quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Ainda o caso dos ciganos que espancaram um cidadão e a canção do RSI

 


 A criminalidade e o uso de armas de fogo, por parte dos ciganos, são notícia frequente nos jornais, embora se utilizem subtis formas de os identificar, sem usar a palavra "cigano". Referindo, por exemplo, que "uma família" entrou nas urgências de um hospital, não foi logo atendida e, por isso, bateu em três enfermeiros e partiu uma série de equipamento. Ou, como foi o caso de uma notícia recente, utilizou-se a expressão "residentes num acampamento". É o politicamente correcto aplicado pelos jornalistas, para disfarçarem a criminalidade cigana.

Mas os números existem e são muito claros: Os ciganos são 0,5 % da população portuguesa (dados da "Pastoral dos Ciganos", organização da Igreja Católica) mas são 5 % da população prisional - ou seja, dez vezes mais que a percentagem de reclusos não ciganos... 

De acordo com o CEMME – Centro de Estudos de Migrações e Minorias Étnicas - num trabalho elaborado em Janeiro de 2007 - "QUE FUTURO TEM PORTUGAL PARA OS PORTUGUESES CIGANOS?" - de José Gabriel Pereira Bastos, no final de Maio de 1998, encontravam-se detidos em prisões portuguesas, entre preventivos (34,7%) e condenados, 787 pessoas de etnia cigana, mais de dez vezes a taxa de população nacional (não cigana) encarcerada que, em 1997, era de 145 reclusos por 100 mil habitantes, e a proporção de mulheres ciganas presas (11, 6 % de todas as presas) mais do que duplicava a média nacional de encarceramento de ciganos, os quais constituíam 5,5 % de todos os presos à data (J. J. Moreira: 1998: 8). 

Há alguns dias, um homem foi espancado por 13 ciganos, em Valongo, por uma discussão fútil entre mulheres, num supermercado. O agredido ficou internado no hospital, em estado grave, durante três dias. O juiz, numa demonstração de cobardia, decidiu hoje que onze dos membros da "família" cigana ficariam sujeitos a apresentações periódicas na esquadra da GNR, enquanto dois saíram com termo de identidade e residência. 

No entanto, até se pode encontrar na Internet uma cigana, por exemplo, a cantar a canção do RSI - gozando com todos nós, que trabalharam ou trabalham, descontando os seus impostos:

 


 

A OPERAÇÃO GAMBÉRRIA — QUANDO A REGULARIZAÇÃO SE TORNOU A PORTA DO CRIME ORGANIZADO

 


A Operação Gambérria não é apenas mais uma investigação criminal. É a radiografia de um país capturado, onde a corrupção no Estado, as brechas na lei e a complacência política transformaram Portugal numa porta escancarada para o crime organizado internacional.
O caso envolve empresários, advogados, intermediários e até uma funcionária do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE). Mas o mais grave é isto: as redes não se limitaram a fabricar documentos falsos. Usaram a regularização de imigrantes como mercadoria e expandiram-se para a criminalidade pesada, com armas, clonagem de cartões e tecnologia de fraude.
 
E enquanto Lisboa finge que são “casos isolados”, Bruxelas já reconhece: Portugal é a porta de entrada do PCC na Europa.
 
A cronologia da Operação Gambérria
 
Início da investigação (2023)
 
Em setembro de 2023, a PJ começou a investigar indícios de legalizações massivas irregulares. Descobriu rapidamente um esquema estruturado de falsificação documental e corrupção interna.
 
Maio de 2025 — a primeira vaga
 
13 detidos: empresários, uma advogada e uma técnica superior do MNE.
Apreensões: documentação, numerário e até um selo branco oficial, usado para validar registos criminais falsos.
 
Medidas: vários detidos ficaram em prisão preventiva.
 
Outubro de 2025 — a segunda vaga
Novo detido: cidadão brasileiro com título de residência em Portugal.
Apreensões: pistola de calibre 7,65 mm, munições, peças para fabrico de armas, equipamentos de clonagem de cartões, inibidores de sinal e ferramentas para abrir viaturas.
Medida: prisão preventiva.
O salto estava dado: de “fraude documental” para crime organizado com meios violentos.
 
