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sábado, 20 de junho de 2026

O lento (mas seguro) caminhar da Sharia e da Irmandade Muçulmana em Portugal e na Europa



segunda-feira, 23 de junho de 2025

O tribunal islâmico da Mesquita de Lisboa

sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

Divórcio muçulmano, feito ao abrigo da Sharia, reconhecido por tribunal português 

sábado, 15 de junho de 2024

Tribunal só para casos de imigração pode ser inconstitucional 

quinta-feira, 28 de agosto de 2025

"Muitas reticências” do sheik Munir sobre símbolos religiosos proibidos pela UE 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

Xeque Munir contra "valores portugueses" de Pedro Nuno Santos 

domingo, 24 de agosto de 2025

Austrian court allows use of Islamic Sharia law in private contracts 

sábado, 3 de fevereiro de 2024

Os muçulmanos "estão a criar nações dentro de nações" 

domingo, 8 de junho de 2025

quarta-feira, 4 de junho de 2025

A ingenuidade do ministro Leitão Amaro em relação aos imigrantes islâmicos

terça-feira, 5 de março de 2024

Ex-líder da Irmandade Muçulmana condenado à morte por enforcamento 

terça-feira, 28 de janeiro de 2025

Os valores do Xeque Munir e da Ana Catarina Mendes 

quinta-feira, 28 de agosto de 2025

"Muitas reticências” do sheik Munir sobre símbolos religiosos proibidos pela UE

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

Três razões para combater o islamismo

 


1 - A substituição demográfica

No Reino Unido, a população muçulmana, entre 2001 e 2021 duplicou. Na Suécia, a população muçulmana era 3,5% da população total, no ano 2000. Em 2017, já representava 8,1% da população. 

Em França, no ano 2000, os muçulmanos eram 6% da população. Em 2020, atingiam já 10%. Em todos os países europeus (salvo raras excepções como a Hungria, onde os muçulmanos são apenas 0,08 %) o ritmo de crescimento da população islâmica não mostra sinais de abrandar. Para além de uma política de emigração suicida, de portas abertas a refugiados económicos e pedintes de asilo de países islâmicos, a população europeia autóctone tem uma taxa da natalidade muito mais baixa do que os muçulmanos. 

Na Finlândia, por exemplo, a taxa de natalidade para não muçulmanos é de 1,7 filhos por mulher. Na comunidade muçulmana, esta taxa é quase o dobro: 3,1. Por toda a Europa os dados são idênticos: as mulheres muçulmanas têm, em média, 2,6 filhos enquanto as mulheres europeias têm apenas 1,6 crianças. Em 1990, o número de muçulmanos na Europa rondava os 30 milhões. Em 2023, esse número já ultrapassava os 50 milhões, o que fazia do islamismo a segunda maior religião na Europa.

Se os países europeus não adoptarem medidas concretas que reduzam substancialmente a imigração muçulmana, num modelo semelhante ao da Hungria (onde os muçulmanos são 0,08 da população) será apenas uma questão de tempo até que eles tenham uma actividade política, conquistem lugares nos Parlamentos e tenham um peso político suficiente para influenciar decisões governamentais e alterar o sentido geral de voto em matérias decisivas, com o apoio da Esquerda

 2 - A recusa da integração, a ocupação do espaço e a construção de guetos

 

Um dos melhores exemplos de não-integração, na sociedade que os acolhe, é a forma como comunidades de muçulmanos do Norte de África (Marrocos e Argélia, sobretudo) e do Médio Oriente, em França, rejeitam a integração, isolando-se da comunidade francesa através da construção de guetos onde a polícia só entra com efectivos especiais e em grande número. Em contraponto a estas situações de não integração, os cerca de um milhão de portugueses emigrados em França, que já estão na terceira geração, não revelam nenhum problema de integração nem construíram guetosNo Reino Unido, que tem uma das maiores percentagens de residentes muçulmanos, há cidades onde mais parece estar-se num país do Médio Oriente, com as mulheres todas de burqa. No entanto, começa a desenhar-se uma reacção, por parte dos países europeus, com vários deles a proibirem o uso da burqa, em diversos locais. Por exemplo, a Bélgica proibiu totalmente o uso de véus que cobrem o rosto, desde 2011

A grande diferença de valores entre as sociedades ocidentais e as comunidades de imigrantes muçulmanos são mais nítidas na forma como as mulheres são tratadas. Na Suécia, os requerentes de asilo, em matéria de crimes como violações, são 5 vezes mais do que os criminosos suecos. Desde 2009, a Noruega aplica lições obrigatórias para requerentes de asilo sobre a forma de lidar com o sexo feminino - explicando, nomeadamente, formas de relacionamento com mulheres, o que é consenso em matéria de relações sexuais e igualdade de direitos. Na Finlândia foram instituídas classes idênticas, para explicar aos migrantes muçulmanos que devem respeitar as mulheres (andarem sozinhas em público, por exemplo, não significa que sejam prostitutas) e que normas culturais normais no Ocidente, como ir a uma discoteca e dançar não significa acordo em matéria de relações sexuais.  

