quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Lixo, escolas e centros de saúde no limite com pressão da imigração: autarquias pedem apoio urgente ao Governo

 

A crescente dispersão da população estrangeira por concelhos de baixa densidade está a colocar serviços públicos sob forte pressão, da habitação à recolha do lixo, passando pela saúde e educação. A crescente dispersão da população estrangeira por concelhos de baixa densidade está a colocar serviços públicos sob forte pressão, da habitação à recolha do lixo, passando pela saúde e educação. Um novo relatório do Observatório das Migrações (OM) confirma que Portugal entrou numa nova geografia migratória, em que a imigração deixou de se concentrar nos grandes centros urbanos e se expandiu para territórios agrícolas, industriais e rurais, exigindo respostas diferenciadas do Estado.

Segundo o Público, autarquias de várias regiões alertam para situações de rutura e pedem ao Governo reforço financeiro e humano para evitar tensões sociais e degradação dos serviços. O relatório do OM, publicado em janeiro, recomenda “o reforço dos mecanismos de financiamento municipal” e a criação de “políticas públicas diferenciadas em função dos perfis territoriais”, reconhecendo que os desafios variam entre concelhos agrícolas, urbanos ou industriais.

Em Odemira, no litoral alentejano, onde os dados da AIMA apontam para uma população estrangeira de 68% — número que a autarquia situa nos 40% — o principal problema é a habitação. O presidente da câmara, Hélder Guerreiro (PS), sublinha que a escassez de oferta afeta todos os residentes e dificulta a fixação de técnicos no concelho: “Se o município precisar de contratar técnicos para trabalharem aqui, eles têm fortes dificuldades em encontrar casa.” O autarca pede soluções de alojamento temporário específicas para o território e “um apoio suplementar, sobretudo para habitação acessível destinada à classe média e média-alta”. Nos últimos cinco anos, o perfil migratório alterou-se, com mais mulheres e crianças devido ao reagrupamento familiar, o que aumentou a pressão nas escolas e centros de saúde. “Não falamos apenas de impacto quantitativo. As diferenças linguísticas e o desconhecimento do historial clínico dos utentes exigem profissionais especializados”, defende.

Também em Ferreira do Alentejo a situação é crítica. O presidente Luís Pita Ameixa (PS) estima que a população imigrante oscile entre 15% e 25%, variando com o trabalho sazonal, sendo “muito maior do que a oficialmente registada”. A procura de alojamento supera largamente a oferta e há casos de sobrelotação. O autarca denuncia a desadequação das leis, que não permitem criar soluções temporárias em propriedades agrícolas. “A permanência poderia promover o reagrupamento familiar, a procura de melhor habitação e a integração social”, afirma, defendendo contratos rotativos entre empregadores para combater a sazonalidade. No concelho, além da fiscalização com a GNR, ACT e AIMA, houve necessidade de reforçar serviços básicos, sendo a recolha de lixo um caso “paradigmático”, que obrigou à contratação externa.

No distrito de Coimbra, Vila Nova de Poiares apresenta 10% de população migrante, maioritariamente permanente e empregada na indústria e serviços. Com pouco mais de 7200 habitantes e alunos de 17 nacionalidades nas escolas — que representam 15% do total — o concelho enfrenta barreiras linguísticas e necessidade de acompanhamento individualizado. O presidente Nuno Neves fala num “território-laboratório” e defende “uma maior articulação entre administração central e local, que permita reforços humanos e financeiros ajustados com a realidade dos territórios de baixa densidade populacional”.

A dificuldade em obter dados atualizados é transversal. A mobilidade constante cria, segundo Luís Ameixa, uma “inconstância difícil de gerir”, comprometendo o planeamento. Em Idanha-a-Nova, onde a população estrangeira rondará 13%, a autarquia criou em 2022 o Gabinete de Apoio às Migrações e Interculturalidade, que já realizou mais de 4000 atendimentos. A coordenadora Carla Ribeiro da Silva sublinha que “o levantamento de informação é essencial para fazer um diagnóstico das necessidades e a integração da população”, mas admite limitações sem apoio central. Pedro Góis, coordenador do OM, reconhece que os dados disponíveis resultam dos mecanismos administrativos existentes e podem não refletir totalmente a realidade no terreno.