Como funcionava a rede
1. Recrutamento de imigrantes em países de origem (Brasil, África, Bangladesh, Ásia).
2. Empresas-fachada para emitir contratos e promessas de trabalho.
3. Documentação falsa: registos criminais, certidões e contratos adulterados.
4. Validação interna: conivência de funcionários, incluindo no MNE, com uso de carimbos oficiais.
5. Pagamentos em escala:
cerca de 2 000 € para africanos,
menos para brasileiros,
até 15 000 € para cidadãos do Bangladesh.
 
6. Porta giratória: com a residência em mãos, muitos circulavam no espaço Schengen ou regressavam ao país de origem com papéis “limpos”.
Resultado: um negócio milionário que transformou a lei em produto.
Nacionalidades envolvidas — vítimas, cúmplices e operadores
Brasileiros: dupla presença. Muitos como clientes das redes, explorados pela promessa de legalização fácil. Outros como operadores, integrando ou liderando redes criminosas, e até ligados ao PCC.
 
Africanos (Guiné-Bissau, Cabo Verde, Angola, Moçambique): alvo preferencial de exploração, pagando valores relativamente baixos mas proporcionalmente pesados.
Asiáticos (Bangladesh, Índia, Paquistão, Nepal): entre os mais explorados, pagando valores altíssimos pela promessa de acesso ao espaço europeu.
 
Leste Europeu (Geórgia, Moldávia, Roménia, etc.): menos presentes na Gambérria, mas muito ativos em crimes paralelos de assaltos e fraudes tecnológicas.
Portugal tornou-se, assim, um hub multinacional de fraude e crime, onde cada grupo encontra uma brecha a explorar.
 
A Gambérria não é caso isolado. Outros crimes recentes mostram como Portugal é visto como alvo fácil por redes internacionais.
2008, BES de Campolide (Lisboa): dois brasileiros assaltaram a agência, fizeram reféns e mantiveram o país em choque.
2023–2025, série de assaltos: dois estrangeiros (incluindo um brasileiro) assaltaram vários bancos em Portugal, roubando cerca de 600 mil euros. Usavam passaportes falsos, disfarces e fugas pelo espaço Schengen.
 
Tal como na Gambérria: documentos falsos, mobilidade internacional e aproveitamento das fragilidades portuguesas.
O fio brasileiro: o PCC em Portugal
O Primeiro Comando da Capital (PCC), maior facção criminosa do Brasil, já está em Portugal:
87 membros ativos identificados, 29 presos em cadeias portuguesas.
Relatórios falam em até 1 000 pessoas com vínculos ao PCC no país.
A PJ já prendeu em Lisboa um alegado membro com metralhadoras, pistolas automáticas e carros de luxo.
 
Promotores brasileiros confirmam que o PCC recruta até presos portugueses.
Até agora não há prova formal de que a Gambérria fosse “braço” do PCC. Mas os métodos — contratos falsos, empresas-fantasma, armas, lavagem de dinheiro — são idênticos.
A confirmação europeia: Portugal é porta de entrada
O Parlamento Europeu já o escreveu preto no branco: Portugal é a porta de entrada do PCC na Europa.
 
Enquanto políticos e jornalistas em Lisboa desvalorizam, Bruxelas assume oficialmente que o país se tornou plataforma estratégica para o crime organizado transnacional.
Até onde vai o esquema?
Vai até às instituições do Estado — com funcionários públicos cúmplices.
Vai além da fraude documental, envolvendo armas e crime tecnológico.
 
Vai para fora de Portugal, atravessando Brasil, África, Bangladesh e outros países.
Vai até ao coração da Europa, com Portugal como plataforma de entrada.
Conclusão — um Estado capturado
 
A Operação Gambérria mostrou o que muitos já sabiam: Portugal é um país vulnerável, corrompido e instrumentalizado por redes criminosas.
A regularização, que deveria integrar, virou porta giratória.
As instituições, que deveriam proteger, foram capturadas por funcionários corruptos.
 
