A criminalidade e o uso de armas de fogo, por parte dos ciganos, são notícia frequente nos jornais, embora se utilizem subtis formas de os identificar, sem usar a palavra "cigano". Referindo, por exemplo, que "uma família" entrou nas urgências de um hospital, não foi logo atendida e, por isso, bateu em três enfermeiros e partiu uma série de equipamento. Ou, como foi o caso de uma notícia recente, utilizou-se a expressão "residentes num acampamento". É o politicamente correcto aplicado pelos jornalistas, para disfarçarem a criminalidade cigana.
Mas os números existem e são muito claros: Os ciganos são 0,5 % da população portuguesa (dados da "Pastoral dos Ciganos", organização da Igreja Católica) mas são 5 % da população prisional - ou seja, dez vezes mais que a percentagem de reclusos não ciganos...
De acordo com o CEMME – Centro de Estudos de Migrações e Minorias Étnicas - num trabalho elaborado em Janeiro de 2007 - "QUE FUTURO TEM PORTUGAL PARA OS PORTUGUESES CIGANOS?" - de José Gabriel Pereira Bastos, no final de Maio de 1998, encontravam-se detidos em prisões portuguesas, entre preventivos (34,7%) e condenados, 787 pessoas de etnia cigana, mais de dez vezes a taxa de população nacional (não cigana) encarcerada que, em 1997, era de 145 reclusos por 100 mil habitantes, e a proporção de mulheres ciganas presas (11, 6 % de todas as presas) mais do que duplicava a média nacional de encarceramento de ciganos, os quais constituíam 5,5 % de todos os presos à data (J. J. Moreira: 1998: 8).
Há alguns dias, um homem foi espancado por 13 ciganos, em Valongo, por uma discussão fútil entre mulheres, num supermercado. O agredido ficou internado no hospital, em estado grave, durante três dias. O juiz, numa demonstração de cobardia, decidiu hoje que onze dos membros da "família" cigana ficariam sujeitos a apresentações periódicas na esquadra da GNR, enquanto dois saíram com termo de identidade e residência.
No entanto, até se pode encontrar na Internet uma cigana, por exemplo, a cantar a canção do RSI - gozando com todos nós, que trabalharam ou trabalham, descontando os seus impostos:

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