Em todos os países europeus os imigrantes muçulmanos constroem guetos, numa ocupação total de zonas das cidades onde se situam mesquitas. Esse primeiro passo - a ocupação do terreno - transfere para os países ocidentais um modo de vida igual ao que tinham nos países de origem. Um exemplo disso é a  Mornington Street, em St Matthew’s, Leicester - a rua do Reino Unido onde os falantes de inglês são a mais reduzida minoria de todo o país. Um fenómeno idêntico, em Portugal, acontece na Rua do Bemformoso onde, há cerca de dez anos, a maioria das dezenas de estabelecimentos comerciais e restaurantes eram propriedade de portugueses. Hoje em dia, há apenas um pequeno café cuja dona é uma idosa portuguesa e todos os restaurantes e edifícios habitacionais são ocupados por imigrantes indostânicos. Os turistas já são alertados para cuidados especiais que devem ter, sempre que se deslocam àquela zona, dada a frequência com que ocorrem roubos de telemóveis e carteiras. 

O que era uma zona normal da cidade de Lisboa, habitada por portugueses, passou a ser um gueto de imigrantes indostânicos do Bangladesh, Pakistão e Índia. Depois desta ocupação do terreno, começaram a surgir as primeiras exigências: a construção de uma mesquita na zona do Martim Moniz. A exigência foi aceite pela Câmara de Lisboa, que prometeu construir a mesquita, dando início à expropriação de dois edifícios propriedade de um cidadão português. Uma das formas que os muçulmanos em Portugal utilizam, para uma demonstração de força, é a ocupação total do Largo do Martim Moniz, na oração que marca o final do Ramadão, o seu mês sagrado. Essa presença não resulta de uma falta de espaço para as suas orações, uma vez que terá de se questionar onde é que esses milhares de muçulmanos fazem as suas habituais rezas, diariamente. Fazem-no ali apenas devido à origem do nome da Praça - Martim Moniz, que foi, alegadamente, um herói da tomada do castelo de S.Jorge aos mouros.

3 - A substituição das leis e Constituição portuguesas

 


Na maioria dos casos, os guetos islâmicos em Portugal são construídos em torno de mesquitas ou lugares de culto. O passo seguinte à ocupação de bairros inteiros e consequente "expulsão" dos residentes portugueses consiste na negação das leis portuguesas, enraizadas na nossa Constituição, substituídas pela Sharia. Nas cerca de 50 mesquitas e lugares de culto muçulmano que há, actualmente, em Portugal, haverá outros tantos tribunais que aplicam a Sharia, a lei islâmica. A submissão a esses tribunais é, alegadamente, voluntária, disse o xeque David Munir, numa reportagem do jornal Público, em 2008, onde explicava o funcionamento do tribunal islâmico instalado na Mesquita de Lisboa. Mas a não submissão ou recusa em acatar a aplicação da Sharia e as decisões dos tribunais islâmicos implica uma ostracização total por parte da família e da própria comunidade islâmica.

O xeque David Munir, na referida reportagem, dá uma explicação aos jornalistas do Público sobre a forma como a Sharia é aplicada à revelia das leis e da Constituição portuguesas. Referindo o caso de uma mulher que levou a tribunal uma questão de partilhas, o xeque Munir adiantou que ela só teria direito a um terço da herança paterna, enquanto que o irmão teria direito a dois terços: "É também com a 'necessidade de o homem sustentar a família' que David Munir justifica a norma da Sharia de que o homem 'tem direito ao dobro da herança' se um parente morrer, 'porque ele é obrigado a ajudar, e a mulher não" - uma decisão legal que viola o Código Civil Português, onde esta matéria é regulamentada de forma explícita: as heranças são sempre divididas equitativamente entre os herdeiros legais. Felizmente, começa a haver um despertar europeu: o Tribunal Europeu de Justiça, em Março de 2017, considerou legal que as empresas proíbam os seus empregados de usarem símbolos religiosos, políticos ou filosóficos visíveis

Mas esta substituição das leis nacionais pela Sharia é o passo final para o controle das zonas fisicamente ocupadas pelos muçulmanos, nos países ocidentais. Embora mantenham uma atitude aparentemente respeitadora do sistema legal em que estão inseridos, os muçulmanos limitam-se a assumir um comportamento de aparente submissão às leis e modo de vida nacionais, tendo um sistema paralelo de sociedade, onde os tribunais islâmicos são o melhor exemplo. 