E as redes criminosas, que deviam ser combatidas, crescem à sombra do silêncio político e mediático.
O crime não está “a entrar”. Já entrou. E a Europa já o reconheceu.
A pergunta é simples: Portugal ainda controla as suas fronteiras e as suas leis, ou já é apenas a base europeia do crime organizado brasileiro e internacional?
 

Excerpts of "Rivers of Blood", from Enoch Powell (I)

 

 "The supreme function of statesmanship is to provide against preventable evils. […] Those who knowingly shirk it deserve, and not infrequently receive, the curses of those who come after. A week or two ago I fell into conversation with a constituent, a middle-aged, quite ordinary working man employed in one of our nationalised industries. After a sentence or two about the weather, he suddenly said: "If I had the money to go, I wouldn't stay in this country. I have three children, I shan't be satisfied till I have seen them all settled overseas. In this country in 15 or 20 years' time the black man will have the whip hand over the white man." 

A cobardia, o anonimato e a sua definição (IX)

 


"O anónimo confunde a liberdade de expressão com a isenção de consequência."

quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Um pedaço de cidade que nem parece o Porto

 


Dezenas de pessoas vindas da Índia, do Paquistão, do Bangladesh, de Marrocos, entre outros países, assentaram numa zona do centro histórico.
Lojas portuguesas misturam-se com negócios de imigrantes na rua do Loureiro, no Porto    

Não há nada que distinga os edifícios destas poucas ruas dos restantes do centro histórico do Porto. Mas, ao caminhar pela zona de Cimo de Vila ou do Cativo, qualquer pessoa se apercebe de que algo diferente existe ali. Muitos rostos não são familiares, muitas vozes imperceptíveis. À primeira vista, pode chegar-se a esquecer que se está no Porto.

Porém, foi o Porto que se tornou na casa de centenas – pelo menos – de imigrantes vindos da Ásia e de África. E foi aqui que dezenas de pessoas vindas da Índia, do Paquistão, do Bangladesh, de Marrocos, entre outros países, assentaram. As roupas penduradas nas portas das lojas assinalam a diferença para com as lojas de portugueses, minimalistas, sóbrias, ausentes.

As crianças correm pela rua. Algumas não falam português, mas não precisam de o fazer para brincar. Outras já andam na escola. E gostam. “Demais até”, diz ao JPN o pai bengalês de um rapaz de cinco anos e de uma rapariga de três. Tanbirul Haque está em Portugal desde 1992 e no Porto desde 1999. Nasceu no Bangladesh, mas vive com a família na cidade, onde diz sentir-se feliz. Todavia, a temperatura é que podia ser melhor: “[a cidade] é muito fria comparada com o nosso país”.
Uma “vida boa”

A história de Tanbirul não é muito diferente da de muitos outros que ocupam espaços comerciais entre a rua do Loureiro e a rua Chã. A força por trás da decisão de abandonar o país é que foi única, entre os vários relatos que o JPN ouviu: “Rezei a Alá e disse que queria vir para a Europa trabalhar”. E assim foi. Depois de ter sido cozinheiro num restaurante em Albufeira, foi subindo até chegar ao Porto.

Jehangir Alam, que saiu do Bangladesh por motivos “políticos”, está em Portugal há 13 anos. Enquanto atende clientes, que levam dezenas de brinquedos para revender, este “vendedor ambulante” a trabalhar na loja de um amigo diz gostar dos portugueses. “São simpáticos”, refere.

Tanbirul Haque vive uma “vida boa”, apesar de o negócio não correr muito bem. São muitas as lojas que vendem as mesmas coisas, ou variantes, naquela zona. Ainda assim, Tanbirul diz que lá mais para o Natal a situação melhora. Para outros como Mohammed, um egípcio de 33 anos em Portugal há dois anos, o Verão está-se a revelar a melhor altura.

