segunda-feira, 29 de setembro de 2025

História dos Ciganos Entra nas Aprendizagens Essenciais Escolares

 


A notícia é do Público de hoje, dia 29 de Setembro e enche duas páginas com a novidade: "O tempo ainda é de teste, mas já sabe a vitória para quem há muito sonha com a inclusão da história dos portugueses ciganos nos manuais escolares". O artigo lembra os "séculos e séculos de leis repressivas" que afectaram os ciganos. Em 2018, a Comissão Europeia contra o Racismo e a Intolerância "aconselhou Portugal (…) a reconhecer o contributo de afrodescendentes e ciganos na sua História." O Público destaca ainda que, a nível escolar "(…) há um contexto de grande hostilidade em relação a este grupo de portugueses." Em relação à História de Portugal, há um par de referências ao Holocausto cigano "que não faz parte da História de Portugal, mas da História Internacional. No conjunto de iniciativas previstas "também haverá uma formação de escrita criativa para jovens e jovens ciganos".

No final do ano lectivo, "haverá umas jornadas de balanço do trabalho desenvolvido. O plano é publicar um livro sobre história e literatura oral cigana, criar um Museu Virtual, construído com comunidades ciganas, fazer uma grande festa de lançamento", entre outras iniciativas. O ênfase dado a uma comunidade que representa apenas 0,5 % da população portuguesa parece-me algo exagerado. Mais ainda quando esses 0,5 % (cerca de 50 mil, de acordo com o Conselho da Europa, representam 5 % da população prisional - ou seja, dez vezes superior às taxas normais de prisão. Um cigano tem dez vezes mais probabilidade de ser preso do que outros cidadãos portugueses.

Que valores se pretende trazer para estudo dos jovens, com esta inserção do tema da comunidade cigana nos currículos escolares? A rejeição da escolaridade, sobretudo para as raparigas? O casamento combinado, com jovens de 13, 14 anos? Os episódios de violência, que são frequentes, por exemplo, em hospitais, onde famílias inteiras agridem, com relativa frequência, os profissionais de saúde, por não serem imediatamente atendidos? A violência gratuita que se revela até no seio das próprias famílias? Ainda há algumas semanas dois jornais diários noticiavam um caso de homicídio num "acampamento" (maneira de fugir à designação "cigano"). Tratou-se de um conflito entre familiares que terminou com um tiro de caçadeira e um jovem morto.

Um dos jornais afirmava que se tinha tratado de um conflito em torno do casamento de uma jovem de 14 anos, o outro periódico afirmava que tinha sido uma quezília por causa da venda de um cavalo. A criminalidade e o uso de armas de fogo são notícia frequente nos jornais, embora se utilizem subtis formas de identificar os intervenientes como ciganos, sem utilizar essa palavra - o politicamente correcto aplicado pelos jornalistas.

De acordo com CEMME – Centro de Estudos de Migrações e Minorias Étnicas - num trabalho elaborado em Janeiro de 2007 - "QUE FUTURO TEM PORTUGAL PARA OS PORTUGUESES CIGANOS?" - de José Gabriel Pereira Bastos, no final de Maio de 1998, encontravam-se detidos em prisões portuguesas, entre preventivos (34,7%) e condenados, 787 pessoas de etnia cigana, mais de dez vezes a taxa de população nacional (não cigana) encarcerada que, em 1997, era de 145 reclusos por 100 mil habitantes, e a proporção de mulheres ciganas presas (11, 6 % de todas as presas) mais do que duplicava a média nacional de encarceramento de ciganos, os quais constituíam 5,5 % de todos os presos à data (J. J. Moreira: 1998: 8).

A criminalidade violenta praticada pelos ciganos, muitas vezes no interior da própria comunidade e até da família, é sempre tema político. Tornou-se um tabú de Esquerda, que não referencia casos de criminalidade violenta envolvendo ciganos. A Direita, por seu lado, destaca esses episódios. Recentemente, uma pessoa morreu e duas ficaram feridas num tiroteio nas imediações do centro comercial Palácio do Gelo, em Viseu. Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra o momento em que os tiros são disparados, vê-se uma vítima ser atingida e o pânico vivido de seguida. André Ventura não tardou a reagir e a culpar os ciganos - “os mesmos de sempre", nas palavras do líder do Chega. Na SIC Notícias, Rui Tavares e Sebastião Bugalho comentaram o episódio.