Um dos grandes riscos que as sociedades ocidentais enfrentam é a proliferação de cidadãos, a quase totalidade de forças políticas de Esquerda, que assumem uma postura de submissão perante os imigrantes muçulmanos. Este comportamento, assemelha-se ao "dihimi", uma prática ancestral que permitia que os não-muçulmanos vivessem em comunidades islâmicas, com direitos mais reduzidos e através do pagamento de uma taxa - a "jizya". Hoje em dia, este tipo de atitude caracteriza-se por uma submissão às exigências das comunidades muçulmanas. Exemplo disso são os pedidos para construção de mais mesquitas - nomeadamente no Porto e em Lisboa - e, inclusivé a construção de cemitérios apenas para muçulmanos. 

Um exemplo de uma atitude "dihimi" foi a iniciativa de algumas figuras políticas de se deslocarem à zona do Martim Moniz, depois da realização de uma rusga policial perfeitamente normal, para levar cravos vermelhos aos imigrantes que ali se amontoam diariamente. 

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Pregadores islâmicos portugueses percorrem as ruas de Braga e Guimarães, distribuindo panfletos e tentando "angariar" crentes

 

 

Coincidência ou não, as duas intervenções recentes de dois imãns, depois da Festa do Sacrifício, a 27 de Maio, apelaram à reconquista do Al-Andaluz, um território islâmico que é hoje Espanha e Portugal. Mais curioso ainda é a ausência do xeque Munir destas celebrações. A Festa do Sacrifício, conhecida em árabe como Eid al-Adha (ou Eid al-Kebir), é a celebração mais importante do calendário islâmico e  comemora a profunda devoção e obediência do profeta Abraão a Deus. Segundo o Alcorão, Deus pediu a Ibrahim que sacrificasse o seu filho, Ismael, como prova de submissão. No momento do ato, ao ver a total obediência do profeta, Deus interveio e substituiu o jovem por um carneiro. 

Nas últimas semanas surgiram vários jovens, de aspecto magrebino e falando um português perfeito, a distribuírem panfletos, pelas caixas do correio e abordando transeuntes, para os sensibilizar para a "única religião monoteísta" - proselitismo que constitui um fenómeno visível e original, pela primeira vez, em Portugal, nas cidades de Braga e Guimarães. 

Há cerca de um mês, na Festa do Sacrifício, dois imãns proferiram um discurso de encerramento com apelos à reconquista do Al-Andaluz. Os dois imãns (*) fazem parte da Comunidade Islâmica do Bangladesh, que organizou as celebrações no Martim Moniz e na Alameda Afonso Henriques. 

Sinal de uma maior actividade e proselitismo da comunidade muçulmana é, por exemplo, este comentário de um muçulmano, diante da estátua de Afonso III, em Faro. A dado passo, o muçulmano diz que a estátua está ali "pelas razões erradas", uma vez que foi o rei que conquistou o Algarve.

 


 Um clérigo paquistanês, o Mufti Abdul Wahab, de visita a Lisboa, é filmado, num vídeo onde diz que "os muçulmanos governarão estas portas e paredes (de Lisboa) e se Deus quiser esse dia certamente chegará"

 


 (*) Dois pregadores islâmicos, em Lisboa, com mensagens extremistas e fundamentalistas nas festividades do Eid al-Adha


Transcrição integral das declarações do pregador no Martim Moniz 

 Pela misericórdia de Allah Ta'ala nos abençoou, em um país não muçulmano, de forma muito bonita, sob o céu aberto realizámos a congregação do Eid, sem nenhum tipo de obstáculo. Eles (????) nos apoiaram de todas as formas e em todos os lugares. Isso é uma grande inspiração para a nossa religião. Neste país há muitas oportunidades para o serviço do islamismo. Se trabalharmos com sinceridade para a religião, então certamente a religião (islâmica) será estabelecida novamente nesta terra, se Deus quiser. Que Allah Todo-Poderoso nos aceite a todos como propagadores da religião." 

Transcrição integral do discurso proferido na Alameda Afonso Henriques 

Allah, por favor concede vitória aos muçulmanos, ó Allah, concede vitória aos muçulmanos na Palestina e em Gaza e derruba o politeísmo e os politeístas e a rebelião contra a religião em nossas terras e em todas as outras terras dos muçulmanos, uma nação unida e esplêndida até ao Dia do Juízo.