Apesar dos desafios, os autarcas não identificam aumento significativo da criminalidade, mas referem desconforto pontual devido a diferenças culturais, respondendo com maior presença da GNR para reforçar a perceção de segurança. Para Hélder Guerreiro, “a diversidade é positiva, mas só será muito positiva se for acompanhada”. O autarca alerta para o desequilíbrio entre o contributo económico destes territórios e o apoio estatal recebido: “Se estes territórios geram riqueza ao país, têm de ter um retorno adequado para que consigam garantir a qualidade de vida de todos e de momento não temos esse retorno.”
 

Executive Digest 

Muçulmanos e cães: uma escolha fácil

 

A ativista palestina Nerdeen Kiswani fez recentemente um post com um discurso sobre o crescente ambiente islâmico em Nova York e afirmou: "Finalmente, NYC está chegando ao Islão. Os cães definitivamente têm um lugar na sociedade, só não como animais de estimação dentro de casa. Como sempre dissemos, eles são impuros. Em resposta a essa postagem, o congressista republicano da Flórida, Randy Fine, escreveu: "Escolher entre cães e muçulmanos não é uma tarefa difícil."
Após a polémica provocada por estas declarações, Nerdeen Kiswani afirmou que as suas afirmações eram uma "sátira" e uma "brincadeira" relacionada com o problema dos dejectos dos cães nas ruas, e não uma proposta política séria, afirmando não se importar se as pessoas têm ou não cães, mas sim com o facto de os donos não limparem os dejectos que eles deixam nas ruas.
A polémica rapidamente adquiriu contornos nacionais, com acusações violentas contra o congressista republicano, acusado de racista e islamofóbico. Mas uma rápida busca na Internet descobre inúmeras situações em que muçulmanos rejeitam a existência de cães, considerados "impuros" como animais de estimação. 

Na cidade de Manchester foram distribuídos, em 2016, panfletos numa série de habitações, apelando à proibição de cães em espaços públicos. São inúmeros os artigos (e notícias de sanções) relacionadas com motoristas de táxi muçulmanos que recusam transportar cães-guia de cegos, no Reino Unido - acabando por ser punidos por isso. Mesmo entre as principais escolas de interpretação do Corão, as posições variam. De uma forma geral, considera-se que os muçulmanos não podem ter cães como animais de estimação, mas apenas admitem a sua utilização como cães de guarda. 

Devido a vários hadith (ditos do Profeta), os muçulmanos geralmente não têm cães como animais de estimação, mas sim como animais de trabalho. Por exemplo, o Profeta disse: 'Quem mantiver um cão para outro fim que não seja caça, pastoreio ou agricultura, perderá uma grande recompensa todos os dias.' (Bukhari)

De acordo com um artigo sobre o tema do Imam John Yahya Ederer, também existe alguma diferença de opinião sobre este assunto. 'A opinião Maliki é que o hadith [sobre cães de trabalho] não indica proibição, mas sim que é makrooh (detestável). Há também uma opinião rara de um punhado de Malikis de que todas as proibições sobre possuir um cão foram ab-rogadas e, portanto, ter um cão como animal de estimação é permitido.'

Embora uma pequena minoria de muçulmanos possa ter cães de estimação, em todas as terras de maioria muçulmana é muito incomum que as pessoas tenham cães dentro de suas casas. É muito mais provável que tenham gatos, coelhos, pássaros ou outros animais de estimação."

A polémica em torno desta questão surge agora com outro impacto devido à proeminência que o Islamismo adquiriu na cidade de Nova Iorque, depois da eleição do socialista e muçulmano Zohran Mamdani. A polémica sobre banir cães enquanto animais de estimação- mal-disfarçada como sendo uma sátira, pela autora, Nerdeen Kiswani - é um pormenor que se junta a outro, bastante mais importante. Com a eleição de Mamdani, as mesquitas em Nova Iorque deixaram de respeitar a legislação sobre ruído, começando a transmitir a sua primeira chamada diária para a oração (às cinco da manhã...) através de aparelhagens sonoras de grande potência. 

Estes dois aspectos caracterizam o que é a segunda fase de conquista do poder por parte dos muçulmanos, numa sociedade em que são uma minoria. Na primeira fase, a atitude é contemporizadora, com as comunidades muçulmanas a salientarem o seu respeito pelas leis e tradições dos países ocidentais para onde imigram. Nessa fase, adoptam o discurso da "taqiyya", um conceito islâmico que permite a um muçulmano ocultar a sua fé ou identidade religiosa, e em casos extremos dissimular a sua crença, obrigações e tradições, para se proteger de perseguição, perigo de vida ou danos graves. 

