quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Garcia Pereira: Morte aos Traidores

 


O MRPP usou o slogan "Morte aos traidores" em cartazes, o que causou controvérsia e levou à sua retirada em algumas campanhas, como a de 2015, a pedido de uma mandatária da Juventude. 

Apesar da retirada, o partido continuou a usar palavras de ordem semelhantes, com o candidato Garcia Pereira a afirmar que os "traidores" não estavam isentos da morte que os esperava, conforme citado pelo Expresso. "O Comité Central do Partido e a Candidatura Nacional do PCTP/MRPP vêm comunicar que a palavra de ordem morte aos traidores foi suspensa da campanha eleitoral em curso", lê-se num comunicado enviado às redações, em 2015.

O partido explica que pode ser considerada um eventual excesso de linguagem que pode configurar um apelo à violência. Garcia Pereira garante no entanto que a frase não viola a lei eleitoral. Panfletos do partido para as eleições legislativas 2015 começavam com a frase "Morte aos Traidores! Fora do Euro". 

A expressão era também repetida várias vezes, em texto e pelo próprio Garcia Pereira, durante todo o vídeo emitido no tempo de antena. Agora, o conhecido advogado e dirigente político vem apresentar queixa do "Chega" ao Procurador Geral da República, acusando o partido de André Ventura de "vários comportamentos racistas" e alusão a Salazar: MP deve requerer ao Tribunal Constitucional a extinção do partido. 

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

"Para ser português é preciso muito mais que trabalhar em Portugal"

 


“Ser português não é uma mera formalidade ou conveniência, é uma honra e responsabilidade. Para trabalhar em Portugal não é preciso ser português, mas para ser português é preciso muito mais que trabalhar em Portugal” - Luís Montenegro, 1º ministrode Portugal  

Muslim Council of Britain Welcomes Historic Appointment of a Muslim, Sir Mufti Hamid Patel, as Interim Chair of Ofsted

 

The Muslim Council of Britain (MCB) today welcomes the appointment of Sir Mufti Hamid Patel CBE as interim chair of Ofsted, the first British Muslim to be appointed to this role. The MCB also condemns the Islamophobic attacks directed at Sir Mufti Hamid following his appointment, which appears to be motivated by his Muslim identity rather than his professional capabilities.

Sir Mufti Hamid, the highly respected Chief Executive of Star Academies and respected Islamic scholar brings exceptional credentials to the role, having transformed one of the UK’s most successful school academy networks.

Dr. Wajid Akhter, Secretary General of the Muslim Council of Britain, said: “Sir Mufti Hamid Patel’s appointment represents a proud moment for British Muslims and indeed for Britain as a whole. However, we are deeply concerned by the prejudiced attacks directed at him, which are clearly motivated by his Muslim identity. It is profoundly disappointing that such a distinguished educational leader should face bigotry simply because of his faith. Such Islamophobic rhetoric undermines our shared British values of fairness and equality of opportunity.

These attacks are part of a wider pattern of Islamophobia targeting British Muslims in public life, fuelled by social media, right-wing media outlets, and politicians who seek to stoke division. The repeated vilification of British Muslims in prominent positions must be challenged to ensure that our society remains inclusive and just.

Sir Mufti Hamid’s wealth of experience, including his service as an Ofsted board member since 2019, makes him exceptionally well-qualified to guide the organisation through this important transition period.”

We wish Sir Mufti Hamid every success in his new role and look forward to the positive impact his leadership will bring to education across Britain.


"Não queremos portugueses de ocasião": Montenegro aplaude nova lei da nacionalidade

 

 
Primeiro-ministro enalteceu "larga maioria" que aprovou o Orçamento do Estado para 2026 e refere que Governo "está aqui para unir e não dividir". Sobre a lei da nacionalidade, sublinha que "ser português é uma honra e uma responsabilidade". PSD, CDS, Chega e IL aprovam alterações à Lei da Nacionalidade

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, aproveitou a aprovação das alterações à lei da nacionalidade para iniciar as suas declarações no Palácio de São Bento, no qual indicou que, depois da aprovação do Orçamento do Estado para 2026, foram dados "passos seguros" para um Portugal "mais próspero e mais justo". Referindo que este é um dia "marcante" para o país, o chefe de Governo usa a "larga maioria" que aprovou o orçamento para dizer: "Demonstra que o Governo está aqui para unir e não dividir".

Sobre a votação na generalidade, Luís Montenegro refere que o Orçamento do Estado para o próximo ano "reforça a política de rendimentos, valoriza o trabalho, o mérito e a justiça social" e vira a agulha aos outros partidos para dizer que é sua responsabilidade "não desvirtuar o Orçamento do Estado nem pôr em causa o rumo virtuoso das contas públicas", voltando a referir que "a margem para alterações é muito curta".

PSD, CDS, Chega e IL aprovam alterações à Lei da Nacionalidade

Depois, voltou atenções à lei da nacionalidade. Começa por referir uma "grave situação" no que toca ao tema da imigração e que o Governo está a operar uma reforma estrutural, que inclui não só esta medida como outras, como a resolução de casos pendentes na AIMA. Destaca a "maioria qualificada de cerca de 70% dos deputados" que aprovou as alterações à nova lei da nacionalidade e refere que em breve será apresentada a "lei do retorno", dedicada ao repatriamento "digno e eficaz" de imigrantes que "não respeitam as regras".