Ó Deus, dá-nos segurança em nossos lares e orienta os nossos governantes e fazei, ó Deus, com que nossos governantes estejam entre os que Te temem e amam o teu Mensageiro e que sigam os Teus aliados, por Tua misericórdia, ó Mais Misericordioso dos misericordiosos. 

Ó Deus, concede-nos a vitória sobre a religião e protege os tesouros dos muçulmanos e faze-nos daqueles que se apegam à religião de Muhammad, que a paz e as bençãos de Deus esteja com ele, e siga a sua sunnah, e obedeça à sua sharia e conceda-nos a sua intercessão.

Ó Deus, perdoa-nos e aos crentes e às crentes, e aos muçulmanos e às muçulmanas, os vivos entre eles e os mortos. Ó Deus, não desampares os familiares nos túmulos, em seus túmulos, e perdoa-lhes e pacifica os seus assuntos e salda as suas dívidas e cura os doentes e dá-lhes saúde, segurança, sucesso e orientação. E para todos os muçulmanos em tua terra e em teu mar, a nação de Muhammad, que Deus o abençoe.

 Transcrição integral dos comentários do Mufti Abdul Wahab 

Wassalam-o-AlaikumWarahmatullahi Wabarakatuh. Como vocês estão? Estou em Lisboa e vou mostrar-vos um local muito histórico. Vou mostrar a vocês um lugar muito histórico. Em 48 A.C., Lisboa era uma cidade romana. Em 711 os muçulmanos tomaram a cidade. Em 1492, Granada caiu. Em 1147, Lisboa foi tomada pelos muçulmanos. Em 1492, Granada foi tomada pelos muçulmanos. Nesta cidade, todos os monumentos e monumentos islâmicos foram destruídos. Há muitas mesquitas aqui, os muçulmanos aqui são chamados de mouros. As pessoas nem sabem que o governo muçulmano está aqui há mais de 500 anos. Lisboa também foi a capital da Andaluzia.

Era chamado de Al Andalus Al Gharb. Os romanos chamavam-lhe Hispânia. Os muçulmanos chamavam-lhe Andaluzia. Na era moderna de hoje, é chamado de Espanha, Portugal e Lisboa. Vim para Granada depois de procurar um lugar para ficar. Meu amigo Hafizullah guiou-me. Levei uma hora e meia para encontrar um lugar para ficar. Deixe-me mostrar-lhe esse lugar. Isto costumava ser uma mesquita. Agora tornou-se um museu e um restaurante. As pessoas dançam aqui à noite e bebem álcool.

Perguntei a muitos muçulmanos locais sobre este lugar. Eles não conhecem esse lugar. Deixe-me mostrar-lhe este lugar histórico. Esta era a entrada da mesquita. Isto costumava ser uma mesquita. O sultão construiu um pequeno palácio para si. Deixe-me mostrar-lhe o lugar todo. Esta costumava ser a entrada do Palácio de Alhambra. E quem vem a Lisboa, tem que vir aqui visitar. Você pode imaginar qual será a minha condição agora. Agora imagine que os muçulmanos governarão essas portas e paredes. E o som do Adhan será ouvido no ar e no ar. E se Deus quiser, esse dia certamente chegará. Isso foi no passado. Se Deus quiser, Alá nos abençoará.

Que Alá crie paz e harmonia entre os muçulmanos. Que a paz esteja com você.

 


 Rana Taslim Uddin, o líder da comunidade bangladeshi quer mudar o nome de uma rua do Martim Moniz para Rua Bangladeshi. Num vídeo que já terá algum tempo, o líder da comunidade bangladeshi salienta que já têm 25 lojas naquela rua e que falta pouco para que a rua seja completamente propriedade de elementos da sua comunidade.


 A pressão muçulmana começa a ganhar maior amplitude, à medida que encontra, da parte da sociedade - nomeadamente das chamadas forças de Esquerda - uma atitude de submissão. Também recentemente essa atitude foi nítida e resultou de pressões da comunidade muçulmana, às quais nem a Câmara Municipal de Lisboa nem o Patriarcado de Lisboa foram capazes de resistir.

A comunidade muçulmana fez chegar ao gabinete de Carlos Moedas a sua preocupação pela eventualidade de ocorrerem actos hostis resultantes da passagem, no dia 4 de Junho, da procissão do Corpo de Deus por uma zona de grande concentração de muçulmanos, a praça do Martim Moniz. 

