O principal organismo representativo desta comunidade em Portugal é o Centro Islâmico do Bangladesh (Mesquita Baitul Mukarram), registado legalmente sob a forma jurídica de associação. Esta instituição desempenha um papel fulcral no acolhimento, na prática religiosa e na inclusão cívica.
Origem: O projeto nasceu no ano 2000 no bairro da Mouraria, em Lisboa, inicialmente num pequeno apartamento com capacidade para cerca de 35 pessoas.
Crescimento: Sob a liderança do fundador Rana Taslim Uddin, o espaço expandiu-se progressivamente devido ao aumento da imigração, chegando a ocupar um edifício inteiro na Calçada de Agostinho de Carvalho.
Liderança: A nível religioso, destaca-se o imã Abu Sayed, enquanto Rana Taslim Uddin atua frequentemente como presidente e porta-voz da comunidade junto dos meios de comunicação e de órgãos autárquicos.
Principais Funções e Impacto
Apoio Social e Integração: Funciona como uma rede de entreajuda para orientar os cidadãos que chegam ao país, facilitando a aprendizagem da língua, inserção no mercado de trabalho e o acesso a serviços públicos.
Espaço de Oração: Sendo a população bangladeshiana maioritariamente muçulmana, o centro disponibiliza a Mesquita Baitul Mukarram para as orações diárias e celebrações festivas (como o Eid).
Intervenção Cívica: A associação participa ativamente no diálogo local (por exemplo, junto da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior) e na desmistificação de preconceitos, promovendo a coesão social na zona do Martim Moniz.
Organização e financiamento:
1. CLAIM (Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes)
O funcionamento deste gabinete provém de fundos públicos institucionais e internacionais:
75% União Europeia: Financiamento direto através do Programa FAMI (Fundo para o Asilo, a Migração e a Integração).
25% Estado Português: A contrapartida nacional é assegurada pelo orçamento do Estado através da AIMA (Agência para a Integração, Migrações e Asilo).
2. Associação Comunidade Islâmica da Tapada das Mercês e Mem Martins (ACITMMM)
Por ser uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), o seu financiamento é misto:
Acordos de Cooperação com a Segurança Social: O Estado português subsidia valências sociais específicas desenvolvidas pela associação (como o apoio escolar ou alimentar).
Candidaturas a Fundos Públicos: A associação concorre a projetos financiados para a inclusão social e igualdade de oportunidades.
Receitas Próprias: Quotizações dos associados, voluntariado e donativos diretos da comunidade local para a manutenção da associação.
3. Centro Islâmico do Bangladesh (Mesquita Baitul Mukarram) [1]
Ao contrário das duas anteriores, esta organização funciona de forma quase inteiramente independente do Estado:
Donativos Comunitários (Sadaqah e Zakat): O financiamento vem dos próprios imigrantes e comerciantes da comunidade do Bangladesh em Portugal. Os fiéis contribuem financeiramente para pagar a renda do edifício, as despesas de manutenção e o salário do imã.
Eventos e Campanhas: Angariação de fundos interna em momentos de celebração religiosa (como as festas do Eid).
Parcerias Sociais e de Saúde: pontualmente, para projetos de intervenção cívica e saúde pública (como o projeto bengalisboa), trabalham em parceria com juntas de freguesia locais e o Serviço Nacional de Saúde, embora estes apoios se traduzam mais em cedência de recursos do que em financiamento direto de capitais.
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Islâmicos dão início à pregação para a reconquista do Al-Andaluz
Nos últimos meses foram várias as intervenções em que foi referido o Al-Andaluz, a antiga possessão muçulmana daquilo que é hoje Espanha e Portugal, com apelos - uns mais explícitos, outros mais subtis - à reconquista de Portugal, nomeadamente de Lisboa. Ao mesmo tempo, numa vergonhosa atitude de submissão, o Patriarcado de Lisboa alterou a procissão do Corpo de Deus, depois de organizações de muçulmanos terem feito chegar à Câmara Municipal as suas objecções à passagem por uma zona densamente povoada por muçulmanos, o Martim Moniz.
A expansão de escolas islâmicas e madrassas continua, como acontece com o novo complexo a construir em Mem-Martins, subsidiado pela principal organização fundamentalista de Portugal, a Fundação Islâmica de Palmela e que terá uma escola islâmica, a International School of Sintra, para além de uma mesquita e um centro comunitário.
A Câmara Municipal apenas decidiu em cima da hora, o que obrigou o Patriarcado de Lisboa a alertar os fiéis, num post no seu site, por volta das oito horas da manhã, no dia da própria realização da procissão. Ao mesmo tempo, surgiram na internet vários vídeos, onde se diz, por exemplo, que o Islão voltará a governas estas terras - expressão de um pregador, no final da Festa do Sacrifício, no Martim Moniz. Os exemplos são inúmeros e fáceis de listar:
Igreja e Câmara de Lisboa cedem a pressões dos muçulmanos - procissão do Corpo de Deus não passou pelo Martim Moniz
Rana Taslim Uddin quer baptizar rua da zona do Martim Moniz como "Rua Bangladesh"
Fundação Islâmica de Palmela subsidia construção de mesquita e escola islâmica em Mem-Martins
A recuperação do Al Andalus e a submissão portuguesa ao Islão
"Martim Moniz é zona de Bangladesh e Paquistão, aqui usa-se a burqa"...
Muslim comments on the existence of the statue of Afonso III, in Faro
Um clérigo paquistanês, o Mufti Abdul Wahab, diz que "os muçulmanos governarão estas portas e paredes (de Lisboa) e se Deus quiser esse dia certamente chegará"
Sinal verde para a invasão islâmica de Portugal
Two Islamic preachers in Lisbon with extremist and fundamentalist messages during the Eid al-Adha festivities


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