terça-feira, 1 de setembro de 2026

Muçulmanos, integração e rejeição da sociedade ocidental

 

A melhor forma de conhecer alguns dos “novos portugueses”, designadamente os muçulmanos que hoje vivem entre nós e integram comunidades semelhantes às que se instalaram um pouco por toda a Europa, é conhecer os dados recolhidos sobre aquilo que pensam." - afirma o advogado João Pereira dos Santos, num dos textos que publicou recentemente, sobre a temática da inclusão dos muçulmanos na sociedade ocidental (e a quem peço desculpa por ter "roubado" os seus textos para o meu blogue - com a autoria devidamente identificada)

É algo com que estou de acordo - é preciso saber quem são aqueles que se instalam entre nós e, em muitos casos, têm valores e princípios completamente opostos aos nossos, bastando comparar os valores da religião muçulmana com o conteúdo da Constituição da República Portuguesa. Ou que constroem sistemas judiciais paralelos, onde se aplica a Sharia, a Lei Islâmica, numa flagrante violação dos princípios legais em que a nossa sociedade se estrutura. É o caso, aliás, do Tribunal Islâmico que funciona, há mais de 20 anos, na Mesquita de Lisboa, presidido pelo xeque David Munir.

Um episódio recente envolveu o líder da comunidade Bangladeshi em Portugal, Rana Taslim Uddin que, num discurso que reuniu vários outros dirigentes dessa comunidade, afirmou que “aqueles que encontraram aqui uma sociedade nova, aqueles que estão aqui presentes hoje, perguntam-me o que eu fiz para a sociedade. Irmãos, fi-lo para fazer o meu Deus feliz, não para a sociedade. Se Deus ficar feliz, ele trará uma solução para a sociedade e conduzirá esta sociedade para o caminho certo. Se não ficar feliz, então destruirá esta sociedade (*). Por isso tentamos agradar a Deus e ao mesmo tempo construir uma amizade com as pessoas desta sociedade.”

Em tempos que já lá vão - Junho de 2004 - publiquei um artigo no semanário "O Independente" intitulado "Radicalismo à venda na Mesquita de Lisboa". O tema principal do artigo tinha a ver com um grupo extremista, os Tablighi Jamaat, com uma presença crescente na comunidade islâmica portuguesa. Tive acesso, na altura, àquilo que era a "Bíblia" dos Tablighi Jamaat ("Faza'il - e - Amaal" / "As Virtudes das Acções")

Tratava-se essencialmente de uma colectânea de textos narrando as heróicas batalhas dos muçulmanos, nos primeiros tempos da sua implantação. A tradução para português era da responsabilidade do xeque David Munir e do xeque Daud Ismael. O  próprio imã da Mesquita de Lisboa, David Munir, aconselhou a sua leitura durante a habitual oração de sexta-feira. O último capítulo do livro "As Virtudes das Acções" que tem como título: “A Degradação Muçulmana e a sua Única Solução” apela a um “forte contra-ataque”, no intuito de recuperar o domínio do Islão sobre o mundo, dentro dos limites e das directrizes da “Shariah”

Para situar "ideologicamente" esse movimento, basta dizer que a própria Arábia Saudita baniu a organização do país, classificando-a como sendo "uma antecâmara do terror". O filho de Abdul Karim Vakil, presidente da Comunidade Islâmica de Lisboa, professor no King's College, alertou para o perigo dos Tablighi Jamaat, que já na altura constituíam a maioria da comunidade muçulmana portuguesa: 

"O grupo extremista Tabligh Jamaat 'representa, por um lado, e incontestavelmente, a força de maior dinamização do Islão entre os muçulmanos em Portugal. Por outro, o seu rigoroso tradicionalismo, traduzido na prescrição do próprio vestuário, na estrita separação entre os sexos, numa atitude de distanciamento em relação à sociedade exterior, representa, como já referi, um factor de ruptura na tendência histórica para a integração na atitude dos muçulmanos em Portugal", afirma Abdool Karim Vakil (filho) numa investigação intitulada “Do Outro ao Diverso – Islão e Muçulmanos em Portugal: história, discursos, identidades."

