social and gender equality, had low crime rates and little ethnic conflict. While grounds remain for optimism about some of these indicators, especially in the industrial sector, most have been transformed beyond recognition.

Present-day Sweden carries the dubious distinction of having the highest rate of gangland killings in Europe. It boasts the lowest average age of serious offenders, with children in their low teens being arrested for murder. Increasing segments of suburbs are officially classified as “especially vulnerable areas,” where it is “hard, bordering on impossible” for the police to operate. In layman’s terms, these are no-go zones, where local clans rule and where first responders will not enter without flak jackets and police escort.

An early warning was provided in 2017 when United States President Donald Trump made a quip about rioting in Sweden: “You look at what’s happening last night in Sweden. Sweden, who would believe this!” Who indeed? At the time, such comments were met with disdain and ridicule. Today, it is not so funny anymore.

Sweden has transitioned from being a model of inspiration to becoming a warning example. As gangland violence is spreading across borders, its Scandinavian neighbors experience growing fears of ending up in what is known in Denmark as the “Swedish condition.”

Defying an old taboo, the Swedish government has called on the military to assist the police. It has even come to the point where the governor of the Bank of Sweden, Erik Thedeen, tells the Financial Times that the growing problem of shootings and bombings is so serious that it risks damaging the country’s long-term economic growth. Given the negative impact that a statement of this kind will have on markets, it is not to be taken lightly. Central bank governors weigh their words very carefully.


Migrants and Crime in Sweden in the Twenty-First Century

 


(…)
In 2017, 58% among those suspected for crime on reasonable grounds are migrants. Regarding murder and manslaughter, the corresponsing figures are 73%. These figures are interesting out of purely scientific reasons. Due to migration, murder rate in Sweden has quadrupled.
(…)
In 2017, the newspaper Expressen did a survey of 192 individuals in Stockholm, who, according to police files, were either members of criminal gangs, or had links to criminal networks (as a result of court sentences or preliminary investigations). 82% were migrants, defined as being foreign-born or having two foreign-born parents. In case those with one foreign-born parent was added, the figure rose to 95%.

(Continue)

Göran Adamson 
Published online: 13 January 2020 

Albufeira: procissão de imigrantes indostânicos

 


Uma Lisboa entregue à bicharada


 

Poor city of Paris

 


Knife crime in London

 


According to reports from various sources, including a study by the think tank Policy Exchange, knife crime in London has increased by 86% in the last decade. The Office for National Statistics (ONS) also indicates that knife crime in England and Wales rose by 80% in the last 10 years.