Os dois discursos extremistas da passada semana, nas festividades do Eid al-Adha, são típicos de líderes religiosos recém-chegados ao Ocidente, que ainda não têm consciência de que, por enquanto, têm que dominar a arte da "Taqiya", "Dissimulação", uma regra islâmica que significa, de um ponto de vista concreto, mentir, esconder os seus verdadeiros intentos. Também é verdade que mesmo o xeque David Munir, que estudou numa madrassa fundamentalista, no Paquistão, e que é extremamente hábil no uso desse instrumento, vez por outra, tropeça na verdade.
Por exemplo, quando referiu, a propósito das aulas de árabe que são ministradas na Mesquita de Lisboa, que "gostava
de chegar ao dia em que os meus alunos escrevessem da direita para a
esquerda em Português". Ou quando elogiou um livro de conteúdo fundamentalista, antes da prédica de uma sexta-feira, já lá vão bastantes anos. O referido livro, "As Virtudes das Acções" é uma colectânea de episódios caracterizados pelo seu extremismo e fundamentalismo. No entanto, foi classificado, pelo xeque David Munir como um livro cuja leitura seria "útil para qualquer crente".
O
último capítulo do livro "As Virtudes das Acções" tem como título:
“A Degradação Muçulmana e a sua Única Solução” e apela a um “forte
contra-ataque”, no intuito de recuperar o domínio do Islão sobre o
mundo, dentro dos limites e das directrizes da “Shariah".
Mas os dois pregadores que encerraram as festividades do Eid al-Adha, organizada pela Comunidade Islâmica do Bangladesh, e não pela Comunidade Islâmica de Lisboa, deixaram mensagens explícitas que devem ter arrepiado o xeque Munir. Desses dois discursos, retiro apenas outros tantos excertos que são os mais óbvios, em matéria de expressão de uma intenção de conquistar, através do Islão e da derrota da religião cristã, o domínio desta terra (Portugal):
- "(...) Ó Allah, dá-nos segurança em nossos lares e orienta
os nossos governantes e fazei, ó Deus, com que nossos governantes
estejam entre os que Te temem e amam o teu Mensageiro e que sigam os
Teus aliados, por Tua misericórdia, ó Mais Misericordioso dos
misericordiosos (...) Ó Deus, concede-nos a vitória sobre a religião e protege os tesouros dos muçulmanos (...)"
- "(...) Neste país há muitas oportunidades para o serviço do
islamismo. Se trabalharmos com sinceridade para a religião, então
certamente a religião (islâmica) será estabelecida novamente nesta
terra, se Deus quiser (...)"