 A rejeição dos valores ocidentais, por parte dos Tabligh Jamaat, é revelada de forma clara num artigo publicado em 2001, na revista islâmica Al-Madinah, editada pela Comunidade Islâmica do Sul do Tejo. De acordo com esse artigo da revista Al-Madinah, "nas escolas comuns (...) torna-se impossível salvaguardar a fé. A solução disto passa pela criação de instituições islâmicas, onde as crianças possam crescer num ambiente islâmico" - sendo a Escola Islâmica de Palmela um exemplo pioneiro dessa estratégia.

No artigo que então publiquei n'O Independente", entre outros aspectos, destacava o extremismo da revista "Al-Furqán", uma revista islâmica portuguesa, que tinha publicado, em 1988, um artigo com chamada à primeira página intitulado: "Será que os judeus são dotados de humanidade?" Nas páginas do interior, o autor do artigo, xeque Aminuddin Mohamad, na altura conselheiro espiritual da Comunidade Islâmica de Lisboa,  escrevia que "os judeus propriamente ditos não são seres humanos." O artigo terminava com um rasgado elogio a Hitler: “Os judeus são inimigos de todos aqueles que não o são, e procuram fazer-lhes todo o mal possível. Talvez tenha sido por isso que Hitler quis aniquilar este maldito povo”.

Os Tabligh Jamaat são os responsáveis pela organização anual do maior encontro de muçulmanos, depois da peregrinação a Meca. Cerca de quatro milhões de elementos reúnem-se na cidade paquistanesa de Raiwind, havendo encontros semelhantes e de dimensão idêntica no Bangladesh e na Índia. 

O movimento islâmico Tabligh Jamaat também reúne anualmente na Mesquita de Lisboa, num encontro internacional que decorre num ambiente aparentemente calma e descontraído, de acordo com Lusa. Para além do líder do movimento, Esmael Loonat, vários responsáveis da Comunidade Islâmica do Sul do Tejo e da Escola Islâmica de Palmela são membros do movimento.

Para além da Arábia Saudita, mais de uma dezena de países baniram os Tablih Jamaat: Iran, Uzbekistan, Tajikistan and Kazakhstan, Russia. Além desses países, outros situados na Ásia Central também tomaram a mesma decisão, por discordarem da posição puritânica e do extremismo desse movimento: Uzbekistão, Tajikistão and Kazakhstão.

(*) - Tradução de Jayanti Dutta, docente e investigadora do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias (CLEPUL) da Universidade de Lisboa, divulgada pelo programa de televisão "Polígrafo", em relação ao que foi afirmado por Rana Taslim Uddin naquela intervenção:

“Aqueles que encontraram aqui uma sociedade nova, aqueles que estão aqui presentes hoje, perguntam-me o que eu fiz para a sociedade. Irmãos, fi-lo para fazer o meu Deus feliz, não para a sociedade. Se Deus ficar feliz, ele trará uma solução para a sociedade e conduzirá esta sociedade para o caminho certo. Se não ficar feliz, então destruirá esta sociedade. Por isso tentamos agradar a Deus e ao mesmo tempo construir uma amizade com as pessoas desta sociedade.”

 

 

O facto de a vasta maioria (dos muçulmanos) ter crenças culturais incompatíveis com o ocidente não significa que todos as tenham.

 

 

A melhor forma de conhecer alguns dos “novos portugueses”, designadamente os muçulmanos que hoje vivem entre nós e integram comunidades semelhantes às que se instalaram um pouco por toda a Europa, é conhecer os dados recolhidos sobre aquilo que pensam. 
 
Esta publicação faz parte de um conjunto subordinado ao tema: “Em que acreditam os muçulmanos?" Ao lerem e comentarem, lembrem-se por favor que este tópico é delicado por falar sobre uma comunidade inteira, relegando indivíduos para segundo plano (pelo que é injusto dizer que todos os muçulmanos são assim) e que o facto de a vasta maioria ter crenças culturais incompatíveis com o ocidente não significa que todos as tenham. 
 