“Perante o caos, estamos a devolver a ordem. Perante a crise escolhemos reformar”, afirmou Montenegro. O primeiro-ministro refere depois que a nacionalidade "não deve ser banalizada" e que "é o reconhecimento de um vínculo profundo": "Dignificá-la significa dignificar cada português."

Montenegro sublinha que "ser português é uma honra e uma responsabilidade". "Não queremos portugueses de ocasião", apontou, para dizer que a lei vem cimentar a "soberania e identidade portuguesa".

As alterações à lei da nacionalidade foram esta terça-feira aprovadas no Parlamento, depois de PSD ter conseguido um acordo com o Chega durante o debate na Assembleia da República. Na votação, PSD, CDS, Iniciativa Liberal, Chega e JPP votaram a favor - 157 votos -, enquanto 64 deputados votaram contra - de PS, Livre, PCP, Bloco de Esquerda e PAN.


terça-feira, 28 de outubro de 2025

Rana Taslim Uddin: Se (Deus) não ficar feliz, então destruirá esta sociedade (portuguesa)

 


Rana Taslim Uddin, natural do Bangladesh, vive em Portugal há 35 anos e é o principal rosto (e dirigente) da comunidade do Bangladesh. 
Num discurso recente, perante outros dirigentes da comunidade do Bangladesh, Rana Taslim Uddin afirmou o seguinte:
“Aqueles que encontraram aqui uma sociedade nova, aqueles que estão aqui presentes hoje, perguntam-me o que eu fiz para a sociedade. Irmãos, fi-lo para fazer o meu Deus feliz, não para a sociedade. Se Deus ficar feliz, ele trará uma solução para a sociedade e conduzirá esta sociedade para o caminho certo. Se não ficar feliz, então destruirá esta sociedade. Por isso tentamos agradar a Deus e ao mesmo tempo construir uma amizade com as pessoas desta sociedade.” 
Quanto à questão da burqa, Rana Taslim Uddin disse que a reação dos muçulmanos vai depender do que ficar escrito no diploma final. "Não pode ser uma coisa contra os muçulmanos. Se é uma coisa sobre a cara e o rosto, por questões de segurança, tudo bem. Já há outros países que fazem e não levanta problemas", explicou Rana Taslim Usddin. Contudo, se a lei "impõe regras de vestir" para as mulheres muçulmanas, Rana Taslim Uddin alertou que isso pode constituir uma violação da lei islâmica. As normas religiosas impõem "uma prática de não mostrar as formas femininas", com uso de "roupas largas" e isso é algo que todos os muçulmanos vão querer manter, avisou. 
As palavras deste Rana Taslim Uddin, em entrevista a uma televisão, geram alguma inquietação: "Martim Moniz é zona de Bangladesh e Paquistão. Aqui usa-se a burqa",afirmou. Ou seja, aquela zona já foi ocupada pelos muçulmanos que se regem pelas suas próprias leis, a Sharia, a lei islâmica. Já não dispostos a reconhecer e cumprir as leis da República Portuguesa… 

Muçulmanos imigrantes minimizam importância do uso de burca em Portugal

  


O líder do Centro Islâmico do Bangladesh (CIB) afirmou hoje que vai analisar, após ser publicada, a lei contra a utilização de burca em espaços públicos, mas minimizou a importância dessa roupa entre os muçulmanos em Portugal.

"Não é normal" o uso de burca, mas "é uma tradição de alguns", afirmou à Lusa o imã Abu Sayed.
A comunidade irá respeitar as leis aprovadas, mas salientou que a prática religiosa deve ser livre. "Cada religião tem as suas tradições e os muçulmanos têm as suas", acrescentou.
Já Rana Taslim Uddin, um dos líderes comunitários do Bangladesh em Lisboa, disse que a reação dos muçulmanos vai depender do que ficar escrito no diploma final.

"Não pode ser uma coisa contra os muçulmanos. Se é uma coisa sobre a cara e o rosto, por questões de segurança, tudo bem. Já há outros países que fazem e não levanta problemas", explicou.
Contudo, se a lei "impõe regras de vestir" para as mulheres muçulmanas, Rana Taslim Uddin alertou que isso pode constituir uma violação da lei islâmica.
As normas religiosas impõem "uma prática de não mostrar as formas femininas", com uso de "roupas largas" e isso é algo que todos os muçulmanos vão querer manter, avisou.

Sobre o uso de burca ou de véu de tape a cara, Rana Taslim Uddin disse compreender a decisão dos deputados portugueses.
"Há uma questão de segurança que faz sentido o Governo estar atento", salientou.
PSD, IL e CDS-PP aprovaram hoje, na generalidade, o projeto de lei do Chega que visa proibir a utilização de burca em espaços públicos, invocando os direitos das mulheres e questões de segurança.