O Patriarca de Lisboa apenas publicou uma nota no seu site da Internet, onde refere que "a tradicional Procissão do Corpo de Deus na cidade de Lisboa, hoje (dia 4 de Junho de 2026),  às 17h00, vai este ano mudar de percurso – iniciando e terminando na Sé Patriarcal – o novo trajeto inclui agora a Praça do Município, a Rua do Arsenal e a Praça do Comércio (Terreiro do Paço)", sem acrescentar qualquer razão aceitável para as alterações introduzidas. Há 55 anos que a procissão mantinha o mesmo percurso.


 

 

 

 

 

 

 

 

terça-feira, 16 de junho de 2026

A Irmandade Muçulmana, um dos “polvos” do islamismo


A Irmandade Muçulmana, o “polvo” do islamismo

Pelo menos 7 países baniram totalmente ou declararam a Irmandade Muçulmana (Islamic Brotherhood ou Ikhwan) como uma organização terrorista:

Médio Oriente África: Egito, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos (EAU), Bahrein, Jordânia e Síria.

Ásia Central: Cazaquistão, Tajiquistão, Turcomenistão e Uzbequistão também proíbem o grupo severamente.

Outras nações, como os Estados Unidos e a Argentina, optaram por designar apenas algumas ramificações específicas ou alas militares da Irmandade como grupos terroristas. A nível global, a organização mantém uma presença descentralizada com ramificações em dezenas de países, sendo apoiada ou tolerada por estados como a Turquia e o Qatar.

A Irmandade Muçulmana utiliza uma estratégia de implantação gradual e indireta em países não-muçulmanos, frequentemente teorizada por ideólogos do grupo como "Infiltração Pacífica" ou "Jiade Civilizacional" (Civilizacional Jihad). O método baseia-se em não confrontar diretamente as leis locais, mas sim usar as liberdades democráticas ocidentais para construir uma infraestrutura social e política paralela.

O processo divide-se em quatro pilares fundamentais:

1. Criação de Organizações de Fachada

O grupo raramente opera com o nome "Irmandade Muçulmana". Em vez disso, fundam associações locais que aparentam ser civis, legítimas e moderadas:

2. Controlo da Infraestrutura Religiosa e Social

A Irmandade procura hegemonia cultural dentro da própria comunidade muçulmana migrante:

    Mesquitas e Centros Culturais: Financiamento e gestão de locais de culto para controlar a narrativa religiosa e a nomeação de imãs.

    Escolas e Escutismo: Criação de instituições educativas e de tempos livres para doutrinar as camadas mais jovens desde cedo. (Mesquita e Centro Comunitário de Mem-Martins, p.ex.)

3. Ativismo Político e Lobismo

O grupo infiltra-se nas estruturas democráticas para influenciar decisões políticas de fora para dentro:

    Parcerias com o Estado: Posicionam-se como os interlocutores preferenciais dos governos ocidentais para gerir assuntos de integração, segurança e contraterrorismo.

    Alianças de Conveniência: Apoio a partidos políticos progressistas ou de esquerda, instrumentalizando a agenda da diversidade e das minorias para ganhar espaço político (caso do Green Party no Reino Unido)

4. Isolamento Comunitário (Sociedades Paralelas)

O objetivo final a médio prazo é evitar a assimilação cultural dos muçulmanos na sociedade recetora:

Mas a Irmandade Muçulmana não é a única organização fundamentalista que camufla as suas intenções sob uma capa de boas-intenções e de pacífica convivência com os não-muçulmanos. Os Tablighi Jamaat, também foram banidos de uma série de países islâmicos: Iran, Uzbekistan, Tajikistan and Kazakhstan, Russia and Saudi Arabia. Em alguns países da Ásia Central, como o Uzbekistan, Tajikistan e Kazakhstan e na Arábia Saudita, os Tablighi Jamaat são comsiderados como extremistas.

Em Portugal, a sua presença era assinalável nas eleições para a liderança da Comunidade Islâmica de Lisboa. O seu voto garantia sempre a eleição do presidente da CIL e um dos seus membros fazia parte da direcção daquela comunidade. Abdul Karim Vakil, filho, foi muito crítico em relação à actuação das Tablighi Jamat em Portugal: 

O Grupo extremista Tabligh Jamaat "representa, por um lado, e incontestavelmente, a força de maior dinamização do Islão entre os muçulmanos em Portugal. Por outro, o seu rigoroso tradicionalismo, traduzido na prescrição do próprio vestuário, na estrita separação entre os sexos, numa atitude de distanciamento em relação à sociedade exterior, representa, como já referi, um factor de ruptura na tendência histórica para a integração na atitude dos muçulmanos em Portugal", escreveu, num estudo sobre o Islão em Portugal.