São dados que recolhi para reflexão sobre que políticas públicas devem ser adotadas, e não para que alguém possa invocá-los para decidir tratar com hostilidade o próximo que encontrar. Qualquer revolta que sintam deverá ser canalizada para os políticos e não para pessoas que não têm culpa de terem sido subornadas a vir para o país através da oferta da nacionalidade fácil. 
 
Posto isto, vamos então aos dados. Um estudo da Bertelsmann Stiftung, realizado em vários países europeus, encontrou níveis muito elevados de identificação com o país de residência entre muçulmanos: 96% em França e na Alemanha, 98% na Suíça, 89% no Reino Unido e 88% na Áustria.
À primeira vista, seria tentador concluir que o problema da integração está praticamente resolvido. Mas não está.
 
Quando se abandona a pergunta superficial sobre o sentimento de pertença e se começa a perguntar em que acreditam efectivamente essas populações, o quadro torna-se muito mais complexo. No mesmo conjunto de estudos, a religiosidade dos muçulmanos surge em níveis muito superiores aos da restante população. No Reino Unido, por exemplo, cerca de 64% eram classificados como altamente religiosos, contra aproximadamente 10% dos não muçulmanos. Na Áustria eram 42%, na Alemanha 39%, em França 33% e na Suíça 26%.
 
Nada disto constitui, por si só, um problema. O problema começa quando a fé deixa de ser apenas uma convicção pessoal e passa a reclamar primazia sobre a ordem jurídica e política comum. E é aqui que os números se tornam muito menos confortáveis.
 
Autor do artigo: xeque Aminuddin Mohamad, conselheiro espiritual da Comunidade Islâmica de Lisboa

Num importante estudo europeu conduzido pelo Wissenschaftszentrum Berlin für Sozialforschung, realizado entre comunidades muçulmanas de vários países europeus, cerca de 60% dos inquiridos defendiam um regresso às “raízes do Islão”. Aproximadamente 75% consideravam existir apenas uma interpretação legítima do Corão, e cerca de 66% entendia que a sharia deveria prevalecer sobre a lei nacional quando ambas entrassem em conflito. 
 
O investigador reuniu estes três critérios numa categoria de fundamentalismo religioso. Cerca de 44% dos muçulmanos estudados preenchiam simultaneamente os três critérios para a qualificação como fundamentalista. No mesmo estudo, quase 60% rejeitavam a possibilidade de ter homossexuais como amigos, cerca de 45% afirmavam não confiar em judeus e uma proporção semelhante acreditava que o Ocidente procurava destruir o Islão.
 
Poder-se-ia pensar que as gerações seguintes poderiam ter valores menos incompatíveis. Mas, na verdade, como veremos nas próximas publicações, existem países onde algumas das gerações mais jovens apresentam níveis de religiosidade e conservadorismo superiores aos das gerações anteriores. De resto, a Europa já está familiarizada com a existência de populações que se mantêm segregadas apesar de aqui estarem há vários séculos. 
 
Quando milhões de pessoas transportam determinadas ideias, essas ideias deixam de ser apenas assunto privado. Tornam-se uma realidade social e, mais tarde ou mais cedo, uma realidade política, o que já é bem visível em países como Inglaterra. Nas próximas publicações, os números tornam-se bastante mais preocupantes. 
 

Copiado de João Pereira dos Santos - Advogado (As imagens e vídeos foram acrescentados por mim)

 
 

A História raramente tem piedade das sociedades que se recusam a fazer perguntas desagradáveis enquanto ainda têm liberdade para lhes responder.

 


Ao contrário do autor deste texto, não vou apresentar nem propaganda nem apelos às emoções, e muito menos raciocinios falaciosos. Vou sim continuar a apresentar dados concretos para reflexão sobre as políticas públicas que Portugal deverá adoptar em matéria de imigração. É a terceira publicação da série "O que pensam os muçulmanos na Europa?"
Vamos aos dados.
 