Para o porta-voz do Livre, este é “um crime chocante e perigoso”, mas que não deve ser usado pelo Chega para “tomar a parte pelo todo”. A SIC Notícias trata o assunto com "paninhos quentes": "Em causa terá estado um desentendimento entre famílias e o atirador será um indivíduo de etnia cigana", disse à SIC o presidente da Câmara Municipal de Viseu." Sebastião Bugalho, eurodeputado português do PSD, também comentou o assunto, com cautela," dizendo que acreditava que “ainda é cedo para tirar conclusões" e “ainda mais cedo é para fazer política com base no que aconteceu”.

Um exemplo de "jornalismo soft" e da violência tradicional da comunidade cigana aconteceu na noite de sábado, a 21 de Junho de 1999. "Muitos lisboetas desceram à Praça do Comércio para participar no casamento cigano que ali se realizou. Mais de um milhar de ciganos faziam as honras da 'casa' e a música, a dança, a comida e a bebida não faltaram", com a colaboração do então presidente da Câmara de Lisboa, João Soares. "No entanto, há tradições que nunca se quebram e que ontem se cumpriram a rigor, ditando que a boda acabasse prematuramente: à estalada!" - escreveu o jornalista do Público, num tom quase elogioso.

A reportagem é um exemplo típico de uma tentativa de "adoçar" um episódio que ia acabando a tiro. "O caldo acabou por ser entornado pouco mais de uma hora depois. Uma família cigana, não convidada para o evento, apareceu na praça para pedir satisfações e limpar a honra de tal desfeita. E nestas coisas, como também deve mandar a tradição, a honra foi mesmo lavada, sem navalhadas ou tiros de pistola, mas com muita estalada à mistura." escreveu o Público

"A polícia foi chamada a intervir, mas nada teve de fazer. A comunidade cigana já resolvera a questão entre si, com muitos murros e sopapos à mistura e dava a festa por encerrada, ordenando a retirada. Os curiosos que tinham acorrido para ver a festa, esses já haviam retirado em debandada, sem mal maior, pois bastaram as ladaínhas de pragas cantadas pelas ciganas durante a refrega para os pôr em fuga apressada. E, mesmo antes da meia noite, a Praça de Comércio já era um lugar vazio, com cacos de garrafas espalhados aos quilos pelo terreiro e algumas cadeiras partidas, para lembrar que não se convida um cigano e se fica impune."

Espero que episódios como este façam parte do material didáctico a incluir na História dos Ciganos, que este ano vai ser integrada nas chamadas Aprendizagens Essenciais Escolares. Os professores envolvidos neste projecto planeiam, no final do ano lectivo, "umas jornadas de balanço do trabalho desenvolvido. O plano é publicar um livro sobre história e literatura oral cigana, criar um Museu Virtual, construído com comunidades ciganas, fazer uma grande festa de lançamento". Desejo-lhes mais sorte, nessa festa, do que aquela que tiveram as famílias convidadas para o jantar-casamento promovido pelo presidente da Câmara de Lisboa, João Soares, em 1999.

 

 

Ventura coloca limitação de acesso a apoios sociais como condição para aprovar lei de estrangeiros

 

O presidente do Chega colocou hoje como condição para um acordo em torno da lei de estrangeiros que a nova legislação estipule que os imigrantes tenham de ter cinco anos de descontos para poderem receber apoios sociais.

"Apelo ao primeiro-ministro para este ponto absolutamente sensível. Concorda ou não que os imigrantes que chegam a Portugal têm que ter pelo menos cinco anos de descontos até poderem ir buscar subsídios à Segurança Social", questionou.

E deixou um aviso: "Se não concordar, não temos acordo. Porque para nós este é um ponto decisivo".

André Ventura falava aos jornalistas em Alenquer, no distrito de Lisboa, à chegada a uma ação da pré-campanha para as eleições autárquicas de 12 de outubro.

"Nós estamos, infelizmente, à beira de não ter uma lei de estrangeiros", sustentou, comentando de seguida: "se é uma lei de estrangeiros que não impõe limites aos estrangeiros entrarem em Portugal, se podem entrar quase de qualquer maneira" e se "também não têm que mostrar os meios que têm, nem os meios económicos que dispõem para não beneficiar da Segurança Social", poderá dar-se "o pior efeito chamada que é possível numa lei de imigração".

"Nós não podemos ter imigrantes em Portugal que tenham que beneficiar da segurança social. Uma coisa é no futuro virem a precisar de Segurança Social, como qualquer cidadão, outra coisa é quando chegam cá já virem na cabeça com a ideia de beneficiar da Segurança Social", argumentou.

 O líder do Chega indicou que existiram "negociações e conversações entre o Chega e o PSD ao longo do fim de semana", mas ainda "não há consenso ainda sobre a lei de estrangeiros", porque os sociais-democratas "parecem recusar" uma proposta do seu partido para limitar a atribuição de apoios aos imigrantes que tenham pelo menos cinco anos de contribuições.