O recente afluxo de muçulmanos provenientes do Bangladesh alterou o equilíbio de forças no seio da comunidade islâmica em Portugal. Os imigrantes do Bangladesh não reconhecem a autoridade religiosa do xeque Munir e têm os seus próprios imãs. Num total de cerca de 70 mesquitas e lugares de culto, 14 já são controlados por muçulmanos do Bangladesh – uma discreta manobra, típica das tácticas da Irmandade Muçulmana.

A principal estratégia da Irmandade Muçulmana, em Portugal, tem-se concentrado na construção de escolas alegadamente “internacionais”, como a Internacional School of Palmela e abertas a estudantes não muçulmanos. O facto é que, por exemplo, na Escola as alunas e alunos estão separados, nas salas de aula. E no ensino secundário, passam a ter tumas separadas, com as crianças do sexo feminino a ter que usar o tchador, o lenço islâmico, para além de passar a ser ministrado o ensino islâmico facultativo, alegam os responsáveis pela escola.

Aaposta na construção de escolas islâmicas é clara, desde há muito. Há alguns anos, a revista Al-Madinah, pubicação da Comunidade Islâmica do Sul do Tejo, apelava para que fossem construídas mais escolas islâmicas, uma vez que as escolas normais “destroem a fé islâmica”. A estratégia de construção de novas escolas, mesquitas e madrassas (escolas islâmicas) tem vindo a ser aplicada, recorrendo muitas vezes ao financiamento de países muçulmanos, entre os quais se destacam o Quatar e a Turquia – por casualidade, os dois principais apoiantes do movimento terrorista Hamas. 

 

 

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Mensagens de dois pregadores islâmicos: a derrota da religião cristã e a implantação, novamente, do Islão em Portugal

 


Os dois discursos extremistas da passada semana, nas festividades do Eid al-Adha, são típicos de líderes religiosos recém-chegados ao Ocidente, que ainda não têm consciência de que, por enquanto, têm que dominar a arte da "Taqiya", "Dissimulação", uma regra islâmica que significa, de um ponto de vista concreto, mentir, esconder os seus verdadeiros intentos. Também é verdade que mesmo o xeque David Munir, que estudou numa madrassa fundamentalista, no Paquistão, e que é extremamente hábil no uso desse instrumento, vez por outra, tropeça na verdade.

Por exemplo, quando referiu, a propósito das aulas de árabe que são ministradas na Mesquita de Lisboa, que "gostava de chegar ao dia em que os meus alunos escrevessem da direita para a esquerda em Português". Ou quando elogiou um livro de conteúdo fundamentalista, antes da prédica de uma sexta-feira, já lá vão bastantes anos. O referido livro, "As Virtudes das Acções" é uma colectânea de episódios caracterizados pelo seu extremismo e fundamentalismo. No entanto, foi classificado, pelo xeque David Munir como um livro cuja leitura seria "útil para qualquer crente".

O último capítulo do livro "As Virtudes das Acções" tem como título: “A Degradação Muçulmana e a sua Única Solução” e apela a um “forte contra-ataque”, no intuito de recuperar o domínio do Islão sobre o mundo, dentro dos limites e das directrizes da “Shariah".  

Mas os dois pregadores que encerraram as festividades do Eid al-Adha, organizada pela Comunidade Islâmica do Bangladesh, e não pela Comunidade Islâmica de Lisboa, deixaram mensagens explícitas que devem ter arrepiado o xeque Munir. Desses dois discursos, retiro apenas outros tantos excertos que são os mais óbvios, em matéria de expressão de uma intenção de conquistar, através do Islão e da derrota da religião cristã, o domínio desta terra (Portugal):

-  "(...) Ó Allahdá-nos segurança em nossos lares e orienta os nossos governantes e fazei, ó Deus, com que nossos governantes estejam entre os que Te temem e amam o teu Mensageiro e que sigam os Teus aliados, por Tua misericórdia, ó Mais Misericordioso dos misericordiosos (...) Ó Deus, concede-nos a vitória sobre a religião e protege os tesouros dos muçulmanos (...)"

- "(...)  Neste país há muitas oportunidades para o serviço do islamismo. Se trabalharmos com sinceridade para a religião, então certamente a religião (islâmica) será estabelecida novamente nesta terra, se Deus quiser (...)" 

 

Two Islamic preachers in Lisbon with extremist and fundamentalist messages during the Eid al-Adha festivities

 


Two of the Islamic preachers who concluded the Eid al-Adha festivities, the second holiest festival in Islam, at Martim Moniz Square and Alameda Afonso Henriques, delivered extremist and threatening messages regarding non-Muslims

The preacher at Martim Moniz emphasized that the festival was held without any obstacles and that "They (????) supported us in every way and everywhere." He added that in this country there are many opportunities for the service of Islam (...) If we work with sincerity for the religion, then certainly the (Islamic) religion will be established again on this land."