A liberdade de expressão é um dos pilares da civilização europeia. Não significa o direito a dizer apenas aquilo que os outros consideram respeitável. Significa precisamente o direito de dizer, desenhar, escrever ou publicar aquilo que pode ofender profundamente outra pessoa, desde que dentro dos limites estabelecidos pela lei.
 
Numa sondagem realizada pela JL Partners para o Policy Exchange em Abril de 2026, 52% dos muçulmanos inquiridos defendiam que criar ou mostrar publicamente imagens de Maomé deveria constituir crime. Mais ainda: 63% defendiam a criminalização da queima pública de livros sagrados.
 
Mas o número que me parece mais grave é outro. 24% consideravam que a violência poderia constituir uma resposta legítima perante alguém que queimasse o Corão ou representasse Maomé, ou seja, UM EM CADA QUATRO entende que a violência é uma reação aceitável.
 
Dez anos antes, numa sondagem realizada em 2016, apenas 4% dos muçulmanos britânicos inquiridos concordavam que qualquer publicação deveria ter o direito de publicar imagens de Maomé. Quando a pergunta passava para imagens que ridicularizassem Maomé, o valor descia para 1%. Portanto, 99% dos muçulmanos em Inglaterra defendem proibição total, números que fazem inveja a Kim Jong Un.
 
No mesmo estudo, 24% manifestavam simpatia por grupos que organizassem violência para proteger a sua religião e 18% manifestavam simpatia por pessoas que utilizassem violência contra aqueles que ridicularizassem o profeta.
 
  
Como é óbvio, uma sociedade livre não pode aceitar que uma proibição religiosa individual seja convertida numa proibição dirigida aos restantes cidadãos e, muito menos, que a violência seja considerada uma reacção legítima contra quem não respeita uma regra de uma religião à qual não pertence.
 
A diferença é elementar. “Eu não posso fazer isto porque a minha religião o proíbe” chama-se liberdade religiosa. “Tu não podes fazer isto porque a minha religião o proíbe” é já uma reivindicação de poder sobre terceiros.
Mas avancemos.
 
A sondagem de 2026 perguntou também aos muçulmanos das zonas estudadas o que pensavam sobre diferentes organizações extremistas ou terroristas.
 
25% manifestavam uma opinião favorável sobre o Hamas. 23% tinham uma opinião favorável sobre a Guarda Revolucionária Islâmica iraniana. 20% sobre os Houthis. 17% sobre o Hezbollah. 16% manifestavam uma opinião favorável sobre o Estado Islâmico, ISIS. 15% sobre a Al-Qaeda. 15% sobre o Al-Shabaab. 14% sobre os Talibãs afegãos.
 
Naturalmente, isto significa igualmente que muitos outros inquiridos rejeitavam estas organizações. No caso do ISIS, por exemplo, 45% tinham uma opinião desfavorável e apenas 16% favorável; relativamente à Al-Qaeda, eram 43% contra 15%.
 
Mas quando estamos perante organizações responsáveis por terrorismo, assassínios em massa, perseguições religiosas e algumas das formas mais brutais de violência política contemporânea, 15% ou 16% não são números insignificantes só porque constituem uma minoria. 
 
Estamos a falar de percentagens próximas do valor eleitoral do Partido Socialista. Há depois outro conjunto de respostas particularmente perturbador. Perguntaram a mais de 3.000 muçulmanos britânicos quem tinha sido responsável pelos atentados de 11 de Setembro de 2001.
 
52% disseram não saber, 31% responsabilizaram o Governo americano, 7% responsabilizaram os judeus, e apenas 4% identificaram a Al-Qaeda ou grupo semelhante como responsável. Na amostra de controlo da população britânica, 71% identificaram correctamente a Al-Qaeda.
 