André Ventura disse que o Chega já recuou "em muita coisa" e apelou ao PSD e ao Governo que façam o mesmo nesta questão para ser possível um acordo até ao final do dia, uma vez que as alterações a este diploma serão reapreciadas pelo parlamento na terça-feira de manhã.

"Esta para nós é uma questão fundamental, é uma questão decisiva. E se o Tribunal Constitucional obrigou a refazer a lei em certas matérias, [...] há coisas que nós não podemos prescindir, e esta é uma delas", afirmou, dizendo não compreender "a birra, a hesitação do PSD em matérias que são estruturantes".

O líder do Chega recusou o argumento de que a sua proposta possa ser considerada inconstitucional.

"Só é inconstitucional se quisermos que a Constituição seja um bloqueio a tudo. A Constituição também nos obriga a que quem cá chega venha utilizar a nossa saúde sem pagar e que podem vir do mundo inteiro. Isto não é assim. O que é que interessa sinceramente a Constituição se vierem todas as pessoas do Bangladesh, da Índia, do Paquistão e da China a tratar-se a Portugal?", defendeu, considerando que "o Tribunal Constitucional não quer criar o caos no país".

No que toca ao reagrupamento familiar, o presidente do Chega indicou que a proposta do partido é que só possa ocorrer 18 meses depois do casamento.

A lei que regula a entrada de estrangeiros em Portugal vai ser reapreciada pelo parlamento na terça-feira, depois do chumbo do Tribunal Constitucional e o consequente veto do Presidente da República.

Na sexta-feira, o Chega indicou que constituiu, em conjunto com o PSD, um grupo com elementos dos dois partidos para negociar alterações à lei de estrangeiros, para esta legislação "estar pronta para aprovação". Mais tarde, André Ventura disse ter sido o primeiro-ministro, Luís Montenegro, a dar o primeiro passo para os dois partidos chegarem a um consenso nesta matéria.

No mesmo dia, o primeiro-ministro e líder do PSD confirmou um diálogo entre que o PSD e Chega sobre as alterações à lei de estrangeiros, mas vincou que a porta da negociação estava aberta a todas as forças políticas.

Greta goza a caminho de Gaza

 


Portugal e Espanha afetados por desinformação sobre frota da flotilha

 


Portugal e Espanha foram visados por desinformação 'online' sobre a dimensão da frota da flotilha Global Sumud, no mês de setembro, revelou o mapa de verificação de factos do Observatório Europeu dos Media Digitais (EDMO).

O observatório destacou no plano ibérico (liderado pelo Iberifier), um vídeo que mostra uma grande frota de navios falsamente associados à flotilha humanitária com destino a Gaza, na qual está a deputada do Bloco de Esquerda (BE), Mariana Mortágua, a atriz Sofia Aparício e o ativista Miguel Duarte.
 
"Um vídeo viral que mostra uma grande frota de navios foi falsamente associado, nas redes sociais, à Flotilha Global Sumud, que se dirige para Gaza para quebrar o bloqueio israelita", lê-se na informação divulgada.

A publicação foi partilhada em rede sociais como o X, Instagram, YouTube e TikTok, sendo sempre associada à Flotilha Global Sumud.

De acordo com o EDMO, o vídeo em questão mostra, na verdade, embarcações pesqueiras chinesas a partir de um porto local, depois do fim da proibição sazonal de navegação dos mares Amarelo e Bohai, na costa nordeste da China.

Neste sentido, as imagens difundidas referem-se ao fim da moratória da pesca em Huangjinhai, uma zona costeira da China, como descreveram no início do mês media chineses.

Além disso, o EDMO salienta que "a estrutura, as cores e as bandeiras chinesas dos barcos diferem das embarcações brancas e variadas da flotilha".

Também no mês de setembro, deputados do Chega e da Iniciativa Liberal denunciaram que os ativistas da Flotilha Global Sumud pararam em Ibiza ou noutras ilhas Baleares para participar em festas noturnas, disseminado outra narrativa desinformativa.

Em 10 de setembro, a Lusa Verifica constatou que era falso que os ativistas da flotilha tivessem aproveitado uma escala técnica nas ilhas Baleares para irem a festas noturnas em Ibiza ou em qualquer outra ilha, sendo que os vídeos partilhados são de uma iniciativa realizada ainda em Barcelona, antes da partida da frota.

A Flotilha Global Sumud está a navegar na sua etapa final em direção à Faixa de Gaza para desafiar o bloqueio israelita, com um total de 43 embarcações, e planeia entrar numa "zona de alto risco" no Mediterrâneo Oriental nos próximos dois dias.