Mas uma das características desta primeira fase é a constituição de tribunais islâmicos, que funcionam de forma quase secreta, aplicando a Sharia, a lei islâmica, que contém princípios e determinações que violam a própria constituição de países ocidentais - sendo Portugal um caso concreto desse tipo de violações, como o próprio xeque Munir explicou, numa entrevista ao Público. Na segunda fase - a fase em que Nova Iorque está - a comunidade muçulmana, tendo como aliados os socialistas, comunistas e liberais, lidera uma conquista do poder municipal de grandes cidades - Londres, por exemplo, tem um presidente de câmara muçulmano, entre várias dezenas de outras cidades.

A razão para esta conquista política de grandes cidades tem a ver, essencialmente, com o facto de os muçulmanos votarem de forma uníssona nos seus candidatos, garantindo a vitória sobre uma multiplicidade de candidatos das forças políticas tradicionais. A mesma táctica é empregue na eleição de representantes no Congresso norte-americano. A concentração geográfica de comunidades muçulmanas permite, no sistema eleitoral norte-americano, que sejam eleitos muçulmanos, em círculos eleitorais onde não são a maioria. 

No estado de Minnesota, Ilhan Omar, natural da Somália é a representante do 5º Distrito Congressional daquele estado, servindo no Congresso desde 2019 - uma eleição possibilitada pelo facto de a maior população somali-americana dos Estados Unidos se concentrar num distrito que inclui Minneapolis e os subúrbios circunvizinhos. Outro exemplo deste domínio demográfico que se traduz em ganhos eleitorais é a cidade de Dearborn, no Michigan, com mais de 55% da sua população muçulmana, sendo a primeira cidade de maioria árabe nos EUA e, naturalmente, tendo um presidente de câmara muçulmano, Abdullah Hammoud.

A polémica lançada pela ativista palestina Nerdeen Kiswani, sobre a necessidade de se banirem cães como animais de estimação, em Nova Iorque - agora que o Islão chegou àquela cidade - não foi uma sátira nem uma brincadeira. Basta ver o vídeo que foi publicado na rede social X (cujo link está no topo deste texto). É apenas mais um sinal de que o islamismo é, na sua essência, uma estratégia política de conquista do poder, a fim de implantar uma teocracia baseada no Corão e na Sharia. É assim que funcionam os 57 países que se auto-denominam como sendo países muçulmanos. 

Um último pormenor que é revelador dessa estratégia: quando um não-muçulmano adopta esta religião, o termo utilizado pelos muçulmanos não é "conversão". Diz-se que o referido não-muçulmano se "reverteu" para a única e verdadeira religião que existe - isto porque um dos pontos fundamentais do islamismo é a concepção de que todos os seres humanos nascem muçulmanos, sendo "desviados" da verdadeira fé pela educação que recebem. 

Acredita-se no Islão que todo o ser humano nasce num estado de pureza e submissão a Deus, conhecido como fitrah. Quando alguém adota o Islão na idade adulta, os muçulmanos preferem dizer que essa pessoa está "revertendo" à sua natureza original e fé primordial, em vez de se converter a uma nova religião. Há inúmeros exemplos da obrigação a que estão sujeitos os cidadãos de determinados países, sendo as Maldivas um dos mais absurdos: As Maldivas são uma nação 100% muçulmana sunita, onde o Islão é a religião oficial e a sua prática é obrigatória para os cidadãos, sujeitos a pena de morte caso abandonem a religião. Qualquer outra religião é proibida. 

Outra característica de salientar, para terminar, é o facto de o islamismo ser a única religião em todo o mundo em que o seu abandono é punível com a pena de morte, de acordo com a Sharia, a lei islâmica. A apostasia — deixar o Islão — é considerada um crime ("hudud") contra Alá, punível com a pena de morte e historicamente apoiada pelas principais escolas sunitas e xiitas de interpretação do Corão e da Sharia. 

No Brunei, por exemplo, em 2014, foi introduzida a Sharia (lei islâmica) como principal fonte de legislação, tornando aquele país o primeiro na Ásia a governar com este sistema, incluindo punições como a lapidação para casos de adultério e homossexualidade. 

A verdade é que as afirmações da activista palestiniana Nerdeen Kiswani sobre o facto de os cães poderem "ter um lugar na sociedade, só não como animais de estimação dentro de casa (...) porque são impuros", marca o início da segunda fase da conquista islâmica de Nova Iorque. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

The "balcony girls" in Sweden

  Balkongflickor" (translated from Swedish as "balcony girls" ) is a term used in Sweden to describe girls and young women w...