Isto é relevante porque as teorias da conspiração não são apenas excentricidades intelectuais. A crença de que uma comunidade está permanentemente cercada por inimigos, manipulada por poderes ocultos e vítima de conspirações externas constitui terreno extremamente fértil para a radicalização política.
 
E é aqui que começamos a perceber porque considero insuficiente discutir imigração apenas em termos de emprego, salários, contribuições fiscais ou necessidade de trabalhadores.
 
Estamos a importar pessoas, e essas pessoas trazem ideias. A esmagadora maioria pode nunca cometer um acto violento. Muitas podem tornar-se cidadãos exemplares. Algumas abandonarão completamente estas concepções. Outras já as rejeitam desde o início. E outras, inevitavelmente, vão cometer atentados terroristas ou auxiliar na sua organização.
 
Quando uma parte comparável ao PS de uma comunidade com milhões de pessoas considera aceitável criminalizar actos de expressão que são legais numa democracia europeia, quando uma parcela considera legítima a violência em resposta à blasfémia, quando encontramos percentagens de dois dígitos de simpatia por organizações terroristas e crenças anti-semitas muito superiores às da população geral, estamos perante uma questão política de extrema gravidade no que toca a preservar a civilização europeia.
 
Obviamente, nenhuma sociedade sensata deveria ter medo de conhecer os números por receio de que alguém os considere inconvenientes.
Conhecer estes dados não é odiar muçulmanos. É compreender o pensamento de milhões de pessoas que pretendem fixar-se na Europa. Pensamento que não deriva de qualquer imposição ou medo, mas sim de escolhas individuais. Milhões de escolhas individuais.
 
Há ainda uma outra questão óbvia. Se estas percentagens já existem numa comunidade minoritária, que alterações políticas serão exigidas quando essa comunidade representar uma parcela muito maior do eleitorado?
 
A História raramente tem piedade das sociedades que se recusam a fazer perguntas desagradáveis enquanto ainda têm liberdade para lhes responder. Na próxima publicação saímos do Reino Unido e vamos para França.
 
E aí encontramos talvez o dado mais surpreendente de toda esta série: em vários indicadores, os jovens muçulmanos não estão a tornar-se mais seculares e próximos dos valores dominantes da sociedade francesa. Está a acontecer precisamente o contrário.
Fontes: Policy Exchange/JL Partners, “Understanding Islamopopulism”, 2026; Policy Exchange/ICM, “Unsettled Belonging”, 2016; Channel 4/ICM, “What British Muslims Really Think”, 2016
 

Copiado de João Pereira dos Santos - Advogado (Imagens acrescentadas por mim)

 
 

The most stupid thing to do (on the left side of this page) and a clever thing to do, on the right side (also the translation from Portuguese to English)


If you must give a guide explaining to immigrants of a certain country or religion that to have sex with children is wrong, the right decision will be not allow them of coming to your country

 

Um conselho para seguir

 


Martyrs and high birth rates are the "secret weapon" for muslims to conquer the world

 

A video circulating on social media features an Islamic cleric discussing demographic shifts and high birth rates, describing large family sizes as a "halal secret weapon" that could significantly alter local demographics within a generation.
Addressing his audience in the clip, the cleric highlighted birth rate differences and pointed to future population projections:
"M*sIims have an average of what, five, six, seven kids, right? It's our secret weapon, I say. That's the prediction—this is the halal secret weapon, guys, so nobody take the video and mix it... Halal secret weapon."

He further emphasized that large family sizes are entirely permissible within Islam, framing the demographic trend as a natural progression rather than an aggressive tactic:
"It's not our fault. We have more kids, guys. You want to do whatever you want to do. It's all halal. So, if the projection continues, I was told by one of the local councilors there that within one generation, it is very likely that this city will almost be half M*sIim."
The remarks have sparked widespread debate online regarding population growth, demographic projections, and local integration, with viewers offering contrasting views on the cleric's statements.