Ao entrar na loja, que não é mais do que um estreito corredor, Mohammed encontra-se por trás de uma cortina ao fundo do estabelecimento. Murmura algo e mantém-se na mesma posição: pernas estendidas, braços cruzados, óculos de sol numa sala de luzes apagadas. Chegam alguns homens e trocam-se as saudações habituais. “Salam aleikum” (“que a paz esteja contigo”), diz um, seguindo-se a resposta: “wa aleikum salam” (“e que a paz esteja contigo”). Depois do cumprimento em árabe, falam em português. O suficiente para se entenderem.

“Todos aqui somos família”, diz Mohammed, que viveu vários anos em Nova Jérsia, nos Estados Unidos. Sente falta do Egipto, onde tem toda a família, mas diz que o Porto já é a sua segunda casa. “Eu gosto muito disto aqui”.
“Eles estão no canto deles e nós no nosso”

Hoje são poucas as lojas portuguesas na zona. Há alguns oculistas, lojas de electrodomésticos, uma tasca, um sapateiro e uma ou outra loja antiga.
É o caso da Casa das Taças, que também vende medalhas e equipamento desportivo, aberta há três décadas. O proprietário, Jerónimo Pinheiro, recorda-se da “lufada de ar fresco” trazida pelos imigrantes e da “euforia” dos trespasses. “Houve pessoas que fizeram bons negócios”, conta.

Os imigrantes trouxeram preços baratos, obrigando a loja a “adaptar-se”. Sem razões de queixa da vizinhança comercial, Jerónimo Pinheiro acredita que esta é uma zona procurada por ser vista como “barata”, mas, mesmo assim, perto do centro da cidade.

Na Casa Crocodilo, há mais de 50 anos a vender cabedais e solas, o funcionário Fernando Queirós diz que não há convivência entre portugueses e estrangeiros. “Eles estão no canto deles e nós no nosso”, afirma. “Vivem em núcleos muito fechados. Eles próprios não produzem essa aproximação”, concorda Nuno Tomás, de 71 anos.

Este oculista, a trabalhar na rua do Loureiro há 20 anos, lembra-se de estas ruas serem “muito diferentes” e tem uma visão negativa da situação actual. “Eram ruas de cafés, mercearias, tascas frequentadas por gente que gostava de vinho”, lembra-se. Depois vieram as lojas de electrodomésticos, a Rádio Popular, “que atraía uma multidão”, os chineses, que “degradaram o ambiente comercial, e outros ‘piores’, entre aspas”. “Não sou xenófobo, mas não vieram trazer nada de positivo”, diz, criticando a política de baixos preços e a “má apresentação das lojas”

 Por Pedro Rios e Tiago Dias 15:12 - 28 Agosto, 2008 2,8230 

Treze ciganos espancam cidadão

 

 

CLIK NESTE LINK PARA VER O VÍDEO NA ÍNTEGRA

Há dois dias, o Público fazia uma manchete - "História dos Ciganos Entra nas Aprendizagens Essenciais Escolar" e dedicava duas páginas ao facto de a história dos ciganos entrar nessa área de ensino. Interroguei-me, na altura em que lia a notícia, quais seriam os valores provenientes dessa comunidade que fossem positivos para os jovens alunos em idade escolar. "O tempo ainda é de teste, mas já sabe a vitória para quem há muito sonha com a inclusão da história dos portugueses ciganos nos manuais escolares", salientava o jornal Público.

No final do ano lectivo, "haverá umas jornadas de balanço do trabalho desenvolvido. O plano é publicar um livro sobre história e literatura oral cigana, criar um Museu Virtual, construído com comunidades ciganas, fazer uma grande festa de lançamento", entre outras iniciativas, referia o jornal

O ênfase dado a uma comunidade que representa apenas 0,5 % da população portuguesa parece-me algo exagerado. Mais ainda quando esses 0,5 % (cerca de 50 mil, de acordo com o Conselho da Europa) representam 5 % da população prisional - ou seja, um valor dez vezes superior às taxas normais de prisão. Um cigano tem dez vezes mais probabilidade de ser preso do que outros cidadãos portugueses.  