Nos restantes países europeus, como França, o observatório destacou uma rede de desinformação 'online' que promove vídeos manipulados com idosos para gerar empatia entre os utilizadores e vender produtos. 

Em Itália, as falsas notícias centraram-se na crise na Palestina, nomeadamente na "negação do sofrimento dos civis palestinianos".  

Os muçulmanos estão proibidos de ter amigos judeus ou cristãos...

 



"(...) Allah forbids His believing servants from having Jews and Christians as friends, because they are the enemies of Islam and its people, may Allah curse them. Allah then states that they are friends of each other and He gives a warning threat to those who do this (…) O you who believe! Take not the Jews and the Christians as friends… (…) (And you see those in whose hearts there is a disease...) A disease of doubt, hesitation and hypocrisy." (…) - A tafsir for the group of verses 5:51 to 5:53 (*)

"(...) "And kill them wherever you overtake them and expel them from wherever they have expelled you, for persecution is worse than slaughter. But do not fight them at al-Masjid al-Haram until they fight you there. But if they fight you, then kill them. Such is the recompense of the disbelievers." Surah Al-Baqara 191

"(...) Allah's Messenger (ﷺ) said, "The Hour will not be established until you fight with the Jews, and the stone behind which a Jew will be hiding will say. "O Muslim! There is a Jew hiding behind me, so kill him.(...)" Vol. 4, Book 52, Hadith 177

(*) afsir (تفسير) in Islam is the term for the exegesis or interpretation of the Quran, the religion's holy book. It is a complex academic process used to unveil the meanings, wisdom, and intended messages of the words of Allah, utilizing various Islamic sciences such as linguistics, theology, and history. The term comes from the Arabic root "fassara," which means to explain or clarify.




A new version of the fable the Scorpion and the Frog (or how Europe is sinking...)

 


A Scorpion, who could not swim, came to the bank of a river and asked a Frog to carry him across. "I can't do that," said the Frog. "If I let you on my back, you might sting me."

"Don't be ridiculous," replied the Scorpion. "If I were to sting you, you would sink, and I would drown. What possible good would that do me?" 

The Frog thought about this for a moment. The Scorpion's logic seemed sound. "Very well," the Frog said, "hop on."

The Scorpion climbed onto the Frog's back, and the Frog began to paddle across the river. They reached the middle, where the water was deep, and suddenly, the Frog felt a searing pain. The Scorpion had stung him!

The Frog's body began to go numb and sink. With his dying breath, he cried out, "Why? Why would you do that? Now you will drown too!"

The Scorpion watched the water rise around them, a look of despair in his eyes, and replied, "I couldn't help it. It is my nature."
 

Greta Thunberg abandona direção da flotilha humanitária para Gaza

 


Na origem da decisão de Greta estarão "desentendimentos internos". A ativista vai continuar a viagem, mas apenas como organizadora e participante da missão. A ativista sueca Greta Thunberg deixou a liderança da flotilha humanitária Global Sumud que viaja para Gaza. 

Greta vai continuar a viagem, mas noutro barco e apenas como organizadora e participante da missão. Na origem da decisão de Greta estarão "desentendimentos internos", relata o La Republica. A ativista está entre os que consideram que a comunicação da missão está demasiado virada para dentro.

Num comunicado citado pelo La Republica, Greta sublinha: "Todos temos um papel a desempenhar para garantir que estes movimentos se mantêm focados no seu propósito: Gaza e Palestina”. A ativista deixou assim o barco "Família" onde seguem os portugueses Mariana Mortágua, Sofia Aparício e Miguel Duarte. "Poderíamos ter sido mortos": ativista Miguel Duarte estava no barco que foi atacado

Flotilha reuniu na Sicília 42 navios de Espanha, Itália e Magrebe. A flotilha que pretende entregar ajuda na Faixa de Gaza reuniu na ilha italiana da Sicília 42 navios, vindos de Espanha, Itália e Magrebe, que deverão prosseguir viagem esta sexta-feira.

 À frota que partiu da Tunísia no passado domingo, composta por embarcações de países do Magrebe e outras provenientes de Espanha, juntaram-se 17 navios italianos no porto siciliano de Portopalo, segundo confirmou um porta-voz à EFE. A coligação "Flotilha Global Sumud" pretende unir navios em todo o Mediterrâneo para entregar alimentos e ajuda humanitária à Faixa de Gaza, quebrando o bloqueio israelita.

Com Lusa

Arab TV anchor: Burn the homessxuals

 

 

Uma boa lição, para a auto-confessada lésbica, Mariana Mortágua