sábado, 20 de junho de 2026

"Comunidade"(?) protesta por lhe cortarem a àgua e a luz. Protestar porquê? Ocupavam as casas ilegalmente e não pagavam luz nem água...

 


Contestação aos cortes de água e luz em habitações municipais ocupadas irregularmente chegou aos Paços do Concelho do Entroncamento. Um grupo de pessoas terá provocado desacatos no edifício camarário e ameaçado uma funcionária municipal.

A tensão em torno das ocupações irregulares de habitação municipal no Entroncamento voltou a subir depois de, segundo apurou O MIRANTE, um grupo de pessoas se ter deslocado aos Paços do Concelho para protestar contra os cortes de água e electricidade efectuados pela autarquia em situações irregulares. A deslocação gerou perturbação no edifício municipal, com desacatos e ameaças dirigidas a uma funcionária da câmara, que se encontrava ao serviço. 
 
O episódio surge na sequência de várias intervenções realizadas pelo município em habitações ocupadas indevidamente. Na altura, a operação, que contou com o apoio da PSP do Entroncamento e da Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, incluiu o corte do fornecimento de água e electricidade em casos identificados como irregulares. A câmara justificou a acção com a necessidade de garantir gestão rigorosa do parque habitacional municipal, defendendo critérios de justiça no acesso à habitação pública. 
 
A ida do grupo aos Paços do Concelho terá estado relacionada com esses cortes, que motivaram contestação por pessoas afectadas pela medida. No interior do edifício, a situação terá gerado insultos, intimidações e ameaças, obrigando os serviços a lidar com um ambiente de tensão. A PSP foi chamada ao local mas quando chegou os elementos da comunidade já se tinham ido embora, segundo apurou O MIRANTE. 
 
Recorde-se que o município, presidido por Nelson Cunha, defende que não pode pactuar com ocupações ilegais de casas públicas, sublinhando que há famílias inscritas e a aguardar resposta habitacional pelos meios legais. A autarquia sustenta que a intervenção pretende impedir o agravamento de situações irregulares e proteger quem cumpre as regras, garantindo que o acesso à habitação municipal é feito com responsabilidade. 
 
As ocupações e construções ilegais já vinham sendo tema recorrente nas reuniões de câmara, nomeadamente na Rua da Juventude, onde foram denunciadas situações de desconforto entre moradores. O caso deverá continuar a ser acompanhado pelos serviços jurídicos do município
in "O Mirante" - semanário regional 

 

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