The second preacher, in his closing speech of the festivities at Alameda Afonso Henriques, prayed that Allah grant victory to Muslims in Palestine and Gaza and "overthrow polytheism and the polytheists and the rebellion against the religion in our lands and in all other lands of the Muslims, a united and splendid nation until the Day of Judgment" - the Ummah, the Muslim nation that will encompass the whole world, under Muslim rule. 

"Oh (Allah) guide our rulers and make, oh God, our rulers among those who fear Thee and love Thy Messenger and who follow Thy allies," the preacher added. 

"Oh God, grant us victory over the religion," the preacher continued, without mentioning which religion the victory was intended against - it being, however, obvious that it refers to the Christian religion. At the end of the speech, the preacher asked for Allah's blessing for all Muslims "on your land and on your sea, the nation of Muhammad" - a direct reference to the concept of the Ummah, a term that specifically refers to a world dominated by the Muslim religion, to the global community of believers of Islam, united above any geographical borders, linguistic barriers, nationalities, or political divisions.


Full transcription of the speech given at Alameda Afonso Henriques

Allah, please grant victory to the Muslims, oh Allah, grant victory to the Muslims in Palestine and Gaza and overthrow polytheism, the polytheists, and the rebellion against the religion in our lands and in all other lands of the Muslims, a united and splendid nation until the Day of Judgment. 

Oh God, grant us security in our homes and guide our rulers and make, oh God, our rulers among those who fear Thee and love Thy Messenger and who follow Thy allies, by Thy mercy, oh Most Merciful of the merciful. Oh God, grant us victory over the religion and protect the treasures of the Muslims and make us among those who cling to the religion of Muhammad, may God's peace and blessings be upon him, and follow his sunnah, and obey his sharia, and grant us his intercession. 

Oh God, forgive us and the believing men and believing women, and the Muslim men and Muslim women, the living among them and the dead. Oh God, do not forsake the relatives in the graves, in their graves, and forgive them and settle their affairs and pay their debts and heal the sick and give them health, security, success, and guidance. And for all Muslims on your land and on your sea, the nation of Muhammad, may God bless him.

Full transcription of the preacher's statements at Martim Moniz

By the mercy of Allah Ta'ala, He blessed us, in a non-Muslim country, in a very beautiful way, under the open sky we held the Eid congregation, without any kind of obstacle. They (????) supported us in every way and everywhere. This is a great inspiration for our religion. In this country, there are many opportunities for the service of Islam. If we work with sincerity for the religion, then certainly the (Islamic) religion will be established again in this land, God willing. May Allah Almighty accept us all as propagators of the religion.

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Two preachers with messages of intolerance 

Last Wednesday's celebration was the festival of Eid al-Adha, the second holiest in Islam, which celebrates the episode in which Abraham is called by God to sacrifice his own son. These celebrations are notable because, for the first time in Portugal, the Islamic Community of Lisbon had nothing to do with the celebration, which was organized solely by the Bangladeshi Islamic Community.

Sheikh David Munir, the iman of Lisbon's Mosque was accepted as the supreme religious authority by about 40,000 believers, most of whom have lived in Portugal for dozens of years, many of them from Mozambique, others already holding Portuguese nationality. Muslims from Bangladesh currently number around 100,000.

There is a schism among Muslims in Portugal, with the Bangladeshi community refusing the religious authority of Sheikh David Munir. Another example of this, in addition to celebration of the Eid al-Adha, is the fact that the Bangladeshi Islamic Community already controls 14 of the approximately 60 Islamic mosques/places of worship in Portugal.

 

 

 

 


Dois pregadores islâmicos, em Lisboa, com mensagens extremistas e fundamentalista nas festividades do Eid al-Adha

 


Dois dos pregadores islâmicos que encerraram as festividades do Eid al-Adha, a segunda mais sagrada do Islão, na Praça do Martim Moniz e na Alameda Afonso Henriques, deixaram mensagens extremistas e ameaçadoras em relação aos não-muçulmanos. O pregador do Martim Moniz salientou que a festa foi realizada "sem nenhum tipo de obstáculo" e que "Eles (????) nos apoiaram de todas as formas e em todos os lugares." Adiantou que "neste país há muitas oportunidades para o serviço do islamismo (...) Se trabalharmos com sinceridade para a religião, então certamente a religião (islâmica) será estabelecida novamente nesta terra".