A rejeição da escolaridade, sobretudo para as raparigas? O casamento combinado, com jovens de 13, 14 anos? Os episódios de violência, que são frequentes, por exemplo, em hospitais, onde famílias inteiras agridem, com relativa frequência, os profissionais de saúde, por não serem imediatamente atendidos? - casos frequentes, de que tenho conhecimento por ter família a trabalhar nessa área. A violência gratuita, contra toda a gente, por motivos fúteis, que se revela até no seio das próprias famílias? 

A criminalidade que grassa na comunidade cigana é perceptível num estudo de José Gabriel Pereira Bastos, do CEMME – Centro de Estudos de Migrações e Minorias Étnicas - num trabalho elaborado em Janeiro de 2007 - "QUE FUTURO TEM PORTUGAL PARA OS PORTUGUESES CIGANOS?" 

No final de Maio de 1998, encontravam-se detidos em prisões portuguesas, entre preventivos (34,7%) e condenados, 787 pessoas de etnia cigana, mais de dez vezes a taxa de população nacional (não cigana) encarcerada que, em 1997, era de 145 reclusos por 100 mil habitantes, e a proporção de mulheres ciganas presas (11, 6 % de todas as presas) mais do que duplicava a média nacional de encarceramento de ciganos, os quais constituíam 5,5 % de todos os presos à data (J. J. Moreira: 1998: 8) 

Ainda há algumas semanas dois jornais diários noticiavam um caso de homicídio num "acampamento" (designação com a qual se pretende fugir à designação "cigano"). Tratou-se de um conflito entre familiares que terminou com um tiro de caçadeira e um jovem morto. Um dos jornais afirmava que se tinha tratado de um conflito em torno do casamento de uma jovem de 14 anos, o outro periódico afirmava que tinha sido uma quezília por causa da venda de um cavalo.

Ontem, uma notícia dava conta de um incauto cidadão ter tentado pacificar uma discussão entre a própria mulher e outras mulheres ciganas, na bicha de um supermercado. O episódio aconteceu no passado dia 3 de Setembro. Um total de TREZE CIGANOS agrediram violentamente o homem, utilizando paus e ferros. 

Encheram-no de pontapés, até ele ficar no chão, inconsciente. A mulher também não escapou à violência. Tudo isto perante a filha de dois anos, filmado por um transeunte e transmitido na TVI, no noticiário da noite de ontem.

Na "abertura" da notícia, a "pivot" disse, textualmente, que o homem tinha sido espancado por uma família cigana. Ou seja, chamou os bois pelo nome, referindo que tinham sido ontem detidos, numa operação da GNR. 

Hoje, 1 de Outubro, o "Correio da Manhã" faz-se de distraído e chuta para canto, ao escrever a notícia desse espancamento. Refere a agressão, pormenoriza que o agredido esteve dois dias internado em estado grave, lembra que a filha de dois anos assistiu a tudo. Mas não há sequer a habitual referência a um "acampamento" - eufemismo para "ciganos" - nem é referido que se tratava de uma família cigana.

Nas redes sociais, nomeadamente na Reddit, o vídeo é reproduzido e os agressores são identificados como fazendo parte do "Clã Baldeirão". Tudo isto será, sem dúvida, incluído nos manuais escolares sobre a história dos portugueses ciganos, prevista já para este ano. Também serão plasmados - estou certo disso - nesses manuais escolares "valores" da comunidade cigana como a rejeição da escolaridade mínima, sobretudo para as raparigas, o casamento combinado, com jovens de 13, 14 anos, etc. Isto, e repetindo o que o Público escreve é "uma vitória para quem há muito sonha com a inclusão da história dos portugueses ciganos nos manuais escolares."

Sugiro que acrescentem uma disciplina específica, `qual podem chamar MMAG (Mixed Marcial Artes Cigana) para permitir que os alunos ciganos se treinem e possam defender das agressões de que são constantemente alvo. Pode ser acrescentada uma outra disciplina, baseada na velha arte marcial tradicional portuguesa, o Jogo do Pau que utiliza um bastão de madeira para combate e defesa pessoal. Sempre lhes permitirá utilizar de forma mais eficiente os paus e ferros com que espancaram a vítima, no passado dia 3 de Setembro e que são visíveis no vídeo do bárbaro espancamento.