A iniciativa contou com os votos favoráveis do Chega, PSD, IL e CDS-PP, votos contra de PS, Livre, BE e PCP, e a abstenção de PAN e JPP.
Enquanto IL e CDS-PP declararam apoio ao projeto do Chega que "proíbe a ocultação do rosto em espaços públicos, salvo determinadas exceções", o PSD manifestou-se "disponível para fazer este caminho", mas defendeu que "o texto apresentado pode e deve ser aperfeiçoado em sede de especialidade".

Já à esquerda, o PS defendeu que é preciso cuidado na elaboração das leis, num contexto em que a extrema-direita quer "dirigir ódio" contra um "alvo específico", neste caso a comunidade muçulmana, PCP e BE contestaram a proposta, enquanto o Livre acusou o Chega de apresentar um projeto propositadamente "mal feito" e por isso não quis valorizar este debate.

Com esta iniciativa, o Chega propõe que seja "proibida a utilização, em espaços públicos, de roupas destinadas a ocultar ou a obstaculizar a exibição do rosto", com algumas exceções. Na abertura do debate, o líder do Chega especificou que o objetivo é proibir que "as mulheres andem de burca em Portugal" e dirigiu-se em particular aos imigrantes.

"Quem chega a Portugal, vindo de onde vier, vindo de que região venha, com os costumes que tiver ou com a religião que tiver, tem que acima de tudo cumprir, respeitar e fazer respeitar os costumes deste país e os valores deste país", defendeu André Ventura.  

domingo, 26 de outubro de 2025

"Martim Moniz é zona de Bangladesh e Paquistão, aqui usa-se a burqa"...

 


“O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH) considerou que a proibição do uso da burca e do niqab em locais públicos, como a lei francesa de 2010, é compatível com a Convenção Europeia dos Direitos do Homem. O tribunal rejeitou a alegação de que a proibição viola os direitos humanos e a liberdade religiosa, argumentando que o objetivo de preservar as condições de convivência social é legítimo e a lei não tem como alvo a religião especificamente, mas sim a ocultação do rosto.

As palavras de Rana Taslim Uddin, u
m dos líderes comunitários do Bangladesh em Lisboa, em entrevista à CNN Portugal, geram inquietação e receios: "Martim Moniz é zona de Banglaseh e Paquistão, aqui usa-se a burqa", afirmou. Ou seja, aquela zona já foi ocupada pelos muçulmanos que se regem-se pelas suas próprios leis, a Sharia, a lei islâmica. Já não reconhecem as leis da República Portuguesa...

O mesmo Rana Taslim Uddin, disse que a reação dos muçulmanos vai depender do que ficar escrito no diploma final. "Não pode ser uma coisa contra os muçulmanos. Se é uma coisa sobre a cara e o rosto, por questões de segurança, tudo bem. Já há outros países que fazem e não levanta problemas", explicou Rana Taslim Usddin. Contudo, se a lei "impõe regras de vestir" para as mulheres muçulmanas, Rana Taslim Uddin alertou que isso pode constituir uma violação da lei islâmica. As normas religiosas impõem "uma prática de não mostrar as formas femininas", com uso de "roupas largas" e isso é algo que todos os muçulmanos vão querer manter, avisou. 

É necessário lembrar que este senhor, Rana Taslim Uddin, natural do Bangladesh, vive em Portugal há 35 anos e é o principal rosto (e dirigente) da comunidade do Bangladesh. Num discurso recente, perante outros dirigentes da comunidade do Bangladesh, Rana Taslim Uddin afirmou o seguinte:

“Aqueles que encontraram aqui uma sociedade nova, aqueles que estão aqui presentes hoje, perguntam-me o que eu fiz para a sociedade. Irmãos, fi-lo para fazer o meu Deus feliz, não para a sociedade. Se Deus ficar feliz, ele trará uma solução para a sociedade e conduzirá esta sociedade para o caminho certo. Se não ficar feliz, então destruirá esta sociedade. Por isso tentamos agradar a Deus e ao mesmo tempo construir uma amizade com as pessoas desta sociedade.”  

sábado, 25 de outubro de 2025

Juntas de freguesia, uma fábrica de emissão de atestados de residência

 

 

O presidente da Junta de Freguesia de Vila Nova de Milfontes, Francisco Lampreia, diz que passou centenas de atestados de residência que abriram caminho á legalização de imigrantes. Para o autarca, a questão é simples. “O que temos aqui é um negócio de importação e exploração de pessoas, que querem vir para a Europa à procura de uma vida melhor”. E esse negócio, sublinha, “é controlado por máfias, que ganham muito dinheiro com a vinda de imigrantes. E isto pode vir a provocar um problema grave no nosso país” considera Francisco Lampreia.

  A apresentação de duas testemunhas recenseadas na freguesia, que residam lá há mais de 180 dias seguidos, pode ser necessária caso não existam comprovativos de morada, ou em alternativa a alguns outros comprovativos para a passagem dos atestados de residência. As testemunhas devem fornecer o número do cartão de cidadão e o número do título de eleitor. Estas condições abrem a porta para uma imigração sem controle.