sábado, 20 de dezembro de 2025

The Camp of the Saints - Jean Raspail

 

"Os últimos homens brancos estavam encurralados agora, contra o mar, na praia de sua última noite. A multidão avançava, lenta, irresistível, como uma maré viva. Eles não brandiam armas, apenas suas mãos vazias e seus olhos famintos. A civilização não morrera com um estrondo, mas com um sussurro – o sussurro de um milhão de pés descalços na areia.
 
Na villa, as luzes brilhavam pela última vez. O velho professor, que passara a vida a estudar culturas mortas, olhou para os seus livros e soube, de repente, que se juntaria a eles. As palavras nas páginas já não significavam nada; haviam perdido o poder de definir, de separar, de proteger. A língua que as compunha seria esquecida, como todas as línguas dos conquistados.
 
Do terraço, ele viu o primeiro deles passar pelo portão. Um menino, talvez com oito anos, magro como um graveto, com os olhos enormes e vazios. O menino parou, olhou para a casa iluminada, para o homem idoso. Não havia ódio no seu olhar, nem triunfo. Apenas uma curiosidade vaga, como quem olha para um insecto sob uma pedra. 
A humanidade que o velho conhecera – com suas fronteiras, suas leis, sua fé no progresso – não significava nada para aquele menino. E, ao perceber isso, o velho professor percebeu também que era ele, e não o menino, que estava errado. A história havia mudado de lado.
 
A multidão engoliu o jardim, depois a casa. As luzes apagaram-se, não por um acto de violência, mas como se alguém, por fim cansado, as tivesse extinguido. Na escuridão, não se ouviu um grito, nem um choro. Apenas o som suave, contínuo, de pessoas a moverem-se, a respirarem, a existirem. O Ocidente não tinha caído. Tinha simplesmente deixado de importar.
 
E, nalgum lugar, muito longe, um capitão de um navio vazio olhou para o horizonte e perguntou-se, por um breve instante, o que tinha acontecido ao mundo que conhecera. Depois, encolheu os ombros, acendeu um cigarro e começou a pensar no almoço. A vida continuava, apenas numa chave diferente. O futuro pertencia agora aos incontáveis, aos que nada tinham a perder senão as suas próprias vidas. E, naquela troca, eles ganharam tudo."
 

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