 

 

Balsemão já admite vender controlo da SIC e Expresso

 

 

No espaço de quatro dias, a Impresa evolui na informação ao mercado sobre o negócio com os italianos da MFE. Agora, já admite que "não está afastada" a venda do controlo da SIC e Expresso. Agora é oficial: Nas contas semestrais comunicadas ao mercado esta terça-feira à tarde, a Impresa SGPS não só confirma as negociações com a MediaForEurope (MFE), como revela a possibilidade de venda de uma posição acionista “com efeitos de controlo“. É a primeira vez, num documento oficial, que a família Balsemão clarifica o que pode ser o desfecho das negociações com o grupo fundado por Berlusconi. A entrada do grupo italiano poderá significar o fim de um ciclo e uma mudança de poder na Impresa.

Impresa precisa de 80 milhões para reequilibrar contas

No dia 27 de setembro, dia seguinte à notícia do ECO, a Impresa fez um comunicado ao mercado a confirmar as negociações. “Face às notícias divulgadas na comunicação social, a Impresa informa que lhe foi comunicado pelo seu acionista maioritário [Impreger] que este se encontra a desenvolver contactos, em exclusividade, com o grupo MFE com vista à avaliação de potenciais operações societárias para a aquisição de uma participação relevante na Impresa”, refere a empresa. E assinalava que não existia “qualquer acordo vinculativo entre o acionista e a MFE” para o negócio. Agora, ainda sem nova informação conhecida do mercado, a Impresa SGPS deixa saber no relatório e contas do primeiro semestre — cujos resultados, um prejuízo de 5,1 milhões de euros, já eram conhecidos — uma evolução nos termos do que pode vir a ser o negócio.

Na Nota 27 do relatório e contas dos primeiros seis meses, são identificados dois eventos subsequentes a junho. O falhanço da venda do edifício-sede a um fundo do BPI por 37 milhões de euros e as negociações com o grupo de media que foi fundado por Berlusconi e é hoje um dos maiores operadores televisivos da Europa. As diferenças são subtis em relação ao comunicado ao mercado do passado sábado, mas reveladoras: “Fomos informados pelo acionista maioritário [Impreger] que se encontram em curso negociações, em exclusividade, com o Grupo MFE – MediaForEurope N.V., tendo em vista a avaliação de potenciais operações societárias, nas quais não se encontra afastada a possibilidade de aquisição, por aquele, de uma participação relevante (direta ou indireta) para efeitos de controlo da Impresa, sendo que, a esta data, não existe qualquer acordo vinculativo para o efeito”.

Não só a Impresa assinala a possibilidade de mudança do acionista de controlo como antecipa de que forma pode vir a ser feito o negócio. Deste parágrafo, ao revelar tmbém que os italianos poderão controlar o grupo através de uma aquisição direta ou indireta, está na prática a confirmar que o negócio passará pela entrada no topo da cascata: Não diretamente na empresa cotada, a Impresa SGPS, mas na Impreger, a holding familiar que é o veículo da família Balsemão para controlar o grupo.

Agências de meios ‘apoiam’ entrada de grupo MFE na Impresa

A mudança na frase comunicada ao mercado é tanto mais surpreendente quando um administrador da CMVM tinha dito, no dia anterior, que já tinham sido prestados todos os esclarecimentos ao mercado sobre o negócio. “A CMVM suspendeu a negociação, comunicou a suspensão na sexta-feira, para o mercado e os investidores poderem absorver, compreender e valorizarem [a informação] que estava a ser prestada”, disse José Miguel Almeida, administrador da CMVM, aos jornalistas, na apresentação dos resultados globais do sistema de controlo de qualidade sobre a atividade de auditoria relativo ao ciclo 2024/2025. E mais: “Esta é a informação que considerámos adequada para levantar a suspensão”, referiu José Miguel Almeida, sendo que a partir desse momento, cabe aos “investidores retomarem as expectativas quanto a esta matéria”. “A preocupação da CMVM é que esteja no público a informação que é pública”, acrescentou.