O segundo pregador, no seu discurso de encerramento das festividades, na Alameda Afonso Henriques,  apelou para que Allah concedesse "vitória aos muçulmanos na Palestina e em Gaza e derruba o politeísmo e os politeístas e a rebelião contra a religião em nossas terras e em todas as outras terras dos muçulmanos, uma nação unida e esplêndida até ao Dia do Juízo." - a Ummah, a nação muçulmana que abrangerá todo o mundo, sob domínio muçulmano.

"Ó (Allah) orienta os nossos governantes e fazei, ó Deus, com que nossos governantes estejam entre os que Te temem e amam o teu Mensageiro e que sigam os Teus aliados," acrescentou o pregador.

"Ó Deus, concede-nos a vitória sobre a religião", adiantou o pregador sem mencionar qual a religião sobre a qual se pretendia a vitória - sendo. no entanto óbvio que se trata da religião cristã. No final do discurso, o pregador  pediu a benção de Allah "para todos os muçulmanos em tua terra e em teu mar, a nação de Muhammad" - uma referência directa ao conceito de Ummah, um termo que se refere específicamente a um mundo dominado pela religião muçulmana, à comunidade global de crentes do Islão, unida acima de quaisquer fronteiras geográficas, barreiras linguísticas, nacionalidades ou divisões políticas.

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Transcrição integral do discurso proferido na Alameda Afonso Henriques 

Allah, por favor concede vitória aos muçulmanos, ó Allah, concede vitória aos muçulmanos na Palestina e em Gaza e derruba o politeísmo e os politeístas e a rebelião contra a religião em nossas terras e em todas as outras terras dos muçulmanos, uma nação unida e esplêndida até ao Dia do Juízo.

Ó Deus, dá-nos segurança em nossos lares e orienta os nossos governantes e fazei, ó Deus, com que nossos governantes estejam entre os que Te temem e amam o teu Mensageiro e que sigam os Teus aliados, por Tua misericórdia, ó Mais Misericordioso dos misericordiosos. 

Ó Deus, concede-nos a vitória sobre a religião e protege os tesouros dos muçulmanos e faze-nos daqueles que se apegam à religião de Muhammad, que a paz e as bençãos de Deus esteja com ele, e siga a sua sunnah, e obedeça à sua sharia e conceda-nos a sua intercessão.

Ó Deus, perdoa-nos e aos crentes e às crentes, e aos muçulmanos e às muçulmanas, os vivos entre eles e os mortos. Ó Deus, não desampares os familiares nos túmulos, em seus túmulos, e perdoa-lhes e pacifica os seus assuntos e salda as suas dívidas e cura os doentes e dá-lhes saúde, segurança, sucesso e orientação. E para todos os muçulmanos em tua terra e em teu mar, a nação de Muhammad, que Deus o abençoe.

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Transcrição integral das declarações do pregador no Martim Moniz 

 Pela misericórdia de Allah Ta'ala nos abençoou, em um país não muçulmano, de forma muito bonita, sob o céu aberto realizámos a congregação do Eid, sem nenhum tipo de obstáculo. Eles (????) nos apoiaram de todas as formas e em todos os lugares. Isso é uma grande inspiração para a nossa religião. Neste país há muitas oportunidades para o serviço do islamismo. Se trabalharmos com sinceridade para a religião, então certamente a religião (islâmica) será estabelecida novamente nesta terra, se Deus quiser. Que Allah Todo-Poderoso nos aceite a todos como propagadores da religião."  

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A celebração da passada quarta-feira foi a festa do Eid al-Adha, a segunda mais sagrada do Islão, que celebra o episódio em que Abraão é chamado por Deus para sacrificar o próprio filho. Estas celebrações são marcantes porque, pela primeira vez, em Portugal, a Comunidade Islâmica de Lisboa não teve nada a ver com a celebração, organizada apenas pela Comunidade Islâmica do Bangladesh

O xeque David Munir era aceite, como autoridade religiosa máxima, por cerca de 40 mil crentes, a maioria residentes em Portugal há dezenas de anos, muitos deles provenientes de Moçambique, outros já com a nacionalidade portuguesa.

Os muçulmanos do Bangladesh rondam actualmente os 100 mil. Há um cisma nos muçulmanos em Portugal, com os bangladeshi a recusarem a autoridade religiosa do Xeque David Munir. Mais um exemplo disso, para além desta  celebração, é o facto de a Comunidade Islâmica do Bangladesh controlar já 14 das cerca de 60 mesquitas/lugares de culto islâmicos, em Portugal. 

 


 PS1: Um pormenor, o panfleto não está escrito em árabe mas em Urdu

PS2: Nos posts sobre esta festividade, no Facebook, muita gente levanta uma questão simples: mas estes milhares de homens (mulheres não são autorizadas) não trabalham?