 But martyrdom is another of those "secret weapon", used by various Palestinian militant groups, including Hamas, Palestinian Islamic Jihad (PIJ), and other Islamist groups, have been influenced by and have helped disseminate the culture of martyrdom. 

They perceive martyrdom as the ultimate sacrifice for their cause and often cite it as a moral justification for engaging in what they called “martyrdom operations”, such as suicide attacks. Prior to and throughout the Oslo Accords, the majority of the Palestinian public did not support Hamas and PIJ’s suicide operations, and Palestinians hoped that the Oslo Accords would result in agreements with Israel that would address the Palestinian call for political independence. 

After the derailment of the Oslo Accords, the failure of the peace process, and the beginning of the Second Intifada, popular interest in these martyrdom operations grew. During this period, martyrdom evolved beyond its religious connotations, becoming an ideal for the resistance identity of secular Palestinian nationalists.

Crime e castigo em Portugal

 

As estatísticas sobre o crime, em Portugal, deixam de lado um factor importante na análise do fenómeno da criminalidade: a composição étnica dos autores dos crimes e das suas vítimas. A racialização das estatísticas relacionadas com o crime são prática há muito estabelecida nos Estado Unidos, Inglaterra e Dinamarca – onde, aliás, o Ministério da Justiça prevê que cerca de 5.100 mulheres por ano são vítimas de violação ou tentativa de violação, enquanto a Universidade do Sul da Dinamarca estima que este número terá chegado às 24.000 violações em 2017.

Ao contrário do que alguns detractores dessa prática afirmam, a sua aplicação constituíra mais um instrumento no combate à criminalidade, permitindo “localizar” e agir com rapidez, em situações específicas de criminalidade grupal, por exemplo, pelo uso de catanas e machetes em confrontos entre gangues. Este fenómeno atingiu tais proporções na Grã-Bretanha, que a polícia decidiu criar uma unidade especial para combater esse tipo de crime, a “Operação Tridente”.

 

 Os dados obtidos nessa operação revelaram que os indivíduos de raça negra representavam entre 73 e 79 % de todos os indivíduos monitorizados por crimes violentos, incluindo confrontos entre gangues.

Os indivíduos de raça branca representavem uma percentagem entre 14 a 15 %, enquanto os indivíduos de origem indostânica se fixava nos 5 a 6 %. Num balanço geral, a polícia britânica concluiu que cerca de 90% dos indivíduos registados na sua base de dados pertenciam a minorias étnicas.

A ausência deste tipo de estatísticas no RASI anual (Relatório de Segurança Interna) dificulta a actuação das autoridades nas chamadas Zonas Urbanas Sensíveis que exigem uma acção concertada e multidisciplinar para “quebrar” o circuito de pobreza e violência que afectam as comunidades desses bairros.

Em Portugal, o governo prometeu introduzir novos dados no RASI referente a 2026, nomeadamente o país de proveniência e a nacionalidade de todos os arguidos constituídos e detidos por crimes gerais bem como o perfil demográfico completo das vítimas de crimes participados, cruzando género, idade e nacionalidade, de forma a criar políticas públicas de proteção direcionadas a minorias ou comunidades imigrantes vulneráveis.

  


De fora deste conjunto de dados fica um pormenor importante: não haverá dados estatísticos sobre a raça dos autores e vítimas de crimes. A Constituição da República Portuguesa proíbe a recolha de dados como a raça, por exemplo. O único cruzamento de dados permitido abrangem a nacionalidade e o país de proveniência. Para reforçar essa proibição, no artigo 35º refere-se que “Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.”

O artº 13º reforça esta “barreira”, ao definir que “A informática não pode ser utilizada para tratamento de dados referentes a convicções filosóficas ou políticas, filiação partidária ou sindical, fé religiosa, vida privada e origem étnica, salvo mediante consentimento expresso do titular, autorização prevista por lei com garantias de não discriminação ou processamento de dados estatísticos que não possam ser individualmente identificados.”

O facto é que há, pelo menos alguns dados – e algumas fontes - que permitem tirar algumas conclusões sobre dados que o governo quer esconder.