O que é que se passou entre os dois comunicados? O ECO revelou que o negócio poderia mesmo significar uma mudança de controlo acionista da Impresa, com a aquisição, por parte dos italianos, de 75% da Impreger, a holding da família Balsemão que controla mais de 50% da sociedade cotada, a Impresa SGPS. A família Balsemão passaria, neste contexto, a acionista minoritária, mas isso, a confirmar-se, terá outra consequência: A obrigatoriedade de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a sociedade cotada, a Impresa SGPS, à luz dos artigos 186º e seguintes do Código de Valores Mobiliários.

A Impresa estava avaliada, a valores de sexta-feira, em cerca de 21 milhões de euros, mas disparou para o dobro depois do regresso à negociação, já na segunda-feira. Com um ‘free float’ de cerca de 30%, tem como acionistas, além da Impreger, o BPI (quase 4% do capital), a sociedade Newshold — de Álvaro Sobrinho — com 2,4%, o Santander Asset Management (SGOIC), o Azvalor Asset Management (SGIIC) e o Norges Bank, todos próximos dos 2%.

De acordo com as contas a 31 de dezembro de 2024 (entretanto, os números de 2025 revelaram um prejuízo ligeiramente superior a cinco milhões de euros no primeiro semestre), a dona da SIC e do Expresso precisa de uma recapitalização de cerca de 80 milhões de euros para repor a estrutura de capital a níveis sólidos

SAPO 

With Mamdani, Republicans should be careful of what they wish for

 


New York City uses ranked-choice voting for its primary elections, but not for the general election. An earlier version of this story included incorrect information.

After a hilariously inept attempt to push New York Democrats to a more moderate place in the city’s mayoral election, Republicans are leaning in on the upsides of having Zohran Mamdani, a loud-and-proud socialist, in charge of America’s largest city.

Mayor Eric Adams dropped out of the race Sunday, a month after apparently failing to reach a deal with Trump World to leave the race in exchange for a sweet sinecure in the administration.

Had Adams left back in August, it wouldn’t have been enough to make a front-runner out of Andrew Cuomo, a Democrat now running as an independent after losing his party primary. But a high-profile departure by the incumbent might have provided some momentum for the former governor as the race was coming into focus.

For a guy who needed the president to intervene to save him from bribery charges, Adams sure seems bad at the whole payola thing. He leaves the race broke, without a cushy landing spot and without providing much help to Cuomo, who will have to scrap with Republican Curtis Sliwa for the sliver of voters who had been sticking with hizzoner. 

That’s not to say Cuomo won’t win, though. For all of Mamdani’s big leads in polls, he hasn’t cracked 50 percent once.

In an average of the five most recent high-quality surveys of New York voters, it’s Mamdani with 45 percent support, the other three with a combined 47 percent, and 8 percent undecided.

There would certainly be some poetic parallelism in Mamdani winning a primary that he looked sure to lose and then losing a general that he looked sure to win.

But ask yourself: Who is more likely to sit out the election? A Republican who feels obliged to vote for a candidate she or he has spent decades despising to stop Mamdani, or a Mamdani voter who is excited about the chance to disrupt the trajectory of a city that appears fundamentally broken?

Last week, the maker of a wearable artificial intelligence companion launched the largest-ever ad campaign on the New York subway. The signs blanketed tunnels and rail cars with stark text ads for a product that seems equally bleak in its design and purpose. The circle-shaped device is always listening in order to provide tailored interactions with the wearer, like the start of a Dave Eggers novel or a Spike Jonze movie from a decade ago. 

“I know people in New York hate AI, and things like AI companionship and wearables, probably more than anywhere else in the country,” CEO Avi Schiffmann told Ad Age. “So I bought more ads than anyone has ever done with a lot of white space so that they would socially comment on the topic.”

(Continue