Contestação aos cortes de água e luz em habitações municipais ocupadas irregularmente chegou aos Paços do Concelho do Entroncamento. Um grupo de pessoas terá provocado desacatos no edifício camarário e ameaçado uma funcionária municipal.
A tensão em
torno das ocupações irregulares de habitação municipal no Entroncamento
voltou a subir depois de, segundo apurou O MIRANTE, um grupo de pessoas
se ter deslocado aos Paços do Concelho para protestar contra os cortes
de água e electricidade efectuados pela autarquia em situações
irregulares. A deslocação gerou perturbação no edifício municipal, com
desacatos e ameaças dirigidas a uma funcionária da câmara, que se
encontrava ao serviço.
O episódio surge na sequência de
várias intervenções realizadas pelo município em habitações ocupadas
indevidamente. Na altura, a operação, que contou com o apoio da PSP do
Entroncamento e da Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima,
incluiu o corte do fornecimento de água e electricidade em casos
identificados como irregulares. A câmara justificou a acção com a
necessidade de garantir gestão rigorosa do parque habitacional
municipal, defendendo critérios de justiça no acesso à habitação
pública.
A ida do grupo aos Paços do Concelho terá estado
relacionada com esses cortes, que motivaram contestação por pessoas
afectadas pela medida. No interior do edifício, a situação terá gerado
insultos, intimidações e ameaças, obrigando os serviços a lidar com um
ambiente de tensão. A PSP foi chamada ao local mas quando chegou os
elementos da comunidade já se tinham ido embora, segundo apurou O
MIRANTE.
Recorde-se que o município, presidido por Nelson
Cunha, defende que não pode pactuar com ocupações ilegais de casas
públicas, sublinhando que há famílias inscritas e a aguardar resposta
habitacional pelos meios legais. A autarquia sustenta que a intervenção
pretende impedir o agravamento de situações irregulares e proteger quem
cumpre as regras, garantindo que o acesso à habitação municipal é feito
com responsabilidade.
As ocupações e construções ilegais já vinham sendo
tema recorrente nas reuniões de câmara, nomeadamente na Rua da
Juventude, onde foram denunciadas situações de desconforto entre
moradores. O caso deverá continuar a ser acompanhado pelos serviços
jurídicos do município
in "O Mirante" - semanário regional

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