A criminalidade na comunidade cigana, por exemplo. De acordo com o Centro de Estudos de Migrações e Minorias Étnicas - num trabalho elaborado em Janeiro de 2007 de José Gabriel Pereira Bastos, no final de Maio de 1998, encontravam-se detidos em prisões portuguesas, entre preventivos (34,7%) e condenados, 787 pessoas de etnia cigana, mais de dez vezes a taxa de população nacional (não cigana) encarcerada que, em 1997, era de 145 reclusos por 100 mil habitantes.

A proporção de mulheres ciganas presas (11, 6 % de todas as presas) mais do que duplicava a média nacional de encarceramento de ciganos, os quais constituíam 5,5 % de todos os presos à data (J. J. Moreira: 1998: 8) Ou seja, os ciganos são 0,5 % da população portuguesa (dados da "Pastoral dos Ciganos", organização da Igreja Católica) mas são 5 % da população prisional - dez vezes mais que a percentagem de reclusos não ciganos.


Em relação à população prisional, no seu todo – e de acordo com dados do RASI e da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, a maioria absoluta é portuguesa: Cerca de 81,9% de todos os detidos no sistema prisional português têm nacionalidade portuguesa.

Os cidadãos estrangeiros representam 18,1% do total de reclusos, com especial destaque da população africana: um total de 2.374 reclusos estrangeiros nas prisões, de 86 nacionalidades diferentes.

Dentro do grupo de reclusos estrangeiros, os cidadãos oriundos do continente africano representam a maior fatia, correspondendo a cerca de 43% a 48% dos reclusos não portugueses. A esmagadora maioria deste grupo provém dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), destacando-se Cabo Verde, Guiné-Bissau e Angola.

A taxa de reclusos em prisão preventiva ronda os 24,6 % - um em cada quatro reclusos, com os restantes a cumprirem já pena. Do total da população prisional portuguesa (que ultrapassou os 13.100 reclusos), mais de três mil pessoas encontram-se em regime de prisão preventiva. 

 


Quanto à criminalidade violenta, embora tenha registado uma ligeira diminuição em 2025, continua a concentrar-se nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, responsáveis por cerca de metade de toda a criminalidade violenta do país. A criminalidade grupal em Portugal subiu de forma contínua desde o pós-pandemia (2020) até 2024, tendo registado uma quebra de 1,2% no Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2025, marcando a primeira diminuição neste indicador em cinco anos.

Lisboa é a região que historicamente regista o maior volume de ocorrências de criminalidade grupal. A violência urbana nesta zona está muito associada a rivalidades territoriais entre grupos de jovens de diferentes bairros periféricos da Área Metropolitana.

O Porto tem registado pressões acentuadas na criminalidade geral das ruas. Nesta cidade, os incidentes de violência grupal tendem a concentrar-se nas zonas de diversão noturna, interfaces de transportes públicos (como estações de metro e comboio) e pontos de comércio central.

Mas os dados do RASI de 2026 continuarão a camuflar uma realidade cuja análise e conhecimento permitiria uma intervenção mais virada para o plano social, em vez das intervenções musculadas a que a polícia é obrigada a recorrer, com frequência.

Na criminalidade grupal, na Grande Lisboa e em Setúbal, por exemplo, cerca de 70 % dos casos são perpetrados por grupos de jovens de origem africana, com uma utilização de violência absolutamente desnecessária e desproporcional, em relação ao móbil da violência: o telemóvel, o dinheiro na carteira e, se der jeito e não houver polícia à vista, uma ida ao multibanco mais próximo.

Os restantes cerca de 20 % de casos de violência grupal estão relacionados com conflitos de gangues e grupos de diferentes bairros, ocorrendo quase sempre nas zonas limítrofes dos bairros eufemisticamente designados como Zonas Urbanas Sensíveis.

Com: Google AI, Wikipedia 


Lição 1 para imigrantes recém-cheados â Europa: Sexo com crianças é crime

 


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